Novos tempos na TV Globo: depois de decidir não renovar o contrato
da atriz Joana Fomm, chegou a vez de Pedro Paulo Rangel, um dos ícones
da dramaturgia brasileira. O motivo dessa dispensa seria a falta de
interesse dos novos autores por atores e atrizes da velha guarda.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Nascimento de bebê real deve turbinar mercado infantil em mais de £1 bilhão
Já existem estudos sobre o efeito que o bebê do príncipe
William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton (foto), terá na indústria de moda infantil
britânica. Independente das marcas que serão escolhidas pelo casal para
vestir o próximo herdeiro do trono inglês, especialistas acreditam que o
resultado será positivo para todos.
O efeito “baby boom” do novo membro da família Windsor deverá
aumentar o faturamento total das marcas infantis em pelo menos £1 bilhão
por ano -cerca de R$ 3,5 bilhões.
Parada gay de Nova York celebra decisão da Suprema Corte
A Parada Gay de Nova
York (foto) comemorou ontem (30) a histórica decisão da Suprema Corte sobre a
constitucionalidade do casamento entre pessoas de mesmo sexo.
Edith Windsor, a viúva de 84 anos que originou esta decisão judicial, foi a estrela absoluta da festa e desfilou pela Quinta Avenida saudada por milhares de participantes do manifesto.
Edith Windsor, a viúva de 84 anos que originou esta decisão judicial, foi a estrela absoluta da festa e desfilou pela Quinta Avenida saudada por milhares de participantes do manifesto.
"No ano passado, dancei durante todo o desfile", declarou, recordando
que a passeata de 2012 celebrou o primeiro aniversário da legalização do
casamento gay no estado de Nova York. A Parada Gay de Nova York,
iniciada em 1970, celebrou neste domingo sua 44 edição.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou na quarta-feira uma controversa lei federal que definia o casamento como a união entre um homem e uma mulher, garantindo assim benefícios federais para o casal e abrindo caminho para a união gay na Califórnia, uma grande vitória para os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou na quarta-feira uma controversa lei federal que definia o casamento como a união entre um homem e uma mulher, garantindo assim benefícios federais para o casal e abrindo caminho para a união gay na Califórnia, uma grande vitória para os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Piqué diz que mereceu expulsão, e ri das provocações a Shakira
Piqué foi expulso após cometer falta em Neymar aos 22 minutos do segundo tempo
O zagueiro Piqué, da Espanha, considerou sua expulsão justa, aos 22
minutos do segundo tempo, na final da Copa das Confederações, neste
domingo, no Maracanã. O atleta do Barcelona, reconheceu a superioridade
brasileira no jogo, mas creditou também ao cansaço da semifinal contra a
Itália, como um dos fatores que contribuíram para o baixo rendimento da
equipe. - Não considero injusta a minha expulsão, foi merecida.
Muitos fatores pesaram para a nossa atuação. Principalmente, nosso
desgaste físico. Os primeiros 20 minutos de jogo, foi de muita pressão,
não conseguimos acompanhar o ritmo do Brasil. Eles merecerem o título -
disse o jogador.
Sua namorada, a cantora colombiana Shakira, acompanhou a final nas
arquibancadas do Maracanã, e foi alvo de muitas provocações dos
torcedores brasileiros, principalmente no momento da expulsão. O jogador
levou na esportiva e brincou com o fato. - Os torcedores brasileiros foram muito bem, fizeram uma linda festa - afirmou.
Shakira e a mãe (esquerda) de Piqué, ontem, no Maracanã
Shakira posa para fotos com Ivete Sangalo
Bruna Marquezine corre na ponte aérea para ver Neymar jogar no Maracanã
Ontem (30), de camisa da seleção brasileira, Bruna Marquezine teve que cortar um dobrado para tentar ver seu amado Neymar na final da Copa dos Confederações, no Maracanã. A atriz, que se apresentou, ao vivo, na "Dança dos famosos", direto de São Paulo, no fim da tarde, foi flagrada no aeroporto de Congonhas em clima de correria.
