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sábado, 3 de janeiro de 2015

Vale a pena ler: O projeto e o discurso

Por Cristiana Lôbo
Daqui em diante, os discursos da presidente Dilma, seguido por ministros do PT, têm uma marca registrada: a de demarcar território e exibir o chamado “projeto popular” que o partido executa desde que chegou ao poder em 2003. O objetivo é tentar se diferenciar dos opositores e assegurar que somente com a chegada dos governos petistas ao poder é que os mais pobres tiveram acesso à políticas públicas e até mesmo puderam frequentar os palácios.

“Eu represento um projeto de Nação que é detentor do mais profundo e duradouro apoio popular de nossa história democrática, projeto que pertence ao povo e governa para o governo ... este projeto triunfou” – disse a presidente logo no início de seu discurso de posse. Nesta sexta-feira, o mesmo tom foi usado em vários discursos de ministros que ingressavam no governo. “Nos últimos 12 anos, um movimento progressista transformou a sociedade brasileira. Sob a liderança do presidente Lula e agora de Dilma, em seu segundo mandato, o povo brasileiros saiu da pobreza, entrou na classe média, passou a frequentar escolar e universidades, atingiu inéditos de emprego e pôde comprar sua casa própria”, disse o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Foi ele que, em 2006, quando Lula foi levado para o segundo turno na disputa com Geraldo Alckmin, introduziu o discurso sobre “a diferença entre os dois projetos – o do PT e o do PSDB”.Foi o discurso da campanha eleitoral. Lula passou a repetir que governava para todos os brasileiros e que os governos anteriores, o de Fernando Henrique, por exemplo, só consideravam uma parcela da população, a parcela dos mais ricos.

Naquela ocasião, o ministro de Comunicação de governo, Franklin Martins, passou a construir os discursos a partir dessa estrutura. O discurso dos palanques entrou para dentro do Palácio – o de que o governo petista iria governar para todos os brasileiros e que os tucanos só olhavam para a parcela mais rica que representava apenas um terço dos brasileiros.

Para a campanha de 2010, com o Brasil crescendo a taxas inéditas de 7,5% e programas sociais com êxito, como Bolsa Família e o início do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o PT decidiu “fidelizar” o eleitor mais pobre. Na campanha, já começava o discurso de que o PT governava para os mais pobres e, se o adversário vencesse, os programas sociais seriam extintos. Com altíssima popularidade, Lula elegeu Dilma.

Nos primeiros meses de 2011, ao fazer uma sucessão de demissões que ficou conhecida como “faxina”, Dilma ampliou seu eleitorado e conseguiu conquistar boa parte da classe média brasileira. Voltou o discurso de “governar para todos”.

Agora, com as manifestações de 2013, engrossadas com a juventude de classe média, e depois do escândalo da Petrobras, o PT retoma o discurso que ressalta o “projeto do governo popular” – cujo eleitorado garantiu a vitória de Dilma Rousseff numa apertadíssima disputa. De lá para cá, este será o tom. E, ao que tudo indica,

Dilma não pretendeu (pelo menos pelos discursos no dia da posse) a fazer qualquer aceno para o eleitor que votou em outro candidato e não nela. Em lugar de tentar ampliar apoios, a estratégia, agora, é manter os votos recebidos e acentuar, tanto quanto possível, o duelo que ficou conhecido como “nós contra eles”. O discurso do projeto.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Área nobre de Santarém vira zona de prostituição

Bar da Nira, Bar da Linda, Gatas dos Sonhos, Primas Drink’s, Devassa’s Drink’s e Sinuca Bar (foto). Usando nomes exóticos e variados estes bares, localizados na Rua Silvério Sirotheau Corrêa, no centro de Santarém, chamam atenção de quem frequenta o local e viraram motivo de denúncia de moradores das proximidades.
Foto: arquivo deste blog

A grande quantidade de bares com pontos de prostituição na Rua Silvério Sirotheau, entre as travessas João Otaviano e Senador Lemos, tem sido motivo de inúmeras críticas de dezenas de famílias.

Localizada em uma área nobre de Santarém e próxima ao Theatro Victória, onde fica uma unidade do Ministério Público Estadual (MPE), a Rua Silvério Sirotheau foi transformada em ponto estratégico de bares, onde garotas de programa circulam diariamente em busca de ‘clientes’.

Por conta disso, famílias tradicionais de Santarém estão vendendo seus imóveis e se mudando do local para outras áreas da cidade, onde ainda se pode viver com dignidade, sem que crianças possam ser influenciadas por malefícios provocados pela sociedade atual.

Segundo os moradores, o local próximo ao Theatro Victória, já foi considerado um dos mais nobres de Santarém, onde famílias tradicionais residiam e também montavam seus próprios negócios, em busca do sustento, principalmente por ficar perto dos mercados Modelo e Municipal, para onde pessoas de várias partes da cidade se dirigem diariamente, para fazer compras.

Para os moradores, os prostíbulos que funcionam no local mais parecem cenários de filmes de terror, do que casas de tolerância. Famílias reclamam do barulho que fazem os freqüentadores dos ‘inferninhos’. Como se não bastassem as péssimas condições dos prédios que ameaçam cair na cabeça dos clientes na hora do ‘suadouro’, ainda tem a completa falta de higiene. No ‘motel improvisado’ que funciona ao lado de lojas e farmácias, os idosos são atacados por mulheres que prometem horas de sexo sem amor, em troca do dinheiro da aposentadoria e gotas de rupinol, ‘boa noite cinderela’. Muitos já acordaram nas mesas, sem dinheiro e sem saber ao certo qual a desculpa que vão dar em casa.

Dentro dos lenocínios, que funcionam no local umas seqüências nada agradáveis de palavrões, ameaças e discussões constantes, são vistos e ouvidos até mesmo por quem passa metros adiante dos ‘inferninhos’ que ninguém sabe o porquê de ainda continuarem funcionando em plena área central da cidade.

Também um local bastante freqüentado por mulheres e homens à procura de sexo, é a praça histórica que fica em frente ao Mercado Modelo, onde o Padre Bettendorf rezou a primeira missa em Santarém. Nesse local, homens que chegam das comunidades do interior de Santarém se encontram com mulheres que fazem ponto nos “inferninhos” localizados na Rua Silvério Sirotheau. Santarém não tem mais a mesma tranqüilidade de 30 anos atrás, onde você podia passear com sua família e ser respeitado. Hoje, as mulheres de bem podem ser confundidas com as que freqüentam os inúmeros bordéis localizados nessa área central da cidade. (O Impacto)

Novo salário mínimo

A partir de ontem (1°) o valor do salário mínimo pago aos trabalhadores brasileiros é R$ 788. Com o reajuste, o mínimo vale R$ 26,27 por dia, e R$ 3,58 por hora de trabalho. O reajuste foi 8,8% em relação aos R$ 724 pagos no ano passado.

O mínimo é calculado a partir de uma fórmula que leva em conta a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto de dois anos antes. O aumento chega a cerca de 48 milhões de pessoas que têm renda vinculada ao piso nacional, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

As principais autoridades do país também tiveram o salário reajustado com a chegada de 2015. O salário da presidenta Dilma Rousseff e do vice-presidente, Michel Temer, passa de R$ 26,7 para R$ 30,9 mil. O de deputados e senadores, de R$ 26,7 para R$ 33,8 mil.

Ex-primeira dama do AM foi empossada senadora

A ex-primeira-dama do Amazonas e empresária Sandra Braga (PMDB) tomou posse de vaga no Senado Federal, ontem à noite, em substituição ao marido, Eduardo Braga (PMDB), que deixou a função para assumir o posto de ministro de Minas e Energia. Sandra é a 1ª suplente da vaga.

Além de Sandra Braga, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu posse a outros três suplentes de senadores. Todos assumiram os mandatos de titulares que deixam a Casa para ocupar novos cargos. Sandra Braga entra no lugar do marido, Eduardo Braga (PMDB-AM), que vai para o Ministério de Minas e Energia. Os demais substituem governadores recém-empossados: Hélio José no lugar de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Regina Sousa no lugar de Wellington Dias (PT-PI) e José Antônio Medeiros no lugar de Pedro Taques (PDT-MT).

Perfil
Sandra Backsmann Braga tem 55 anos, é empresária e tem três filhas. Entre 2003 e 2010 ela foi primeira-dama do Amazonas. É de uma família de origem alemã, que se refugiou no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial. Declarou bens de R$ 112 mil nas eleições de 2010, quando compôs a chapa vencedora para o Senado.

Posse de Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira (1), em discurso de posse de 44 minutos no Congresso Nacional, um ajuste das contas públicas como necessidade para a retomada do crescimento econômico e afirmou que a educação será "a prioridade das prioridades" para o segundo mandato (2015-2018) – ela anunciou o lema do novo governo: "Brasil, pátria educadora". Mais tarde, a presidente fez outro pronunciamento, no parlatório do Palácio do Planalto, onde afirmou que nenhum dos direitos sociais será subtraído.

O ajuste nas contas públicas será a prioridade inicial dos três ministros da área econômica escolhidos para o segundo mandato – Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Fazenda) e Alexandre Tombini (Banco Central). Segundo dados do BC, em novembro as contas do setor público tiveram o pior resultado da história.

"Mais do que ninguém, sei que o Brasil precisa voltar a crescer. Os primeiros passos dessa caminhada passam pelo ajuste nas contas publicas", afirmou. Ela disse que o governo provou que é possível crescer e distribuir renda. "Assim como provamos que é possível crescer e distribuir renda, vamos provar que se pode fazer ajustes na economia sem revogar direitos conquistados ou trair nossos compromissos sociais", declarou. De acordo com a presidente, "as mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia".

Ela voltou a falar em ajuste em outro momento do discurso, no qual também defendeu um aumento dos investimentos e da produtividade da economia. "Os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia."

A presidente afirmou que será "intolerante" com a inflação e disse que, durante o primeiro mandato, o índice permaneceu abaixo do teto da meta "e assim vai continuar".

"Na economia, temos com o que nos preocupar, mas também temos o que comemorar. O Brasil é hoje a sétima economia do mundo, o segundo maior produtor e exportador agrícola, o terceiro maior exportador de minérios, o quinto país que mais atrai investimentos estrangeiros, o sétimo em acúmulo de reservas cambiais e o terceiro maior usuário de internet", afirmou.Mais aqui > Na posse, Dilma prioriza educação e defende ajuste nas contas públicas
Veja aqui >As melhores imagens da cerimônia de posse de Dilma

Opositores veem contradição em discurso de Dilma

Parlamentares da oposição criticaram o discurso de Dilma Rousseff no Congresso ontem. O ex-candidato a vice-presidente e senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou que a petista prometeu que a educação será a “prioridade das prioridades”. “Mas ela escolhe o Ministério da Educação para atender ao Pros”, afirmou o tucano ontem, criticando a escolha do ex-governador do Ceará Cid Gomes para a pasta. “Há uma total distorção”, disse Ferreira. “Ela segue prisioneira da velha lógica de distribuição de cargos para atender a grupos políticos e de se defender de acusações no Congresso.”

Para o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), não é possível dar crédito às palavras de Dilma porque, em setembro, ela disse que não promoveria mudanças nos direitos trabalhistas, “nem que a vaca tussa” e, depois, alterou as regras do seguro-desemprego e da pensão por morte. Ele disse que, na campanha, a petista criticou o “tarifaço” e as “medidas impopulares” do rival Aécio Neves (PSDB), mas agora anuncia um ajuste fiscal. “O que Dilma fala não se escreve.”

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), avaliou que a presidente não pode atribuir a corrupção na Petrobras a “alguns servidores”. “Quem nomeou os diretores foram ela e o ex-presidente Lula”, disse o deputado.

Um dos poucos não governistas presentes à posse, o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) apoiou o pacote de cinco projetos que Dilma enviará ao Legislativo para combater a corrupção. “O Congresso também não pode ficar com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”, disse ele, citando o músico Raul Seixas. “A morte, nesse caso, é a corrupção”, finalizou Rodrigues. Julio Delgado (PSB-MG) foi o único deputado da oposição a acompanhar a solenidade no Congresso. “Vim cobrar as promessas da presidente Dilma e aproveitar para pedir votos”, disse Delgado, que será candidato à presidente da Câmara.

Posse de Jatene

Na Assembléia Legislativa
“Ser novo não é ser ‘de novo’. Ser novo é ser melhor. É ser maior. É ser crível. É ser confiável para se manter confiante. É ressuscitar a inquietude sem abrir mão da temperança”. Esta frase do discurso de posse do governador Simão Jatene, ocorrida na manhã de ontem (1º), na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), resume a prioridade do terceiro mandato dele à frente do Poder Executivo - um feito inédito na história do Pará. A novidade dos próximos quatro anos, de acordo com o governador, será a capacidade de a máquina administrativa tornar-se mais eficiente e enxuta, e a opção pela qualidade do gasto público, sem concessão ao desperdício ou desvios de qualquer espécie.

