Por Francisco Sidou, jornalista.
Belém
completa 397 anos em meio a muitos problemas, demandas e carências,
mas, também, com o renovo da expectativa de sua gente
por dias melhores, com a eleição de prefeito novo, energizado pelos quase 500 mil
votos de confiança nele depositados. O novo prefeito assume diante de uma enxurrada de esperanças e também das
águas de janeiro, que expõem as mazelas de uma cidade que cresceu
desordenadamente, sem planejamento urbano, sem saneamento básico e com
muito pouca ação governamental em busca de soluções inadiáveis, sempre
adiadas Ruas alagadas, casas
inundadas, bueiros entupidos de lixo jogado na via pública,
engarrafamentos colossais, buzinaços estressantes. São faces do caos
urbano que se estabelece quando chove. A insegurança e o medo de
assaltos nas paradas de ônibus e nos congestionamentos completam o
cenário de abandono, escancarando a omissão dos agentes públicos. A
nossa bela cidade esteve sem comando e à deriva durante os últimos oito anos.
As soluções dos graves
problemas urbanos de Belém são historicamente remetidas para um passado de omissões,
falta de planejamento e de visão, “heranças malditas”, fantasmas que
precisam ser exorcizados não com queixumes, mas com ações governamentais
efetivas de parte de gestores públicos que se elegeram justamente
prometendo mudanças.
A cidade e sua população, sobretudo a mais carente, continua sofrendo os efeitos da época invernosa, sem perspectivas de soluções a curto prazo. Não vale culpar a natureza, pois esses problemas são antigos e recorrentes. Planos existem muitos. O que falta é ação. O ex-prefeito Duciomar gostava muito de citar as tais "obras estruturantes", cujos efeitos a população jamais sentiu.
O trânsito continua neurótico e estressante e não só quando chove. A cidade está ficando "engessada". Vocês lembram da famosa profecia dos jovens técnicos japoneses da Jica? Pois bem: eles previram, com base em premissas técnicas, que Belém poderia parar até 2010, caso não fossem realizadas algumas obras viárias indispensáveis para desafogar as vias de tráfego da cidade. Isso em 1986. Alguém duvida que isso esteja acontecendo ? O Projeto do BRT, iniciado de maneira açodada pelo desprefeito Dudu, só fez aumentar o caos no trânsito na BR-316, Augusto Monnegro e Almirante Barroso. E também sua rejeição e de seu candidato, aquele que "sabia como fazer"...
Como toda obra feita sem planejamento técnico adequado, agora vai precisar ser reformulada para sua adaptação ao projeto macro do Ação Metrópole, por se tratar de um Projeto Integrado, que atinge todos os municípios da Área Metropolitana de Belém, fato que Duciomar atropelou na ânsia de mostrar serviço e enganar os eleitores.
A saúde pública em Belém também está agônica. São muitas as mortes de pessoas por omissão de socorro nos pronto-socorros municipais. A desesperança toma conta de seus familiares, que se sentem nessas horas totalmente impotentes e abandonados. São dramas de uma realidade cruel, que parecem tão rotineiros que não mais sensibilizam gestores públicos justamente encarregados de promover as ações necessárias para promover saúde pública de qualidade para a população.
A insegurança do belenense também é pública e notória. Diariamente os noticiários de rádio, jornal e Tv trazem registros de crimes brutais, cometidos por motivos torpes ou banais. Ninguém mais se sente seguro nas ruas, nos cinemas, nos shoppings, nos bares ou nos lares. Algo precisa ser feito. Do contrário, todos estamos ameaçados de viver em estado de transe, desconfiando de tudo e de todos. Muros altos e cercas elétricas não são soluções, pois os condomínios mais "seguros" são jutamente os mais visados pelas quadrilhas de assaltantes à mão armada. Ações sociais e maior preparo dos policiais são mais indicadas do que o aumento das frotas de veículos e construção de novos presídios.
A "saga" da contrução de torres tórridas em concreto, vidro e aço, para satisfazer ambições desmedidas e ilusórios sonhos consumistas está transformando Belém numa cidade sitiada pelo calor , pois essas "torres de marfim" estão impedindo a circulação dos ventos e destruindo áreas verdes e quintais,"pontes" da cidade com a natureza e a vida. A arborização da cidade é tarefa urgente e inadiável. Pelo menos um milhão de novas árvores precisam ser plantadas já. Não se concebe Belém como a capital menos arborizada do Brasil, com sua localização privilegiada, na porta de entrada da maior floresta tropical do planeta.
