Por Mary Zaidan:
Hábito ou vício, há tempos a mentira é classificada como doença – mitomania ou pseudolalia, o transtorno da mentira. Não são raros os políticos que sofrem desse mal ou que são treinados sob a regência desses distúrbios. Quando têm charme, empatia e graça – caso do ex Lula –, as mentiras ditas podem virar troça, piada e até verdades, se repetidas com insistência. Para quem não tem essa ginga é difícil esticar as pernas da mentira. Dilma Rousseff enquadra-se aqui. Mente, mas não convence.
Lula é aquele que um dia diz que seus companheiros queridos traíram a ele e à nação no escândalo do Mensalão. No outro, escorraça os mesmos companheiros, agora presos – “não são de minha confiança”. Lança e relança Dilma à reeleição e incentiva o “volta Lula” em frases travessas, que, amanhã ou depois, vai usar a seu favor para ser ou não candidato. Segue à risca, certamente sem saber, o dito shakespeariano: “o diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”.
Instruída para agir como seu mestre, Dilma se atrapalha. Não por pudores quanto a mentir, mas por pura falta de jeito.
Além de falsear um doutorado que não concluiu, já chegou a dizer que, quando criança, ia ao Mineirão, com o pai, para ver o Galo jogar. Tão tonta que nem se tocou: o estádio foi inaugurado em 1965, dois anos após a morte de seu pai. Na época, a criança Dilma tinha 18 anos. Prova que a síndrome da mentira também pega desajeitados no ofício.
Lula é aquele que um dia diz que seus companheiros queridos traíram a ele e à nação no escândalo do Mensalão. No outro, escorraça os mesmos companheiros, agora presos – “não são de minha confiança”. Lança e relança Dilma à reeleição e incentiva o “volta Lula” em frases travessas, que, amanhã ou depois, vai usar a seu favor para ser ou não candidato. Segue à risca, certamente sem saber, o dito shakespeariano: “o diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”.
Instruída para agir como seu mestre, Dilma se atrapalha. Não por pudores quanto a mentir, mas por pura falta de jeito.
Além de falsear um doutorado que não concluiu, já chegou a dizer que, quando criança, ia ao Mineirão, com o pai, para ver o Galo jogar. Tão tonta que nem se tocou: o estádio foi inaugurado em 1965, dois anos após a morte de seu pai. Na época, a criança Dilma tinha 18 anos. Prova que a síndrome da mentira também pega desajeitados no ofício.
Mais aqui >Pega na mentira, por Mary Zaidan

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