LEITORADO
De Carlos Miranda, bairro Batista Campos/Belém:
Meu caro senhor Ercio:
Minha mãe, dona Matilde, 82 anos, professora aposentada, morreu ontem vítima desta terrível e cruel pandemia. Das muitas gratas lembranças que eu guardarei dela, destaco esta: até pouco tempo quando ia visitá-la, ao me despedir, dizendo que eu já estava indo, ela se levantava de supetão e apressava os seus passivos em direção a cozinha da casa e dizia "Ah! Espera um pouco, filho, só um minutinho". Ouvia então o barulho da geladeira abrindo e fechando e ela ressurgia com uma marmitinha pra mim. Eu digo que não precisa, mas ela insiste: "é um pouco do meu feijão que gostas tanto". Esquecer? Jamais...!
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