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domingo, 15 de dezembro de 2013

Brasil lidera o grupo da morte e sofre com violência nos estádios

A bandeira de um clube representa para muitos torcedores a maior paixão de suas vidas, mas em algumas ocasiões serve para cobrir o caixão, junto com as lágrimas de familiares que sofrem com a perda de entes queridos. Muitas vezes, lideranças em rankings são motivo de orgulho, mas, neste, o Brasil tem de se envergonhar. Com 30 mortes apenas em 2013, o país lidera essa mórbida lista mundial, seguido por Argentina e Itália. Resultado de dar "inveja" ao mais violento dos hooligans.
Polícia demorou a intervir em Joinville 
O Brasil detém um bicampeonato sinistro, já que em 2012 contabilizou 23 mortes. Os números comparados ao deste ano apontam um crescimento de 30%. - “O ano não acabou e não contabilizamos o Kevin Espada, que, apesar de ter morrido na Bolívia, tudo leva a crer que foi morto por brasileiros. São 30 mortes comprovadas”, diz Mauricio Murad, sociólogo e professor de mestrado da Universidade Salgado de Oliveira, que lançou o livro ‘Para entender a violência’.

A maior parte das mortes acontece no Nordeste e é consequência do aumento da violência como um todo no país - o Brasil também é campeão mundial em mortes no trânsito e em homicídios. No futebol, a maioria dos assassinatos acontece fora dos estádios, já que houve uma melhora no efetivo de segurança dentro das arenas. - “No meio da multidão todo mundo se exacerba. As pessoas acham que podem tudo por estar no anonimato, entre muita gente. Soma-se isso ao despreparo dos policiais e chegamos nesse número assustador”, afirma Murad, que assistiu em casa com os filhos às tristes cenas de selvageria entre torcedores de Atlético-PR e Vasco. - “Aquilo foi um horror. Vândalos se atacando, sua casa sendo invadida por esse filme de terror. Trabalho com isso desde 1990 e já vi muita coisa, mas confesso que o que assisti me chocou. Cenas de covardia e descontrole. Onde estava a polícia? São gangues em um jogo que se mostrava problemático desde o início”, destaca.

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