Alfredo e Dilma
Jornal A Crítica
Considerado como “traidor” pelo Planalto, o deputado Alfredo
Nascimento (PR), que para o grupo petista tinha a obrigação de votar
contra o impeachment, começou a colher, 48 horas após a votação, o
resultado de sua escolha. O Diário Oficial da União trouxe na edição
de ontem (19) a demissão sumária de aliados do parlamentar. Fábio
Porto foi exonerado da superintendência do Dnit/AM e Wilson Wolter não comanda mais a Administração das Hidrovias da Amazônia.
Contabilidade
O governo tinha como certo que Alfredo votaria contra o impedimento e
que o ministro de Dilma, Eduardo Braga (PMDB), conseguiria mais três
votos: os de Marcos Rotta (PMDB), Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão
(PDT). O cálculo deu errado.
Eleições
AM e Rondônia foram os únicos Estados que deram 100% de votos em
favor do impeachment. Influenciou na decisão dos parlamentares as
eleições municipais e o olho do eleitor. Marcos Rotta e Conceição, por
exemplo, podem compor chapa à Prefeitura de Manaus. Hissa tem (ainda) a
mesma pretensão.
Pop
Alfredo Nascimento pode ter atraído o ódio do governo, mas está
bombando na Internet. Seu voto pela saída de Dilma #mitou na página do
deputado, no Facebook. Até a manhã desta terça (19), o alcance do vídeo
era de 2,6 milhões de pessoas, com 17,3 mil compartilhamentos e 13 mil
curtidas.
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