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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Filho de Fidel Castro se suicida em Cuba

A imprensa estatal de Cuba anunciou ontem (1º) que se suicidou aos 68 anos Fidel Castro Díaz-Balart, filho mais velho de Fidel Castro, após meses de tratamento e internação devido a uma depressão profunda.

Segundo o jornal Granma, Fidelito, como era conhecido, se matou no início da manhã em sua casa em Havana. A publicação não dá mais detalhes sobre as circunstâncias da morte ou as reações da família Castro.

O filho mais velho de Fidel nasceu em 1949, do casamento do líder cubano com Mirta Díaz-Balart. Cientista nuclear que estudou em instituições soviéticas, era conselheiro científico do Conselho de Estado do Partido Comunista.

Entre 1980 e 1992 foi o responsável pelo programa nuclear cubano, na tentativa de instalar uma usina atômica de energia elétrica na ilha ---plano extinto em 1992 devido à falta de financiamento e o fim da União Soviética.

Nos últimos 25 anos ele praticamente desapareceu da vida pública cubana. Fidelito morre pouco mais de um ano depois do pai, falecido aos 90 anos em 26 de novembro de 2016.

Nunca fui tão antipetista como quando afirmo: "Lula foi condenado sem provas"

Por Reinaldo Azevedo, colunista da Folha de SP
Deve-se fugir de um clichê como o diabo da cruz (ops!), a menos que nada haja de mais preciso. Ao se referir aos Bourbons, Talleyrand definiu os petistas: "Não aprenderam nada; não esqueceram nada". Lula é hoje vítima da concepção de mundo de seu próprio partido. Trecho de um artigo de André Singer publicado nesta Folha, não me deixou de queixo caído: "Olhemos para o julgamento do TRF-4 do ângulo das consequências políticas e eleitorais que traz, deixando a controvérsia jurídica a cargo de quem dela entende".

Porca miséria! Então Lula é condenado sem provas, e sou eu =o pai dos termos petralha, esquerdopata e Babalorixá de Banânia= a apontar as múltiplas trapaças técnicas do julgamento!? Já o petista Singer afirma ser essa uma questão menor? Não! Ele não é um covarde. Ele é um petista.

Eleição sem Lula é ilegítima, gritam os companheiros, porque Lula representa milhões. A lógica: a um político irrelevante, tolera-se um homicídio; a um grande líder, um morticínio. Entendo. Stálin não se fez apenas da vontade de matar, mas também da lassidão moral de acólitos. Aquele pequeno trecho de Singer sintetiza quase 200 anos de crimes em nome de um novo mundo.

Há dias, Lula recomendou que o partido construísse alternativas a seu nome. Segundo o Datafolha, 27% dos entrevistados votariam em quem ele indicasse. Outros 17% poderiam fazê-lo. Isso bastaria, dado o quadro, para pôr um ungido seu no segundo turno. A propósito: sem o ex-presidente, o partido se retira da peleja? Caso dispute e vença, o eleito carregará a mácula da ilegitimidade?

O que explica a estupidez? Resposta: o desprezo às regras da democracia e ao Estado de Direito. Se o MPF apresentou ou não as provas, pouco importa. Ainda que o tivesse feito, os companheiros estariam proclamando a ilegitimidade da disputa do mesmo modo. Ao petismo, são irrelevantes as questões de direito. Só valem as questões de fato na exata medida em que servem ou não para fortalecer o partido. Em sua história, o PT tanto destruiu a reputação de gente séria como ajudou a lavar a biografia de larápios.

Essa gente é incapaz de enxergar na hipertrofia do MPF e do Judiciário uma ameaça à democracia, que, por consequência, atinge também Lula e o PT. Se e quando tocam na questão democrática, os petistas o fazem para proteger o partido e seu líder. Tudo o que fere os interesses da legenda feriria também a democracia, mas nem tudo o que agride a democracia ofende a legenda. Controvérsia jurídica, afinal, remete à organização do Estado democrático, às instituições, à ordem =instâncias que o petismo sempre viu como fases ou obstáculos a serem superados.

