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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Perda na medicina do Pará

Morreu na madrugada de ontem, às 3h, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Beneficente Portuguesa, em Belém, o médico cirurgião geral e oncologista Antonio Carlos Chalu Pacheco, 55, em decorrência de falência hepática, provocada por câncer no fígado. O corpo do médico foi velado e enterrado ontem mesmo, no cemitério Recanto da Saudade, na região metropolitana da cidade.

Antonio Carlos Chalu Pacheco era filho do também médico Renato Chalu Pacheco e de Renée Darwich Chalu Pacheco, já falecida. Ele era casado com a médica Roseane Pacheco, com quem teve três filhos: Tônia, que cursa mestrado em Direito, em São Paulo; Carla, formada em Arquitetura e também cursando pós-graduação na capital paulista e o filho, Toninho, que está concluindo Engenharia este ano.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lei obriga comércio a oferecer Código de Defesa do Consumidor


Uma lei que começa a valer nesta quarta-feira (21) obriga os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços de todo o país a manterem um exemplar do Código de Defesa do Consumidor em suas lojas.

A lei diz que é preciso deixar a publicação em local visível e de fácil acesso ao público.
Caso o consumidor procure o Código de Defesa do Consumidor e não o encontre na loja, uma multa de até R$ 1.064,10 poderá ser aplicada. A lei foi sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União.

Minhas andanças por aí...



SEGURA, PEÃO! Em Soure/Marajó - Praia do Pesqueiro

O casamento entre homossexuais

Do blog do Alon

Falta nesta eleição alguém viável e que reúna coragem para dizer simplesmente o seguinte: “Vou fazer como a presidente da Argentina, vou trabalhar para aprovar no Congresso Nacional a liberação plena do casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

É casamento mesmo, e não subformas de contornar a encrenca. O debate entre os argentinos foi esclarecedor. Trata-se apenas de garantir um direito fundamental: o da igualdade. Se heterossexuais podem casar-se, por que não estender a prerrogativa aos homossexuais?

Assuntos como a religião e a orientação sexual são da esfera privada. E o Estado? Cabe a ele oferecer as condições para o pleno exercício do direito de escolha. Só. Se determinada igreja condena certas preferências sexuais, que selecione os fiéis como bem entender. Mas é assunto dela, não nosso (se a ela não pertencemos).

Complicado é a Igreja Católica tratar com suavidade os casos de pedofilia homossexual em suas fileiras e, ao mesmo tempo, pressionar os poderes constituídos para manter como cidadãos de segunda categoria os homossexuais que desejam levar uma vida transparente, digna e cidadã.

Idem para as demais igrejas, incluídas as evangélicas. Se estão insatisfeitas com a influência do catolicismo na esfera pública, não é razoável que também queiram ditar normas para quem não segue sua cartilha.

É hora de enfrentar o preconceito, nas diversas variações. Uma delas: a resistência a permitir que casais homossexuais adotem crianças.

Vamos acabar com isso. Dezenas de milhares de pequenos órfãos ou relegados esperam uma oportunidade de futuro. Orientação sexual não define a qualidade do pai, ou da mãe, para criar o filho, ou a filha.

Em resumo, trata-se apenas de lançar o tema da escolha sexual no rol dos assuntos com que o Estado nada tem a ver.

Eis um ponto. Mas infelizmente é baixa a probabilidade de ele e outros relevantes serem debatidos com franqueza e objetividade. O script dos candidatos viáveis é sabido. Eles percorrem o país não para saber o que devem fazer, mas principalmente para recolher os vetos provenientes dos diversos grupos de pressão.

Assim, pouco a pouco, os candidatos vão se transformando em portadores do nada. Ou do quase nada. A consequência natural é serem incapazes de mobilizar a sociedade. Daí que estejamos diante da campanha eleitoral talvez mais passiva desde a redemocratização.

