Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular/watsap: (91) 989174477
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

'Spotlight' leva o Oscar de melhor filme; veja os vencedores

Elenco de Spotlight comemora conquista do Oscar
Baseado na história real da equipe de jornalismo investigativo do "Boston Globe", "Spotlight" surpreendeu e venceu o Oscar de melhor filme na noite de domingo. O longa também levou o prêmio de roteiro original. Na história, repórteres desvendam o escândalo mundial de pedofilia envolvendo sacerdotes da Igreja Católica.

Em números, "Mad Max" foi o principal vencedor da noite: levou seis estatuetas de suas dez indicações. Das categorias técnicas, só perdeu a de fotografia.
Vencedor do Oscar em 2015 por "Birdman", o mexicano Alejandro G. Iñárritu venceu como melhor diretor por "O Regresso". É seu segundo prêmio consecutivo na mais importante premiação do cinema. Ele dedicou o troféu a Leonardo DiCaprio: "Leo, você é 'O Regresso'. Você dedicou sua vida a este filme". Também fez um discurso em defesa da igualdade racial: "Tenho certeza de que a cor da nossa pele vai se tornar tão irrelevante quanto o comprimento do meu cabelo".
 Leonardo DiCaprio, melhor ator

O prêmio de melhor atriz foi para a favorita Brie Larson, 25 anos, por "O Quarto de Jack".

O britânico Mark Rylance desbancou o favorito Sylvester Stallone e venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante. É sua primeira indicação ao prêmio da Academia americana, por "Ponte dos Espiões". A sueca Alicia Vikander venceu o Oscar de atriz coadjuvante por "A Garota Dinamarquesa". Favorita à estatueta, ela também ganhou o prêmio do Sindicato dos Atores.

Candidato brasileiro, "O Menino e O Mundo", do paulista Alê Abreu, perdeu o prêmio de melhor animação para o favorito, "Divertida Mente".
Veja a lista dos vencedores:
Melhor roteiro original
"Spotlight"
Melhor roteiro adaptado
"A Grande Aposta"
Melhor atriz coadjuvante
Alicia Vikander ("A Garota Dinamarquesa")
Melhor figurino"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor direção de arte
"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor maquiagem e penteado"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor fotografia"O Regresso"
Melhor montagem
"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor edição de som
"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor mixagem de som
"Mad Max: Estrada da Fúria"
Melhor efeitos especiais
"Ex-Machina: Instinto Artificial"
Melhor curta em animação"Bear Story"
Melhor filme de animação
"Divertida Mente"
Melhor ator coadjuvanteMark Rylance ("Ponte dos Espiões")
Melhor documentário em curta-metragem
"A Girl in the River: The Price of Forgiveness"
Melhor documentário
"Amy"
Melhor curta-metragem
"Stutterer"
Melhor filme estrangeiro
"O Filho de Saul" (Hungria)
Melhor trilha sonora"Os Oito Odiados"
Melhor canção original
"Writing's on the Wall" ("007 contra Spectre")
Melhor diretor
Alejandro González Iñárritu ("O Regresso")
Melhor atriz
Brie Larson ("O Quarto de Jack")
Melhor ator
Leonardo DiCaprio ("O Regresso")
Melhor filme
"Spotlight: Segredos Revelados" (6 indicações)

Confira galeria de fotos do tapete vermelho

João Santana, marqueteiro do PT e Lula merecem trofeu da enganação


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Tristeza: Morre Manoel Moraes Filho

Ontem (27), em sua página no facebook, o Isaias comunica o falecimento do seu irmão Manoel Moraes Filho. Lamento profundamente, pois Manoel era um dos meus bons amigos em Santarém, cidade cujo povo jamais esquecerá desse exímio jogador de basquete, voley, futebol de campo e de salão, tendo atuado com destaque pelo América Futebol Clube (ao lado de Ataualpa, Licurgo, Zé Aurélio, Dario Tavares e outros grandes craques do consagrado futebol santareno do passado) e Paysandu, de Belém, no qual também brilhou o seu mano Benedito David. Aliás, em seu site, o Papão da Curuzu postou nota de pesar pela morte de Manoel e, certamente, no jogo de hoje contra o Águia de Marabá, o clube do qual Manoel era também um dos conselheiros beneméritos, o homenageará com 1 minuto de silêncio antes do início da partida. Nas pessoas do Isaias e da professora Terezinha Gueiros, seu irmãos, apresento minhas condolências à família Moraes.

