O ministro Marco Aurélio - um dos três membros do Supremo
Tribunal Federal que integram o Tribunal Superior Eleitoral - disse,
nesta quarta-feira (2/10), que acha “muito difícil” que o plenário do
TSE aprove, na sessão desta quinta-feira (3/10), o registro do
novo partido Rede Sustentabilidade, liderado pela ex-senadora Marina
Silva. Mas admitiu que “colegiado é uma caixa de surpresas”.
Na sessão do último dia 24 de setembro, por 4 votos a 3 (com o voto de minerva da ministra Cármen Lúcia, presidente
do TSE), foi formalmente criado o Solidariedade – o 32º partido
político do país. Naquela oportunidade – em caso semelhante ao da Rede
de Marina Silva – ficaram vencidos, além e Marco Aurélio, os ministros
Henrique Neves e Luciana Lóssio. A maioria foi formada pelos ministros
Otávio Noronha, Laurita Vaz (relatora), Dias Toffoli e Cármen Lúcia.
O ministro Marco Aurélio admite que “é possível que eu esteja
errado porque fiquei na corrente minoritária”, e “já flexibilizaram a
questão quanto à resolução do TSE, pelo menos nos casos do PSD e do Solidariedade”. Mas sublinhou que a Rede “já tem pela proa” o parecer contrário da Procuradoria-Geral Eleitoral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário