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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PF cumpre mandados da 38ª fase da Operação Lava Jato

Policiais federais estão nas ruas desde as primeiras horas desta quinta-feira (23) para cumprir mandados da 38ª fase da Operação Lava Jato. Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Rio de Janeiro. A operação foi batizada de Blackout.

De acordo com as investigações, a ação tem como alvo principal a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes das diretorias da Petrobras. Eles são investigados pelos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Conforme a PF, o nome da operação é uma referência ao sobrenome dos dois operadores. "A simbologia do nome tem por objetivo demonstrar a interrupção definitiva da atuação destes investigados como representantes deste poderoso esquema de corrupção", disse a PF. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), pediu demissão do cargo na noite de ontem (22). Na carta enviada ao presidente Michel Temer, Serra disse que decidiu deixar a pasta "em razão de problemas de saúde".
 
Trechos da carta
Na carta de demissão, Serra diz que deixa o cargo "com tristeza'. Segundo o ministro, os problemas de saúde o impedem de cumprir as viagens internacionais necessárias ao cargo, além das atividades do dia a dia.

José Serra acrescenta, ainda, que os médicos estimam um período de quatro meses para o "restabelecimento adequado" da saúde.

"Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe. No Congresso, honrarei meu mandato de senador trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática do Brasil", conclui José Serra na carta. 

Serra estava no cargo desde maio do ano passado, quando Temer assumiu como presidente em exercício. O tucano é senador por São Paulo e tem mandato até 2022. Ele havia se licenciado para assumir o Itamaraty.

Com a saída de Serra, o secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, deverá responder pela pasta até que um novo ministro seja nomeado.

Problemas de saúde
Na carta de demissão, José Serra não especifica os problemas de saúde que enfrenta. Em dezembro do ano passado, o então ministro foi submetido a uma cirurgia na coluna no Hospital Sírio-Libanês. Além disso, em janeiro de 2014, Serra foi submetido a uma cirurgia na próstata. Ele apresentava um quadro de hiperplasia prostática benigna, quando há aumento do órgão. Antes disso, em julho de 2013, o ministro foi submetido a um cateterismo. À época, os médicos colocaram no coração dele um stent, mola metálica que expande a artéria e aumenta a capacidade de fluxo sanguíneo.
De Maria das Dores Fonseca (Dorita), de Florianópolis, sobre a postagem Santarém: Carnaval de outrora:
"Querida mãezinha, como você era linda, charmosa e elegante!
Tinha um coração amoroso que a todos cativava.
Sou grata a Deus, pelo privilégio, de ter convivido comigo aqui em Floripa, por quase oito anos.
Saudades eternas!
Sua filha amada - Dorita"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Senado aprova Alexandre de Moraes para o Supremo

Por 55 votos a 13, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 22, a indicação do nome do advogado Alexandre de Moraes para para a cadeira que foi de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi secreta e não teve nenhuma abstenção.

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, Moraes era filiado ao PSDB até ser indicado por Temer para o cargo no STF.

Na noite de ontem, 21, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) havia aprovado a indicação de Moraes para a Corte máxima. O advogado foi questionado por 32 senadores por quase 12 horas.

Moraes recebeu 19 votos favoráveis e 7 contrários, num colegiado de 27 senadores — o presidente da CCJ, Edison Lobão (PMDB-MA), não votou. A votação foi secreta.

Moraes deixou o Ministério da Justiça depois que Temer o escolheu para a vaga que se abriu na Corte máxima com a morte de Teori, vítima de acidente aéreo no dia 19 de janeiro.

Moraes licenciou-se do Ministério da Justiça para aguardar a decisão do Senado. A oposição critica o fato de o preferido de Temer ter sido filiado ao PSDB – vínculo partidário que ele mantinha até ser indicado.

STF proíbe Moro de analisar citações de delator contra Sarney na Lava Jato

BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22.04.2015, 12h00 - José Sarney, 84, ex-presidente do Brasil, ex-governador do Maranhão e senador cinco vezes por dois Estados (Maranhão e o Amapá), durante entrevista à Folha de S.Paulo, sobre literatura e suas obras literária, em seu escritório, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) 
Os ministros da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram que o juiz Sergio Moro, da Justiça Federal no Paraná, não pode usar depoimentos do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado referentes ao ex-presidente José Sarney.

