Para tentar cumprir a promessa de “cortar na própria carne” antes de aumentar impostos, a presidente Dilma Rousseff convocou parte dos ministros ontem, 12, no Palácio da Alvorada, para ordenar “um pente fino” nos gastos das pastas.
Dilma deu as seguintes diretrizes: corte de cargos comissionados, reavaliação de investimentos e redução de contratos de serviços já firmados. O plano nessa primeira fase é economizar por volta de R$ 15 bilhões. Esse número pode crescer em etapas posteriores.
Dilma deu as seguintes diretrizes: corte de cargos comissionados, reavaliação de investimentos e redução de contratos de serviços já firmados. O plano nessa primeira fase é economizar por volta de R$ 15 bilhões. Esse número pode crescer em etapas posteriores.
Na reunião, Dilma mostrou-se abatida e preocupada
Foram duas reuniões. Pela manhã, Dilma encontrou-se com a junta orçamentária do governo, formada por Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento). No fim da tarde, foram chamados outros ministros.
A redução das despesas e o enxugamento da máquina pública têm dois objetivos. O primeiro é criar ambiente para negociar com o Congresso, que exigiu que o Executivo primeiro cortasse em sua própria carne antes de propor aumento de impostos. A segunda é correr para apresentar medidas que evitem o rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco Fitch e Moody’s, depois que a Standard & Poor’s retirou o selo de bom pagador do Brasil na semana passada.
Para reforçar a arrecadação de 2016, que tem uma previsão orçamentária de déficit de R$ 30,5 bilhões, além de um aumento na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis, o Executivo está discutindo até o encaminhamento de medida provisória que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade, incluindo terrenos de Marinha.
Uma das medidas que está em discussão é o corte de alguns dos quase 24 000 cargos comissionados no governo federal, que consomem 1,9 bilhão de reais a cada ano. Nos últimos 12 anos em que o país foi governado pelo PT, mais de 5 000 novos cargos foram criados. Na França este tipo de nomeação fora da carreira pública não passa de 4 800 vagas e nos EUA, 8 000.
A redução das despesas e o enxugamento da máquina pública têm dois objetivos. O primeiro é criar ambiente para negociar com o Congresso, que exigiu que o Executivo primeiro cortasse em sua própria carne antes de propor aumento de impostos. A segunda é correr para apresentar medidas que evitem o rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco Fitch e Moody’s, depois que a Standard & Poor’s retirou o selo de bom pagador do Brasil na semana passada.
Para reforçar a arrecadação de 2016, que tem uma previsão orçamentária de déficit de R$ 30,5 bilhões, além de um aumento na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis, o Executivo está discutindo até o encaminhamento de medida provisória que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade, incluindo terrenos de Marinha.
Uma das medidas que está em discussão é o corte de alguns dos quase 24 000 cargos comissionados no governo federal, que consomem 1,9 bilhão de reais a cada ano. Nos últimos 12 anos em que o país foi governado pelo PT, mais de 5 000 novos cargos foram criados. Na França este tipo de nomeação fora da carreira pública não passa de 4 800 vagas e nos EUA, 8 000.

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