Lula foi condenado sem provas. Os petistas só protestam porque a vítima é o ex-presidente. Tanto é assim que seus autointitulados intelectuais, artistas e pensadores continuam a pedir a cabeça de adversários aos mesmos verdugos que condenaram seu líder à guilhotina, o que legitima os Robespierres de meia-tigela e terninho preto, aliados da legenda no assalto essencial ao Estado. Nesta quinta, membros do Ministério Público e juízes protestavam em frente ao STF contra a reforma da Previdência.

Mais de uma vez já me vi tentado a escrever: Lula merece o que está aí; é ele o grande artífice da maior máquina de destruir reputações jamais criada no país. Mas não consigo. Vejo o que o PT não vê: um indivíduo condenado sem provas condena sem provas todos os indivíduos. Por isso entro, sim, na controvérsia jurídica.

Ao escrever "Lula foi condenado sem provas", chego ao estado da arte do meu antipetismo. Ao escrever "isso é coisa de especialistas", Singer atinge o petismo como ideia.

De volta à terra: a única arma que pode livrar o ex-presidente da cadeia é a jurídica. A menos que o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) tenha uma ideia melhor...

Nunca fui tão antipetista como quando afirmo: "Lula foi condenado sem provas"

Por Reinaldo Azevedo, colunista da Folha de SP
Deve-se fugir de um clichê como o diabo da cruz (ops!), a menos que nada haja de mais preciso. Ao se referir aos Bourbons, Talleyrand definiu os petistas: "Não aprenderam nada; não esqueceram nada". Lula é hoje vítima da concepção de mundo de seu próprio partido. Trecho de um artigo de André Singer publicado nesta Folha, não me deixou de queixo caído: "Olhemos para o julgamento do TRF-4 do ângulo das consequências políticas e eleitorais que traz, deixando a controvérsia jurídica a cargo de quem dela entende".

Porca miséria! Então Lula é condenado sem provas, e sou eu =o pai dos termos petralha, esquerdopata e Babalorixá de Banânia= a apontar as múltiplas trapaças técnicas do julgamento!? Já o petista Singer afirma ser essa uma questão menor? Não! Ele não é um covarde. Ele é um petista.

Eleição sem Lula é ilegítima, gritam os companheiros, porque Lula representa milhões. A lógica: a um político irrelevante, tolera-se um homicídio; a um grande líder, um morticínio. Entendo. Stálin não se fez apenas da vontade de matar, mas também da lassidão moral de acólitos. Aquele pequeno trecho de Singer sintetiza quase 200 anos de crimes em nome de um novo mundo.

Há dias, Lula recomendou que o partido construísse alternativas a seu nome. Segundo o Datafolha, 27% dos entrevistados votariam em quem ele indicasse. Outros 17% poderiam fazê-lo. Isso bastaria, dado o quadro, para pôr um ungido seu no segundo turno. A propósito: sem o ex-presidente, o partido se retira da peleja? Caso dispute e vença, o eleito carregará a mácula da ilegitimidade?

O que explica a estupidez? Resposta: o desprezo às regras da democracia e ao Estado de Direito. Se o MPF apresentou ou não as provas, pouco importa. Ainda que o tivesse feito, os companheiros estariam proclamando a ilegitimidade da disputa do mesmo modo. Ao petismo, são irrelevantes as questões de direito. Só valem as questões de fato na exata medida em que servem ou não para fortalecer o partido. Em sua história, o PT tanto destruiu a reputação de gente séria como ajudou a lavar a biografia de larápios.

Essa gente é incapaz de enxergar na hipertrofia do MPF e do Judiciário uma ameaça à democracia, que, por consequência, atinge também Lula e o PT. Se e quando tocam na questão democrática, os petistas o fazem para proteger o partido e seu líder. Tudo o que fere os interesses da legenda feriria também a democracia, mas nem tudo o que agride a democracia ofende a legenda. Controvérsia jurídica, afinal, remete à organização do Estado democrático, às instituições, à ordem =instâncias que o petismo sempre viu como fases ou obstáculos a serem superados.

Lula foi condenado sem provas. Os petistas só protestam porque a vítima é o ex-presidente. Tanto é assim que seus autointitulados intelectuais, artistas e pensadores continuam a pedir a cabeça de adversários aos mesmos verdugos que condenaram seu líder à guilhotina, o que legitima os Robespierres de meia-tigela e terninho preto, aliados da legenda no assalto essencial ao Estado. Nesta quinta, membros do Ministério Público e juízes protestavam em frente ao STF contra a reforma da Previdência.