Do jeito que vai, ela só galvanizará mesmo os portadores e beneficiários de espaços estatais (ou paraestatais) e os candidatos a um. Cada qual no seu papel. Já a sociedade acompanhará à distância, reservando-se o direito de decidir na hora da urna.

Nos países desenvolvidos costuma ser assim, quando a eleição não coincide com nenhuma grande crise. O problema é que nós não somos ainda um país desenvolvido. Temos impasses gigantescos a superar. Impasses cuja solução exige imensa energia social.

O “casamento gay” é um exemplo. Deve haver outros. Mas em fase de bonança econômica nem o governismo quer marola nem a oposição tem coragem de ousar. Uma pena.

Lula libera R$ 25 milhões para reconstrução de Gaza

O ministro das Relações Exteriores, chanceler Celso Amorim, disse ontem (20) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou projeto de lei que autoriza a doação de R$ 25 milhões para a reconstrução da Faixa de Gaza, no Oriente Médio. A verba será destinada a um fundo administrado por organismos internacionais que atuam na zona de conflito. Amorim anunciou a sanção do projeto pouco depois de participar da audiência com o presidente e com o representante da Autoridade Palestina, Nabil Shaat. "Como todos temos acompanhado, Gaza é um centro de preocupações mundiais. A situação do bloqueio é realmente muito grave”, afirmou Amorim.

O projeto de lei que prevê a ajuda à Gaza, apresentado pela própria Presidência da República, foi aprovado no dia 6 de julho no Senado. O texto determina que os recursos serão doados a partir de dotações orçamentárias do Ministério das Relações Exteriores. Segundo dados da Presidência repassados ao Senado, a Autoridade Palestina estima em cerca de US$ 2 bilhões o custo da reconstrução de Gaza, em cinco anos.

Contribuição compulsória: Aposentados são descontados sem saber, e sindicatos faturam milhões por ano

O desconto da mensalidade sindical sobre a aposentadoria, feito diretamente na fonte pela Previdência Social, virou uma mina de ouro para os sindicatos.

Só em junho, 11 entidades conveniadas ao INSS embolsaram R$ 21 milhões (o equivalente a R$ 252 milhões por ano). O montante provém de 2,167 milhões de aposentados que, todo mês, têm até 2% do benefício descontados no contracheque.

A lei que trata do pagamento da aposentadoria permite a retenção desses valores desde que expressamente autorizada pelo segurado, o que não está sendo cumprido.

O desconto é acertado com o Ministério da Previdência pelos próprios sindicatos, que enviam a lista de quem deve ter a contribuição deduzida do benefício.

Mas boa parte dos segurados sequer sabe que está pagando a mensalidade. Isso porque os inativos não recebem cópia do contracheque, que só fica disponível na internet. O desconto indevido só é devolvido em caso de reclamação.

Ainda assim, com apoio do governo, as entidades conseguem dificultar a vida dos aposentados que desejam parar de pagar a mensalidade.

Numa visita do ministro da Previdência, Carlos Gabas, à sede da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap), na última quarta-feira, ficou decidido que o interessado precisa ir até o sindicato ou associação para pedir o cancelamento pessoalmente. Não poderá mais fazê-lo no banco onde recebe o benefício.

Entretanto, o próprio INSS sabe que existem problemas, pois, a cada auditoria realizada semestralmente, 1% das amostras analisadas é irregular.

A constatação dispara o alerta de que milhares de aposentados podem estar sendo lesados. Foi o que aconteceu com o bancário aposentado Carlos Jorge Guimarães. Ao receber a aposentadoria da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) de fevereiro, ele percebeu que o valor oriundo do INSS estava menor. Contou que havia dois descontos, de R$ 23 cada, a favor da CUT, referentes a janeiro e fevereiro.