No momento do embarque, Neymar marcou um gol e Bruna tentou voltar ao saguão central do aeroporto para assistir o replay. Pelo visto o pensamento positivo de Bruninha deu sorte para a Seleção Brasileira.
Clonando Pensamento: "Povo não quer detalhes, quer solução"
"É preciso coragem para reconhecer que o povo não está nem aí para a
reforma política. O povão, quer dizer, o trabalhador, o estudante, o
baixo assalariado, não se interessam por esses detalhes. Talvez nem os
jovens que vem saindo às ruas para protestar, porque eles protestam por
valores muito mais concretos: o funcionamento dos serviços públicos, dos
hospitais, das escolas e universidades, o preço das passagens nos
transportes coletivos, a necessidade de se acabar com a corrupção, a
importância de botar os corruptos na cadeia, a abertura de novos
empregos, a contenção do custo de vida e demais reivindicações ligadas
ao dia-a-dia de cada um." (Carlos Chagas, jornalista)
Plano Real faz hoje 19 anos
Famoso por ter conquistado a tão sonhada estabilização da economia brasileira, o Plano Real completa 19 anos nesta segunda-feira, dia 1. Criado em 1994 pela equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, durante o governo Itamar Franco, a nova moeda conseguiu o que vários outros planos econômicos não alcançaram: debelar a hiperinflação.
Com a estabilização trazida pelo Plano Real, Fernando Henrique Cardoso conseguiu se eleger como presidente do País
Frango, pão francês e dentadura eram 'garotos-propaganda'
No lançamento do Plano Real, o governo lançou mão de três "garotos propagandas" inusitados: o frango, o pão francês e a dentadura. O objetivo era mostrar o poder de compra da nova moeda. Em 1994, por exemplo, com uma nota de R$ 1 era possível comprar 1 quilo de carne de frango ou 10 pãezinhos. A propaganda da carne de frango foi tão grande que o consumo anual subiu de 14 kg por pessoa, em 1994, para 40 kg, em 2008, segundo dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef).Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Weller, especialista em História Econômica, o êxito do Real se deve a três questões principais: liberalização comercial, câmbio estável e desindexação.
A liberalização comercial foi basicamente uma grande abertura do país ao capital estrangeiro. A medida veio acompanhada de uma taxa de câmbio estável, aumentou a concorrência aos produtos brasileiros e pressionou os preços para baixo.
Já a desindexação da economia consistiu em reduzir mecanismos de repasse automático da inflação, como os gatilhos salariais, que não permitiam que os preços se estabilizassem.
A inflação chegou a 916,46% no ano de 1994 e foi estabilizada em níveis baixos nos anos seguintes, mas não deixou de existir.
Entre 1994 e 2013, a taxa acumulada, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 332,33%. Alguns produtos, como o tomate, que se causou polêmica nas listas de compras no início deste ano, está no topo da lista dos produtos que mais subiram de preço: segundo o IBGE, o aumento acumulado é de 1.716,2% nos últimos 19 anos.
O preço das tarifas de ônibus urbano foi outro grande vilão, com alta de 684%. Em São Paulo, a tarifa subiu de R$ 0,50 em 1994 para R$ 3 atualmente.
Nem um dos componentes principais da dieta dos brasileiros subiu menos que a inflação. O feijão-carioca teve variação de 785,9% desde a criação do plano Real. Neste período, o salário mínimo subiu de R$ 64,79 para R$ 678, uma elevação de 1046,45%. Para Weller, mesmo com as recentes altas da inflação, o país não corre mais o risco de passar por uma nova hiperinflação. Isso porque a economia do País está mais inserida no conceito de economia de mercado.
Entretanto, o economista assinala que os protestos que têm tomado ruas recentemente são o primeiro sintoma de perda da "ilusão monetária".
"As pessoas perceberam que o ganho do salário nominal (sem descontar a inflação) nos últimos anos está sendo corroído pela inflação. Houve uma queda no salário real. E isso foi percebido rapidamente", afirma.
