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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A alegria, o grito da vitória

Jatene, sua esposa Ana e o vice-governador eleito, Helenilson Pontes, festejaram bastante o resultado das urnas.

Clonando Pensamento

"Quero agradecer ao povo do Pará pela votação expressiva de 1.477.609 votos e parabenizo o governador Simão Jatene, o novo governador eleito. E estou feliz, muito feliz com a eleição da Dilma presidenta! Vou levar meu abraço pessoalmente à presidenta eleita do Brasil!

Aqui no Pará, perdemos uma batalha eleitoral, mas não a guerra. Eu me sinto uma vitoriosa pela guerra travada para implantar um novo modelo de desenvolvimento que, ao mesmo tempo, faz crescer o Estado e distribui renda, dá oportunidades ao povo. A história vai mostrar que as mudanças estruturais que fizemos são pra sempre na vida das pessoas. Mudanças ousadas que outros não fizeram. O governador vai receber de bandeja as transformações profundas que fizemos.

Esse novo modelo de desenvolvimento inclui a industrialização das riquezas naturais do Pará e estão aí os resultados: a siderúrgica em Marabá; a fábrica de MDF em Paragominas; o Bolsa Trabalho e o navega Pará, programas de inclusão social. Fui buscar a siderúrgica que tava perdida pro Maranhão e tirei do papel o Ação Metrópole que vai viabilizar o Bilhete Único e a melhoria no trânsito e na vida das pessoas.

Como disse ontem à noite em coletiva à imprensa, hoje o Pará está mil vezes melhor do que quando aqui cheguei, no início de 2007. A partir de janeiro de 2011, liderarei a oposição para acompanhar e lutar para que programas sociais como Bolsa Trabalho, Navega Pará, Ação Metrópole tenham continuidade, porque a mudança não se processa do dia pra noite e exige vigilância permanente. É o que farei.

Meu muito obrigada a cada militante desta campanha; a cada companheira e companheiro; aos partidos aliados, aos simpatizantes; a cada família que me recebeu com tanto carinho em todo o Pará. Vou guardar para sempre as manifestações de apreço e de generosidade do nosso povo no lado esquerdo do peito. Vamos em frente. A luta continua!" (Governadora Ana Júlia Carepa, hoje, em seu blog)

Números oficiais da eleição - segundo turno - no Pará

Eleitorado: 4.763.592
Apurado: 4.763.571 (100%)
Abstenção: 1.275.991 (26,79%)
Comparecimento: 3.487.580 (73,21%)
Brancos: 49.303 (1,41%)
Nulos: 99.869 (2,86%)
Válidos: 3.338.408 (95,72%)

SIMAO JATENE (PSDB) - PPS/DEM/PSDC/PRTB/PMN/PRP/PSDB - 1.860.799 (55,74%)

ANA JULIA (PT) - PRB/PP/PDT/PT/PTB/PTN/PSC/PR/PHS/PTC/PSB/PV/PCdoB/PT do B - 1.477.609 (44,26%)

Leia aqui >Jatene ganhou com 383.190 votos de vantagem

TIO DÓ (crônica de José Wilson Malheiros)


O sr. Hamad, esposo da minha querida professora Hermínia, estava em São Paulo. Pegou um taxi e pediu que o levasse ao aeroporto. No caminho, o motorista pergunta:

- Desculpe, mas para onde o senhor vai viajar?

Hamad responde: Vou para Santarém, no Pará!

E o motorista: Santarém? Então dá um abraço no Dororó!

O passageiro ficou espantado. Em uma das maiores cidades do mundo, encontrara exatamente um taxista que conhecia seu compadre santareno. Era o mesmo que encontrar, como se diz, uma agulha no palheiro.

O homem do taxi era o Rui, genro de Dona Quinha Papaléo, uma amiga da família que residia na paulicéia. Vejam só a coincidência.

Na década de sessenta, não havia Banco do Brasil em Monte Alegre. A instituição era representada por membros da família do senador Cattete Pinheiro.

Tio Dó ia fazer uma inspeção no escritório da localidade e eu fui com ele.