Simão Jatene e Zequinha Marinho assinaram o termo de posse e fizeram o juramento no plenário da Assembleia. Na mesa da sessão solene, presidida pelo deputado Márcio Miranda, estavam ainda o senador Flexa Ribeiro e a presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento.

Com um discurso sereno e conceitual, Simão Jatene evitou polêmicas, mas deixou marcada sua posição em favor do relacionamento positivo com os deputados estaduais, “independentemente da cor partidária”, aos quais agradeceu pela compreensão do momento delicado que circunda a economia nacional, com reflexos no nosso Estado. Ele não deixou também de cobrar de todos, inclusive do próprio governo, a correta aplicação dos recursos e o cumprimento das obrigações do serviço público, sem esperar por bônus. “O maior bônus nós já recebemos: foi o reconhecimento e a confiança que nos permitiram ter a honra de ocupar cargos públicos. O pós-eleição é o momento de exercitar não os nossos quereres, mas os nossos deveres”, afirmou o governador. Antes de Jatene se pronunciar, o presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, antecipara a declaração de boa vontade com o governo, também demonstrada com a aprovação recente da reforma administrativa proposta pelo Executivo.

O governador reafirmou a sua disposição em tornar mais ágil, mais abrangente e mais eficaz o serviço público estadual, ao mesmo tempo em que o Estado busca retomar a governança sobre suas riquezas minerais, a fim de aumentar a arrecadação própria e reduzir a dependência de transferências da União.

“Músico por vocação, professor por formação e político por conspiração do destino”, como ele próprio definiu, Simão Jatene ganhou aplausos ao incorporar no discurso versos da música “Começar de Novo”, de Ivan Lins, para reiterar que a sociedade deve acreditar nos seus sonhos, pois só assim "começar de novo vai valer a pena".

Faixa Governamental
Após a cerimônia no plenário da Assembleia Legislativa, o governador e o vice, Zequinha Marinho, caminharam em direção ao palanque montado em frente ao Palácio Lauro Sodré, onde houve a aposição da faixa governamental.

Como se trata de uma reeleição, o ato é mantido como renovação dos compromissos firmados pelo governador com o Estado. Para o ato foi convidado o menino Maurício Haber, representando o povo paraense. O uso da faixa simboliza responsabilidade, compromisso e honra.

Maurício Haber contou como foi estar com o governador em seu primeiro ato neste ano. “Foi emocionante. Ele não me disse nada, apenas sorriu. Mas eu disse para ele que sou seu fã número um”, contou o garoto, que disse sonhar com a carreira política e um dia se tornar governador do Pará.

A cerimônia foi encerrada com o discurso de Simão Jatene. “Gostaria muito de agradecer a cada um de vocês. Razão última e razão primeira de estarmos aqui. Agradecer ao carinho que nos permitiu chegar ao Governo do Estado, agradecer o trabalho de cada um, agradecer aos que vieram de longe. Campeão aqui não sou eu, e sim o povo deste Estado, o paraense que é capaz de enfrentar desafios todos os dias sem perder a crença de que é possível construir um mundo melhor e mais feliz. E nós teremos um mundo melhor quando formos melhores para o mundo. E vou precisar muito de todos vocês, não apenas no acompanhando nas nossas caminhadas, mas exercendo a sua condição de cidadão, no sentido de nós podermos criar neste Estado algo que ainda não existe neste país, que é a ideia de público, que é algo que deve ser feito com a contribuição de todos, todos devem utilizar, mas também todos devem cuidar e zelar por este patrimônio”, explicou Jatene.

Após o discurso houve a execução do Hino do Pará, com a interpretação do cantor Edilson Moreno, que contou com a parceria do próprio governador. Após o evento, Simão Jatene e Zequinha Marinho receberam os cumprimentos das autoridades presentes e da plateia.
 
Posse do secretariado
Na tarde de ontem (1º), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, o governador Simão Jatene assinou os termos de posse dos novos gestores das administrações direta e indireta para a próxima gestão. Sessenta e três profissionais foram nomeados, 18 deles para o cargo de secretário de Estado, e os demais para a gestão de núcleos, fundações e institutos.

