Com o brio dos comediantes, ele defendia e tencionava racionalizar o conjunto de delitos cometidos pelo governo do qual participa como barão. Na sua fala sempre generosa para com os seus, era mais que natural que um partido “juvenil” em matéria das sacanagens afeitas ao poder à brasileira – o PT – fosse com muita gana ao pote do mel e lambuzado ficasse.
Vale assinalar essa representação do poder como um pote de mel. Como algo doce a ser comido sem pudor e em grandes quantidades precisamente porque ele é um atributo daqueles poucos que o “tomaram”. A representação do poder como mel, como disse em outras ocasião, é reveladora daquilo que a crise brasileira, como os atos falhos e o reprimido, escondem revelando.
Realmente, se o poder é um mel, como não comê-lo? No fundo, trata-se, como se sabe, de limites. Há quem o tenha desejado mas não comido e há quem o tenha comido ao ponto da lambujem. Um mensalão e um petrolão são eventos wagnerianos.
Mais aqui >Como não comer?

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