Fale com este blog

E-mail: ercio.remista@hotmail.com
Celular/watsap: (91) 989174477
Para ler postagens mais antigas, escolha e clique em um dos marcadores relacionados ao lado direito desta página. Exemplo: clique em Santarém e aparecerão todas as postagens referentes à terra querida. Para fazer comentários, eis o modo mais fácil: no rodapé da postagem clique em "comentários". Na caixinha "Comentar como" escolha uma das opções. Escreva o seu comentário e clique em "Postar comentário".

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Vale a pena ler: A encenação da 'reforma'

Estadão - Editorial
Na melhor das hipóteses, a situação fica como está. Mas é possível que piore. Não será desta vez ainda, ao que tudo indica, que os nobres congressistas brasileiros promoverão a reforma política reclamada – inclusive por eles próprios, aparentemente da boca para fora – para corrigir as distorções de um sistema caduco e aperfeiçoar a representação dos cidadãos, principalmente nos foros legislativos.

A afirmação de lideranças parlamentares fortemente personalistas no vácuo deixado pelo enfraquecimento político do Executivo já produziu, de qualquer modo, uma reforma política importante e, em princípio, saudável para o equilíbrio institucional: uma grande independência e autonomia do Parlamento em relação ao poder central. Senadores e deputados podem sentir-se hoje mais poderosos, especialmente para o toma lá dá cá com o Executivo. Se estão felizes e satisfeitos, mudar por quê? E, se a tendência de eventuais modificações no sistema político aponta para a possibilidade de adoção de novidades como o malfadado distritão, é melhor mesmo que fique tudo como está.

Do atual mandachuva da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – o ídolo do baixo clero que tem dividido suas atenções em retaliar Dilma Rousseff e tentar livrar-se da Operação Lava Jato –, não se pode esperar nada além daquilo que convém a seu oportunismo utilitarista. Foi o que o motivou, na segunda-feira, a atropelar o correligionário relator da Comissão Especial da Reforma Política, Marcelo Castro (PMDB-PI), e, com o apoio de líderes sob sua influência, desconsiderar o relatório sobre o assunto que vinha sendo elaborado havia vários meses e decidir que a matéria será discutida e votada diretamente no plenário da Câmara.

A intenção de Cunha é óbvia: manter o controle sobre a votação dos vários itens que compõem a proposta, especialmente aquele que considera prioritário, o distritão. Marcelo Castro é contra o distritão, mas tinha cedido à pressão de Cunha para incluir a medida no relatório que já tinha preparado. Mas o mandachuva, depois de ter determinado mais de uma vez o adiamento da votação do relatório na Comissão Especial, finalmente cancelou-o, provocando forte reação do relator: “Foi uma atitude autoritária e desrespeitosa”.

Os líderes decidiram que, no plenário, a discussão da proposta de reforma política será feita item por item, o que facilita o controle da votação. Pela ordem: sistema eleitoral, financiamento de campanha, fim da reeleição para cargos executivos, duração dos mandatos, calendário eleitoral (com a coincidência de todas as eleições), cota para mulheres nas chapas eleitorais, fim das coligações no pleito proporcional, cláusula de barreira, obrigatoriedade do voto e, finalmente, dia da posse do presidente da República.

O distritão, proposta do vice-presidente Michel Temer, é prioritário para Eduardo Cunha e a liderança do PMDB. Trata-se de um retrocesso, na opinião generalizada de analistas políticos, por estabelecer eleição majoritária para os cargos legislativos e assim comprometer o princípio da representatividade partidária inerente à eleição de deputados e vereadores. O distritão abole o sistema proporcional vigente, pelo qual cada partido elege tantos representantes quantos indicar a divisão do total de votos dados à legenda pelo cociente eleitoral (o número de votos necessário para eleger um parlamentar). Pelo distritão elegem-se, pela ordem, os mais votados que preencham o número de cadeiras disponíveis.

Apesar do empenho de Eduardo Cunha, a votação tanto do distritão quanto dos demais itens é uma incógnita, como ele próprio sugere, sintomaticamente: “Não aprovar nada significa que a maioria dos parlamentares decidiu ficar como está”. Cada item precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, 308 votos. Até pelo elevado quórum exigido, nenhum dos pontos da proposta, todos bastante controvertidos, tem aprovação garantida.