Viajamos de barco-motor. O trecho da viagem conhecido como Cataú, no rio Amazonas, é até hoje conhecido pela violência de suas famosas tempestades de vento, chuva, ondas enormes e naufrágios.

Conosco não foi diferente. Mais ou menos pelas três da tarde um temporal jogava nossa embarcação como se fosse uma folha seca ao léu. A bordo, rezas, pavores e perigo.

E Tio dó prosseguia impávido, corajoso, tranquilo e confiante, ao lado do piloto. Parecia que estávamos trafegando com céu aberto e brisa refrescante. Ao olhar aquela calma, meu medo foi embora.

Tio dó era extremamente franzino de corpo mas tinha um espírito forte, sereno, invulgar, bem evoluído e gigantesco, do tamanho da Amazônia.

Essa grandeza de alma foi forjada no lar humilde do alfaiate José Agostinho, meu avô, onde muitas vezes, por falta de dinheiro, comiam arroz, caldo e farinha... e achavam gostoso!

Eu tive estreito relacionamento com ele. Aprendi a admirá-lo desde cedo.

Quando trabalhei no Banco do Brasil ele foi meu chefe imediato. Lider severo, exigente, mas bondoso.

Possuia uma grandesa ímpar, repito. Jamais teve ciúmes do irmão Isoca, pois sabia, no íntimo, que há lugar para todos e que seu talento musical também era enorme. Nunca vi nele qualquer gesto ou conduta que pudesse denotar mediocridade.

Mais tarde, quando fui regente do Coral do Tribunal Regional do Trabalho, em Belém, ele era minha inspiração.

Cantei sob a regência do meu tio, no Coro da Catedral de Santarém, quando as missas eram ainda em Latim.

As missas solenes das oito nos domingos até hoje são inesquecíveis e me marcaram muito o espírito. Meu pai no órgão, Tio Dó na regência do coro e Frei Prudêncio no altar.

Tio Dó nos ensaiava e nos ensinava com uma paciência e dedicação de paizão.

Eu estudava a língua latina no Dom Amando, mas os outros componentes do Coral não liam partituras, nada sabiam da língua oficial da igreja. Então tinha que começar pela pronuncia, pelo significado das palavras etc.

Dava um trabalho danado, mas era gratificante para ele, que sorria satisfeito quando tudo era concluído e o coral estava pronto para cantar J.S. Bach, Palestrina, Wilson Fonseca, Pe. José Maurício, Canto Gregoriano, Tomas Samaí, Frei Pedro Szing, Haendel, Beethoven e outros luminares da música sacra.

Tio Dó também mostrou sua competência quando comandava as Bandas de Música santarenas. Também toquei sob sua batuta em momentos inesquecíveis, nos coretos, nas procissões, nas data cívicas...

Escritor, historiador, professor, instrumentista, excelente chefe de família, cidadão exemplar, músico, compositor, que mais se pode dizer do nosso querido Tio Dó?

Santarém tem a obrigação de fazer com que este grande homem não seja esquecido.

Fica em paz, tio Dó e não esquece da gente aí no lugar feliz onde vais ficar na mansão celeste.

Leitorado

De Adriana Carvalho, santarena e jornalista da melhor qualidade:

"ORGULHO DE SER PARAENSE

Um grande avanço já pode ser comemorado pelo povo paraense, apesar do derramamento de bolsas misérias em todo o estado pelo governo atual a nível estadual e nacional, o povo mostrou que não é tão ingênuo assim, tirou com muita coragem e louvor o PT do poder no Pará. Esta mudança será também muito em breve a nível nacional, 4 anos passam rápido veremos uma vingança saborosa, pois o Lulinha terá uma boa ou ótima resposta da cobra que ele próprio alimentou. É como já diziam os mais experientes “aqui se faz aqui se paga.” Anotem e aguardem. O povo paraense esta de parabéns".

Dilma venceu e discursou emocionada

No primeiro pronunciamento após o anúncio do resultado do segundo turno, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou na noite deste domingo (31), em Brasília, que, em seu governo, terá como compromisso a meta de erradicar a miséria do Brasil.