Longe da final, Dilma parabeniza seleção
Com a ausência da presidente Dilma Rousseff no Maracanã, foi o ministro
do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, quem entregou o troféu de campeão
da Copa das Confederações ao capitão da seleção brasileira, Thiago
Silva. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, também participou da solenidade.
| O presidente da Fifa, Joseph Blatter, cumprimenta Neymar observado de perto pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. |
Dilma, que foi vaiada na abertura da competição em Brasília, emitiu uma nota oficial para parabenizar a equipe nacional.
Antes da final, o presidente da CBF, José Maria Marin, tinha manifestado
a sua intenção de substituir a Dilma e fazer ele a entrega do troféu.
Na edição passada da Copa das Confederações, Btatter e o presidente da
África do Sul, Jacob Zuma, entregaram a taça para Lúcio, então capitão
da seleção na competição.
NOTA OFICIAL DA DILMA
"Neste dia histórico para o futebol brasileiro, envio meus parabéns a
todos os jogadores e à equipe técnica da nossa Seleção pela conquista do
tetracampeonato da Copa das Confederações.
Nesta campanha memorável, nossos atletas mostraram alegria,
criatividade, espírito de equipe e união que conquistaram todos os
brasileiros e proporcionaram ao mundo um grande espetáculo. Eu me somo
hoje a todos os brasileiros na comemoração dessa grande vitória".
Vale a pena ler: Se essas ruas fossem minhas, por Mary Zaidan
É incrível, inacreditável, mas o PT, antes de ser golpeado pela pesquisa Datafolha deste fim de semana, parecia estar conseguindo verter a seu favor a repulsa das ruas aos seus métodos e modos.
Como em um passe de mágica, a marquetagem oficial transformou as manifestações de milhões contra governos, políticos, os péssimos serviços públicos e a corrupção em um plebiscito que ninguém pediu e que só serve à presidente Dilma Rousseff e ao seu partido.
Com treinada desfaçatez, dizem que a consulta popular para a reforma política atende ao clamor das ruas – uma voz muda que só o Planalto ouviu.
O arcabouço para convencer as ruas que elas querem o que elas não pediram foi montado com tal requinte que até a pisada na bola da presidente, que se embananou ao lançar uma inconstitucional Constituinte exclusiva, pouco atrapalhou.
Na versão corrigida, Dilma, em sua extrema bondade, reservou ao eleitor o papel de protagonista. Ele poderá indicar o que prefere entre cinco questões que não frequentam os ônibus abarrotados ou as filas do SUS que o sacrificam no dia a dia. Isso no prazo recorde de dois meses. Uma maravilha da democracia moderna.
E ai de quem criticar.
Paralelamente, como as ruas não são mais suas, o PT decidiu atrair a juventude aliada para os gabinetes. Na quarta-feira, o ex Lula reuniu-se com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a União da Juventude Socialista, o Levante Popular da Juventude e o Conselho Nacional da Juventude.
No dia seguinte, a mídia governista estampou: “Lula assume papel decisivo na organização das manifestações em todo o país” (Correio do Brasil). Nem o Pravda faria melhor.
Na sexta-feira foi a vez de Dilma recebê-las. Agregou ao grupo de Lula a Pastoral da Juventude, a Marcha das Vadias e as ex-combativas UNE e Ubes.
“Houve um consenso em torno da proposta de reforma política por meio de plebiscito”, disse a secretária nacional da Juventude Severine Macedo, como se esse fosse o eixo dos protestos que tomaram conta do País.
Como os blogueiros pagos deixaram Dilma e o PT na mão, o governo correu para anunciar uma plataforma virtual, apelidada de Observatório Participativo, a fim de marcar presença nas redes sociais.
Dificilmente conseguirá êxito também nessa rede, mas garantirá mais alguns empregos para a turma aliada.
Todos reconhecem – PT, Dilma e seu marqueiteiro também - que as manifestações passam longe de uma consulta popular sobre reforma política.
A voz das ruas exige transporte público de qualidade, saúde e educação no padrão Fifa. Reivindica o fora Renan Calheiros, cadeia para os mensaleiros. Quer a Papuda para calar corruptos. E o PT sabe disso. Por isso mesmo prefere enganá-la.
(*) Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília.
EMIR BEMERGUY - UM SÁBIO!
