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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vale a pena ler: "Meus últimos suspiros..."

Texto de LUIZ ISMAELINO VALENTE.
Conheci Maria da Graça Azevedo da Silva em janeiro de 1968, nas provas do vestibular para o curso de Direi-to da Universidade Federal do Pará. Ela, com 17 anos, vinha do Gentil Bittencourt. Eu, com 19, oriundo do Paes de Carvalho. Tínhamos algo em comum, pois éramos “interioranos”: ela nasceu nos magníficos “campos de Cachoeira”, no Marajó, cenário da obra fantástica do Dalcídio Jurandyr; eu vim à luz do dia em Alenquer, no “verde vagomundo” do Benedicto Monteiro.
Resquiescat in pace, amiga. A vida não acaba nunca. As pétalas perfumadas que você plantou são a imensurável herança que você legou para “o amanhã realizado e os contemporâneos em festa e glória.”
Aprovados no vestibular, veio o “trote” regulamentar. Lembro-me bem que um dos calouros de Direito, que era deputado estadual pela Arena e fora meu professor no Dom Amando de Santarém, montou em um jumento, tradicional nos “trotes” dos futuros advogados, e discursou, desancando o governo militar, bem em frente ao Palácio Lauro Sodré, de cuja sacada central a tudo assistia o governador Alacid Nunes, que, felizmente, não mandou a sua segurança acabar com a brincadeira. Integramos, durante cinco anos, a mesma turma dos 112 bacharelandos que colariam grau em 16 de dezembro de 1972.

Na Faculdade, tornamo-nos inseparáveis e o ano de 1968 marcaria as nossas vidas para sempre. Éramos todos um bando de jovens, “que amavam os Beatles e os Rolling Stones”; que admiravam os teóricos das guerrilhas Régis Debray e Ernesto Che Guevara (“Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás...”); que liam o Livro Vermelho de Mao Tsé-tung e os poemas de Ho Chi Min (“Montes atravessei, venci as alturas. / As planícies são mais difíceis de passar. / Não me fizeram mal os tigres das montanhas, / mas encontrei um homem e ele me prendeu...”); que se maravilhavam com a “revolução cultural” e a quebra de todos os “tabus”; que vibravam com as “barricadas” nas ruas de Paris lideradas pelo Daniel Conh-Bendit, chamado “Dany, o Vermelho”; que protestavam contra a guerra do Vietnam e o “imperialismo norte-americano” mas, ao mesmo tempo, aplaudiam a “primavera de Praga” quando a Tchecoslováquia quis se libertar do jugo de Moscou; que, indignados com a morte do estudante paraense Edson Luiz, baleado por militares no restaurante Calabouço no Rio, engrossavam as “passeatas”, as “greves” e as “tomadas” das Faculdades, bradando slogans contra “a ditadura”, contra os “acordos MEC-USAID” (“USA e ABUSA!”, era o nosso lema) e a malfadada “reforma universitária” (que julgávamos ser pura malandragem dos militares para desarticular os estudantes, impedindo-os de solidificarem amizades no correr dos anos do “sistema seriado de ensino” que a dita “reforma” queria extinguir; e, de fato, a nossa foi a última turma do “seriado” na tradicional Faculdade de Direito do Largo da Trindade; os que vieram depois de nós, foram tocados feito gado para o campus do Guamá, então inaugurado).

Enfim, éramos jovens que testemunhavam e viviam intensamente tudo aquilo que se passou no “ano que não terminou” e que nunca mais seria esquecido. Depois da formatura, em 1972, muitos de nós arrefeceram os “arroubos esquerdistas” daqueles verdes anos.

Com o fim da “guerra fria”, a queda do “muro de Berlim”, o esfacelamento do “império soviético” e o desmantelamento da “ditadura militar” brasileira, ficaríamos sabendo da verdade inalterável: “não há nada mais parecido com uma ditadura de direita do que uma ditadura de esquerda, não há nada mais parecido com o fascismo do que o comunismo, nada mais parecido com o hitlerismo do que o stalinismo (...) as ditaduras são todas iguais” – como muito mais tarde escreveria Roberto Ampuero (um chileno que, fugindo de Pinochet, exilou-se em Cuba, sob as barbas de Fidel, nos anos setenta do século passado) em Nossos Anos Verde-Oliva, um dos livros mais comoventes que eu já li em toda a minha vida.

