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domingo, 6 de março de 2016

Dunga convoca e escala mal

Por Tostão, médico e ex-jogador, é um dos heróis da conquista da Copa de 1970.
A presença de quatro brasileiros na seleção do mundo de 2015 é um fato animador. Dunga pensa diferente. Thiago Silva não é mais chamado há muito tempo.

Dunga tentou, mais de uma vez, barrar Daniel Alves e ainda não conseguiu. Marcelo, se fosse convocado, seria reserva. Dunga achou um bom motivo para não chamá-lo, uma contusão. Mas o jogador já voltou a treinar.

Contra o Peru, Dunga escalou o ataque com Douglas Costa e Willian pelos lados e Neymar, mais adiantado, pelo centro.

Neymar ia para a esquerda receber a bola, para, daí, partir em diagonal para o gol, como faz no Barcelona, mas os espaços já estavam ocupados por Douglas Costa.

Pela primeira vez, vi Neymar sem saber seu lugar. Isso não pode acontecer com o craque do time.

Eu escalaria Douglas Costa pela direita, Neymar pela esquerda, mesmo que ele não seja um craque para recompor e marcar o lateral, e, pelo centro, um atacante habilidoso, que se movimentasse mais, facilitasse para os companheiros e ainda finalizasse bem.

O Brasil não tem esse craque, mas os dois melhores e que têm essas características, Firmino e Jonas, não foram chamados. A convocação de Ricardo Oliveira, assim como a de Kaká, é um retrocesso.

Como a seleção tem, além de Marcelo, outro ótimo lateral esquerdo, Filipe Luís, e não possui um único grande meio-campista, formaria o meio-campo com um triângulo invertido, como faz o Corinthians, o Barcelona e poucas outras equipes, com um volante mais marcador pelo centro e um armador de cada lado, que ataque e defenda, capaz de driblar e trocar passes, em pequenos espaços, sem perder a posse de bola, mesmo quando pressionado.

Dunga fez isso contra o Peru, quando escalou Luís Gustavo pelo centro, Elias pela direita e Renato Augusto pela esquerda, repetindo o esquema do Corinthians. Foi um avanço. Eu tentaria algo diferente, com mais talento, com Willian de um lado e Marcelo do outro, mesmo fora das posições em que atuam em seus clubes.

Depois de Neymar, são os dois jogadores brasileiros com mais habilidade e recursos técnicos. Marcelo, no Real Madrid, quando avança pela meia esquerda, cria várias situações de gol.

É difícil fugir do senso comum. Eu convocaria também Ganso. Sei que quase todos vão discordar. Ganso não brilha tanto e com regularidade no São Paulo, mesmo sendo o melhor do time, porque joga ao lado de outros muito inferiores, sempre distantes uns dos outros.

Ganso está longe de ser um Iniesta, mas se o espanhol e os melhores meio-campistas do mundo jogassem no Brasil, seriam decepções. O futebol é outro. No Barcelona, um time compacto, Iniesta e Rakitic estão sempre muito próximos do volante Busquets e dos três da frente. Formam um bloco.

Dunga e muitas pessoas vão argumentar que não há tempo para treinar coisas novas e que não é hora de experimentar, mas de vencer. A falta de tempo é uma boa desculpa para os medianos. Além disso, se não mudar, aumentam as chances de perder.

Dunga é um profissional sério, disciplinado, pragmático, mas, a cada dia, o vejo refém de seu dogmatismo, de suas picuinhas e regrinhas e de sua incapacidade de enxergar o que não é espelho.

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