Texto de Vicente José Malheiros da Fonseca
EMIR HERMES BEMERGUY (filho de Vidal Macedo Bemerguy e Raimunda Ribatejo Bemerguy) nasceu no Vale do Tapajós (Fordlândia, Pará), em 4 de março de 1933 e reside em Santarém há mais de meio século. Começou a estudar em Belterra (PA) e prosseguiu os estudos no Colégio Dom Amando (Santarém) e no Colégio Nazaré (Belém). Graduou-se em Odontologia (1956) e exerceu a profissão por 30 anos. Em 1958, casou-se com Berenice Maria de Souza Bemerguy – sua colega de turma na Universidade Federal do Pará – com quem teve seis filhos: Emir Filho, Vidal Antônio, Telma Suely (falecida), Márcia Regina, Lúcio Ércio e Lila Rosa, além de Socorro (adotiva), que lhes deram os netos Vitor, Maitê, Rafael, Marcos, Tiago, Telma, Mateus, Mauri e Maria Clara. Durante 25 anos exerceu o magistério nos Colégios Santa Clara e Dom Amando, ministrando aulas de Física, Química, Biologia, Higiene, Ciências Naturais, Puericultura, Francês e Português; e também foi professor de Estudos dos Problemas Brasileiros nas Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), em Santarém. Seresteiro, tocador de violão, apreciador da boa música e compositor, manteve por vários anos o programa “Poemas e Canções”, na Rádio Rural de Santarém. Dedicou-se ainda à literatura, como escritor e poeta. Escreveu inúmeras crônicas, contos, romances e possui mais de vinte livros de prosas e poesias (cerca de 700 poemas), quase todos inéditos. É autor dos livros “Aquarela Mocoronga” (1984), coletânea de poemas sobre a magia, as lendas, a natureza e aspectos humanos da vida santarena; “Diário de um Convertido” (2000); “Momentos Poéticos” (2007) e “Santarenices – Coisas de Santarém” (2010), estes últimos editados pelo Instituto Cultural Boanerges Sena e apoio da Prefeitura Municipal de Santarém (Governo Maria do Carmo Martins Lima). O seu quarto livro reúne crônicas escritas originariamente para o antigo Jornal de Santarém, no período de 1966 a 1998, inclusive os perfis de diversas personalidades da história da cidade, como Aloysio Melo, Osmar Simões, Francisco Coimbra Lobato, Wilson Fonseca (maestro Isoca, meu pai), Carlos Meschede, Everaldo Martins, Manoel de Jesus Moraes, Zeca BBC, Vicente Malheiros (meu avô materno) e outros. Foi organizador da “Antologia dos Poetas Santarenos”, edição comemorativa dos 337 anos de Fundação de Santarém (1661-1998), Prefeitura Municipal de Santarém – Coordenadoria de Cultura, Gráfica e Editora Tiagão, 1998. Há 30 anos escreve em jornais de Santarém (“Jornal do Baixo Amazonas”, “Hiléia Amazônica”, “Tapajós” e outros). Publicou artigos dominicais (mais de 700) no jornal “O Liberal”, de Belém, desde 1977, e foi colaborador dos Diários Associados.
É autor de uma dezena de composições próprias e de mais de uma centena de letras de músicas compostas por Wilson Fonseca (maestro Isoca), inclusive hinos de diversas instituições, como o Hino da Festa de N. S. da Conceição (1971). Em 1993, recebeu o “Troféu Felisbelo Sussuarana”, prêmio máximo da literatura santarena, concedido pela Associação de Poetas e Escritores do Oeste do Pará. Por muitos anos coordenou a comissão organizadora da Revista do Programa da Festa de N. S. da Conceição, onde escreveu numerosos artigos.