A decisão foi tomada nesta terça (21) pela maioria dos ministros que compõem a Segunda Turma. Foram quatro votos nesse sentido: Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Os ministros aceitaram recurso da defesa de Sarney e entenderam que as citações a ele feitas por Machado estão diretamente relacionadas a menções a outros políticos com prerrogativa de foro no STF –portanto, qualquer investigação relacionada ao ex-presidente deveria permanecer no Supremo.

O antigo relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, determinou em setembro de 2016 que as citações sobre Sarney fossem enviadas ao Paraná.

A posição dos ministros foi contrária à do relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin.

Fachin defendeu que as informações sobre Sarney poderiam ser compartilhadas com a primeira instância do Judiciário. Esta foi a primeira derrota de Fachin como relator da Lava Jato.

Sarney é investigado junto aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) em inquérito que corre no STF para apurar se eles tentaram obstruir as investigações da Lava Jato. O ex-presidente não tem foro privilegiado no Supremo.

DELAÇÃO
Em delação premiada, Sérgio Machado citou manobras dos políticos para interferir nas investigações.

O delator disse em depoimento que durante sua gestão na Transpetro repassou ao PMDB pouco mais de R$ 100 milhões cuja origem eram propinas pagas por empresas contratadas pela estatal.

Segundo Sérgio Machado, foram repassados a partir de contratos da Transpetro R$ 32,2 milhões para Renan Calheiros, R$ 21 milhões para Romero Jucá e R$ 18,5 milhões para o ex-presidente José Sarney.
Leia também> STF decide sobre férias e 13º para prefeitos e vices

Após 11 horas de sabatina, Moraes é aprovado por comissão do Senado

Ontem (21) após 11 horas e 30 minutos de sessão, o ministro licenciado Alexandre de Moraes (Justiça) foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para ocupar vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Em votação secreta, 19 senadores votaram a favor de Moraes, enquanto 7 votaram contra. A única integrante da CCJ a não votar foi a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) que, numa tentativa de constranger outros alvos da Lava Jato, declarou-se impedida de participar da votação. Ela é investigada pela operação, assim como outros nove senadores do colegiado. 

Moraes revelou mais de seu lado político que de seu conhecimento jurídico ao ser sabatinado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Foi interrogado por 32 senadores. Disse que agirá com "absoluta imparcialidade" em relação às investigações da Lava Jato no STF. 

Moraes abdicou de sua atitude habitualmente combativa e polêmica e não travou nenhum embate duro.
Não se aprofundou tecnicamente em quase nenhuma questão, preferindo abordagem mais conciliadora dos temas e fazendo acenos, inclusive, a temas considerados "progressistas", como causas indígenas e direitos LGBT, na tentativa de criar uma vacina para seu perfil conservador. Esquivou-se, porém, de se posicionar sobre assuntos como a descriminalização das drogas e do aborto, alegando que são questões que ainda serão analisadas pelo STF. 

