O jurista Nelson Jobim, de 70 anos, conhece como poucos o coração do poder. Ex-ministro da Defesa nos governos Lula e Dilma, ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique, ex-relator da fracassada reforma constitucional de 1993 e ex-Constituinte pelo PMDB, Jobim circula com desembaraço entre “gregos” e “troianos”. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não costuma ficar em cima do muro ao expressar sua opinião sobre temas polêmicos, como as doações das empresas nas campanhas eleitorais. “O modelo de restrição às doações das empresas, apoiado pelo PT e anunciado como uma novidade e uma conquista democrática, é do tempo dos militares”, diz. “Quem se beneficia com isso? Quem tem cash. E quem tem cash hoje no Brasil? As igrejas. Quem mais? As empresas de ônibus, de transporte coletivo. Isso vai empurrar esse pessoal para a ilegalidade.”
Na entrevista concedida ao jornal Estadão no começo de setembro em seu apartamento nos Jardins, em São Paulo, Jobim conta histórias dos bastidores da Constituinte, fala sobre as mudanças que devem ser feitas na Constituição de 1988 para destravar o País e comenta a reforma política que está em discussão no Congresso Nacional. A entrevista foi feita para a série A Reconstrução do Brasil, lançada pelo Estadão para discutir os grandes desafios do País após o impeachment. “A esquerda, que era contra a Constituição de 1988, agora é a sua maior defensora”, afirma Jobim.
Vale a pena ler aqui >Entrevista com Nelson Jobim
Na entrevista concedida ao jornal Estadão no começo de setembro em seu apartamento nos Jardins, em São Paulo, Jobim conta histórias dos bastidores da Constituinte, fala sobre as mudanças que devem ser feitas na Constituição de 1988 para destravar o País e comenta a reforma política que está em discussão no Congresso Nacional. A entrevista foi feita para a série A Reconstrução do Brasil, lançada pelo Estadão para discutir os grandes desafios do País após o impeachment. “A esquerda, que era contra a Constituição de 1988, agora é a sua maior defensora”, afirma Jobim.
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