Ela fez um apelo para que todos os setores da sociedade a auxiliem na tarefa. "Vou fazer um governo comprometido com a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. Mas, humildemente, faço um chamado à nação, aos empresários, trabalhadores, imprensa, pessoas de bem do país para que me ajudem”, disse, em um hotel preparado pelo PT para o discurso da presidente eleita.

Ela afirmou que pretende recorrer sempre que necessário ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. “Baterei muito em sua porta, e tenho certeza de que a encontrarei sempre aberta”. Dilma classificou como um “privilégio” a convivência com Lula e destacou a “inteligência" do presidente.

"Agradeço muito especialmente e com emoção ao presidente Lula, ter a honra do seu apoio, o privilégio da sua convivência. Conviver diariamente com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e sua gente. A alegria que eu sinto hoje pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida. Sei que um líder como o Lula nunca estará distante de seu povo", afirmou.

O vice-presidente eleito, deputado federal e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), acompanhou o pronunciamento, assim como dezenas de políticos aliados entre governadores, ministros, senadores e deputados, entre os quais o ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Dutra, presidente do PT, ambos da coordenação da campanha da petista. Ao chegar, ela foi recebida ao coro de “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma” e depois os aliados cantaram o Hino Nacional.

Liberdades de imprensa e religião
No pronunciamento, além da erradicação da miséria, Dilma também destacou como compromissos a liberdade de imprensa e a liberdade de religião. Mas ressalvou que o "primeiro compromisso" no cargo é "honrar as mulheres".

“Esse fato é um avanço democrático do Brasil. Pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Meu primeiro compromisso é honrar as mulheres brasileiras para que este fato, até hoje inédito, se torne natural”, disse.

Ela prometeu valorizar a democracia “em toda a sua dimensão” e fez questão de destacar que o seu governo será pautado pelo respeito à “ampla liberdade de imprensa e religiosa”.

“Farei um governo com ampla de liberdade de imprensa, religiosa e de culto. Vou zelar pela observação criteriosa dos direitos humanos e zelarei pela nossa Constituição”, disse Dilma no início do discurso.

Noutro momento de sua fala, voltou a falar da imprensa. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras", declarou a presidente eleita, para quem as críticas do jornalismo "ajudam o país".

"Não nego que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram tristes, mas quem, como eu, lutei pelo direito de opinião, dedicamos toda a nossa juventude ao direito de expressão somos amantes da liberdade."

Economia
Na parte econômica do discurso, Dilma destacou que, no curto prazo, não será possível contar com ajuda das economias mais desenvolvidas e que o Brasil precisará apostar em seu mercado interno.

“No curto prazo, nós não contaremos com força das economias desenvolvidas para puxar nosso desenvolvimento. Por isso, se torna importante nossa política, nosso mercado e nossas decisões econômicas”. A petista afirmou que não há intenção de “fechar o país ao mundo” e que vai trabalhar para abrir mercados e defender a regulação nos mercados internacionais.

A presidente eleita afirmou que seu governo vai manter a inflação sob controle, melhorar os gastos públicos, simplificar a tributação e melhorar os serviços para a população.

Ela disse que não fará “ajuste” que comprometa esses serviços e que tem como meta um crescimento "sustentável" de longo prazo a taxas elevadas. “Acima de tudo, quero afirmar compromissos com metas econômicas, contratos firmados e conquistas estabelecidas”.

Ela afirmou que vai criar mecanismos para beneficiar pequenos empresários. “Ampliarei o Supersimples [regime de tributação diferenciado para pequenas empresas] e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez o nosso governo.”

Segundo a presidente eleita, em seu governo “as agências reguladoras terão todo o respaldo para atuar com autonomia e determinação”. “Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de atuação governamental e trataremos com transparência nossas metas e resultados.”