Leããaãããoooo!!!

Para minha alegria e da imensa galera azulina, o Clube do Remo venceu o Independente de Tucuruí nas cobranças de pênaltis, na noite de ontem (27), no Mangueirão. Após empate em 1 a 1 no tempo normal, o Leão foi mais competente nas cobranças de pênaltis e venceu o Galo Elétrico por 3 a 1, garantindo o passaporte para a final do primeiro turno do Parazão 2016.

Clonando Pensamento: Paixão flamenguista

Foto: Divulgação
Perguntaram para a Sandra de Sá: Qual é a sua relação com o Flamengo?
Ela respondeu: Paixão, amor, loucura, sanidade, insanidade, tudo.

INSS: Aposentados, vejam como entrar em ação para ter revisão de até 42%

Na Coluna do Aposentado - Jornal O Dia/RJ
Aposentados e pensionistas do INSS que tiveram benefícios concedidos pelo teto previdenciário entre outubro de 1988 e abril de 1991, e ficaram fora do acordo administrativo firmado em 2011 para recuperar perdas do período do “buraco negro”, podem pleitear na Justiça correção e atrasados.

Especialista consultado pela coluna orienta como os segurados devem proceder para entrar com processo no Judiciário. De acordo com o advogado Daisson Portanova, especializado em Direito Previdenciário, precisam verificar se foram prejudicados por alterações sofridas pelo teto determinadas pela Emenda Constitucional 20 de 1998.

“A primeira providência a ser tomada é procurar se, na carta de concessão do benefício consta a inscrição ‘Limitado ao teto’. Quem não tem o documento deve ir a uma agência do INSS para pedir e emissão da segunda via e verificar esse detalhe”, explica.

Conforme Portanova, outra maneira de constatar — só que mais complexa — é calcular a média dos salários de contribuição dos últimos três anos entre outubro de 1988 e abril de 1991. E em seguida subtrair de 118.859,99, teto previdenciário da época (a moeda vigente era o cruzeiro). Se o resultado ficar acima desse valor, o aposentado ou pensionista tem direito à correção e deve entrar com ação na Justiça. A estimativa é de que 300 mil a 400 mil segurados estejam nesta situação. Eles podem ter o benefício revisto em até 42%, além de receber atrasados.

“Esta forma (de verificar o direito com o cálculo) é mais difícil e exige a colaboração de um profissional especializado nesses”, recomenda. Daisson Portanova explica que o segurado pode entrar com ação nos Juizados Especiais Federais (JEF). Neles, não é necessário ter advogado para mover o processo. Mas, a causa ficará limitada a 60 salários mínimos, ou seja, R$ 52.800.

“Outro detalhe a ressaltar é que se o juiz indeferir o processo, o aposentado terá que recorrer à segunda instância. Desta forma vai precisar de um advogado para fazer o recurso. Sem contar que dependendo do valor que o segurado tem para receber de atrasados, ele terá que abrir mão do que extrapolar o teto dos 60 salários mínimos. Atualmente, tenho uma cliente que só de atrasados ela teria a receber cerca de R$ 129 mil", explica Portanova.

Segundo o especialista, os interessados em entrar com ação vão ser beneficiados pela recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.
PELO TETO 2 DIREITO GARANTIDO
O ministro do STF Roberto Barroso garantiu o direito de um segurado contra contestação do INSS que tentava barrar a revisão do período do buraco negro”, quando a aposentadoria não tinha índice de correção definido. No recurso extraordinário, confirmou o posição do Supremo de setembro de 2010, que determinava o reconhecimento das alterações determinadas pela EC 20/98.
PELO TETO 3 DECISÃO MANTIDA
O ministro manteve a posição do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul), em ação que começou a tramitar em 2013. O acordo do teto firmado pela Previdência e o INSS, em 2011, com o Sindicato dos Aposentados previa o pagamento de atrasados e revisões de benefícios concedidos entre 5 de abril de 1991 e 31 de dezembro de 2003.