Essa é a consequência de a reforma política, em última análise, jamais ter sido levada efetivamente a sério no País, a começar pelos partidos. A alardeada necessidade de aprimoramento do sistema é mais produto de uma insatisfação difusa dos brasileiros, publicamente manifestada, com o desempenho de seus representantes, do que de convicções construídas a partir do princípio de que política é coisa séria.

Senado aprova mudança em regra de aposentadoria

O plenário do Senado aprovou ontem, 27, a Medida Provisória 664, que restringe as regras de acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença. Por 50 votos a favor, 18 contra e três abstenções, os senadores mantiveram a proposta, incluída pela Câmara dos Deputados, que acrescentou a alternativa ao fator previdenciário. A segunda MP do ajuste fiscal aprovada pelo Senado segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff, que ainda não se manifestou publicamente se irá manter ou vetar a fórmula alternativa ao fator.

O fator previdenciário atualmente em vigor reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos (nos casos de homens) ou 60 (mulheres). O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e de 30 para mulheres. Essa regra, que acaba por adiar a concessão de uma aposentadoria integral, foi criada em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso como forma de conter o crescimento acelerado dos gastos da Previdência Social.

A eventual adoção da fórmula de aposentadoria 85/95 (soma da idade e do tempo de contribuição, respectivamente para mulheres e homens) foi a principal matéria discutida na MP. Antes da votação, o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que, se Dilma vetar a alternativa ao fator, o Legislativo deve derrubá-la. Provocou-a também após a aprovação. "A presidente da República tem uma nova oportunidade (para não vetar). Se ela preferir vetar, estará preferindo dar uma pedalada no aposentado brasileiro", disse.

Durante o processo de votação, parlamentares da base e da oposição cobraram do governo o compromisso de não mexer no texto aprovado pelo Senado. O senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais entusiastas do fim do fator no Congresso, cobrou uma posição do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), quanto a este ponto. Delcídio orientou os aliados a votarem a favor da MP 664 da forma como veio da Câmara, mas preferiu não se referir a um eventual veto de Dilma. "Se a gente votar fazendo conjecturas do futuro, pelo amor de Deus, teremos que conjecturar sobre a eternidade da maçã", disse Delcídio.

O candidato derrotado do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), cobrou da presidente que não vete a alternativa ao fator. Na campanha, o tucano dizia que iria acabar com o fator, se eleito. Dilma, por sua vez, se colocou contra a ideia na ocasião e afirmou que seria "demagogia" prometer o fim do fator, cobrando dos adversários de onde tirariam recursos para bancar a proposta. "No momento em que houver o veto, e acredito que haverá, a oposição estará reunida no Congresso Nacional para derrubar o veto porque senão o que vai passar é um grande engodo", criticou Aécio.

Paulo Paim afirmou que o próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim do fator previdenciário, em conversa recente que manteve com ele e com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas. "Ele (Lula) disse que cada um deveria votar com a sua consciência e que não havia nada no estatuto do PT que dissesse que eu deveria votar contra a minha consciência e contra os trabalhadores", disse Paim. "Ele disse que era uma bandeira importante: conseguir resolver uma vez por todas (o fim do fator) do fator. Disse que gostaria de não ter vetado (o fim do fator)."

Críticas. Embora favoráveis ao fator, manifestantes das galerias criticaram a aprovação do restante da MP. "Ô, Dilma, que papelão, roubando o povo para pagar o mensalão", entoaram os presentes. "PT, pode esperar, a sua hora vai chegar".

A MP foi editada no final do ano passado para, segundo o governo, evitar "fraudes e distorções" no pagamento dos dois benefícios. Entre as mudanças propostas, está, por exemplo, a exigência de ao menos dois anos de casamento ou união estável para ter direito a pensão por morte. A expectativa da equipe econômica era economizar cerca de R$ 2 bilhões com as mudanças, mas o texto foi modificado durante sua tramitação na comissão especial e na Câmara que reduziram significativamente essa economia.

A MP original acabava com a concessão da pensão por morte integral para os participantes do Regime Geral da Previdência, sendo que o valor ficaria limitado a 50% da aposentadoria do segurado falecido, acrescido por até cinco cotas de 10% para cada um dos seus dependentes. Mas esse artigo foi suprimido.

