Editorial - Estadão
A consumação do segundo impeachment de um presidente da República em
pouco mais de duas décadas obriga a uma profunda reflexão sobre a
disfuncionalidade do sistema de representação em vigor no Brasil. Desse
defeito estrutural decorrem graves riscos para a estabilidade política
do País. Tanto no caso de Fernando Collor de Mello em 1992 como no de
Dilma Rousseff agora, o que se viu foi o uso do impeachment para apear
da Presidência governantes incapazes de arregimentar, por meios
legítimos e legais, apoio suficiente no Congresso nem sequer para salvar
a pele, que dirá para governar o País.
Mais aqui >Um sistema claramente disfuncional
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