Ingênuos

Editorial - Estadão
Era presumível que o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura fosse alegar, com a convicção dos puros, que não fazia ideia de qual era a origem da dinheirama que apareceu subitamente em suas contas no exterior – e que, para a Lava Jato, é parte da roubalheira da Petrobrás. Só isso já seria suficiente para ofender a inteligência dos investigadores e do distinto público, mas não se pode dizer que tenha sido uma surpresa. No entanto, o que saiu dos primeiros depoimentos dessa dupla do barulho à Polícia Federal concorre a um lugar de destaque na antologia que se fizer a respeito desses tempos de colapso moral sob o lulopetismo – e joga na fogueira a Odebrecht, a gigantesca empreiteira cujo nome volta e meia surge nas narrativas desse escândalo.

João Santana e sua mulher afinal reconheceram que são proprietários de uma empresa offshore em cujas contas foram depositados US$ 7,5 milhões pela Odebrecht e pelo lobista Zwi Skornicki, entre 2012 e 2014, conforme descobriu a Lava Jato. Admitiram também que nada disso foi declarado à Receita Federal. Esse surto de honestidade respeita a estratégia da defesa, que claramente busca limitar todo o caso a um mero delito fiscal – e a livrar o PT das suspeitas de que suas campanhas eleitorais foram financiadas com dinheiro sujo.

Mas nada é tão simples, afinal. Mônica Moura afirmou que as tais contas recebiam apenas pagamentos por serviços prestados em campanhas eleitorais no exterior – em Angola, no Panamá e na Venezuela. Ou seja, não era remuneração pela conhecida atuação de João Santana como competente marqueteiro do PT no Brasil. A ser verdade o que Mônica disse, significa que a Odebrecht, que supostamente era apenas doadora de campanhas eleitorais no exterior, serviu como operadora de caixa 2 para essas campanhas, pois esse dinheiro jamais foi contabilizado oficialmente.

Segundo a senhora Santana, dos US$ 7,5 milhões encontrados na tal conta, US$ 3 milhões foram depositados por representantes da Odebrecht como parte do pagamento pela campanha do caudilho Hugo Chávez, presidente da Venezuela e candidato à reeleição, em 2012. O restante, segundo o depoimento, foi depositado pelo lobista Zwi Skornicki – preso por ser operador de propinas no petrolão – e correspondia à campanha do presidente José Eduardo dos Santos em Angola. Ela disse que não sabe por que foi Zwi quem fez esse pagamento. Nenhuma prova dessas movimentações todas foi apresentada às autoridades.

Tanto Mônica quanto o marido juraram que jamais lhes passou pela cabeça que aquele dinheiro todo pudesse ter origem ilícita. E João Santana afirmou que não declarou a existência dessa conta nem do dinheiro que por ela trafegou porque “era recurso recebido em outros países” e “ele achava que não tinha problema em ser conta não declarada”, segundo seu advogado. A defesa do marqueteiro informou que Santana, candidamente, considerava esses recursos como “uma poupança no exterior” para a sua “aposentadoria”.

E que poupança. João Santana disse à Polícia Federal que recebeu US$ 50 milhões por seu trabalho na eleição de Angola. Sua mulher, por sua vez, informou que o casal amealhou US$ 30 milhões na campanha de Hugo Chávez. Não se sabe ainda o quanto disso foi pago “por fora”, mas, a título de comparação, o que Santana recebeu “por dentro” para reeleger a presidente Dilma Rousseff não passou de R$ 70 milhões, ou US$ 17,5 milhões.