Mais de uma vez já me vi tentado a escrever: Lula merece o que está aí; é ele o grande artífice da maior máquina de destruir reputações jamais criada no país. Mas não consigo. Vejo o que o PT não vê: um indivíduo condenado sem provas condena sem provas todos os indivíduos. Por isso entro, sim, na controvérsia jurídica.

Ao escrever "Lula foi condenado sem provas", chego ao estado da arte do meu antipetismo. Ao escrever "isso é coisa de especialistas", Singer atinge o petismo como ideia.

De volta à terra: a única arma que pode livrar o ex-presidente da cadeia é a jurídica. A menos que o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) tenha uma ideia melhor...

Temer copia propaganda do Posto Ipiranga para defender reforma da Previdência

O Palácio do Planalto copiou propaganda usada pelo Posto Ipiranga para produzir uma peça a favor da reforma da Previdência. A gravação mostra o diálogo entre 1 homem e uma mulher. As conversas remetem ao roteiro utilizado no comercial que ficou famoso por causa do uso da mesma resposta para diferentes perguntas.

Ainda não se sabe se o governo pagou os direitos para usar a ideia da propaganda do Posto Ipiranga. Também não há informações sobre como e quando a peça será veiculada.
Leia a seguir a transcrição do diálogo:

“Mulher: Amigo, sabe onde eu encontro gente se aposentando com salário de 30 mil reais?
Homem: Uai, é lá no Posto da Previdência.
E onde eu encontro aposentado com 50 anos?
Posto da Previdência.
E onde eu encontro muita gente trabalhando muito para pagar esses privilégios de poucos?
Posto da Previdência.
E onde eu encontro uma Previdência justa, com todos trabalhando igual e recebendo igual?
Ah, aí é só com a reforma da Previdência, uai!”

Cármen Lúcia inaugura ano do Judiciário com recados ao PT.

Leia na íntegra o discurso da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, realizado na manhã de ontem (1º), durante a abertura do ano Judiciário de 2018:

“Cento e vinte e sete anos atrás, numa quadra histórica conturbada e dividida, os brasieiros conceberam uma nova ordem constitucional para o Brasil e deram origem à República Federativa que se implantou no Pais. Sob aquele sistema, a sociedade brasileira submeteu-se ao regime da lei e da ordem com liberdade e responsabilidade.

Há trinta anos, a se completarem em 5 de outubro próximo, os brasileiros tiveram de buscar forma nova de recomeço, pondo fim a uma travessia de problemas sérios, muitos dos quais ainda perduram, a despeito da vigência do sitema constitucional, e ainda não se sanaram as dificuldades que provocam insegurança e sofrimento aos cidadãos.

Os povos são postos à prova sempre. Em alguns momentos mais que em outros. Mas comentava Ruy Barbosa, quando promulgada a primeira Constituição republicana do Brasil, que “perto de quatrocentos e cinquenta anos antes da nossa era. . . já os corintios, testemunhas das alternativas da sorte da força, diziam aos atenienses: ‘o caminho real da conveniência é o caminho do direito’ . Esta é a verdade ainda hoje… Não há … civilização nacional enquanto o direito não assume a forma imperativa, traduzindo-se em lei. A lei é, pois, a divisória entre a moral pública e a barbárie. … A base da democracia no século dezenove”, acentuava Ruy, “é a mesma que há dois mil e quinhentos anos: a religião do direito”.

Há que se lembrar que o respeito à Constituição e à lei para o outro é a garantia do direito para cada cidadão. A nós, servidores públicos, o acatamento irrestrito à lei impõe-se como dever acima de qualquer outro. Constitui mau exemplo para o cidadão. E o mau exemplo contamina e compromete.

Civilização constrói-se, sempre, com respeito às pessoas que pensem igual ou diferente, que sejam iguais em sua humanidade ou diferentes em suas individualidades. Enfim, com respeito às leis vigentes que asseguram a liberdade e a igualdade.

0 Judiciário aplica a Constituição e a lei. Não é a Justiça ideal, é a humana, posta à disposição de cada cidadão para garantir a paz. Paz que é o equilibrio no movimento histórico e continuo dos homens e das instituições. Se não houver um juiz a proteger a lei para os nossos adversos, não haverá um para nos proteger no que acreditamos ser o nosso direito.

Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial pela qual se aplica o direito. Pode-se buscar reforma-la, pelos meios legais e nos juizos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal.

Convém e espera-se que cada cidadão brasileiro atue para que a liberdade que a Constituição assegura seja exercida com a responsabilidade que o viver com o outro impõe.

Sem liberdade não há democracia. Sem responsabilidade não há ordem. Sem Justiça não há paz .

Cada geração tem o compromisso de criar as formas para superar dificuldades e rever velhas fórmulas sem perder os grandes valores humanos, morais e jurídicos, mesmo os que tenham sido conquistados pelos que vieram antes de nós, a fim de que não se perca o elo histórico que forma um povo, com sua história, sua pluralidade sem perda de sua unidade.

Viver é um inacabado. Conviver é um construir diário. Democracia é um modo de viver com responsabilidade e conviver com justiça segundo o direito.

Façamos com que 2018 seja tempo de superação em nossa dificultosa história de adiantes e retornos, para que fases mais tristes sejam apenas memórias de dias de tormenta passada. Que não tenhamos de ser lembrados pelo que não fizemos ou – pior – pelo que desfizemos do conquistado social e constitucionalmente. E se mais não conseguirmos no cumprimento do nosso dever de atender o bem público, que se recordem de nós pelo que conseguimos contribuir para garantir que as conquistas históricas não foram esquecidas, que a Constituição não foi descumprida, que a República não se perdeu em nossas mãos, nem a Democracia em nossos ideais e práticas.

Declaro aberto o ano judiciário de 2018 neste Supremo Tribunal Federal do Brasil”.

Invejosos!

Nós, remistas, fomos derrotados na Copa Verde por 2x0. Eles, os mucuras, também perderam, ontem, por 2x0 na Copa do Brasil. Mas, nessas derrotas, há uma diferença: o Clube do Remo continua vivo, e poderá, ainda, ser classificado se, no jogo de volta vencer o seu adversário com dois ou mais gols, sem sofrer nenhum. Mas, eles, foram alijados definitivamente, da Copa do Brasil. KKK....

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Câmara Brasil-EUA dá a Moro o título de homem do ano

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância no Paraná, foi escolhido para receber, em Nova York, o troféu “Homem do Ano 2018”, da Câmara de Comércio Brasil-EUA. Em 2017, foi o prefeito de São Paulo, João Doria

Atenção, coleguinhas capafeanos!

Interventor da Capaf não obedece ordens do presidente do Basa, e este não reage.

Em sua página no Facebook, meu amigo e conterrâneo Walter Sirotheau, diretor da nossa AABA, faz o seguinte esclarecimento:

ESCLARECIMENTOS DA DIRETORIA EXECUTIVA DA AABA SOBRE O PAGAMENTO DA PRIMEIRA PARCELA DO DÉCIMO TERCEIRO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS.

Tivemos a confirmação, ontem (31.02.2018), de que o Banco da Amazônia S/A estará fazendo o crédito da primeira parcela do décimo terceiro aos seus empregados, no dia 02.02.2018.
Contatamos, então, com a CAPAF para saber se os aposentados e pensionistas iriam ter esse crédito também efetivado nesse mesmo dia, ou seja, em 02.02.2018, e recebemos a informação, tanto de sua Gerência de Atendimento, quanto do senhor Interventor, de que aos aposentados e pensionistas o crédito somente seria feito no dia 09 do corrente mês. Disse-nos, entretanto, o senhor Interventor que iria contatar com a direção do Banco para ver a possibilidade de pagamento, na mesma data, do crédito aos seus empregados.
Diante dessa informação do senhor Interventor da CAPAF, a AABA, através do seu Presidente, antecipou-se e fez um contato direto com a presidência do Banco da Amazônia, e recebeu a informação do Presidente do Banco de que iria contatar imediatamente com o Interventor da CAPAF, com vistas ao pagamento dessa parcela do décimo aos empregados, aposentados e pensionistas acontecer, sempre, na mesma data.
Voltando a AABA a contatar com o senhor Interventor, este se disse impossibilitado de antecipar o pagamento dessa parcela do décimo para o dia 02.02.2018, ainda que esta fosse a orientação do Presidente do Banco da Amazônia, por não ter condições a curto prazo de refazer as folhas, uma vez que o citado pagamento já estava devidamente programado para o dia 09.02.2018.
Que fique bastante claro que a administração da AABA, em nenhum momento, deixou ou deixará de defender direitos e interesses dos aposentados e pensionistas, qualquer que seja o Plano de Previdência a que estejam vinculados.
Este é o nosso registro em forma de protesto, e o fazemos tanto com relação à administração do Banco da Amazônia S/A, quanto ao senhor Interventor da CAPAF, que insistem em criar problemas e dificuldades a pessoas idosas, doentes e necessitadas. O senhor Interventor da CAPAF, principalmente, tem como dever primordial defender os interesses e direitos legais dos participantes e assistidos dos Planos de Previdência Complementar, na forma da legislação vigente.
Se a crise está afetando os grandes grupos empresariais, o que dizer então dos pequenos, dos idosos, aposentados e pensionistas, cujos recursos, proventos e benefícios há muito já insuficientes ao atendimento do custeio de suas necessidades.

