PERU 0×1 BRASIL
Por Robson Morelli, no Estadão:
"Se o plano era jogar bonito e ganhar a partida com facilidade, o Brasil não fez nem uma coisa nem outra diante do Peru, em Lima, em sua segunda apresentação nas Eliminatórias. A vitória foi sofrida e com gol apenas aos 44 minutos do segundo tempo, de uma bola parada de escanteio e uma bobeada de marcação no primeiro pau. Fernando Diniz repetiu a escalação que socou a Bolívia sem dó na estreia da competição sul-americana em Belém, mas também isso não foi suficiente para se impor no bonito e acalorado estádio nacional da capital peruano. Antes do jogo, um grupo de xamãs peruanos ‘amarrou as pernas’ de Neymar para que elas não funcionassem. Não é que deu certo! É claro que não acredito nisso, embora não duvide. Mas o fato é que toda aquela alegria, e euforia, da estreia não se viu nessa partida. A seleção brasileira foi um time amarrado, em alguns momentos até pior do que o Peru. O gol de Marquinhos caiu dos céus, portanto. Para mim, a seleção teve aqueles dias de Fluminense, quando nada do que pensou Diniz deu certo. Isso também é o ‘dinizismo’. Daí a necessidade de o torcedor não aplaudir demais nem vaiar sem necessidade. É preciso dar tempo ao tempo, como manda a lição primeira de qualquer cartilha de time de futebol."
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