A recente criação do Solidariedade e do Pros e a campanha eleitoral de
2014 deverão fazer do Fundo Partidário um verdadeiro canal de irrigação
financeira das legendas no próximo ano. A peça orçamentária que tramita
no Congresso Nacional prevê R$ 264,3 milhões de assistência financeira a
todas as siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas
já há uma pressão nos bastidores, feita por parlamentares de diferentes
correntes, para que o valor do fundo seja turbinado, assim como ocorreu
nos últimos três anos. Desde 2011, deputados e senadores adicionam R$
100 milhões ao fundo, durante a tramitação do projeto de lei
orçamentária da União no Legislativo. Se o comportamento se repetir, o
fundo deverá ter o maior volume de todos os tempos no próximo ano: R$
364,3 milhões. Além do dinheiro público, as siglas têm direito a tempo
de rádio e tevê além de doações feitas por pessoas físicas e empresas.
O cálculo do fundo é definido pela Lei nº 9.096/95, que estabelece a dotação orçamentária com base no número de eleitores multiplicado por um valor reajustado anualmente pelo IGP-DI/FGV. Porém, esse critério técnico acabou ignorado pelos parlamentares nos últimos três anos. Na primeira ocasião, por vontade política, eles aumentaram a verba para ajudar o pagamento das dívidas de campanha contraídas em 2010. Depois, repetiram o expediente.
O cálculo do fundo é definido pela Lei nº 9.096/95, que estabelece a dotação orçamentária com base no número de eleitores multiplicado por um valor reajustado anualmente pelo IGP-DI/FGV. Porém, esse critério técnico acabou ignorado pelos parlamentares nos últimos três anos. Na primeira ocasião, por vontade política, eles aumentaram a verba para ajudar o pagamento das dívidas de campanha contraídas em 2010. Depois, repetiram o expediente.
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