EU CONCORDO COM O QUE DISSE O POETA EMIR.

Certa vez, o meu saudoso mano Emir, ao ser perguntado numa entrevista se gostaria de voltar a viver na Santarém antiga, disse com veemência que não. Gostaria, sim, se fosse possível, de conciliar as duas coisas, ou seja, viver numa Santarém como aquela que ele conheceu, com toda a frente da cidade, da Aldeia até a Prainha, sendo um balneário só. Não se tomava conhecimento de Alter do Chão, de Pajuçara, de Pindobal, para bons mergulhos nos rios Tapajós e Amazonas. Por isto, gostaria, o poeta, de conciliar as coisas: tranquilidade, fartura e a beleza da Santarém antiga preservada, mas com alguns confortos de hoje, como telefone, energia elétrica, etc.

No STF, Dodge defende cumprimento de pena após condenação em 2ª Instância

A procuradora-geral da República Raquel Dodge defendeu, em discurso na solenidade de abertura do ano judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta 5a feira (1º.fev.2018), o cumprimento de pena após condenação em 2a Instância.

A possibilidade de revisão do tema vem sendo aventada após a sentença aplicada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região) no último dia 24.

Dodge disse que o Ministério Público tem que agir, entre outros pontos, “para que haja o cumprimento da sentença criminal após o duplo grau de jurisdição”.

A procuradora não citou Lula, PT nem casos concretos.

Na última 2a feira (29.jan), a ministra Cármen Lúcia disse, em jantar oferecido pelo Poder360-ideias, que usar o caso de Lula para rever o início de execução penal após decisão em 2a Instância é “apequenar o STF”.

Em seu discurso na solenidade desta manhã, Cármen Lúcia criticou ataques ao Judiciário. “Pode-se ser favorável ou desfavorável a uma decisão judicial pela qual se aplica o direito. Pode se buscar reforma a decisão judicial pelos meios legais e nos juízos competentes, O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a justiça, agravá-la e agredi-la. Justiça individual, fora do Direito, não é justiça se não vingança ou ato de força pessoal”, disse.

O presidente da OAB, Claudio Lamachia, também falou sobre interferências no Judiciário, citando que viriam de “grupos políticos“. “Justiça é justiça. Política é política. Cada qual no seu espaço. Em meio a crises como a atual, esse fundamento (independência do Judiciário) é posto a prova, desafiado constantemente. Seja pela retórica irresponsável de grupos políticos, seja pelo desespero dos que não têm hábito de prestar conta de seus atos à sociedade. É o Judiciário o alvo central dos que resistem ao saneamento das instituições. Não se questiona o direito à crítica. Mas ele não pode derivar para agressões e linchamentos físicos e morais, como eventualmente tem ocorrido. Igualmente assistimos a tentativas inaceitáveis de constranger e influenciar magistrados.”

A ministra Cármen Lúcia finalizou o discurso pedindo para que 2018 seja tempo de “superação”. “Que não tenhamos de ser lembrados pelo o que não fizemos, ou pior, pelo o que desfizemos do conquistado social e constitucionalmente”.

O presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, também estavam na solenidade, mas não discursaram.