O relator da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), também removeu de seu relatório um item da MP enviada pelo Executivo que impedia a transferência das cotas dos dependentes que perdessem esse status para o beneficiário principal. O prazo de carência que o governo queria estabelecer para ao acesso à pensão também foi flexibilizado.  (Estadão)

Câmara aprova fim da reeleição para presidente, governador e prefeito

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem (27), o fim da reeleição para cargos no Executivo. Após todos os partidos orientarem suas bancadas a favor da emenda no âmbito da PEC da Reforma Política, a reeleição foi extinta para prefeitos, governadores e presidente da República a partir das próximas eleições por 452 votos. Apenas 19 deputados foram contra a mudança. Houve uma abstenção.

Os deputados também aprovaram a inclusão de uma emenda na Constituição autorizando empresas privadas a fazerem doações para as campanhas eleitorais dos partidos políticos. Além disso, o texto autoriza pessoas físicas a doarem diretamente para os candidatos.

A Câmara retomará nesta quinta-feira a votação de outras emendas da PEC da Reforma Política, como a coincidência ou não das eleições para presidente, governador, prefeito, senador, deputado federal e estadual e vereador num mesmo pleito e não mais a cada dois anos, como ocorre hoje. A pauta também inclui o fim do voto obrigatório.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Paraense morre ao tentar atravessar fronteira

Paraense morre ao tentar atravessar fronteira  (Foto: Reprodução)
A paraense Suenne Ferreira Lima morreu no último sábado(23) ao tentar atravessar ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos pelo México. Suenne tinha asma e passou mal durante o trajeto, precisando ser hospitalizada em território americano. Diagnosticada com um quadro de pneumonia, por ter enfrentado altas temperaturas no deserto, Suenne não resistiu e faleceu.

A família de Suenne é de Cananã dos Carajás e afirma não ter condições de pagar o traslado do corpo, que custa cerca R$30 mil reais.

Familiares pretendem enterrar o corpo de Suenne em Bom Jesus do Tocantins, cidade natal da vítima.

CARTA ABERTA ÀS PESSOAS DE BEM DO PARÁ


O deputado Coronel Neil (PSD) é policial militar e disparou por e-mail para muitos, inclusive para os blogueiros, o que ele denominou de Carta Aberta às Pessoas de Bem do Pará. O texto é um convite para a audiência pública sobre a violência, marcada para 2 de junho, na Assembleia Legislativa.

Leia, a seguir, a íntegra da carta.
"Amigos, vivemos tempos de temor. Temos medo de ficar em frente a nossas casas, de parar no sinal vermelho, de sair em determinados horários, tememos até levar nossos filhos para festas infantis. Eu, Neil Duarte de Souza, estou deputado estadual, mas sou pai, sou filho, sou esposo, sou cidadão e também temo pela segurança dos que amo.

Eu não poderia vir aqui hoje e não lamentar a morte dos jovens universitários, Lucas Costa e Lucas Menezes, mortos sábado e ontem. Assim como não poderia deixar de lamentar a morte da Isabel, feirante da Cidade Nova; a morte do Gabriel, morador da Sacramenta, ambos assassinados durante o final de semana e tantas outras vidas perdidas. Lamento ainda mais esta lógica perversa que faz com que a dor do pobre seja ignorada pela sociedade.

Eu lamento muito. E tenho uma dúvida que gostaria que meus amigos da imprensa me ajudassem a responder: Por que só a dor da classe média comove a sociedade? Por que o velório do rico é destaque no jornal? Por que a morte da feirante não gera protestos e indignação nas redes sociais?

Dediquei 25 anos de minha vida a ser policial militar. Acompanhei de perto momentos de luto de famílias que moram no centro e nos bairros mais afastados. Presenciei a dor do rico e do pobre. Do preto e do branco. E digo pra vocês, senhores, a dor do luto não faz distinção social. Então, não vamos fazer.

Assim como também não faz distinção, a violência. Estamos todos sujeitos a ser vítimas da violência. E é para debater as causas desta violência e buscar medidas para a conter que eu propus uma audiência pública que vai ser realizada no próximo dia 2.

Nas ruas, eu sempre montei a estratégia de policiamento com base nas estatísticas da Segup e no clamor popular. Agora, como representante do povo, eleito para ser sua voz dentro da Casa de Leis, não poderia ser diferente. Por isto, aproveito a oportunidade para convidar a todos a participar da audiência pública sobre a criminalidade na Região Metropolitana de Belém, no próximo dia 2, às 14h30. No auditório João Batista."

Senado aprova MP que aperta regras do seguro-desemprego. Jader Barbalho e Paulo Rocha votaram a favor (Sim).