Ao ligar para a Previdência, foi orientado a procurar um posto do INSS. No posto, disseram-lhe para ir até a sede da CUT, onde funciona o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi), para pedir o reembolso e o cancelamento do desconto. Mesmo tendo cumprido esse processo, contou, o desconto continuou em março: — Estranhei o desconto, achei que era para campanha política. É uma malandragem, pois muita gente nem percebe porque não recebe o espelho do pagamento — afirmou Guimarães. (Em O Globo)

Desmatamento na Amazônia cresce em maio

O desmatamento da Amazônia no mês de maio ficou em 109,6 quilômetros quadrados, mais que o dobro do registrado em abril (51 quilômetros quadrados).

Mas, comparando o período de agosto de 2009 a maio de 2010 com agosto de 2008 a maio de 2009, houve queda de 47%. Os dados são do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em maio, Mato Grosso foi o estado que mais registrou destruição da vegetação nativa: 51,9 km, seguido por Pará (37,2), Rondônia (10,7 km) e Amazonas (9,8 km).

Os números podem ser maiores, pois 45% das áreas dos nove estados da Amazônia Legal estavam encobertas por nuvens, o que impediu os satélites de detectar todo o desmatamento. (Em O Globo)

PSM muda atendimento

O sufoco que a população de Belém enfrenta em busca de atendimento de urgência e emergência no Pronto-Socorro Mário Pinotti (PSM da 14), no bairro do Umarizal, parece estar com os dias contados. Pelo menos é o que prevê a prefeitura de Belém ao inaugurar amanhã um novo modelo de serviço. Trata-se de um espaço criado para atender à demanda, uma das maiores do Estado, por meio do "Protocolo de Manchester", já utilizado na Inglaterra, para desafogar o fluxo de pacientes que procuram todos os dias o PSM, alvo constante de reclamações e críticas.

Com a implantação do protocolo, os pacientes que procurarem o PSM receberão outro tipo de atendimento. Ou seja, além de encontrarem um novo espaço físico, as pessoas passarão por uma triagem especial, que vai priorizar cada caso de forma isolada, onde os médicos levarão em consideração a situação dos pacientes, o que significa que terão prioridade os mais urgentes.

Em obras desde fevereiro deste ano, o novo espaço vai oferecer aos usuários uma recepção ampliada, sala de espera e entrada de acesso ao PSM exclusiva para as ambulâncias. Além de uma área de encaminhamento dos pacientes, que serão identificados por cores, de acordo com o grau de urgência ou classificação de risco, conforme estabelece o Protocolo de Manchester.

Pelo protocolo, é estabelecido um tempo de espera pela atenção médica, o que não prioriza um diagnóstico, mas o atendimento. Assim, ao chegar ao PSM, o paciente passa pela triagem, onde os médicos identificam o problema e a partir dele fazem o encaminhamento de acordo com o quadro clínico que apresenta.

Os médicos que atuarão no novo serviço já passaram por uma capacitação, realizada em abril pelo Grupo Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR), de Belo Horizonte, que é o único certificado no Brasil pela empresa Manchester Triage Group, pioneira no protocolo.

Sérgio Pimentel, titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesma), diz que o Protocolo de Manchester marca o início de uma nova fase na saúde pública do município. O secretário ressalta que Belém é a primeira capital do Norte do País a oferecer a novidade aos usuários do serviço de saúde. (No Amazônia)

Benedito Nunes premiado pela ABL

O escritor e filósofo Benedito Nunes não pôde receber na noite de ontem o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Victor Sales Pinheiro, mestre em Filosofia, discípulo e amigo de Benedito, representou o escritor na cerimônia, realizada no Petit Trianon, Rio de Janeiro. Em nome do filósofo paraense, Victor recebeu R$ 100 mil, diploma e troféu, na forma de um busto de Machado de Assis.

Benedito, que também é crítico literário, professor emérito da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente do Conselho da Editora da UFPA (Edufpa), está internado desde a última segunda-feira, por causa de uma crise hipertensiva, no hospital Beneficente Portuguesa. Boletim sobre o estado de saúde, divulgado ontem, mostrou que sua pressão está quase normalizada. O escritor deve ter alta hoje.

