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domingo, 10 de novembro de 2013

Governo anuncia corte de ponto dos professores em greve

A partir de segunda-feira (11), o Governo do Estado irá ocupar as vagas, cortar o ponto e descontar os dias parados dos professores que estão em greve. Para ocupar as vagas, o governo pretende contratar novos profissionais. O corte do ponto e o desconto dos dias parados estão confirmados já no salário de novembro. A paralisação dos professores chega hoje ao 49º dia.

De acordo com coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Willins Silva, a categoria discorda da atitude do governo do Estado. “O governo quer jogar a sociedade contra a nossa categoria, falando que essa atitude é para o bem dos alunos. Além de querer criar discórdia entre os professores, já que eles dizem que quem voltar para a sala de aula na segunda, não terá os dias descontados. Eles querem jogar pra gente a responsabilidade, como se fossemos responsáveis pelo caos na educação”, diz Willins, que afirma ter tomado conhecimento das atitudes do governo na noite deste sábado (9).

A regulamentação da jornada de trabalho e pagamento do retroativo são alguns dos pontos que ainda estão pendentes. “Eles dizem que vão pagar o retroativo de acordo com a arrecadação do governo. Além de afirmarem que não existe mais proposta a fazer, porém sabemos que ainda existe a possibilidade de avanço nas negociações”, completa Willins. Ele afirma ainda que as reivindicações da categoria não são apenas econômicas, mas também sociais, “pois queremos melhores condições de trabalho, melhores escolas, não queremos salas super lotadas, entre outras”.

O Sintepp afirmou ainda que a categoria permanecerá ocupando o prédio Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Na próxima terça-feira (12), às 15h, uma nova assembleia será realizada no local.

“Cada vez que o governo ataca a categoria, só piora as negociações. Nós somos conscientes dos nossos direitos. Nosso compromisso é com a educação e vamos continuar defendendo”, finaliza Willins Silva.

Em nota oficial, o governo afirmou que "não há mais propostas a fazer”, pois chegou ao seu limite orçamentário. (DOL)

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