Veja alguns dos posicionamentos de Alexandre de Moraes durante a sabatina:
Direto de manifestação
“A Constituição estabelece que nenhum direito é absoluto. Expressamente, no caso de reuniões, de manifestações, diz que todos podem reunir-se, pacificamente, sem armas, em locais abertos ou públicos, independentemente de autorização, que é a beleza da democracia, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. Nesses casos se exige apenas prévio aviso à autoridade competente, exatamente por vivermos em coletividade. Na semana passada, capa do jornal O Globo mostrou manifestantes mascarados com uma bateria de rojões para estourá-los em outras pessoas. Isso a Constituição não autoriza.”
Federalismo tributário
“Temos, do ponto de vista de arrecadação, um federalismo centrípeto. O Brasil, desde sempre, teve características muito fortes de Estado unitário, de centralização na parte de repartição de tributos e de receitas, que diminuiu um pouco com a Constituição de 1988. Os estados e municípios, cada vez mais, foram adquirindo competências administrativas relevantíssimas, principalmente na prestação de serviços públicos essenciais para a população. Esse crescimento de responsabilidade não foi proporcional do ponto de vista de arrecadação. Este é um grande desafio que o Brasil tem para enfrentar.”
Ativismo judicial
“Parece-me que o limite do ativismo judicial é não invadir as legítimas opções do legislador, sejam de alterações, sejam de omissão, quando a Constituição não determina. Às vezes, o Congresso ainda não acha que está no momento de regulamentar determinada matéria e não há uma determinação expressa da Constituição. Quando o Supremo Tribunal Federal substitui o legislador em jurisdição constitucional e já determina algo — não cabe ação rescisória de ADPF —, acaba vinculando as futuras legislaturas. O Congresso pode, quando edita uma lei, sentir o que a maioria quer para editá-la.”
Legalização de jogos de azar
“Sabemos que existem vantagens e desvantagens [em legalizar os jogos de azar]. A desvantagem é, por exemplo, a dificuldade na fiscalização, ou o vício, que pode se perpetuar nas pessoas e a lavagem de dinheiro. Mas há quem aponte também benefícios, como aumentar a arrecadação federal e, se forem permitidos, também a arrecadação dos estados e municípios.”
Domínio do fato
“A teoria do domínio do fato não se confunde com responsabilização objetiva. Ela parte da ideia do dolo, da intenção do agente. Ou seja, o domínio do fato vai ocorrer mesmo que o acusado não pratique todas as elementares do tipo penal, mas tem o domínio funcional do fato. É o senhor da decisão e realização do crime — e isso foi aplicado por organizações criminosas. O mais importante é o poder de comando. E quem tem poder de comando o tem dolosamente.”
Conselho Nacional de Justiça
“O CNJ não pode declarar em processos administrativos a inconstitucionalidade de leis federais, mesmo que difusa. O CNJ é órgão administrativo, não exerce função jurisdicional. Se possível fosse, ele estaria substituindo as funções do Supremo Tribunal Federal, porque determinaria em determinado procedimento administrativo a não aplicação, por exemplo, de uma lei estadual em relação ao Judiciário daquele estado.”

A votação em plenário do nome de Moraes para o STF ocorre às 11h desta quarta-feira (22).

Santarém: Inaugurada nova agência do BB

Do meu amigo e colaborador deste blog, Célio Simões:
"Ercio, esta foto é do almoço em homenagem à inauguração da nova agência do Banco do Brasil à Av. Rui Barbosa, em Santarém, quando era gerente o Dr. Laudomício Ferreira (já falecido).

Referida inauguração foi no dia 17/09/1971 e todos os que estão na foto são pessoas conhecidas, salvo Mrs. Hellen (vestido preto) engenheira têxtil inglesa que estava em Santarém a trabalho e que foi convidada a participar do banquete, do qual tomaram parte também o prefeito Everaldo Martins (que discursou saudando o acontecimento) e o estimado bispo Dom Thiago, que benzeu o nosso novo local de trabalho. Aparecem na foto: ao lado da Mrs. Hellen, a sra. Maria Nila Dias, esposa de Geraldo Braga Dias, gerente do Banco da Amazônia e, do outro lado da mesa, da esquerda para direita: Paulo Corrêa e seu sogro Arthur Vieira Brandão e os funcionários do BB, José Wilson Malheiros (belo bigode) e Célio Simões."

Santarém: Carnaval de outrora

Sobre a foto acima, o meu dileto amigo Vicente Fonseca, diz: "É a minha saudosa mãe Rosilda (Hennington) Malheiros da Fonseca, com fantasia de carnaval em Santarém/Pa, na década de 30 do século 20."

Se ainda estivesse entre nós, dona Rosilda completaria neste mês de fevereiro (dia 20), 99 anos de idade. Na foto abaixo, com seu filho Vicente.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Arquitetos projetam casa que se separa como parte do divórcio

 
Um estúdio holandês de arquitetura criou o que pode ser a solução para disputas de divórcio, ou mesmo a resposta para a necessidade de espaço quando um casal decide aumentar a família. A chamada "casa pré-nupcial" é uma residência pré-fabricada que pode se dividir em partes ou agregar mais módulos.

