"Acho que alegria vem pouco a pouco. Se nós pegarmos que saímos de um instante um pouco complicado, eu não tenho a menor dúvida disso. Foram três, quase quatro meses de uma problemática político-institucional que gerou conflitos", disse Temer.
Questionado sobre se o papa estaria equivocado, o presidente rapidamente disse: "Equivocado jamais". Temer afirmou ainda que o pedido de oração do papa tem a ver com a pacificação do país que ele próprio prega.
"Aquele movimento de junho de 2013, ele naufragou por causa dos depredadores. Vocês se lembram que, quando começaram a depredar, o movimento ficou paralisado. Exata e precisamente o que mostra que o povo brasileiro não é afeito a depredação", disse.
"A depredação é delito, isso não é manifestação. E acho que nesse sentido que o papa, que é sábio, vendo tudo isso, disse 'orem pelo Brasil', para, quem sabe, fazer o que eu tenho pregado: vamos pacificar o país."
Ao falar novamente sobre a retomada da economia brasileira, um dos temas preferidos nessa viagem, Temer afirmou que quando "a confiança cresce e o emprego começa a aumentar, você naturalmente terá alegria". O presidente ainda disse que, se depender de convite para o papa ir ao Brasil, que ele faria o convite. Sábado (3), Francisco afirmou que provavelmente não visitará o país em 2017, como tinha sido cogitado sobre o roteiro de sua próxima viagem pela América Latina.
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