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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Mensalão mineiro: PGR sugere 22 anos de prisão para Azeredo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem (7/2) ao ministro Roberto Barroso, relator no Supremo Tribunal Federal da ação penal do chamado mensalão mineiro (AP 536), as suas "alegações finais", nas quais recomenda que o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) seja condenado pelos crimes de peculato (três vezes) e lavagem de dinheiro (seis vezes) a penas que somariam 22 anos de prisão, mais multa de R$ 451.052 (623 dias/multa). 
Atual deputado e ex-governador de Minas é acusado de peculato e lavagem de dinheiro 
Azeredo, atual deputado e ex-governador de Minas
Nas alegações finais - que têm mais de 80 páginas - o chefe do Ministério Público afirma que o atual deputado federal Eduardo Azeredo provocou uma "subversão do sistema político-eleitoral", e acrescenta: "Usando a máquina administrativa em seu favor de forma criminosa e causando um desequilíbrio econômico financeiro entre os demais concorrentes ao cargo de governador de Minas Gerais em 1998".

Com estas alegações finais, o relator Roberto Barroso terá condições de levar a ação penal a julgamento, decorridos os prazos regimentais.

A expectativa é de que Barroso notifique os advogados do deputado na próxima semana. O prazo posterior é de 15 dias, ao fim do qual os autos devem ser remetidos ao revisor da AP 536, que é o ministro Celso de Mello.Mais aqui > Mensalão mineiro...

Um comentário:

  1. Caro Ércio, a quem o Janot quer agradar? Será que é aos que o indicaram para o cargo? O Ministério Público jamais define o quantitativo da pena, não é função do Ministério a dosimetria da pena. Isso é função do(s) juiz(es). Ao oferecer a denúncia criminal, o Ministério Público apenas narra os fatos e as provas e indica os artigos das leis penais que foram violados. O Procurador-Geral da República não pode passar por cima do poder jurisdicional dos ministros do STF. Sei disso porque fui membro do Ministério Público por mais de 30 anos e não me deixo ludibriar pela postura midiática do tal Janot.

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