Plenário Senado Federal - 19/05/2015
Em vitória apertada do governo (39 votos a 32, sem abstenções), o Plenário do Senado aprovou  ontem (26) a Medida Provisória (MP) 665/2014, que dispõe sobre mudanças no acesso de trabalhadores a benefícios como seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso (compensação para pescadores em tempos de proibição de pesca para reprodução). Polêmica por mexer em direitos trabalhistas, a matéria perderia validade em cinco dias, a partir de 1º de junho, e mostrou dissidências na base aliada – apenas no PT, três senadores votaram contra o Planalto: Lindbergh Farias (RJ), Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA). Superados os obstáculos, a matéria segue para sanção presidencial.

Líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) já avisou que seu partido ajuizará ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a matéria, caso Dilma a sancione. “Eu tenho convicção absoluta de que vamos, sem dúvida nenhuma, derrubar essa medida provisória, pela truculência com que o governo quer ‘tratorar’ o Plenário desta Casa”, disse Caiada, que teve seu otimismo frustrado antes da aprovação do texto.

O próprio Paulo Paim, referência no Congresso quando o assunto são direitos trabalhistas, disse que irá ao Supremo contra as medidas do ajuste. O petista se disse “desnorteado” e criticou o próprio governo. “Essa foi uma das piores noites da minha vida. O governo está sem rumo e levando o PT junto”, lamentou o senador, para quem “as ruas precisam reagir” à política econômica implementada na segunda gestão Dilma.

Um dos responsáveis pela articulação da medida, Delcídio Amaral já havia lembrado que as eventuais mudanças no abono salarial só passariam a valer a partir de 2016, de maneira que não afetariam imediatamente as contas do governo. Nos poucos mais de seis meses até o fim do ano, resignou-se o petista, uma alternativa à economia proveniente das alterações no abono pode ser encontrada.

Como fica
Em relação ao texto original da medida, foram alterados os períodos exigidos para a concessão do seguro-desemprego na primeira e na segunda solicitações. No texto aprovado na Câmara e confirmado hoje (terça, 26), o trabalhador deverá comprovar recebimento de ao menos 12 salários nos 18 meses anteriores à data de demissão para fazer a primeira solicitação do seguro. Já no segundo pedido, será exigida a comprovação de nove salários nos 12 meses anteriores. No terceiro, mantém-se a regra atual: comprovação de recebimento de seis salários até o dia da dispensa. Nessa questão de prazos, o governo teve de recuar: a versão original da medida fixava comprovação de 18 salários em 24 meses no primeiro pedido, e 12 em 16 no segundo.

O texto exige ainda que os trabalhadores desempregados, para ter direito ao seguro-desemprego, frequentem curso de qualificação profissional oferecido pelo programa Bolsa-formação Trabalhador, no âmbito do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Outra possibilidade é cumprimento de curso gratuito na rede de educação profissional e tecnológica, com assiduidade definida em regulamento em ambos os casos.