Mas, segundo seu advogado, dinheiro nunca foi o foco de João Santana. Tanto é assim que ele diz que trabalha de graça para o governo, “em razão do prazer que isso lhe gera”, conforme se lê em seu depoimento. Santana, contou o advogado, é “um criador, não trabalha com a questão financeira, com questão bancária”.

O marqueteiro que ajudou a reeleger Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao escândalo do mensalão e que emplacou duas vezes o “poste” Dilma Rousseff terá mesmo de ser muito criativo para convencer a Justiça de que é apenas um homem ingênuo.

Dilma diz que não não governa só para o PT

A presidente Dilma Rousseff
Após afirmar que não iria à festa de 36 anos do PT na noite de ontem, 27, a presidente Dilma Rousseff salientou que não governa só para o partido, mas para toda a população. Dilma falou a jornalistas em seu último dia de visita oficial ao Chile, antes de um almoço com a presidente chilena Michelle Bachelet.

"Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros", afirmou. Ao perceber o impacto da frase entre os que a ouviam, ela fez uma pausa e complementou: "Eu não governo só para o PT, só para o PSD, só para o PDT, ou só para o PTB, ou só para o para o PMDB". Ela disse não acreditar que as relações entre o governo e o PT devam se caracterizar por um posicionamento de adesão sem avaliação crítica. "Um partido é um partido, um governo é um governo."

A presidente acrescentou que gostaria de ir à celebração de aniversário do partido no Rio, mas a distância entre os dois países é muito longa e são quatro horas de viagem até Brasília. "O PT foi avisado que eu não compareceria", afirmou. A visita de Dilma a Bachelet foi organizada às pressas e teve uma agenda mais elástica que a usual. Na sexta-feira, o PT fez duras críticas ao plano de ajuste fiscal do governo.

Dilma disse esperar que todos os partidos "de sua base" ajudem a promover esse ajuste e a levar adiante a reforma da Previdência. "Eu espero que o PT, o PMDB, o PSD, o PP, o PRB, o PC do B, enfim, toda a minha base, espero que todos contribuam."

"Todos teremos que trabalhar um pouco a mais. Acho que é isso que assusta", disse, sobre o plano de mudar o regime de previdência.

'Trabalho' - A presidente ainda defendeu uma reforma previdenciária com período de transição longo, que permita à população se acostumar à ampliação do tempo de trabalho antes da aposentadoria. "É fundamental que trabalhemos um pouco mais. Mas não agora, não amanhã, não depois de amanhã. Eu acho que é o que pessoas temem", afirmou Dilma, antes de almoçar com a presidente chilena Michelle Bachelet.

Ela insistiu na necessidade de reformas fiscal e previdenciária, depois de ser questionada sobre a forma de o País recuperar o grau de investimento, retirado por três agências risco - a última delas foi a Moody´s, no dia 11. A presidente citou primeiro a necessidade de uma estabilização fiscal. "Isso não é um fim em si. Você faz isso porque é essencial para que se crie um ambiente favorável ao investimento. Um ambiente extremamente favorável, que esteja com inflação controlada e que permita que haja um horizonte de expectativas positivas."

A presidente convocou o País a se unir, criticou os pessimistas que "veem o copo meio vazio" e citou a Contribuição Sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a reforma previdenciária como medidas que empresários e sociedade devem aceitar.

Dilma afirmou que a mudança nas aposentadorias é necessária para que crianças e jovens não entrem precocemente no mercado de trabalho. "Precisamos reconhecer uma realidade, muito boa, de que a expectativa de vida aumentou. Aqueles que trabalham vão ter de sustentar progressivamente uma parte maior da população: os que se aposentam, as crianças e os jovens. Não queremos que esses jovens trabalhem. Serão eles que vão garantir o aumento da nossa produtividade."

