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quinta-feira, 9 de junho de 2016

No site "O Antagonista"

Conteúdo internacional
Os depoimentos de Zwi Skornicki mostram que Dilma Rousseff foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. Com um agravante: o dinheiro veio do exterior. O TSE pode cassar o registro do PT por causa disso.
Diz O Globo: "Uma empresa de Zwi, a offshore Deep Sea Oil Corp, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, fez nove repasses (de US$ 500 mil cada) para a conta suíça da offshore Shellbill Finance S/A, registrada na República Dominicana e pertencente a João Santana e à mulher dele, Mônica Moura".
O estaleiro Keppel Fels é estrangeiro. A empresa de Zwi é estrangeira. A offshore de Feira e Dona Xepa é estrangeira. De conteúdo nacional, no caso, só há Dilma Rousseff e o PT.

A propina com assinatura
Diz a reportagem de O Globo: "Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, contou à Lava Jato que o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, lhe pediu US$ 4,5 milhões (R$ 15,2 milhões) para ajudar a financiar a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, em 2014.

O pagamento foi feito diretamente em uma conta do marqueteiro João Santana na Suíça, e não foi declarada à Justiça Eleitoral".

Só para lembrar: a PF apreendeu um bilhete assinado pela mulher de João Santana, Mônica Moura, orientando Zwi Skornicki sobre o depósito da propina.

A trilha da propina para Dilma
Dilma Rousseff se danou de uma vez por todas. O depoimento de Zwi Skornicki, que confessou o pagamento de 4,5 milhões de dólares em propina para a campanha de 2014, enterra qualquer fantasia de seu retorno ao Palácio do Planalto.

A Lava Jato tem todas as provas para fechar o caso rapidamente: o bilhete de Dona Xepa (Mônica Moura) solicitando o pagamento no exterior, os extratos bancários com os depósitos do operador do petrolão para os marqueteiros de Dilma Rousseff, o relato de Zwi Skornicki sobre seu acordo com João Vaccari Neto para o pagamento de propina destinado à campanha de Dilma Rousseff.

Sempre soubemos que o caixa do PT e o caixa da campanha presidencial eram a mesma coisa. Agora temos a prova.
No jornal Folha de SP
Zwi Skornicki deixa IML após ter sido preso pela Lava Jato
O lobista Zwi Skornicki, preso em fevereiro pela Operação Lava Jato sob acusação de pagar propina em contratos da Petrobras, disse nas negociações para fechar um acordo de delação com procuradores da Lava Jato que os US$ 4,5 milhões pagos a João Santana eram recursos para o caixa dois da campanha de Dilma Rousseff em 2014. A informação foi antecipada pelo jornal "O Globo" e confirmada pela Folha.

Skornicki contou aos procuradores que a contribuição foi acertada com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba e já foi condenado a 24 anos de prisão.

Santana comandou o marketing do PT nas duas campanhas de Dilma (2010 e 2014) e na reeleição de Lula em 2006.

Pela campanha de 2014, ele recebeu R$ 78 milhões. De todas as campanhas petistas que fez entre 2002 e 2014, a sua empresa faturou R$ 229 milhões.

Os US$ 4,5 milhões repassados pelo lobista, que correspondem atualmente a R$ 15,2 milhões, foram depositados numa conta mantida por Santana num banco suíço e o valor não foi declarado à Justiça eleitoral pela campanha de Dilma. A conta de Santana no banco Heritage também não havia sido declarada à Receita Federal.

A presidente afastada nega que tenha recebido recursos ilícitos na campanha da reeleição e acusa a imprensa de caluniá-la com base em "ilações e suposições".

Negociação - O acordo de Skornicki com os procuradores da Lava Jato está em estágio avançado, mas ainda não foi fechado oficialmente, segundo a Folha apurou.

A descoberta do repasse do lobista a Santana foi feito pela força-tarefa da Lava Jato a partir de análises em dados bancários enviados pelas autoridades suíças ao Brasil. Skornicki fez nove transferências de US$ 500 mil para a conta do marqueteiro do PT.

O dinheiro passou por uma agência do Citibank em Nova York e depois foi transferido para a Suíça. O marqueteiro deve ser processado também nos Estados Unidos pelo fato de recursos ilegais terem transitado por bancos de lá. Santana recebeu também US$ 3 milhões da Odebrecht na Suíça.

Skornicki é um dos lobistas mais antigos que atuava na Petrobras. Ele representava os interesses de um grupo de Cingapura, chamado Keppel Fells.

Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras que fechou um acordo de delação em 2014, diz que Skornicki pagou cerca de US$ 40 milhões em propinas para fechar contratos com a estatal entre 2002 e 2014 para fornecer plataformas de petróleo.

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