Com o “canudo de papel” nas mãos, tomamos rumos diferentes: a Graça (aliás, Maria da Graça Silva Maués de Faria, pois se casara antes de se formar), ficou em Belém, onde ingressou no quadro de servidores do Tribunal Regional Eleitoral, e eu fui botar banca de advogado na minha terra, Alenquer, defendendo precursores dos “sem terra” no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e por lá me casei em 1973, após um namoro de cinco anos com a Neuma (que deixou o segundo ano de Direito da UFPA para me seguir – e isso, da minha parte, foi um crime sem perdão, do qual intimamente nunca me absolvi, pois jamais deveria ter concordado que ela interrompesse os estudos).

Em 1977, depois de uma passagem de dois anos pela SEAD, fiz concurso para o Ministério Público. Só dois candidatos foram aprovados e um deles fui eu. Fiquei em último lugar: a primeira colocada, com um décimo à minha frente, foi a doutora Raimunda do Carmo Gomes, que, pouco depois, submeteu-se a um novo concurso, desta feita para a magistratura (deixando-me como o único remanescente do concurso de 1977 no Ministério Público), e hoje, respeitada desembargadora, preside o Tribunal de Justiça do Estado.

Mais aqui > "MEUS ÚLTIMOS SUSPIROS..."

Ação de Graças (Autor: José Wilson Malheiros da Fonseca - 29.12.98. Inspirada na "Ação de Graças" de Michel Quoist.

Ó SENHOR, MUITO OBRIGADO
PELOS MEUS BRAÇOS PERFEITOS,
QUANDO HÁ TANTOS MUTILADOS
OU NASCERAM COM DEFEITOS.

QUANTOS OLHOS SÃO FECHADOS
DE CEGUEIRA, DE DESCRENÇA,
E OS MEUS OLHOS, ACORDADOS
PARA VER TUA PRESENÇA.

SENHOR DEUS, EU TE OFEREÇO
ESTA VOZ QUE CANTA E FALA.
ELA É BEM QUE NÃO TEM PREÇO.
QUEM É MUDO É TRISTE E CALA.

MINHAS MÃOS, QUE TÊM SAÚDE,
SÃO DISPOSTAS AO TRABALHO.
MAS HÁ MÃOS NA INQUIETUDE,
A IMPLORAR PELO AGASALHO.

EU QUE TENHO UMA CASINHA,
DOCE NINHO ONDE MORAR,
AGRADEÇO A SORTE MINHA.
QUANTA GENTE NÃO TEM LAR.

COISA TÃO MARAVILHOSA:
AMO, VIVO, SONHO E RIO...
MUITA GENTE DESGOSTOSA
CHORA PELA VIDA A FIO...

QUANTA RAIVA E DESAMOR
NAS PESSOAS, HOJE EM DIA...
Ó MEU DEUS, OUVE O CLAMOR
E NOS ENCHE DE HARMONIA.

TANTOS VAGAM SEM DESTINO...
NÃO TÊM CRENÇA, SÃO ATEUS,
VÃO SEM LUZ, NO DESATINO...
-PERDOA-OS, Ó MEU DEUS.

EU SÓ QUERO TE SERVIR
PARA ESTAR REALIZADO.
TENHO POUCO A TE PEDIR.
-PAI DO CÉU, MUITO OBRIGADO!


Bom prefeito novo, Belém !

Por Francisco Sidou, jornalista (chicosidou@yahoo.com.br):
A posse de um novo prefeito é, sempre, momento especial de renovo das esperanças de um futuro melhor para a cidade e seus habitantes.
Nas eleições municipais de 2012, sob a égide da lei da ficha limpa, ficou bastante claro que o eleitor não votou em partidos ou tendências ideológicas. Preferiu eleger candidatos que conseguiram "passar" a impressão de ser " novidade" em um cenário político-partidário contaminado pela mesmice de velhas práticas fisiológicas de um modelo político decadente e agônico. Um brado retumbante do eleitor de que "mudar é preciso".

Apesar da propaganda vistosa e regiamente paga, o alcaide D.Costa sofreu contundente derrota sem conseguir eleger seu candidato que "sabia como fazer"... Também não deixa saudades. Ele deixa, sim, várias obras inacabadas e muitas indagações sobre processos judiciais a que responde e algumas licitações bastante duvidosas. O exemplo do BRT é emblemático. Indispensável para desafogar o pesado tráfego e congestionado trânsito de Belém, essa obra é a mais completa tradução dos efeitos danosos da cultura do atraso na gestão pública da cidade.

Iniciada de forma açodada, sem planejamento e sem estudos de impacto ambiental, essa obra acabou conturbando ainda mais a vida dos belenenses, ampliando o caos e a rejeição ao prefeito D. Costa.