Desvendados cinco mitos sobre o amor

Psicólogos, biólogos, economistas e antropólogos estão investigando o papel do amor em nossas vidas e em nossa cultura
No Estadão
Poetas escrevem sobre o amor há milênios, mas apenas recentemente o assunto se tornou objeto de pesquisas científicas sérias. Verificou-se que os poetas acertaram bastante (por exemplo, a metáfora do amor como uma espécie de loucura ganhou crédito quando um estudo descobriu uma semelhança entre o amor romântico e a desordem obsessivo-compulsiva). Mas ainda temos muito que aprender. Talvez, o amor seja sempre, de alguma forma, um mito, mas vale a pena desfazer algumas de nossas ideias mais ultrapassadas sobre a questão.

1. As mulheres são mais românticas do que os homens
A premissa central de muitas colunas de aconselhamento sentimental é que as mulheres precisam de mais romance e cabe aos homens, essas criaturas sem noção e loucas por sexo, proporcioná-lo às mulheres.

Mas pesquisas mostram uma história diferente. Estudo do site Match.com com solteiros norte-americanos descobriu que 59% dos homens acreditam em amor à primeira vista, comparados a 49% das mulheres que têm a mesma crença. A antropóloga biológica Helen Fisher diz que isso acontece porque os homens são mais visualmente orientados. "Eles veem uma mulher que é atraente fisicamente e acionam o sistema do amor romântico rapidamente."

Outro estudo mostrou que os homens são mais propensos a concordar com frases como "há apenas um amor verdadeiro para mim" e "se eu amar alguém, sei que posso fazer nosso relacionamento funcionar, independentemente de qualquer obstáculo". Segundo os pesquisadores, o fato de os homens serem mais propensos a idealizar seus relacionamentos e parceiras românticas "pode refletir os papéis diferentes que homens e mulheres têm numa estrutura social mais ampla". Em outras palavras os homens, que historicamente tiveram mais liberdade social e econômica do que as mulheres, podem também ser menos pragmáticos sobre amor e casamento.

2. A monogamia é uma construção social
Todas nós temos aquela amiga que sai com uma série de caras legais, mas não consegue ser fiel. "A monogamia é algo inventado", protesta ela. Notícias divulgadas em várias publicações corroboram esta afirmação. A revista Psychology Today afirma que "há falhas na prática da monogamia hoje em dia, problemas encobertos por uma cultura sem vontade de fazer perguntas importantes sobre a prática". O site Salon.com garbosamente postula que "talvez a monogamia não seja natural!" Até mesmo o conselheiro sexual Dan Savage já fez a afirmação.

Mas "natural" é uma palavra um pouco traiçoeira. A verdade é que nosso relacionamento com a monogamia é complexo. Biólogos acreditam que cerca de 3% a 5% das espécies de mamíferos são monogâmicas, o que inclui os humanos.

Os monogâmicos mais famosos do reino animal são uns roedores fofos chamados arganazes do campo. Eles são companheiros para a vida toda, além de pais amorosos, mas seus primos próximos, as ratazanas do prado, são promíscuas. As semelhanças entre essas duas criaturas ajudaram os cientistas a identificar uma base biológica para a monogamia que também é encontrada nos humanos.

Mas Savage não está totalmente errado: os arganazes do campo são socialmente monogâmicos mas, como nós, alguns não se adaptam à monogamia sexual. Cerca de 10% dos bebês arzanazes do campo nascem de pais que não vivem no ninho. Os dados sobre a monogamia sexual humana são notoriamente não confiáveis (na medida em que a não monogamia pode incluir situações que vão da infidelidade ao poliamor), mas em um estudo, 5% dos participantes praticavam não monogamia consensual.

Provavelmente, nossas preferências são determinadas tanto por nossa biologia quanto por nossa cultura: "o sistema de acasalamento dos humanos é extremamente flexível", diz o antropólogo Bernard Chapais, lembrando que muitos arranjos românticos - da monogania à poligamia - vem funcionando para nossa espécie há anos.

3. Amor romântico intenso dura apenas um ano ou dois
Durante anos, biólogos evolucionistas sugeriram que o amor romântico intenso dura apenas o suficiente para que os parceiros se conheçam, se casem e eduquem uma crianças até a primeira infância. Fisher refere-se a isso como a "coceira dos quatro anos". Depois disso, o entusiasmo e o interesse sexual diminuem e os parceiro ou se separam ou desenvolvem um amor mais moderado e companheiro.