O projeto foi desenhado pelo arquiteto holandês Vicent Ringoir, de 23 anos, dono do estúdio de arquitetura OBA. O jovem arquiteto disse em entrevista à BBC Mundo que a inspiração veio do famoso jogo de computador Tetris - aquele em que usuários precisam encaixar peças de formatos diferentes que caem do alto da tela. 

Segundo Ringoir, a casa composta por blocos que ocupam um total de 108 metros quadrados e que quando é necessário separá-las existe a possibilidade de instalar de forma "fácil, rápida e barata" outro quarto ou cozinha à unidade que ficar desprovida, por exemplo. O mesmo acontece com o banheiro.
A ideia original foi de Omar Kibri, um profissional de relações-públicas amigo de Ringoir e que trouxe ao estúdio a proposta de comprar uma casa com a namorada e ter a possibilidade de dividi-la. "Foi aí que desenvolvemos o desenho da que pode se partir em duas", explica Ringoir.

A "casa pré-nupcial" pode se transformar também em versão flutuante, algo que pode ser bastante útil para a Holanda, não apenas por causa da grande quantidade de habitações flutuantes em seus canais, mas pelo fato de ser um país em que a taxa anual de divórcios para casamentos é de 43%.
No caso das habitações flutuantes, cada unidade acabará flutuando por sua conta em caso de separação. Para que flutue, a casa será construída em fibra de carbono e madeira. Mas o maior desafio, segundo Ringoit, é que ela pareça como uma unidade de identidade visual própria quando conectada e que mantenha a estética individual quando separada.

A ideia é que a produção tenha início em fevereiro do ano que vem. Ringoir não confirmou o preço, mas assegurou que a casa "não será cara". (Correio Braziliense)

Honestidade e verdade em falta

Por Carlos Chagas, jornalista
Dizia a finada Lei de Imprensa que toda noticia deveria ser honesta e verdadeira, valores que o Código de Ética dos jornalistas ainda conserva. O Congresso revogou a lei, deixando o vazio em seu lugar. Esse é o problema. Porque além dos vícios da informação, não raro eivada de desonestidade e de mentira, existe outro pecado capital em nossa atividade. Trata-se da não-informação. Da omissão de notícias que deveriam ser, além de honestas e verdadeiras, apresentadas à opinião pública, mas não são.

Tome-se as pesquisas eleitorais. Discute-se a sua realização, isto é, se devem acontecer, em especial às vésperas das eleições quando poderão influenciar o eleitor menos esclarecido. Admitidas, porém, como um aprimoramento democrático, sendo honestas e verdadeiras, o que dizer de sua omissão, de acordo com os interesses dos proprietários dos meios de comunicação?

Em condições normais de temperatura e de pressão, em especial em épocas de crise, as pesquisas eleitorais costumam ser valorizadas na confecção das edições impressas, televisadas e eletrônicas. Balizam as atenções e até reforçam as tendências.

É de estranhar, assim, as omissões deliberadas das consultas populares realizadas nos últimos meses. Alguns veículos ainda apresentam, diluídos e condenados a páginas internas, meras referências aos resultados. A maioria, no entanto, as ignora olimpicamente, quando ainda recentemente ganhavam as primeiras páginas.

Por que? Porque os barões da imprensa vem tendo contrariados seus desejos. Empenharam-se em ampla campanha para desmoralizar o PT, iniciativa até louvável para compensar o mal praticado pelo partido, mas não tem o direito de ignorar as preferências do partido e da maioria do eleitorado em torno da candidatura do Lula. Porque mesmo nas entrelinhas, os resultados indicam que o ex-presidente seria eleito até no primeiro turno. É muito cedo para conclusões, o ex-presidente poderá se dar mal. Mas hoje, a notícia é essa, que a mídia deveria divulgar por obrigação ética, mas não divulga. Honestidade e verdade parecem mercadoria em falta, nas prateleiras dos meios de comunicação.