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terça-feira, 4 de abril de 2017

Juízes criticam “discurso de ódio” de Gilmar

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou nota pública na qual critica as “reincidentes agressões” deferidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes aos integrantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em palestra, o ministro afirmou que o TST é um “laboratório do Partido dos Trabalhadores (PT)”, com diversos ministros indicados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e simpatizantes da referida sigla partidária.

Na nota, presidente da Anamatra, Germano Siqueira, indaga se o ministro “ainda tem imparcialidade para julgar matérias oriundas da Corte Trabalhista”.

Eis a íntegra da nota:
A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO (ANAMATRA), entidade que congrega mais de 4.000 juízes do Trabalho em todo o território nacional, tendo em vista renovadas agressões proferidas pelo Excelentíssimo Senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes contra integrantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST), vem a público assinalar:
  1 – O ministro Gilmar Mendes, mais uma vez palestrando para lideranças empresariais, desrespeita o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e seus integrantes. De forma totalmente inadequada, afirma que o TST é laboratório do Partido dos Trabalhadores (PT) e que seus ministros foram indicados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT); além de lançar dúvidas sobre a honorabilidade de cada um deles ao questionar a suposta fragilidade do modelo de apuração de requisitos para exercício dos cargos naquela Corte, o que é completamente inaceitável.

2 – Tal como manifestado em ocasião anterior, quando Sua Excelência agrediu a instituição Justiça do Trabalho, a Anamatra novamente repudia o discurso de ódio, não só contra os ministros do TST , mas contra a instituição como um todo; além de lamentar o profundo desconhecimento do ministro acerca da realidade do Judiciário trabalhista no Brasil, o que se revela por manifestações irresponsáveis que inclusive têm dado ensejo a episódios de acirramento de ânimos em vários pontos do país.

3 – As nomeações dos ministros do TST ocorreram na forma prevista na Constituição Federal e, nesse contexto, são absolutamente legítimas, resultando de listas formadas por juízes de carreira ou originárias do quinto constitucional com histórico funcional e acadêmico irretocáveis, sem nenhum envolvimento nem compromisso com posições políticas, o que parece não ser certo dizer em relação ao seu crítico constante .

Brasília, 03 de abril de 2017 - Germano Silveira de Siqueira - Presidente da Anamatra.

Leia também >Gilmar Mendes chama Tribunal Superior do ...

Poetando




A UM ATEU (autor: Emir Bemerguy)
“Para quem crê, as provas da existência de Deus são desnecessárias. Para quem não crê, são inúteis”
Quem crê num Deus Eterno e Onipotente,
Não precisa de provas e argumentos,
Pois O descobre a todos os momentos
Dentro de si, nas coisas, na sofrida gente,
E até no rosto das pessoas fúteis.
A quem não crê, porém, no Criador,
De sua existência as provas são inúteis.
Não perderei meu tempo, então, amigo,
A discutir religião contigo.
Não, não! Tuas razões confusas não receio,
Pois quanto mais blasfemas, tanto mais eu creio!
Dirijo a ti, este pedido:
Se tu não crês, respeites minha Fé!
Não vomites o fel que tens contido
No coração, nos gestos e no olhar até.
Não escarres teu ódio
Sobre a esperança que sustém minh´alma!
Se eu te falei de Deus, foi pura e simplesmente
Porque esqueci de Cristo a frase contundente:
“Não dês aos cães as coisas sacrossantas,
Nem aos porcos atires pérolas divinas,
Pois eles poderão voltar-se enfurecidos,
E espedaçar-te, filho, em meio aos seus grunhidos!”
Então, amigo, deixa-me em paz com Jesus!
Se preferes ficar a espojar-te na lama,
Não impeças que eu viva banhado de Luz!

