Atualmente, é necessário o apoio de ao menos cinco federações nacionais para lançar uma candidatura à presidência da Fifa, além de ter trabalhos recentes no meio do futebol, que para Zico é o quesito que deve ser mantido. "Serão necessárias mudanças de regra do jogo, com as que estão aí não há possibilidade de concordância. A exigência de cinco federações é o prenúncio da corrupção."
Zico também pensou na hipótese de se candidatar ao comando da CBF, mas considera uma missão quase impossível, já que é necessário o apoio das federações estaduais que, segundo ele, "são fechadas com a atual direção da entidade". "O ideal era tentar, primeiro, no Brasil. Mas é mais fácil conseguir o apoio de cinco federações ao redor do mundo que se candidatar à CBF."
A experiência na política, como secretário nacional de Esportes no governo de Fernando Collor, e como atleta e técnico por vários países, é o trunfo de Zico. "A candidatura tem uma vida. Ajuda o fato de ter passado por vários continentes e ter criado uma história em alguns deles".
O ex-jogador também frisou que tem experiência no trabalho de gestão. "Além de secretário de Esportes, fui presidente do sindicato dos atletas e ajudei na legislação esportiva", ponderou.
Um de seus possíveis adversários na eleição da Fifa é o francês Michel Platini, presidente da Uefa. E Zico afirmou que o também ex-jogador é uma de suas inspirações para a candidatura. "O Platini só teve um cargo, no comitê de organização da Copa da França (1998), antes de chegar à Uefa. E está fazendo um ótimo trabalho lá", considerou.
"Quanto ao (atual presidente da CBF, Marco Polo) Del Nero, não o conheço bem. Mas sempre vimos ele e o Marin juntos, então acho difícil ele não saber de tudo. Sobre a renúncia, ele sabe do momento dele", considerou Zico. E, como se já estivesse em campanha, deixou uma frase que pode servir como lema. "Agora enxergo uma possibilidade de mudança. Minha voz pode ajudar outras vozes do esporte a lutar contra a corrupção."
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