EMIR HERMES BEMERGUY (filho de Vidal Macedo Bemerguy e Raimunda Ribatejo Bemerguy) nasceu no Vale do Tapajós (Fordlândia, Pará), em 4 de março de 1933 e reside em Santarém há mais de meio século. Começou a estudar em Belterra (PA) e prosseguiu os estudos no Colégio Dom Amando (Santarém) e no Colégio Nazaré (Belém). Graduou-se em Odontologia (1956) e exerceu a profissão por 30 anos. Em 1958, casou-se com Berenice Maria de Souza Bemerguy – sua colega de turma na Universidade Federal do Pará – com quem teve seis filhos: Emir Filho, Vidal Antônio, Telma Suely (falecida), Márcia Regina, Lúcio Ércio e Lila Rosa, além de Socorro (adotiva), que lhes deram os netos Vitor, Maitê, Rafael, Marcos, Tiago, Telma, Mateus, Mauri e Maria Clara. Durante 25 anos exerceu o magistério nos Colégios Santa Clara e Dom Amando, ministrando aulas de Física, Química, Biologia, Higiene, Ciências Naturais, Puericultura, Francês e Português; e também foi professor de Estudos dos Problemas Brasileiros nas Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), em Santarém. Seresteiro, tocador de violão, apreciador da boa música e compositor, manteve por vários anos o programa “Poemas e Canções”, na Rádio Rural de Santarém. Dedicou-se ainda à literatura, como escritor e poeta. Escreveu inúmeras crônicas, contos, romances e possui mais de vinte livros de prosas e poesias (cerca de 700 poemas), quase todos inéditos. É autor dos livros “Aquarela Mocoronga” (1984), coletânea de poemas sobre a magia, as lendas, a natureza e aspectos humanos da vida santarena; “Diário de um Convertido” (2000); “Momentos Poéticos” (2007) e “Santarenices – Coisas de Santarém” (2010), estes últimos editados pelo Instituto Cultural Boanerges Sena e apoio da Prefeitura Municipal de Santarém (Governo Maria do Carmo Martins Lima). O seu quarto livro reúne crônicas escritas originariamente para o antigo Jornal de Santarém, no período de 1966 a 1998, inclusive os perfis de diversas personalidades da história da cidade, como Aloysio Melo, Osmar Simões, Francisco Coimbra Lobato, Wilson Fonseca (maestro Isoca, meu pai), Carlos Meschede, Everaldo Martins, Manoel de Jesus Moraes, Zeca BBC, Vicente Malheiros (meu avô materno) e outros. Foi organizador da “Antologia dos Poetas Santarenos”, edição comemorativa dos 337 anos de Fundação de Santarém (1661-1998), Prefeitura Municipal de Santarém – Coordenadoria de Cultura, Gráfica e Editora Tiagão, 1998. Há 30 anos escreve em jornais de Santarém (“Jornal do Baixo Amazonas”, “Hiléia Amazônica”, “Tapajós” e outros). Publicou artigos dominicais (mais de 700) no jornal “O Liberal”, de Belém, desde 1977, e foi colaborador dos Diários Associados.
É autor de uma dezena de composições próprias e de mais de uma centena de letras de músicas compostas por Wilson Fonseca (maestro Isoca), inclusive hinos de diversas instituições, como o Hino da Festa de N. S. da Conceição (1971). Em 1993, recebeu o “Troféu Felisbelo Sussuarana”, prêmio máximo da literatura santarena, concedido pela Associação de Poetas e Escritores do Oeste do Pará. Por muitos anos coordenou a comissão organizadora da Revista do Programa da Festa de N. S. da Conceição, onde escreveu numerosos artigos.
Artigo especial para o Programa da Festa de N. S. da Conceição, Santarém (PA), 2010. Desembargador Federal do Trabalho, Professor na Universidade da Amazônia (UNAMA) e Compositor.
É membro efetivo e vitalício da Academia de Letras e Artes de Santarém, na Cadeira nº 38, cujo patrono é o Bispo Dom Tiago Ryan, em sucessão ao Bispo Dom Lino Vombommel.
O poeta Emir Bemerguy é parceiro musical de três gerações da família Fonseca. De parceria com meu avô José Agostinho da Fonseca (1886-1945), Emir escreveu, em 1970, a letra da Canção do Forasteiro (samba) – adaptação da música O Relógio (parte integrante da revista teatral “Eu Vou Telegrafar”, de Felisbelo Sussuarana, de 1925); e a letra, em 1986, do schottisch Idílio do Infinito (1906), a primeira composição musical escrita em Santarém (PA).
