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terça-feira, 19 de abril de 2016

Grupo de senadores defende realização de eleições presidenciais em outubro

Um grupo de seis senadores tenta apresentar nesta semana uma proposta de emenda à Constituição para viabilizar a realização de eleições diretas para presidente e vice-presidente em outubro deste ano. A proposta é uma tentativa de "iniciar um processo para uma saída negociada da crise" porque, para os parlamentares, o vice-presidente Michel Temer não tem as condições de reunificar o país em caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Esse é um bloco de senadores que não têm conforto nem em uma proposta e nem em outra. O que queremos é dar uma qualificação e permitir que o eleitor brasileiro, que a população brasileira possa, mesmo diante de decisões da Câmara e do Senado, possa escolher quem efetivamente deverá tocar o país diante da grave crise que estamos vivendo", disse Walter Pinheiro (ex-PT-BA).

Além de Pinheiro, o grupo é formado também pelos senadores independentes João Capiberibe (PSB-AP), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Lídice da Mata (PSB-BA) e Paulo Paim (PT-RS).

Segundo os parlamentares, eles começaram a conversar com os demais nesta semana para angariar o apoio de, pelo menos, 27 senadores que possam endossar a apresentação da PEC, prevista para ocorrer até quarta-feira (20).

De acordo com os senadores, a intenção do grupo não é tentar barrar a tramitação do processo de impeachment que chegou nesta segunda ao Senado. "Qualquer que seja a decisão do Senado, o povo brasileiro deve ser chamado para dizer quem é que ele quer que dirija o destino da nação", disse Pinheiro.

Questionados sobre a viabilidade de uma proposta como esta tramitar na Câmara e no Senado, os parlamentares disseram crer que uma mobilização das ruas pode impulsionar a proposta no Congresso. "Me parece que está claro um consenso do que foi visto nas ruas. Muitos dos que apoiam a saída de Dilma também não veem legitimidade em Michel Temer e Eduardo Cunha. Há uma rejeição da chapa que venceu as eleições de 2014", disse Randolfe.

A ideia de antecipar eleições presidenciais tem sido defendida por setores do governo e do PT que argumentam que o vice-presidente é um "conspirador" e, se assumir o poder, chefiará um governo sem legitimidade.

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