Oposição
Dilma afirmou que não discriminará governantes de oposição. "Aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação", declarou. (No G1)

Simão Jatene é o governador eleito do Pará

Com 1.860.799 votos ou 55,74% da preferência do eleitorado, Simão Jatene, do PSDB, se elegeu pela segunda vez governador do Pará, e com uma vantagem de mais de 383 mil votos. Ele foi declarado como eleito pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará (TRE-PA), desembargador João Maroja, às 20h25 da noite de ontem, quando a apuração ainda estava em cerca de 98%, mas com 11 pontos percentuais na frente da adversária, a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT), o quadro já era irreversível, o que possibilitou o anúncio. A contagem dos votos só terminou às 23h50. Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição, teve 1.477.609 votos (44,26%). O índice de abstenção subiu quase 7% em relação ao primeiro turno: 1.275.991 milhão dos 4.764.592 milhões de votantes deixaram de ir às urnas, provavelmente por conta do feriado de cinco dias concedido pelo Estado entre a sexta-feira passada e a próxima terça. Em 3 de outubro, esse mesmo índice era de menos de 20%.

Depois de conceder entrevista coletiva no comitê de campanha, Jatene correu para o Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, mais uma vez utilizado como central apuradora -, para cumprimentar Maroja, que lhe esperou para divulgar o resultado. "Podem esperar uma dedicação muito grande, uma união cada vez maior. Temos muitas riquezas, mas temos muitos desafios. Precisamos fazer pacto, governo se faz unindo, e não dividindo. E esse pacto tem que ser construído por toda a sociedade. Agora é arregaçar as mangas", afirmou Jatene ao chegar ao mezanino do Hangar, onde um grupo de jornalistas já o esperava. "Reafirmo, o Pará é maior que qualquer partido e liderança política. Penso isso do Pará e do Brasil. Espero que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pense da mesma maneira. Tratarei-a com todo o respeito que ela merece", falou. Em seguida, o tucano pediu licença após falar rapidamente com a imprensa e partiu ao encontro de João Maroja, do outro lado do complexo.

O governador eleito agradeceu o trabalho do TRE-PA e da imprensa, e questionado sobre as denúncias de compra de voto e outras formas de corrupção eleitoral feitas por membros do governo e do PT flagradas no dia do pleito, Jatene disse esperar do Ministério Público a mesma "eficiência e lisura" dispensadas a situações semelhantes registradas durante a campanha. "Não estou falando isso por causa do resultado final da eleição, mas pela necessidade de reafirmar e valorizar nossos valores democráticos. Toda vez que um processo eleitoral é conduzido assim, ganha a democracia", disse. "Nem o Pará nem o Brasil serão modernos enquanto não houver o total respeito ao voto", encerrou.

Simão Jatene vai exigir transparência durante transição

Em meio a uma grande festa no inicio da noite de ontem, em seu comitê central de campanha no bairro do Umarizal em Belém, o governador eleito Simão Jatene, da Coligação "Juntos com o Povo", creditou sua vitória a aliança popular. "Foi uma campanha com muitas vozes, mãos e corações, houve um desencanto com o governo atual e por isso vencemos", declarou durante entrevista coletiva. Ele disse que, assim como aconteceu há quatro anos, ele espera que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) aceite a criação de uma comissão de transição, inclusive, com a participação de representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ideia é fazer uma transição tranquila e transparente. Sobre a composição partidária, Jatene que irá conversar com todos os partidos que lhe deram apoio, mas não garantiu participação de nenhum deles em secretarias estaduais. "O que quero é garantir um gande pacto pelo Pará", afirmou. Ele preferiu não apontar nenhuma prioridade imediata, disse apenas que quer o estado funcionando.

Ao lado da esposa, Ana Jatene, do vice-governdor eleito, Helenilson Pontes (PPS), de deputados estaduais e federais eleitos por seu partido, o governador eleito Simão Jatene afirmou que o momento é de união em torno de um projeto que pretende resgatar a auto-estima da população e acabar com as desigualdades. "Para isso é preciso investir em educação, saúde e geração de emprego e renda", disse. "Governar não é tarefa fácil, nem para um governante e nem para um só partido", completou.

Sobre sua relação com a presidente eleita, Dilma Roussef (PT), ele desejou que ela faça um bom governo, porque foi eleita pelo desejo do povo brasileiro. "Espero que assim como eu, ela possa honrar o voto que recebeu, esse é o nosso compromisso e espero que ela tenha a mesma relação que terei com prefeitos de outros partidos", declarou.