Calcule quanto falta para se aposentar se a proposta do governo for aprovada

Primeiro passo é economizar pelo menos 10% do seu salário, dizem especialistas 
Se a proposta de reforma da Previdência do governo Michel Temer for aprovada pelo Congresso sem alterações, a primeira informação necessária para um trabalhador calcular quando poderá se aposentar é sua idade atual.

Mulheres com 45 anos ou mais e homens com 50 anos ou mais, pela proposta do governo, têm direito a uma regra de transição.

Todos os outros passam a seguir as novas regras —a não ser no caso de trabalhadores do setor privado que já tenham atingido 30 anos de contribuição, se mulheres, ou 35 anos de contribuição, se homens.

O jornal Folha de São Paulo desenvolveu uma calculadora que permite descobrir qual o caminho mais curto para a aposentadoria caso a proposta do governo seja aprovada sem alterações pelo Congresso.

Vale lembrar que o valor do benefício será maior quanto maior o tempo de contribuição, por isso cada trabalhador deve decidir se prefere se aposentar antes, com benefício menor, ou contribuir mais para ter um beneficio maior.
Para ver como ficaria sua aposentadoria, preencha seus dados na calculadora, aqui > Calcule quanto falta para você se aposentar

Removendo o Passado: Turma amiga, turma boa...

1979 - Na festa realizada no Centro Recreativo para comemorar a inauguração da Televisão Tapajós. Da esquerda para a direita: Denis Brandão, Paulo Cesar, Edinaldo Mota, Zé Maria (Jacaré), eu e Dagomar Macedo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Morre a ex-embaixatriz Lucia Flecha de Lima, confidente de Lady Di

Lucia Flecha de Lima
Não é comum que embaixatrizes brasileiras se tornem famosas, tampouco é normal que elas desenvolvam relações pessoais com os familiares de chefes de estado dos países onde estão instaladas. A mineira Lucia de Flecha de Lima, que ao lado do marido, Paulo Tarso Flecha de Lima, representou o Brasil em Londres entre 1990 e 1993, conseguiu os dois feitos. Conhecida entre os amigos pela elegância e discrição, ela ficou famosa ao se tornar confidente da princesa Diana nos anos em que residiu nos números 14-16 da Cockspur Street, na região central da capital inglesa, o local que serve de base para a diplomacia brasileira no Reino Unido e que já foi o endereço onde se compravam as passagens para o Titanic.

Considerada a maior celebridade do planeta naqueles tempos, Diana escolheu a brasileira para se abrir assim que descobriu que o príncipe Charles, com quem foi casada entre 1981 e 1996, a traía com Camilla Parker-Bowles. Também era para Lucia que a princesa de Gales contava detalhes de sua infância traumática, repleta de discussões entre os pais dela, que acabaram se separando, e para quem confessou que o primogênito da rainha Elizabeth II foi o grande amor de sua vida. A ligação das duas foi tão forte que elas mantiveram contato mesmo após a transferência de Paulo Tarso para Washington, em 1993, ao ponto de a princesa viajar para os Estados Unidos apenas para passar o boxing day (o primeiro dia após o Natal) na companhia do casal.

Das embaixadas que ocupou com o marido – eles também ficaram em Roma entre 1999 e 2001 – só faltou a de Paris para que completassem o chamado “Circuito Elizabeth Arden”, termo criado em homenagem à cosmetologista e empresária canadense de mesmo nome, referência de glamour no início do século 20, para se referir às embaixadas do eixo Londres-Washington-Paris-Roma, consideradas as com mais prestígio e, portanto, as preferidas por embaixadores e embaixatrizes.

Por onde passaram, deixaram sua marca, e tal como o Barão do Rio Branco no início do século passado, e Oswaldo Aranha, no Pós-Guerra, Lucia e Paulo Tarso, que sempre atuaram em conjunto, usaram a diplomacia para “vender o Brasil” aos estrangeiros, e tiveram um papel importantíssimo na abertura econômica do Brasil a partir da década de 1990. De volta ao país em 2001, eles fixaram residência em Brasília, onde viveram juntos até a morte dela, neste domingo, aos 76 anos, em decorrência de um câncer muito agressivo descoberto no fim de 2016.