Como toda morena bonita/brejeira/ faceira, Belém, ainda que mal cuidada, tem lá seus muitos encantos e cheiros, sabores e cores. Prefeito Zenaldo, o senhor já tomou banho de chuva nas tardes belenenses saboreando uma deliciosa manga caída madura do pé ? É disso que Belém precisa. De amor, de afagos e de carinho para voltar a sorrir e também recuperar a autoestima de sua gente.
A cidade e sua população, sobretudo a mais carente, continua sofrendo os efeitos da época invernosa, sem perspectivas de soluções a curto prazo. Não vale culpar a natureza, pois esses problemas são antigos e recorrentes. Planos existem muitos. O que falta é ação. O ex-prefeito Duciomar gostava muito de citar as tais "obras estruturantes", cujos efeitos a população jamais sentiu.
O trânsito continua neurótico e estressante e não só quando chove. A cidade está ficando "engessada". Vocês lembram da famosa profecia dos jovens técnicos japoneses da Jica? Pois bem: eles previram, com base em premissas técnicas, que Belém poderia parar até 2010, caso não fossem realizadas algumas obras viárias indispensáveis para desafogar as vias de tráfego da cidade. Isso em 1986. Alguém duvida que isso esteja acontecendo ? O Projeto do BRT, iniciado de maneira açodada pelo desprefeito Dudu, só fez aumentar o caos no trânsito na BR-316, Augusto Monnegro e Almirante Barroso. E também sua rejeição e de seu candidato, aquele que "sabia como fazer"...
Como toda obra feita sem planejamento técnico adequado, agora vai precisar ser reformulada para sua adaptação ao projeto macro do Ação Metrópole, por se tratar de um Projeto Integrado, que atinge todos os municípios da Área Metropolitana de Belém, fato que Duciomar atropelou na ânsia de mostrar serviço e enganar os eleitores.
A saúde pública em Belém também está agônica. São muitas as mortes de pessoas por omissão de socorro nos pronto-socorros municipais. A desesperança toma conta de seus familiares, que se sentem nessas horas totalmente impotentes e abandonados. São dramas de uma realidade cruel, que parecem tão rotineiros que não mais sensibilizam gestores públicos justamente encarregados de promover as ações necessárias para promover saúde pública de qualidade para a população.
A insegurança do belenense também é pública e notória. Diariamente os noticiários de rádio, jornal e Tv trazem registros de crimes brutais, cometidos por motivos torpes ou banais. Ninguém mais se sente seguro nas ruas, nos cinemas, nos shoppings, nos bares ou nos lares. Algo precisa ser feito. Do contrário, todos estamos ameaçados de viver em estado de transe, desconfiando de tudo e de todos. Muros altos e cercas elétricas não são soluções, pois os condomínios mais "seguros" são jutamente os mais visados pelas quadrilhas de assaltantes à mão armada. Ações sociais e maior preparo dos policiais são mais indicadas do que o aumento das frotas de veículos e construção de novos presídios.
A "saga" da contrução de torres tórridas em concreto, vidro e aço, para satisfazer ambições desmedidas e ilusórios sonhos consumistas está transformando Belém numa cidade sitiada pelo calor , pois essas "torres de marfim" estão impedindo a circulação dos ventos e destruindo áreas verdes e quintais,"pontes" da cidade com a natureza e a vida. A arborização da cidade é tarefa urgente e inadiável. Pelo menos um milhão de novas árvores precisam ser plantadas já. Não se concebe Belém como a capital menos arborizada do Brasil, com sua localização privilegiada, na porta de entrada da maior floresta tropical do planeta.
Como toda morena bonita/brejeira/ faceira, Belém, ainda que mal cuidada, tem lá seus muitos encantos e cheiros, sabores e cores. Prefeito Zenaldo, o senhor já tomou banho de chuva nas tardes belenenses saboreando uma deliciosa manga caída madura do pé ? É disso que Belém precisa. De amor, de afagos e de carinho para voltar a sorrir e também recuperar a autoestima de sua gente.

Esse jornalista escreve bonito, mas as suas posições são, por vezes, passionais, com tapinha nas costas dos Senhores de Plantão. Quando Duciomar assumiu a prefeitura, oito anos atrás, era ele e não Zenaldo, a esperança do povo e também do jornalista. Edimilson era o boi de piranha, posição agora legada ao Duciomar.
