Quem pensou em assistir a um Re-Pa no clima de uma das maiores festas
religiosas do país, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, terá de esperar
por mais tempo. O Clássico Rei da Amazônia chegou a ser discutido para
acontecer na ante-véspera da festividade, na sexta-feira (11), mas, de
acordo com o diretor de futebol do Remo, Thiago Passos, foi descartado.
O evento teria como ingresso a entrega de alimentos perecíveis, mas
os clubes receberiam uma cota da Prefeitura de Belém, idealizadora do
projeto, para participar. Passos explicou que o que determinou o
cancelamento do clássico foi justamente tal cota.
'A
questão financeira foi a grande questão. A proposta que foi repassada a
nós (Remo e Paysandu) foi abaixo do que esperávamos e acabamos
decidindo em conjunto que não haveria a possibilidade de realizar o
jogo', falou. O valor especulado sobre a proposta oferecida girou em
torno de R$ 80 mil para cada clube.
"A proposta foi feita pela Prefeitura de Belém. Os dois clubes recusaram o valor oferecido - R$ 80 mil. Queriam R$ 150 mil para cada um. O prefeito, com razão, disse NÃO! Enquanto isso, o Remo, anda atrás de propostas para o seu time profissional (sem série, sem nada...) jogar em cidadezinhas do interior, cobrando R$ 20 mil e até menos, com transporte e alimentação por sua conta. Um de seus imóveis, conhecido como Carrossel, anexo ao Baenão, será leiloado no próximo dia 25 pela Justiça do Trabalho para pagamento de vultosos valores em favor de ex-jogadores que, quando dispensados, não receberam salários atrasados e outras vantagens legais. Os funcionários do clube não recebem salários há vários meses. Mesmo assim, o tal presidente Zeca Pirão, faz beicinho e não aceita R$ 80 mil para participar do RExPA. A mesma coisa fez o Paysandu que, também, enfrenta crise financeira muito difícil, e certamente terá parte do seu patrimônio leiloado pela JT. Estes são os dirigentes irresponsáveis do nosso decadente futebol".
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