Não se pode dizer que Lula da Silva não tente, com córnea obstinação,
parecer um democrata. Em sua campanha eleitoral antecipada, o
ex-presidente costuma dizer, por exemplo, que, quando perdia alguma
eleição, voltava “quieto para casa”, isto é, teria sempre aceitado o
resultado com resignação democrática. Em seus discursos, também levanta a
voz para defender o que chama de “estado de direito”, que em sua
opinião estaria em risco no País, e o maior exemplo dessa ameaça seria a
“perseguição política” de que se diz vítima, sem falar no alegado
“golpe” contra sua pupila, a presidente cassada Dilma Rousseff. Na
segunda-feira passada, chegou a dizer que vai “trazer a democracia de
volta para este país”. Quem o ouve falar, portanto, pode até imaginar
que ali, no palanque, está um homem devotado às liberdades.
Mas esse figurino de campeão da democracia não cai bem em um líder político que incita seus seguidores a odiar quem não pertence à patota e quem procura revelar o que ele gostaria de esconder, isto é, a imprensa livre e independente.
Mas esse figurino de campeão da democracia não cai bem em um líder político que incita seus seguidores a odiar quem não pertence à patota e quem procura revelar o que ele gostaria de esconder, isto é, a imprensa livre e independente.
Mais aqui >A mídia dos sonhos de Lula
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