Projetos para o ordenamento do tráfego e do trânsito de Belém existem desde a década de 80, a exemplo do Plano Diretor de Tráfego Urbano, elaborado pelos técnicos japoneses da Agência de Cooperação Técnica do Japão . Com atraso de mais de 20 anos, o projeto da JICA foi retomado pelo governo do Estado , rebatizado de Via Metrópole, depois Ação Metrópole. Trata-se de um projeto integrado para a Região Metropolitana de Belém, daí a necessidade de parcerias com todos os seus municípios e prefeitos. O alcaide D. Costa, na ânsia de "mostrar serviço" em final de carreira, aliás, do mandato, acabou atropelando todas as tratativas do governador Jatene em busca de uma ação planejada e conjunta para implementação do Projeto Integrado do Ação Metrópole. Deu no que deu.
 O trânsito caótico/neurótico de Belém é apenas uma das muitas carências quase crônicas da cidade, que vem sendo "empurrada" para depois por sucessivos gestores municipais, por falta de gestão proativa e espírito público. Com média mensal de 30 mil novos veículos circulando pelas mesmas e obstruídas vias, a cidade já não mais suporta tantos carros e está "travando", confirmando, aliás, previsão técnica dos japoneses da JICA que, na década de 80, vaticinaram que "se as obras viárias então previstas não fossem realizadas, Belém poderia "parar" por volta de 2010"... Alguém duvida de que isso esteja acontecendo ? Espera-se que o novo prefeito dê prioridade ao transporte coletivo e público, enfrentando o "cartel" dos donos de ônibus e disciplinando a bagunça dos alternativos sem lei.
.
Passada a euforia da vitória, o prefeito eleito de Belém deve ter consciência plena da enorme responsabilidade que assumiu ao acenar com a solução para as demandas de obras e serviços básicos que a cidade tanto reclama, bem maiores que as prioridades de seus três SSS da campanha vitoriosa.

Na verdade, o "alfabeto das necessidades" de Belém vai de A a Z, com a saúde pública na UTI, alagamentos de vias e canais, lixo nas ruas e esgotos a céu aberto, bueiros entupidos, ratos que proliferam na base de oito por habitante, calçadas irregulares, transporte coletivo precário e sujo, ausência de ciclovias e motovias, moradores e trabalhadores de rua que precisam sobreviver com dignidade, sem falar na insana "saga" de construtoras que disputam palmo a palmo as últimas áreas verdes e quintais da cidade , para erguer tórridas torres de concreto e aço , que estão transformando Belém numa ilha de calor e na capital menos arborizada do Brasil, apesar de localizada na antessala da maior floresta tropical do planeta. A força da grana que constrói ilusórios sonhos consumistas em forma de arranha-céus também destrói a qualidade de vida e as "pontes" que ligam a cidade à natureza exuberante que a cerca.

O novo prefeito de Belém vai presidir os festejos dos 400 anos de nossa amada cidade, que, apesar dos maus tratos, continua bela/morena/faceira/brejeira, com seus cheiros e sabores, encantos e cores. Ele assume com enorme capital de esperança de que possa realizar uma gestão transparente e inovadora, colocando Belém no lugar que merece : o de metrópole da Amazônia. A rigor, o belenense que ama sua cidade, mesmo sem ter votado no prefeito eleito, também vai torcer, smj, para que ele cumpra, com sucesso, sua plataforma de campanha. Afinal, por conta das briguinhas políticas paroquiais é que perdemos tanto tempo. Chega de atraso. A hora é de unir esforços e compartilhar ações na busca de resgatar a identidade cultural da cidade e a autoestima de sua gente.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

No blog do GIBA UM:

