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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Vale a pena ler: O bem e o mal

Por Cardeal Orani Tempesta

A questão do bem e do mal não é mera formulação de uma mente humana pouco ocupada, mas, ao contrário, é uma realidade viva que se apresenta a cada um de nós desde as primeiras páginas da Sagrada Escritura e em tantos outros documentos históricos dos primórdios das diversas civilizações.

A título de definição precisa, à luz da Filosofia, constatamos que pode ser chamado de bem “tudo o que possui um valor moral ou físico positivo, constituindo o objeto ou fim da ação humana”. Para Aristóteles, o bem ‘é aquilo a que todos os seres aspiram’; ‘O bem é desejável quando ele interessa a um indivíduo isolado, mas seu caráter é mais belo e mais divino quando se aplica a um povo e a Estados inteiros’. “Tanto para os antigos quanto para os escolásticos, o bem designa, em última instância, o Ser que possui a perfeição absoluta: Deus” (...) “Enquanto conceito normativo fundamental na ordem ética, o bem designa aquilo que é conforme ao ideal e às normas da moral” (H. Japiassú; D. Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: JZE, 1999).

O mal, por sua vez, designa “em um sentido geral, tudo o que é negativo, nocivo ou prejudicial a alguém”. ‘Podemos considerar o mal em um sentido metafísico, físico ou moral. O mal metafísico consiste na simples imperfeição, o mal físico no sofrimento, e o mal moral no pecado’ (Leibniz)” (idem). Contra a tese maniqueísta – segundo a qual há dois princípios coeternos, um bom e um mal que têm existência em si mesmos – a filosofia e a teologia cristãs se levantaram, especialmente com Santo Agostinho, século V, que fora maniqueísta, para dizer que o mal não existe em um sentido absoluto, mas apenas como imperfeição, limitação de um ser. Desse modo, a escuridão não tem existência própria, ela só pode surgir na falta da luz.
Mais aqui >O bem e o mal

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