CLONANDO PENSAMENTO
De Mauro Anchieta, jornalista nascido em Santarém.
"Há dias em que me bate uma saudade danada de Santarém, no Pará, meu paraíso da infância. Saudade da minha casa cheia de árvores, da minha família, do ronco dos motores dos barcos no rio Tapajós, da programação da Rádio Rural, das kombis da Guarany anunciando tudo, do Guaraná Delícia, da casa Feliz, do basquete nas quadras no CDA. Como não lembrar também, com aquele aperto no coração, do quintal da casa da minha avó Jasiva e meu avô Cunha, do Iate Clube nos áureos tempos, da "discoteca" do São Francisco aos domingos, das feiras da cultura na praça de São Sebastião, de ir às Casas Pernambucanas aos sábados com mamãe, da agência do Basa, de visitar papai no trabalho? Como esquecer ainda dos carnavais na Barão do Rio Branco, dos discos de Roberto Carlos que papai ganhava ou comprava em dezembro, da Galeria Moraes, do galeto do Mutunuy, da Discoseixas, dos navios-motores partindo à noite apinhados de redes, do cheiro ribeirinho em frente ao Bar Mascote, do supermercado Paulistano, do Leão das Ferragens, com suas espingardas de ar comprimido na vitrine, do castelo, das missas na catedral com Frei Paulo, do irmão Branco, que puxava os cânticos na igreja de São Sebastião, das estátuas do Laurimar? Saudade das festas de Nossa Senhora da Conceição, do Acapulco Bar, alfaiataria do seu Robson, de Alter do Chão nos primórdios, do Ituqui, das ruas de terra da Prainha, dos absurdos jacarés no chafariz da praça de São Raimundo, do EB Show de meu amigo Ercio Bemerguy, do Osvaldo de Andrade no Jornal Tapajós, do rádio de papai com a voz inconfundível de José Carlos Araújo aos domingos, de pular muro para buscar a bola no vizinho, das regatas da classe Laser, dos irmãos José Ricardo e Leonardo e das piadas do Bianor. Há dias em que Santarém está mais viva, dias nostálgicos, de lembrar das coisas boas sem obedecer a uma ordem lógica, apenas escrever. Não sou saudosista, mas às vezes é bom abrir as gavetas".
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Sobre este belo e emocionante texto, eu(Ercio) fiz este comentário:
"Meu querido amigo Mauro, sou grato por mencionar meu nome neste texto que revela o seu amor pela nossa Pérola. Fique certo de que todos nós, mocorongos, nos orgulhamos do seu brilhante desempenho na telinha da Globo. Pra você e seu irmão, bem como aos seus pais que eu prezo muito, o meu abraço".
===
E Mauro, gentilmente, escreveu:
"Ercio Bemerguy, merecida citação. Você marcou meu período por lá com sua participação ativa na comunicação da cidade, e hoje dedica parte do seu tempo às memórias e ao cotidiano de Santarém no seu blog acessado por muitos santarenos distantes. Um abraço, amigo".
De Mauro Anchieta, jornalista nascido em Santarém.
"Há dias em que me bate uma saudade danada de Santarém, no Pará, meu paraíso da infância. Saudade da minha casa cheia de árvores, da minha família, do ronco dos motores dos barcos no rio Tapajós, da programação da Rádio Rural, das kombis da Guarany anunciando tudo, do Guaraná Delícia, da casa Feliz, do basquete nas quadras no CDA. Como não lembrar também, com aquele aperto no coração, do quintal da casa da minha avó Jasiva e meu avô Cunha, do Iate Clube nos áureos tempos, da "discoteca" do São Francisco aos domingos, das feiras da cultura na praça de São Sebastião, de ir às Casas Pernambucanas aos sábados com mamãe, da agência do Basa, de visitar papai no trabalho? Como esquecer ainda dos carnavais na Barão do Rio Branco, dos discos de Roberto Carlos que papai ganhava ou comprava em dezembro, da Galeria Moraes, do galeto do Mutunuy, da Discoseixas, dos navios-motores partindo à noite apinhados de redes, do cheiro ribeirinho em frente ao Bar Mascote, do supermercado Paulistano, do Leão das Ferragens, com suas espingardas de ar comprimido na vitrine, do castelo, das missas na catedral com Frei Paulo, do irmão Branco, que puxava os cânticos na igreja de São Sebastião, das estátuas do Laurimar? Saudade das festas de Nossa Senhora da Conceição, do Acapulco Bar, alfaiataria do seu Robson, de Alter do Chão nos primórdios, do Ituqui, das ruas de terra da Prainha, dos absurdos jacarés no chafariz da praça de São Raimundo, do EB Show de meu amigo Ercio Bemerguy, do Osvaldo de Andrade no Jornal Tapajós, do rádio de papai com a voz inconfundível de José Carlos Araújo aos domingos, de pular muro para buscar a bola no vizinho, das regatas da classe Laser, dos irmãos José Ricardo e Leonardo e das piadas do Bianor. Há dias em que Santarém está mais viva, dias nostálgicos, de lembrar das coisas boas sem obedecer a uma ordem lógica, apenas escrever. Não sou saudosista, mas às vezes é bom abrir as gavetas".
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Sobre este belo e emocionante texto, eu(Ercio) fiz este comentário:
"Meu querido amigo Mauro, sou grato por mencionar meu nome neste texto que revela o seu amor pela nossa Pérola. Fique certo de que todos nós, mocorongos, nos orgulhamos do seu brilhante desempenho na telinha da Globo. Pra você e seu irmão, bem como aos seus pais que eu prezo muito, o meu abraço".
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E Mauro, gentilmente, escreveu:
"Ercio Bemerguy, merecida citação. Você marcou meu período por lá com sua participação ativa na comunicação da cidade, e hoje dedica parte do seu tempo às memórias e ao cotidiano de Santarém no seu blog acessado por muitos santarenos distantes. Um abraço, amigo".

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