Barraca foi construída com madeira de lei e paredes de bambu (Foto: Karla Lima/G1)
Na parte interna, barraca tem pias e balcão para garantir higiene
Com madeira de lei e paredes de bambu que dão um toque rústico e
ecológico a estrutura, o novo modelo de barracas para o atendimento de
clientes na praia Ilha do Amor, na Vila de Alter do Chão, em Santarém,
oeste do Pará foi lançado ontem (15). A estrutura, que conta
agora com um assoalho para ser utilizada por mais tempo no período de
cheia do rio custou cerca de R$ 55 mil.
O protótipo foi idealizado pelo engenheiro e diretor da Associação
Comercial e Empresarial de Santarém (Aces), Roberto Branco. A intenção é
que todas as 17 barracas da praia sigam o padrão desta primeira: com
água encanada, duas pias, balcão de metal, dois banheiros químicos em
cada, e futuramente, seja abastecida com energia solar. Ainda não há
previsão de quando o projeto contemplará todas as barracas, pois depende
do patrocínio de empresas.
Barracas atuais não possuem assoalho e não seguem padrão
De acordo com o presidente da Aces, César Ramalheiro, a ideia surgiu
após a crise que o turismo na vila enfrentou com a divulgação de um
possível surto de hepatite. “O turismo ficou prejudicado. A vila passou
por uma situação econômica difícil. A Aces trabalhou no sentido de
revitalizar a economia começando pela padronização das barracas”.
O projeto foi bem recebido pela Associação dos Barraqueiros de Alter do
Chão. Segundo a presidente da entidade, Rosilda Corrêa Lima, os
proprietários das barracas e funcionários passarão por treinamento de
atendimento e manipulação de alimentos. “Na barraca anterior nós
tínhamos que trabalhar direto na areia. Com o novo modelo, com assoalho,
vai melhorar bastante, pois está tudo bem organizado. A partir do
momento que padronizarmos temos que mantê-las com higiene e trazer mais
clientes. Já melhorou bastante após as dificuldades”.
Licença ambiental - Pelo fato de Alter do Chão ser uma Área de Preservação Ambiental (APA) e
um dos cartões postais do turismo na cidade, a construção precisou ser
licenciada. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente
(Semma), a instalação do empreendimento está dentro da legalidade. O
próximo passo será adquirir a licença de operação. “Ele vai poder operar
a partir de algumas situações que precisam ser seguidas. Os dejetos dos
banheiros deverão ser destinados de forma correta, não poderão ser
jogados no rio. Tem que ser tratado. Tudo isso vai ser exigido na
licença de operação”, enfatizou o titular da Semma, Podalyro Neto.
Fonte: G1Santarém
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