A solenidade começou com a assinatura do termo de posse da secretária de Estado de Administração, Alice Viana. Na sequência, outros 17 secretários assinaram seus respectivos documentos e cumprimentaram o governador. Seguindo o protocolo, os gestores dos órgãos da administração indireta repetiram o mesmo ato solene.

O novo secretário de Estado de Educação, Helenilson Pontes, discursou em nome de todos os nomeados, agradecendo ao governador, “em nome do povo, pelo gesto de confiança que depositou em cada um de nós ao assinar esse mandato, para que nós possamos, nas mais diferentes áreas, representar a vontade dos paraenses que enxergam este como um governo correto, justo e, sobretudo, eficiente”.

O governador Simão Jatene frisou a sua nova equipe de trabalho a responsabilidade e as dificuldades que deverão ser superadas ao longo dos próximos quatro anos. A excelência no serviço público também foi outro ponto abordado por Simão Jatene. “A questão da competência e a busca da eficiência devem ser algo perseguido cotidianamente. Nesse momento temos dois grandes desafios: aumentar a disponibilidade dos recursos do Estado, porque nosso orçamento per capita é muito baixo. A outra coisa, que podemos começar imediatamente, é melhorar a qualidade do gasto. Pra isso, é importante, que a equipe de governo seja efetivamente uma equipe, seja um grupo afinado, com princípios. Que seja capaz de colocar sobre qualquer outra variável o que é mais importante: de como é possível servir melhor a população do Estado do Pará. O melhor lugar para se fazer isso é no setor público. O exemplo tem esse condão de contagiar as pessoas para a construção de uma sociedade melhor”, afirmou o governador.

Posse de Helder Barbalho

Helder Barbalho, atual presidente em exercício do PMDB no Estado do Pará, tomou posse ontem (1º), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, como novo Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura do governo Dilma Roussef. O Pará volta a marcar presença no corpo ministerial da República do Brasil depois de vinte anos.

No local, mil cadeiras foram preparadas para autoridades, parentes dos demais ministros que tomaram posse, representantes de movimentos sociais e entidades da sociedade civil.

Chefes de Poderes, ex-presidentes da República -José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e ex-ministros de Estado, governadores e ex-governadores, parlamentares e prefeitos de capitais também estiveram presentes à cerimônia, como os presidentes do Senado Federal, Renan Calheiros; da Câmara, Henrique Eduardo Alves; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. (Dol)

Câmara de Vereadores de Santarém empossa novos dirigentes

 Reginaldo, o novo presidente
Marcela Tolentino, a vice-presidente
Ontem, em Santarém, assumiu a presidência da Câmara de Vereadores Reginaldo Campos (PSB), tendo como 1ª vice presidente Marcela Tolentino (SD), 2º vice Ney Santana (PSDB), e mais os secretários Silvio Neto (PSD), Luiz Alberto Cruz (PP), Nicolau do Povo (PP) e Silvio Amorim (PRTB).

Papa Francisco pede união no combate à escravidão e ao tráfico de pessoas

O papa Francisco pediu às pessoas de todas as religiões e culturas para se unirem na luta contra a escravidão moderna e o tráfico humano, dizendo na sua primeira missa de 2015 que todos têm o direito dado por Deus de serem livres.

A celebração na Basílica de São Pedro marca o Dia Mundial da Paz da Igreja Católica Romana. O tema deste ano é "Não mais escravos, mas irmãos e irmãs".

"Todos nós somos chamados (por Deus) para sermos livres, todos somos chamados para sermos filhos e filhas, e cada um, de acordo com as suas responsabilidades, é chamado para combater as formas modernas de escravidão. Todas as pessoas, culturas e religiões, vamos juntar forças", disse o papa.

O papa fez da defesa de migrantes e trabalhadores uma questão central de seu papado. O segundo índice de escravidão global, divulgado em novembro pela organização australiana Walk Free Foundation, estimou que quase 36 milhões de pessoas vivem como escravos, são vítimas do tráfico para a prostituição, forçadas ao trabalho manual ou nasceram em regime de servidão.

Depois da missa, o papa fez o seu tradicional discurso de Ano Novo para dezenas de milhares de pessoas. - "A paz é sempre possível, mas nós temos que buscá-la. Vamos rezar pela paz", disse ele para a multidão.