A medida provisória também pretendia alterar legislação relativa ao seguro-defeso para o pescador profissional. Defeso é o período em que se proíbe a pesca para que peixes se reproduzam, deixando temporariamente pescadores sem sua fonte de renda. O benefício governamental foi criado justamente para auxiliar tais profissionais nesse intervalo de tempo. O governo pretendia elevar de um para três anos o tempo de registro na categoria para que o pescador tenha direito ao abono. Foi mantida a regra vigente antes da edição da medida.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o texto original da MP 665 reduziria despesas com seguro-desemprego e abono salarial na ordem, respectivamente, de R$ 30,7 bilhões e R$ 12,3 bilhões. Com as alterações promovidas pelos parlamentares na medida, a equipe econômica terá de refazer os cálculos, quando descobrirá uma redução nessa economia.
Confira como votaram os senadores:
Acir Gurgacz (PDT-RO) –  SIM
Aécio Neves (PSDB-MG) – NÃO
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – NÃO
Ângela Portela (PT-RR) – SIM
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) – NÃO
Ataídes Oliveira (PSDB-TO) – NÃO
Benedito de Lira (PP-AL) – SIM
Blairo Maggi (PR-MT) – SIM
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) – NÃO
Ciro Nogueira (PP-PI) – SIM
Cristovam Buarque (PDT-DF) – NÃO
Dalirio Beber (PSDB-SC) – NÃO
Dário Berger (PMDB-SC) – SIM
Davi Alcolumbre (DEM-AP) – NÃO
Delcídio do Amaral (PT-MS) – SIM
Donizeti Nogueira (PT-TO) – SIM
Douglas Cintra (PTB-PE) – SIM
Edison Lobão (PMDB-MA) – SIM
Eduardo Amorim (PSC-SE) – NÃO
Elmano Férrer (PTB-PI) – NÃO
Eunício Oliveira (PMDB-CE) – SIM
Fátima Bezerra (PT-RN) – SIM
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) – SIM
Fernando Collor (PTB-AL) – NÃO
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – NÃO
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – SIM
Gleisi Hoffmann (PT-PR) – SIM
Hélio José (PSD-DF) – SIM
Humberto Costa (PT-PE) – SIM
Ivo Cassol (PP-RO) – SIM
Jader Barbalho (PMDB-PA) – SIM
João Alberto Souza (PMDB-MA) – SIM
João Capiberibe (PSB-AP) – NÃO
Jorge Viana (PT-AC) – SIM
José Agripino (DEM-RN) – NÃO
José Medeiros (PPS-MT) – NÃO
José Pimentel (PT-CE) – SIM
José Serra (PSDB-SP) – NÃO
Lídice da Mata (PSB-BA) – NÃO
Lindbergh Farias (PT-RJ) – NÃO
Lúcia Vânia (PSDB-GO) – SIM
Magno Malta (PR-ES) – NÃO
Marcelo Crivella (PRB-RJ) – NÃO
Marta Suplicy (sem partido-SP) – NÃO
Omar Aziz (PSD-AM) – SIM
Otto Alencar (PSD-BA) – SIM
Paulo Bauer (PSDB-SC) – NÃO
Paulo Paim (PT-RS) – NÃO
Paulo Rocha (PT-PA) – SIM
Raimundo Lira (PMDB-PB) – SIM
Randolfe Rodrigues (Psol-AP) – NÃO
Regina Sousa (PT-PI) – SIM
Reguffe (PDT-DF) – NÃO
Ricardo Ferraço (PMDB-ES) – NÃO
Roberto Requião (PMDB-PR) – NÃO
Roberto Rocha (PSB-MA) – SIM
Romário (PSB-RJ) – NÃO
Romero Jucá (PMDB-RR) – SIM
Ronaldo Caiado (DEM-GO) – NÃO
Rose de Freitas (PMDB-ES) – SIM
Sandra Braga (PMDB-AM) – SIM
Sérgio Petecão (PSD-AC) – NÃO
Simone Tebet (PMDB-MS) – SIM
Tasso Jereissati (PSDB-CE) – NÃO
Telmário Mota (PDT-RR) – SIM
Valdir Raupp (PMDB-RO) – SIM
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – SIM
Vicentinho Alves (PR-TO) – SIM
Waldemir Moka (PMDB-MS) – SIM
Walter Pinheiro (PT-BA) – NÃO
Wellington Fagundes (PR-MT) – SIM

Libertadores: Dia decisivo para clubes brasileiros

Esta quarta-feira é decisiva para Cruzeiro e Internacional, que buscam vaga nas semifinais da Libertadores. Às 19h30, o Internacional joga em casa e precisa vencer o Santa Fé por dois gols de diferença. Às 22h, o Cruzeiro recebe o River no Mineirão e só precisa de um empate para avançar.

Reforma política não valerá na próxima eleição, sinaliza Cunha

Eduardo Cunha e Donato
Eduardo Cunha sinalizou ontem (26) para uma comissão de presidentes de câmaras municipais dos quatro cantos do país que uma eventual reforma política nada vai mudar nas regras das próximas eleições. Os vereadores estavam de cabelo em pé com a possibilidade de todas as eleições serem unificadas e ocorrerem somente a cada 4 anos já em 2016. Se isso fosse adotado, os atuais vereadores perderiam os dois últimos anos de mandato. 
 
O presidente da Câmara dos Deputados, porém, tranquilizou o grupo encabeçado pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Donato.

BNDES deverá liberar informações de contratos com a Friboi, determina STF

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá fornecer as informações referentes aos contratos formalizados com a JBS/Friboi ao Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão, por maioria, é da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal sobre o Mandado de Segurança 33.340 (MS).

O colegiado seguiu o voto do relator do MS, ministro Luiz Fux, que entendeu que o envio de informações relativas a operações de crédito — recursos públicos — ao TCU não é coberto pelo sigilo bancário e que o acesso a tais dados é imprescindível à atuação do TCU na fiscalização das atividades do BNDES. O ministro Luís Roberto Barroso, que entendia que apenas parte das informações deveriam ser enviadas, ficou vencido na votação.

