Por Padre Sidney Canto (*)
A morte... Ah! Essa incompreendida irmã dos mortais...
A morte... Uma porta que se abre para a imortalidade!
Santarém perde Felisberto Carvalho Sussuarana (foto abaixo). A eternidade ganha um exemplo de dedicação e humildade.
Lembro-me com carinho quando ganhei da Enoe, esposa do Renato (irmão de Felisberto) um elogio pela Revista “Programa da Festa de Nossa Senhora da Conceição”, que ele recebia e lia. Na ocasião ele estava feliz com a qualidade não somente gráfica (a Revista vinha com todas as páginas coloridas), mas principalmente pela qualidade dos artigos nela publicados.
Dias depois fui presenteado com sua obra “Amazônia: Tapajônia: Santarênia”, por ele autografada. Era um troféu. Infelizmente, me foi levado o livro e nunca mais o vi... Comprei outro, sem a assinatura do mestre, mas que ainda hoje me é um dos livros que não estão na minha estante, é obra de cabeceira da cama, de consulta frequente, de leitura obrigatória para quem quer aprender mais sobre nossa história.
Felisberto sempre me foi inspirador. Suas pesquisas animaram e ainda animam ainda mais as minhas pesquisas. Dele aprendi que não podemos nos contentar com o que temos, que temos que ir a busca de mais conhecimento sobre nossa “Terra Querida”, quanto mais conhecimento, mais amor...
Felisberto nos deixou, mas ele também deixou gravado em suas obras o grande amor pela sua terra natal, um exemplo para todos os que amam verdadeiramente a história de Santarém. O historiador nos ajudou a conhecer melhor a nossa história. O poeta deixou lindas poesias (algumas delas tão reflexivas que estão mais para peças de filosofia do que para a poética). O Felisberto cristão soube ser humilde, principalmente diante das adversidades da vida.
Santarém deve muito a Felisberto... Deve carinho, gratidão e, principalmente a realização de seu grande sonho: o de voltar a sua tapajônica tão amada, tão querida!
Infelizmente esta volta não pode ser em vida, como ele tanto desejava, mas lhe devemos sua volta à terra que lhe viu nascer, crescer e que, mesmo distante, continuava a ser sempre sua.
A morte, para ti, não foi mera partida deste mundo. Tu, que foste feliz até no nome, possas agora, lá do céu, contemplar as belezas que tuas poesias tanto mostraram: a de uma Santarém menina, menina linda, pérola encantada deste Tapajós azul... Muito obrigado, Felisberto! Adeus! Vai em paz!
(*) É Presbítero da Diocese de Santarém, membro da Academia de Letras e Artes de Santarém – ALAS e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós – IHGTap.
Mais aqui >SANTARÉM, CIDADE DO AMOR
A morte... Uma porta que se abre para a imortalidade!
Santarém perde Felisberto Carvalho Sussuarana (foto abaixo). A eternidade ganha um exemplo de dedicação e humildade.
Lembro-me com carinho quando ganhei da Enoe, esposa do Renato (irmão de Felisberto) um elogio pela Revista “Programa da Festa de Nossa Senhora da Conceição”, que ele recebia e lia. Na ocasião ele estava feliz com a qualidade não somente gráfica (a Revista vinha com todas as páginas coloridas), mas principalmente pela qualidade dos artigos nela publicados.
Dias depois fui presenteado com sua obra “Amazônia: Tapajônia: Santarênia”, por ele autografada. Era um troféu. Infelizmente, me foi levado o livro e nunca mais o vi... Comprei outro, sem a assinatura do mestre, mas que ainda hoje me é um dos livros que não estão na minha estante, é obra de cabeceira da cama, de consulta frequente, de leitura obrigatória para quem quer aprender mais sobre nossa história.
Felisberto sempre me foi inspirador. Suas pesquisas animaram e ainda animam ainda mais as minhas pesquisas. Dele aprendi que não podemos nos contentar com o que temos, que temos que ir a busca de mais conhecimento sobre nossa “Terra Querida”, quanto mais conhecimento, mais amor...
Felisberto nos deixou, mas ele também deixou gravado em suas obras o grande amor pela sua terra natal, um exemplo para todos os que amam verdadeiramente a história de Santarém. O historiador nos ajudou a conhecer melhor a nossa história. O poeta deixou lindas poesias (algumas delas tão reflexivas que estão mais para peças de filosofia do que para a poética). O Felisberto cristão soube ser humilde, principalmente diante das adversidades da vida.
Santarém deve muito a Felisberto... Deve carinho, gratidão e, principalmente a realização de seu grande sonho: o de voltar a sua tapajônica tão amada, tão querida!
Infelizmente esta volta não pode ser em vida, como ele tanto desejava, mas lhe devemos sua volta à terra que lhe viu nascer, crescer e que, mesmo distante, continuava a ser sempre sua.
A morte, para ti, não foi mera partida deste mundo. Tu, que foste feliz até no nome, possas agora, lá do céu, contemplar as belezas que tuas poesias tanto mostraram: a de uma Santarém menina, menina linda, pérola encantada deste Tapajós azul... Muito obrigado, Felisberto! Adeus! Vai em paz!
(*) É Presbítero da Diocese de Santarém, membro da Academia de Letras e Artes de Santarém – ALAS e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós – IHGTap.

Feliz pelas lindas palavras e solidária as mesmas, pois bem sabe quem conviveu o quanto ímpar e especial ele o era. Hoje a minha árvore de Natal contempla todos os cartões de Natal dele ganhos. Obrigada pelo seu carinho ao nosso tio Beto.
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