Mas uma pesquisa recente, da qual Fisher foi coautor, sugere que para alguns de nós o amor romântico intenso pode durar décadas. A neurocientista Bianca P. Acevedo e o psicólogo Arthur Aron colocaram 17 voluntários numa máquina de ressonância magnética funcional. Todos estavam em relacionamentos de longo prazo e sexualmente monogâmicos e todos relataram que nunca perderam aquela chama inicial. De acordo com o resultado dos exames, os cérebros desses amantes de longo prazo lembram de perto aqueles casais recém apaixonados, mas com um grande benefício: os parceiros de longo prazo não demonstraram atividade nas partes do cérebro associadas à obsessão e à ansiedade que sentimos no início da paixão. Os cientistas não têm certeza da razão pela qual isso acontece, mas pode ter a ver com o fato de que os casais que participaram do estudo tinham um nível de serotonina - o neurotransmissor que, acredita-se, faz a gestão do nosso humor - particularmente alto.

4. Os opostos se atraem
Romeu e Julieta apaixonaram-se loucamente, apesar do fato de suas famílias estarem em guerra. Um empresário de Los Angeles deixou de lado seus vícios por uma prostituta com coração de ouro. Uma formosa jovem aprende a amar uma fera que aprisionou seu pai. Algumas de nossas melhores histórias descrevem o amor que transcende as fronteiras de classe, raça e até mesmo espécie, mas com que frequência isso acontece na vida real?

Embora existam alguns exemplos de amores improváveis, as probabilidades realmente indicam que você tem mais possibilidade de ficar junto com alguém que é muito parecido com você. Em seu livro "Falling in Love: Why We Chosse the Lovers We Choose" ("Apaixonando-se: por que escolhemos os amantes que escolhemos", em tradução livre), Ayala Pines diz que o fato que mais prediz quem nós amamos é a proximidade. Ela cita um estudo que descobriu que "54% dos casais eram separados por uma distância de 16 quarteirões ou menos quando saíram juntos pela primeira vez". Uma pesquisa do Pew Research Center concluiu que, embora casamentos inter-raciais estejam aumentando, em 2008 apenas 8% dos casamentos nos Estados Unidos eram entre integrantes de diferentes grupos raciais ou étnicos. Os casamentos inter-religiões também estão em alta, mas 61% de nós escolhe seu cônjuge na mesma religião. A revista The Economist assinala que somos cada vez mais propensos a nos unir de acordo com níveis de renda e educação.

Tudo isso faz sentido: gostamos de pessoas que são como nós. Mas o psicólogo Ty Tashiro argumenta que deveríamos "repensar nossas visões sobre o que realmente importa num parceiro". Ele diz que traços de personalidade (como amabilidade e bondade) têm uma influência muito maior na felicidade no longo prazo do que a demografia.

5. Quando você encontrar a pessoa certa, sua vida ficará completa
Jerry Maguire certamente não foi o primeiro a sugerir que o amor verdadeiro significa encontrar alguém que "completa você". Mas ele pode ser a voz de uma geração que espera demais dos relacionamentos. Como o psicólogo Eli Finkel explica, entramos numa era de "casamento autoexpressivo", em que contamos com nossos relacionamentos para nossa autoestima e crescimento pessoal".

Na verdade, porém, a maioria de nós não encontra o par "perfeito". E não há nada de errado nisso. Na verdade, estar com sua "alma gêmea" pode fazer você menos feliz no longo prazo. Um estudo sugere que as pessoas que acreditam no conceito tendem a ser menos comprometidas com seus parceiros. Elas são também mais ansiosas nos relacionamentos e menos indulgentes com os parceiros. Além disso, não precisamos de um parceiro com o qual nunca discutimos. As discussões não inevitáveis. O psicólogo John Gottman assinala que mesmo os relacionamentos mais felizes têm conflitos insolúveis.