Depois de agradecer ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador João Maroja, o governador eleito Simão Jatene foi para a Doca de Souza Franco, no bairro do Umarizal, onde foi recebido por milhares de eleitores. (No Amazônia)

Ana Júlia recebe carinho da militância petista

A governadora Ana Júlia Carepa, da coligação "Acelera Pará", não conseguiu a reeleição, mas foi recebida com muita emoção pela militância de seu partido no início da noite de ontem em seu comitê, na avenida Gentil Bittencourt, no bairro de Nazaré. Foram centenas de abraços, palavras de apoio e pedidos para ela retomar sua vida política. Um dos abraços mais emocionantes ocorreu antes da entrevista coletiva. A governadora recebeu um rápido abraço e beijo de um eleitor anônimo, que declarou ter saído do bairro do Curuçambá, no município de Ananideua, região metropolitana de Belém, para lhe prestar apoio. A força ajudou a governadora, que não pareceu tão abatida com a derrota.

"Perdemos uma batalha eleitoral, mas não perdemos a guerra, estamos comemorando a vitória da Dilma, inclusive, aqui no Pará, e a guerra de transformar o modelo de desenvolvimento do Pará, eu me sinto uma vitoriosa", afirmou.

Ela disse ainda que se sente uma liderança política renovada e agradeceu ao povo do Pará os mais de 44% de votos. "Eles entenderam e votaram em nosso projeto, mas quero parabenizar o Simão Jatene como o novo governador, para quem eu já liguei duas vezes, mas não consegui falar. Ele é o vencedor, mas eu me sinto extremamente vitoriosa porque fiz uma mudança estrutural e ousada no Estado, porém os resultados não acontecem do dia para a noite", afirmou.

A governadora também disse que o novo modelo econômico não foi uma opção fácil. Ela reconheceu que não investiu o suficiente em comunicação para informar ao povo sobre suas obras, e isso pode ter contribuído para usa derrota. "Mas os resultados que deixo são mil vezes melhores do que o Estado que recebemos. Ele (governador eleito) vai receber de bandeja as transformações que fizemos", garantiu.

A governadora acredita que a industrialização das riquezas naturais do Pará através da siderúrgica em Marabá, da fábrica de "MDF" que beneficia o setor madeireiro, do pólo de biodiesel e de projetos de inclusão social como o Bolsa Trabalho e o Navega Pará, ainda não foram absorvidos pela maioria da população. "Mas a história vai mostrar que as mudanças são para sempre. Por isso, vamos lutar para que elas continuem, porque a siderúrgica que havia sido perdida pelo meu adversário eu fui buscar de volta, assim como o Ação Metrópole, que saiu do papel depois de vinte anos", disse, falando ainda sobre as obras estruturantes do Pará. (No Amazônia)

Governadores eleitos em segundo turno

Simão Jatene (PSDB-Pará); Camilo Capiberibe (PSB-Amapá); Marconi Perillo (PSDB-Goiás); Agnelo Queiroz (PT-Distrito Federal; Ricardo Coutinho (PSB-Paraíba; Wilson Martins (PSB-Piauí); Confúcio Moura (PMDB-Rondônia); Teotônio Vilela (PSDB-Alagoas) e Anchieta (PSDB-Roraima).

O PSDB governará oito estados do país a partir de 2011. É o partido com o maior número de eleitos para os Executivos estaduais. Com isso, o partido volta a liderar o ranking de representantes, passando o PMDB.

O PSB é o segundo partido com o maior número de eleitos. São seis governadores da sigla (três eleitos no segundo turno).

O resultado para o PSDB é importante após o partido sair derrotado na eleição presidencial e perder cadeiras tanto na Câmara dos Deputados como no Senado.

Na Câmara, foram 53 deputados federais eleitos (contra 66 vitoriosos em 2006). No Senado, o partido perdeu cinco representantes (terá 11 senadores em 2011) e foi ultrapassado pelo PT.

O PT e o PMDB comandarão cinco estados cada um; o DEM, dois; e o PMN, um.


Em Santarém, Jatene superou Ana Júlia

No primeiro turno, Simão Jatene (PSDB) obteve 80.357 mil votos (58,16%) contra 36.296 (26,27%) de Ana Júlia.

No segundo turno (ontem): Jatene 90.613 (67,92%) e Ana Júlia 42.804 (32,08%).