ResponderExcluirOra veja. O BRT, iniciado pelo Duciomar, agora está brecado pelo novo prefeito que, já no cargo, descobriu que no projeto há erros crassos que precisam ser corrigidos. Pura manobra. O que o novo prefeito sabe é que, eleito pela máquina do estado, deveres há de prestar ao Jatene, seu zeloso tutor que, aliás, até cedeu badalada figura do seu secretariado para monitorar os passos do novo prefeito, tudo de uma forma aparentemente Cativo ante. Zenaldo não pode pisar na bola. O BRT, apenas um segmento a ser integrado ao Ação Metrópole, que no seu todo envolverá também Ananindeua e Marituba, não pode ser priorizado, de imediato, sob pena de perder o efeito pirotécnico que o Jatene precisa usar na sua campanha para a reeleição de 2016. Esta, aliás, uma das astúcias já na algibeira não somente do Jatene como na de qualquer político neste país de valha-me Deus.
No frigir dos ovos, o articulista comete alguns pecados. Diz que desde 86 os japoneses da Jica vaticinavam que em 2010 o transito de Belém entraria em colapso se algo não fosse feito para evitar a catástrofe. Um aviso dado há quase 20 anos e que, agora, nesse clima de Sodoma e Gomorra, tem como culpado apenas o Dudu, o prefeito dos últimos oito anos dessas quase duas décadas, tal como sentenciado pel o jornalista ao dizer, sobre o BRT, que: “ Como toda obra feita sem planejamento técnico adequado, agora vai precisar ser reformulada para sua adaptação ao projeto macro do Ação Metrópole, por se tratar de um Projeto Integrado, que atinge todos os municípios da Área Metropolitana de Belém, fato que Duciomar atropelou na ânsia de mostrar serviço e enganar os eleitores.”
Por essas e outras é que a Belém dos últimos 16 anos, como cdisse um blogueiro da Fanssinete Florenzam, passou de CIDADE CRIANÇA, embalada pelo Edmilson, viveu as peripécias de um PREFEITO TRAPALHÃO (será???) nas mãos do Dudu e agora cai nos braços de um PREFEITO CRIANÇA.
O Sidou é jornalista chapa-branca, lotado em uma secretaria do governo Jatene e que é comandada por um pau-mandado do Priante e do Jader Barbalho. Assim, tem mesmo é que bater só em cachorro morto (Duciomar), para agradar os seus padrinhos.Criticas ao Jatene, ja-ma-is.
ResponderExcluirSó quem não conhece o Sidou ou quem com ele guarda desmesurado ressedntimento pode dizer que o Sidou é "jornalista chapa-branca, porque, atualmente, prestas o seu of´´icio profissional a uma das secretarios do governo do Jatene.
ResponderExcluirMaldoso ou ressentido, o Anônimo das 0702 esquece ou propositadamente omite saber que o Sidou, depois de atuar como jornalista por mais de 10 anos na CASF, foi dispensado exatamente porque não se rendeu aos caprichos e vaidades do então todo poderoso "dono da CASF", então conhecido como D.Prado I. Traduzindo: exatamente por não ser um jornalista chapa-branca - aquele que se molda às conveniências do momento.
Acrônica que escreveu sobre a nossa Belém e o seu novo prefeito , sem dúvida, é mais que pertinento porque a posse do novo Gestor Municipal é fato recente. E os fatos recentes não podem passar ao largo das atenções do bom profissional da informação. Na matéria, Sidou apenas abriu um leque de conceitos e juízo de valores a respeito das recentes administrações municipais, muitas das quais, sem dúvida, merecem contrapontos, pertinentes ou não. Nesse aspécto, o certo é que comungo de algumas das posições citadas pelio primeiro comentarista, respeitando ainda aquelas com as quais não concordo a exemplo da desesperança quanto ao futuro na nossa Cidade sob a gestão do novo Prefeito. Zenaldo não pode nem deve ser avaliado há menos de um mêda data em que tomou posse na Prefeitura de Belém. É esparar para ver, no tempo e na hora certa.
Agradeço de coração, caro Madipaz, suas palavras generosas a meu respeito. Você é um desses profissionais que se fazem respeitar não só pela qualificação técnica, mas , principalmente, pelo senso de justiça no trato com as pessoas. Seu depoimento me conforta, pois os ressentidos que recorrem ao anonimato para ataques pessoais, na verdade, sofrem de uma espécie de patologia social que os fazem liberar seus instintos mais primitivos em comentários raivosos nos Blogs, deturpando o uso dessa importante mídia, onde deveriam debater ideias e propostas para Belém, o que costumo fazer em meus modestos artigos. Quanto a expectativa gerada pela posse de um novo prefeito é sempre salutar, independente de seu partido político. Eleito, ele se torna o prefeito de todos os belenenses. Precisamos acabar com essas briguinhas paroquais que só tem contribuído para a cultura do atraso, a exemplo do trãnsito de Belém.
ResponderExcluir