O Machado de Assis é o principal prêmio literário brasileiro, oferecido pela ABL. Além do conjunto da obra, a premiação contempla escritores nas categorias "História e Ciências Sociais", "Ensaio", "Literatura Infantil", "Ficção", "Tradução", "Poesia" e o "Prêmio Roteiro de Cinema", cujos vencedores recebem R$ 50 mil. A Comissão Julgadora do Prêmio Machado de Assis foi formada pelos acadêmicos Eduardo Portella (presidente), Tarcísio Padilha, Lygia Fagundes Telles, Alfredo Bosi (relator) e Domício Proença Filho.

"A entrega do Prêmio Machado de Assis a um crítico literário paraense tem um significado bem maior do que o de apenas premiar um intelectual. O fato de Benedito Nunes, independentemente de seu trabalho estar entre os de maior destaque no Brasil e no exterior, ter sido o escolhido pela Academia evidencia a confirmação da missão acadêmica de integrar culturalmente todas as regiões do país. A ABL está atenta ao Brasil como um todo, como uma nação", afirmou o presidente da Casa, Marcos Vinícius Vilaça. (No Amazônia)

terça-feira, 20 de julho de 2010

AS SAUDOSAS MENSAGENS (crônica de José Wilson Malheiros)

Longe já se vão os tempos em que os serviços de altofalantes Ypiranga e a Voz da Liberdade (o primeiro, baratista. O segundo, da oposição, tinha como prefixo o hino patriótico Avante Camaradas), lançavam pelas ruas da pequenina Santarém dos anos 50 e 60 as suas mensagens.

A gente sabia quando tinha morrido alguém na cidade: dobravam os sinos das igrejas e os altofalantes tocavam a Ave-Maria de Schubert como fundo musical da mensagem: “A família daquele que em vida se chamou..... cumpre o doloroso dever de comunicar o seu falecimento ocorrido nesta data e convida a todos para seu féretro (sepultamento) que sairá da residência enlutada até o Cemitério de Nossa Senhora dos Mártires. Agradecemos a todos que comparecerem a este ato de fé e piedade cristã”
.
Quando era dia de aniversário ouvia-se o infalível “parabéns pra você” e o locutor, de voz empostada anunciava: “Colhe hoje mais um botão de rosas no jardim florido de sua existência a bonita jovem.... Seus pais e irmãos rogando a Deus para que a conserve sempre a excelente filha que tem sido até hoje, com o coração transbordando de alegria oferecem-lhe a seguinte melodia”.

E pelos céus da cidade músicas: Saxofone porque choras?, os bolerões do Waldick Soriano e a “Churrasco de Mãe”, com Teixeirinha eram as preferidas.

Na Rádio Clube do Sr. Pitágoras de Almeida e Silva e na Rádio Rural acontecia praticamente a mesma coisa, com falecimentos e datas natalícias.

Outro tipo de mensagem: “Os passarinhos amanheceram cantando , anunciando que hoje está no berço a mais linda das meninas-moças. Seus pais, com coração cheio de alegria, pedindo a Deus e à Virgem Maria que sempre a protejam oferecem-lhe”... Era praticamente o mesmo repertório.

Na Rádio Rural as mensagens para o interior: “ Alô, alô, Manezinho, no Juruparipucu, sua mãe avisa que chegou bem e vai se consultar no SESP amanhã. Quando vier não esqueça de trazer o numerário e o piracuí...”

Muito se poderia falar e rememorar os gostosos tempos dos altofalantes e das mensagens radiofônicas na terra santarena, mas o espaço do blog não permite.

Para encerrar, um caso interessante, que só conto por ter acontecido coisa de várias décadas. Havia um prefeito respeitabilíssimo na cidade, mas que era adversário político de um dos altofalantes. Então, para chatear o pobre homem e sua esposa, tocavam de meia em meia hora: “...Carolina, hum, hum, hum...”

Coisas da Santarém do nunca mais.