O governo de Cuba assume uma campanha internacional contra o governo de Michel Temer e, em carta enviada a dezenas de altos funcionários de entidades internacionais e diplomatas de todo o mundo, denuncia “energicamente o golpe de Estado parlamentário-judicial” contra Dilma Rousseff. O comunicado alerta aos diversos organismos sobre a mudança de política externa que ocorrerá no Brasil e a aproximação do Itamaraty aos "grandes centros do poder".
Em um email enviado na manhã desta quinta-feira, 1º, para o mais alto escalão de entidades como a ONU, Unicef, Organização Mundial da Saúde, Organização Mundial do Comércio, Organização Internacional do Trabalho e dezenas de outras, o governo de Raul Castro alertou em inglês e espanhol que a cassação de Dilma foi um “ato de desacato à vontade soberana do povo”.
Se hoje é a Venezuela que teoricamente preside o Grupo Latino Americano (Grulac) nas organizações internacionais, a crise interna em Caracas tem transferido para Havana parte dessa campanha em apoio ao Brasil. Em maio, quando Dilma foi afastada temporariamente, Cuba já havia tomado uma posição similar.
Desta vez, a campanha passou a ser mais abrangente. Em um e-mail separado, o governo cubano também enviou à imprensa internacional o alerta.
Mais aqui >Cuba faz campanha para Dilma e Lula
Nenhum comentário:
Postar um comentário