Segundo Gottman, não há problemas em ter conflitos, contanto que a questão seja complementada por bondade e empatia.

Os dados são bastante claros ao dizer que a busca pelo parceiro perfeito provavelmente nos deixará desapontados, mas a ideia central é simples: o amor verdadeiro exige trabalho e profunda empatia. E aqueles de nós que buscam a satisfação tanto dentro quanto fora de nossos relacionamentos estão propensos a serem os mais sortudos no amor.

Vale a pena ler: O caminho e o desastre

Por Janio de Freitas - Folha de SP
O Brasil experimentou uma democracia frustradamente reformista, passou por golpe de estado, sofreu a tragédia da ditadura militar, voltou à democracia caótica, e chegou. Chegou outra vez aos primeiros anos da década de 1950. O golpismo, o "entreguismo" ameaçador e a "república do Galeão" foram os estigmas daqueles anos. O golpismo volta no estilo PSDB; acompanha-o o "entreguismo" apontado na retirada de pré-sal da Petrobras, aprovada pelo Senado; e a versão civil da "república do Galeão", sob o nome insignificante de Lava Jato, evidenciam juntos o estágio em que o Brasil de fato está.

Mas, se é desculpável a imodéstia de quem se aproximava da vida de adulto naquela década, o pequeno Brasil que não era então menos discriminatório e menos elitista, no entanto era mais inteligente, culto e criativo, menos incivilizado em suas cidades e muito, muito menos criminal.

O mundo se mediocriza, é verdade. A França o prova e simboliza. Mas o Brasil exagera, iludido por uns poucos e duvidosos avanços econômicos. Como a indústria automobilística, por exemplo, que sufocou os transportes públicos e deformou as cidades, dois efeitos antissociais no sentido menos classista da palavra. A degenerescência entra, porém, em fase nova. E acelerada.

São já os esteios do esboço de democracia a sofrerem investidas corrosivas. Ainda que sob outras formas, são prenúncios de repetição, se não contidos em tempo, dos desdobramentos lógicos que períodos como os anos 50 produzem, historicamente.

É melhor, e é urgente, que se comece a forçar o Congresso a ser menos infiel às suas finalidades institucionais e mais responsável com suas funções, seja em apoio ou oposição ao governo. Muitos poucos estão ali, em especial entre os deputados, para serem parlamentares. Dividem o seu tempo entre ser massa de manobra de interesses alheios e agir por interesses subalternos próprios. Uns e outros cada vez mais contrários à instituição e à democracia pretendida pela maioria do país.

A ministra Cármen Lúcia foi muito aplaudida pela invocação, em seu literário voto por liberdade biográfica, ao bordão "cala a boca já morreu". Ninguém observou que o complemento foi omitido: "quem manda aqui sou eu". O bordão é, na verdade, de extremo autoritarismo. Amputá-lo valeu como definição pessoal.

Mas não é o meio bordão, é o autêntico, realista, que os fatos já justificam: partes do Judiciário e do Ministério Público agem como se respondessem aos direitos civis (e por tabela a quem os defenda): cala a boca já morreu, quem manda aqui sou eu. E mandam mesmo, pela reiteração e pela indiferença, porque as instâncias com autoridade e meios de corrigir as deformações não o fazem, acomodadas no seu próprio poder ou intimidadas pela parcela da sociedade adepta do bordão. E os direitos e a Justiça se esvaem.

Crises políticas não se agravam sem imprensa. Crises econômicas expandem-se menos e menos depressa sem imprensa. Hoje em dia a imprensa brasileira pratica uma solidariedade de modos com as deformações no Congresso, no Ministério Público e no Judiciário. Assola-a nova onda de relaxamento dos princípios éticos, para não falar em qualidade jornalística. E cresce a cada dia uma grande dívida de autocrítica, para relembrar as responsabilidades dos jornalistas profissionais. Com medo da internet, a imprensa brasileira foge de si mesma. O Brasil não é bem-vindo aos anos 1950.