Ano novo no vermelho
Depois da festa, chega a conta: estimativas da Confederação Nacional dos Municípios mostram que a situação das cidades brasileiras em 2013 não é nada confortável. Cerca de 2,3 mil estão atrasadas com fornecedores e do total de 5.568 municípios, perto de 2,5 mil não conseguem tirar certidões negativas de débito, documento sem o qual não firmam contratos ou convênios com a União. As dividas são estratosféricas: só de precatórios, estados e municípios devem parte de R$ 100 bilhões (São Paulo, sozinho, deve R$ 26 bilhões). Para a Previdência, débitos encostam em R$ 30 bilhões. E a divida fundada, que pode ser parcelada em até 30 anos, eleva-se a R$ 100 bilhões e envolvendo apenas 174 cidades.
Atrás da arapongagem
A Policia Federal abriu inquérito para apurar casos de arapongagem que vieram à tona durante a Operação Monte Carlo, quando e-mails, mensagens de celular e quebras de sigilo telefônico contra políticos foram descobertas. Entre os alvos, o senador Blairo Maggi e o ex-senador Demóstenes Torres (passou o réveillon em Paris). Também conversas de jornalistas conhecidos foram grampeadas e foi descoberta até uma tentativa de obter dados sigilosos de Dilma Rousseff. De acordo com as primeiras informações, os arapongas diziam prestar serviços para Carlinhos Cachoeira.
Presente
Acaba de sair publicada no Diário Oficial da União a aposentadoria de Ideli Salvatti, ministra da Articulação Política (ou Relações Institucionais) como senadora. Pelos oito anos que esteve no Senado receberá R$ 6,1 mil mensais. Como a aposentadoria começou a contar em maio do ano passado, ela receberá de uma vez só um retroativo, cerca de R$ 42 mil. E isso nada tem a ver com seu salário de ministra ou participante de algum conselho de estatal, o que sempre ajuda no orçamento domestico.
Dilma contra
A presidente Dilma Rousseff tratou de avisar à cúpula do PT que não apoiará, de maneira alguma, o projeto que regula os meios de comunicação e que não vai aderir a quaisquer propostas que restrinjam a liberdade de imprensa. O vice-presidente Michel Temer tem a mesma posição e o PMDB fará campanha contra o texto, nascido sob inspiração do ex-ministro Franklin Martins. Os petistas culpam a mídia pelas condenações dos mensaleiros e deverão tratar o projeto como prioridade no primeiro semestre de 2013.

Zenaldo fecha a lista e anuncia restante dos secretários

O prefeito de Belém Zenaldo Coutinho anunciou, nesta quarta-feira (2), os nomes que faltavam para completar o quadro de novos secretários municipais. Veja a lista completa com os 24 secretários: 

Antonio Alberto Taveira dos Santos (advogado) - Ouvidoria Geral do Município - OGM  
Sérgio de Amorim Figueiredo (administrador - Auditoria Geral do Município - AGM
Marco Aurélio Nascimento (promotor) - Secretaria Municipal de Economia - SECON  
Suely Azevedo (contadora) - Secretaria Municipal de Finanças - SEFIN  
Teresa Cativo - Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão - SEGEP João Cláudio Klautau (administrador) - Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão - SEGEP 
Thales Costa Belo (bacharel em direito) - Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer - SEJEL  
Leonardo Maroja (advogado) -Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos - SEMAJ  
Augusto César Neves Coutinho (advogado) - Secretaria de Administração - SEMAD 
Nelly Cecília Rocha (professora) - Secretaria Municipal de Educação - SEMEC  
Maria Cristina César Oliveira (advogada) - Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMMA Luiz Otávio Mota (engenheiro civil e sanitarista) - Secretaria Municipal de Saneamento - SESAN Joaquim Pereira Ramos (médico) - Secretaria Municipal de Saúde - SESMA
José Eduardo Beliche de Souza Leão (arquiteto) - Secretaria Municipal de Urbanismo - SEURB Sandro Augusto de Sales Queiroz (bacharel em direito) - Guarda Municipal de Belém - GBEL Fábio Haber (advogado) - Coordenadoria Municipal de Turismo -BELEMTUR 
Iran de Souza - Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura - COMUS 
Erick Pedreira (odontólogo) - Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (IPAMB  
Rosa Cunha (arquiteta) - Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém - CODEM  
Maisa Sales Gama Tobias (engenheira civil) - Companhia de Transportes do Município de Belém - CTBEL  
Nilda Paula (pedagoga) - Fundação Papa João XXIII - FUNPAPA   
Heliana da Silva Jatene (socióloga) - Fundação Cultural do Município de Belém - FUMBEL 
Ednei Sousa Calixto (comerciante)  - Agência Distrital de Mosqueiro - ADMOS  
Armando Tavares Da Silva - Agência Distrital de Icoaraci - DAICO
 
Além do anúncio, Zenaldo também assinou o decreto que estabelece um pacote de contenção de gastos a ser adotado por todos os órgãos. A medida, segundo ele, deve marcar a gestão pelos próximos quatro anos. 'Economia de Guerra. Esse é o tamanho do nosso desafio', explicou o Prefeito, que esclareceu ainda os cortes como necessários para assegurar o maior volume de recursos para a prestação de serviços públicos. 