Constantemente assediada por órgãos de imprensa e até por editoras de livros, principalmente as britânicas, para contar tudo sobre o período mais agitado de sua vida – leia-se os anos ao lado de Diana – Lucia negou todas as ofertas, e sempre deu a entender que sentia falta da princesa, mas não do universo de conto de fadas no qual ela vivia. 
Lucia e Diana, juntas em um evento em Londres nos anos 1990 
Lucia e Diana, juntas em um evento em Londres nos anos 1990

"Galeria de Amigos(as)": TEREZINHA SUSSUARANA - in memoriam

Terezinha da Silva Sussuarana, santarena, foi professora, vereadora (1970 a 1972, 1972 a 1976 e 1976 a 1979) e deputada estadual (1979 a 1983). Morreu em maio de 2011, aos 72 anos de idade.
Terezinha, no exercício do mandato de deputada estadual.

domingo, 2 de abril de 2017

De Bangu para o Leblon: a prova de que o crime compensa para alguns

Cabral e Adriana
Jornal do Brasil
A ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Anselmo, acusada de fazer parte da grande organização criminosa de Sergio Cabral foi presa no dia 6 de dezembro de 2016, por meio de investigação da operação Calicute. A operação investiga o esquema que seria chefiado pelo então governador que desviou mais de R$ 400 milhões de reais, segundo o Ministério Público Federal.

Em menos de 4 meses de prisão, Adriana Ancelmo deixou o endereço de Bangu para voltar a morar no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, um dos mais caros metros quadrados da cidade - em frente ao mar. A única punição para os crimes que ela é acusada é de ficar sem acesso ao telefone e internet. Lamentável, não? A prova que o crime compensa, claro para quem é rico e tem poder.

Na contramão da decisão que concede o privilégio da prisão domiciliar à Adriana, concedida por ela ter dois filhos menores de idade, são muitas as histórias de mães pobres que estão presas e com os filhos abandonados. São muitas as crianças que são amamentadas e criadas dentro de cárceres, e o que isso pode influenciar na vida de uma criança que não cometeu crime nenhum?
Mães com seus filhos nos presídios
Uma pesquisa da Fiocruz (2015) apresentou violações dos direitos humanos contra mães e gestantes presas em cadeias no Brasil. Segundo o estudo, na maioria dos casos, as gravidas só são transferidas para unidades prisionais específicas no terceiro trimestre da gestação. E muitas vezes, são levadas para o parto algemadas. O mais desumano: elas são obrigadas a amamentarem e criarem seus filhos dentro da unidade prisional e após um período as crianças são entregues aos seus familiares, são tiradas das mães.

E isto acontece com milhares de mulheres, com exceção da mulher de Cabral. Por que será que os juízes não concedem tal benefício as outras mulheres, se estes mesmos juízes juraram cumprir as leis e constituição?
Leia também>mordomias de Sérgio Cabral na prisão

Saudade do Caisinho

O antigo Caisinho, no início da rua 15 de Novembro, no centro de Santarém (PA). Atracado ao cais, o velho Santa Maria, do Seu Leonel Neves e que fazia a linha Santarém-Alenquer. Início da década de 70. (Fonte: Blog Você se lembra?)

Do poster:
Eu morei, por muitos anos, com meus pais e meus irmãos, em uma casa localizada no Caisinho, tendo como vizinhos as famílias do Joaquim da Costa Pereira e do Domingos Matos. Mais adiante, morava o casal Osvaldo e Célia Carneiro e os seus filhos - Celivaldo, Jeso, e outros. 