De acordo com Fux, a divulgação das informações dos contratos traz mais benefícios à sociedade do que o sigilo às empresas. “Aquele que contrata com o BNDES deve aceitar que a exigência de transparência tão estimada em nossa República contemporânea para o controle da legitimidade dos que exercem o poder justifica o conhecimento por toda a sociedade de informações que possam influenciar seu desempenho empresarial”, argumentou o ministro.

O MS foi movido pelo BNDES em novembro de 2014. O Banco alegava que algumas informações requeridas pelo TCU eram protegidas pelo sigilo bancário, com base no artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

A decisão tomada do STF vai contra à medida tomada pela presidente da Dilma Rousseff na última sexta-feira (22/5), quando vetou a quebra de sigilo das operações de crédito do BNDES. A medida era defendida pelo Senado e havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em abril.

Segundo nota publicada no Diário Oficial da União, “a divulgação ampla e irrestrita das demais informações das operações de apoio financeiro do BNDES feriria sigilos bancários e empresarias e prejudicaria a competitividade das empresas brasileiras no mercado global de bens e serviços, já que evidenciaria aspectos privativos e confidenciais da política de preços praticada pelos exportadores brasileiros em seus negócios internacionais”. [Clique aqui para ler o veto]

Após onda de crimes, órgãos de Segurança Pública do Estado se unem para intensificar operações

Desde ontem (26), os órgãos de Segurança Pública do Estado unem forças para intensificar operações já em andamento e iniciar outras planejadas nos meses anteriores. A intenção é dar à sociedade respostas à altura dos fatos atípicos que, durante o fim de semana, provocaram a inquietude de quem mora na Região Metropolitana de Belém (RMB), tanto pela quantidade de mortes registradas quanto pela brutalidade dos crimes cometidos. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida, à tarde, por integrantes da cúpula de segurança pública do Estado. A Prefeitura de Belém participou do evento com representantes da Guarda Municipal e da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob).

Entre as principais ações anunciadas está a realocação de policiais militares do setor administrativo para as ruas. O aumento do efetivo vai possibilitar, entre outras coisas, que rondas extensivas sejam feitas em maior quantidade e em vários pontos simultâneos da RMB, sobretudo em corredores de tráfego intenso e nas áreas definidas como “zonas vermelhas” pelas forças de segurança. “Esses pontos são identificados a partir dos números levantados pelo serviço de inteligência, mas permanecerão sob sigilo até que as operações sejam deflagradas”, explicou o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Jeannot Jansen. Por questões estratégicas, os horários das ações também não foram revelados.

As blitzen feitas por agentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na operação “Duas Rodas” contarão com o reforço da Polícia Civil e homens da Polícia Militar para, além de identificar e apreender motocicletas roubadas ou com documentação irregular, autuar o condutor, para que os responsáveis por esse tipo de delito também sejam responsabilizados. “É preciso entender uma coisa: alguém só rouba um telefone celular porque existe outrem para comprar o produto do roubo”, taxou o secretário Jansen.

Reforço –
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos, anunciou o retorno da operação “Cadê seu Filho”, que tem como principal objetivo coibir a presença de adolescentes nas ruas e em festas onde a permanência do público jovem é proibida. “A indignação sentida pela sociedade é compartilhada por nós, militares. Recentemente perdemos um colega, capitão da PM, que foi atropelado por um cidadão alcoolizado durante uma barreira feita para coibir a violência. Ou seja, o crime atinge a todos. Estamos agindo por toda a sociedade. Fazemos parte dessa sociedade”, desabafou Campos.

O conjunto de ações foi anunciado depois que 21 mortes foram registradas na RMB e outras 20 no interior, no último fim de semana, considerado “atípico” pelos órgãos de segurança. Entre os casos que mais chocaram estão a morte de uma criança, no conjunto Júlia Sefer, em Ananindeua, e o assassinato de dois estudantes universitários, um no sábado e outro na segunda-feira, ambos em Belém. Destes casos, o último, envolvendo a morte de um estudante na Avenida Centenário, segue com várias linhas de investigação. Os demais já contam com prisões, investigações adiantadas e inquéritos instaurados. Outra medida parte do setor de inteligência da Superintendência do Sistema Penal (Susipe), que vai fazer um levantamento minucioso para recapturar presos foragidos em todo o Estado.  (Ag.Pará)
Mais aqui >Secretário diz que situação é "atípica"