De acordo com o Decreto 72.744, o número de assessores comissionados deve ser reduzido em 30%. Horas extras e gratificações ficam temporariamente suspensas para avaliação da necessidade municipal. Também estão vedadas diárias para viagens para fora da capital. Contratos de prestação de serviços e fornecimento de insumos e combustíveis serão revistos. Outro ponto destacado no decreto foi o serviço de telefonia, que sofrerá cortes de até 20%, além de energia elétrica, que deve ter economia de 10% com a adoção de horários para realização de serviços nas unidades administrativas da prefeitura. 

As principais secretarias envolvidas na aplicação e controle do pacote de contenção serão a de Planejamento, de Finanças e de Administração. Mas as medidas não devem atingir áreas consideradas prioritárias como saúde, saneamento e segurança. Segundo Teresa Cativo, titular da Secretaria Geral de Planejamento, a determinação não é linear. A estratégia é ter cuidado com o gasto público: 'Estamos integrados e unidos e vamos articular com todas as secretarias. Algumas terão que ser mais sacrificadas que outras', esclareceu a secretária. De acordo com o médico Joaquim Ramos, que assumiu a Secretaria de Saúde de Belém, novas contratações devem ser feitas nas equipes das unidades Saúde e Postos de Saúde da Família. 'Nós vamos fortalecer a atenção básica na periferia, para reduzir a procura pelos Pronto  Socorros do Guamá, da 14 de Março e o de Mosqueiro', explicou Joaquim Ramos.  (Portal ORM)

Leitorado: "Cânticos para Missa"

De Vicente Malheiros da Fonseca, sobre a postagem "Cantinho do Emir"-Aos clarões da Fé:

"Caro amigo e confrade Ércio Bemerguy,
Li no “Cantinho do Emir”, postado em seu conceituado Blog O Mocorongo, mais um belo texto poético do saudoso Emir Bemerguy: “Aos Clarões da Fé (Cânticos para Missa)”.

Até 1963, Wilson Fonseca (Maestro Isoca) havia composto 7 Missas com o texto latino, desde a Missa Mater Immaculata, escrita em 1951. A última foi a Missa a São Vicente, que meu pai me dedicou pelo transcurso de meu 15º aniversário natalício, na época em que morei em São Paulo, quando estudava no Conservatório Musical José Maurício, dirigido pelas irmãs santarenas Rachel e Gioconda Peluso.
Com a reforma litúrgica, na Igreja Católica, Isoca ainda compôs mais cinco Missas (Missa Nova, Missa Mocoronga, Missa Caminhar Juntos, Missa Breve e Missa de Votos Perpétuos), no período de 1969 a 1976, todas com textos em português, escritos por Emir Bemerguy. A Missa Mocoronga é uma adaptação de canções de autoria de Wilson Fonseca e José Agostinho da Fonseca, meu avô.
Nos anos de 1969 e 1970, eu compus a música dos Cânticos, agora publicados no Blog Mocorongo.
A peça foi denominada de “Missa Popular” e se compõe se 7 partes: Entrada, Kyrie, Hino de Meditação, Ofertório, Cordeiro de Deus (Agnus Dei), Comunhão e Hino Final. As letras do Kyrie e do Cordeiro de Deus (Agnus Dei) são as tradicionais (em português).
A Missa Popular era tocada nas missas celebradas pelo Padre Raul Tavares de Sousa, na Casa da Juventude, onde morei quando universitário do Curso de Direito, em Belém.
Essa peça também foi cantada na missa de Colação de Grau das Pedagogistas de 1970, no Colégio Santa Clara, de Santarém, de que faziam parte minha irmã Maria da Conceição e Maria Zuíla Lima Dutra, colega de magistratura trabalhista e esposa do jornalista Manuel Dutra.
Compus outras peças sacras, como a Ave Maria (dedicada ao Papa Bento XVI); O Círio (letra: José Wilson Malheiros da Fonseca); Procissão do Círio; A Corda do Círio; Círio da Conceição; In Verbo Tuo... (letra: Padre Manuel Albuquerque); Pater Noster; Para Minha Mãe (Quarteto de Cordas); Maria – Ave Maria dos Migrantes (Coro a 4 vozes mistas e Órgão de Tubo, vencedora no Concurso Nacional de Composição de Música Sacra, em 2010, promovido pela Paróquia Nossa Senhora de Boa Viagem, Igreja Matriz de São Bernardo do Campo - SP); Cânticos em Honra da Santíssima Trindade (letra: Padre Ronaldo Menezes – com 8 partes, baseadas na tradição da música gregoriana, ao estilo francês); Hino ao Espírito; e Pequeno Requiem (Quarteto de Cordas), além de diversos arranjos de obras sacras compostas por meu pai Wilson Fonseca e meu avô José Agostinho da Fonseca."