Um detalhe interessante: apesar do grande movimento de chegada e saída de embarcações de pequeno porte e fluxo intenso de pessoas durante o dia e à noite, dormíamos com as janelas abertas e sem grades, para usufruirmos da brisa gostosa do rio Tapajós. Jamais fomos importunados por ladrões, assaltantes, gangues, drogados, enfim, a tranquilidade imperava não só no Caisinho, mas em todos os lugares da querida cidade de Santarém. Tenho muita saudade daquela época. Hoje, infelizmente, a violência aumenta a cada dia, amedrontando a população. 

Abaixo, duas fotos que guardo com muito carinho:
 Meus manos, Emir e Eros, na beira do cais, bem perto da escadinha que dava acesso a praia
Minha mãe, Dona Didó, fazendo pose encostada no muro do Caisinho.
Dona Vera Pereira fotografada em frente à sua residência. O jeep era meu, estacionado na frente da casa onde eu morava.

sábado, 1 de abril de 2017

Poetando: Santarém Saudade

Autor: Nicolino Campos (foto), no jornal "O Momento", edição de 24.10.1980.
O progresso, chegou, Santarém!
Com seu porto e suas estradas,
Sua TV, suas velas de regatas,
Sua onda de motores, um vai, outro vem...
Tu gostaste Santarém?!
Foi pra teu bem?!Hein?! Hein?! Hein?!
Responde depressa, Santarém.

E agora Santarém???
Onde estão as canoas de velas belas,
Metidas no muruci,
Onde estão as catraias, os táxis das praias;
Cadê Dona Bibi, que fazia Paumary!
Onde estão as lavadeiras,
Mulheres velhas, meninas brejeiras,
E a roupa lavada, na corda esticada,
E à tarde, a pelada gostosa, comendo na areia.
A Serra Piroca, coitada!
Perdeu seu cume, quase morreu
Decapitada
Duma baita dentada
Que o progresso lhe deu.
E a Vera Paz? Essa mesma, acabou!
E o cais do porto taí
Carreando dinheiro, espantando jaraqui.
Laguinho aterrado, Irurá loteado,
Maria José é proibida!!! Avião tá de saída...

Santarém, e a tua arte como vai?!
Cadê os trabalhos das bonequeiras,
As “caretas”, tantas obras belas, gentis.
Os castiçais,os Santos de madeira,
As custódias, os turíbulos,
E o velho altar da Matriz.
As cuias do Fona, os trabalhos das rendeiras!!!
Como tudo isso desapareceu,
Por que Santarém não tem museu!?
E o trapiche, a Igreja de São Sebastião,
O Teatro Vitória?!
Olha, Santarém! Quem não guarda
Seu passado morre para a história!

Dona Dica! Suas bolsas, seus leques!
Laurimar! Tuas esculturas, pinturas!
Isoca! Teus hinos, tuas valsas, esse tesouro!
João Sena, tuas jóias, quais finas rendas d´ouro.
Paulo Rodrigues, Emir, João Santos,
Ezeriel, Frei Ambrósio, outros tantos...
Sem museu, sem biblioteca, sem cuidados
Onde ficam essas obras de artistas renomados!

Ainda resta: a festa da Conceição,
De São Raimundo, de São Sebastião.
As noites de Serenata na “Aldeia” enluarada.
As fogueiras na praia,
Das turmas em piracaia
E o Amazonas e o Tapajós
Abraçando Santarém, abraçando todos nós,
Lembrando o Padre Poeta Manoel,
Murmuro, pelos olhos escorrendo o coração
- Eu te amo Santarém, meu bem... meu bem...

Leitorado: Banda do Carlos Castro

Sobre a postagem Os Lords.
A leitora deste blog, Maria Selma Carvalho, santarena residente em Manaus/Am, enviou a foto abaixo, relembrando a existência da Banda do Carlos Castro, que fez muito sucesso nas décadas de 60/70, em Santarém.
Se alguém souber os nomes dos integrantes, por favor, nos informe na caixinha de comentários. Só identifiquei os irmãos Fernando e Sebastião Sirotheau.