Aliás, a Canção do Forasteiro foi cantada por mim, acompanhado do Conjunto “Os Mocorongos”, na gravação do LP “Santarém do Meu Coração” (6ª faixa do lado B), que registra músicas executadas na memorável “Semana de Santarém”, realizada no Theatro da Paz, em Belém (PA), em outubro de 1972. Confira no livro “José Agostinho da Fonseca – O Músico-Poeta” (Wilmar Dias da Fonseca), Imprensa Oficial do Estado do Pará, 1978, Belém/Santarém (PA), p. 152. Eram integrantes do Conjunto “Os Mocorongos”: Wilson Fonseca (piano), José Agostinho da Fonseca Neto (órgão e contrabaixo), Vicente Fonseca (violão), Djalma Vasconcelos (bateria) e Conceição Fonseca (ritmista).
E quanto ao Idílio do Infinito, transcrevo o registro que fiz na biografia que venho elaborando sobre meu avô José Agostinho da Fonseca: “A sua primeira composição, o schottish Idílio do Infinito (1906), foi executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, na Casa da Cultura, em Santarém (PA), em 17 de novembro de 2006, com arranjo orquestral elaborado por seu neto Vicente José Malheiros da Fonseca, especialmente escrito para comemorar o centenário desta peça, considerada a primeira música escrita na Pérola do Tapajós, durante o lançamento da coletânea ‘Meu Baú Mocorongo’ (Wilson Fonseca – Maestro Isoca), editada pelo Governo do Estado do Pará, data em que também ocorreu a inauguração, pela Infraero, do busto do seu filho no Aeroporto de Santarém (PA) – ‘Maestro Wilson Fonseca’ (Lei Federal nº 11.338, de 03.08.2006 – DOU 04.08.2006)”.
Emir Bemerguy escreveu diversos textos poéticos para músicas compostas por meu pai Wilson Fonseca (1912-2002), que se tornaram clássicos do cancioneiro santareno: Adeus, Vera-Paz; Cabocla Tapajônia; Canção da Vera-Paz; Curupira; Feira Santarena; Hino da Festa de N. S. da Conceição; Peixada na Praia; Quando Canta o Uirapuru; Saudade da Seresta; Sonho Predileto; Triunfal Consagração; Hino do Colégio Santa Clara e tantas outras.
Confrade na Academia de Letras e Artes de Santarém, Emir Bemerguy é também meu parceiro em 15 obras musicais, como autor de belos textos poéticos. A parceria se iniciou com a música Queixumes do Fim, que completou, em 2008, 40 anos. Na ocasião, universitário de Direito, eu estava em Santarém passando férias. Em seguida, veio a Missa Popular, tocada nas missas celebradas pelo Padre Raul Tavares de Sousa, na Casa da Juventude (onde morei quando universitário), em Belém. Foi cantada na missa de Colação de Grau das Pedagogistas de 1970, no Colégio Santa Clara, de Santarém, de que faziam parte minha irmã Maria da Conceição e Maria Zuíla Lima Dutra, colega de magistratura trabalhista e esposa do jornalista Manuel Dutra. [Compus outras peças sacras, como a Ave Maria (dedicada ao Papa Bento XVI); Cânticos em homenagem a Santíssima Trindade (letra: Padre Ronaldo Menezes); e Maria – Ave Maria dos Migrantes (Coro a 4 vozes mistas e Órgão), vencedora no Concurso Nacional de Composição de Música Sacra (2010), promovido pela Paróquia Nossa Senhora de Boa Viagem – Igreja Matriz de São Bernardo do Campo (SP)].
O Hino do Coral de Santarém tem parceria tríplice: Emir, Wilson Fonseca e eu. Fiz a introdução e a 1ª parte. Meu pai, o estribilho e o arranjo para coro. A Praça da Matriz é a quarta música de nossa parceria. Depois vieram o samba Jóia de Deus, o Hino das Olimpíadas do Colégio Dom Amando, Lenda da Vitória-Régia, Lenda da Mãe D’Água (estas duas cantadas pelo Coro Carlos Gomes, em Belém, sob regência da maestrina Maria Antônia Jimenez), a valsa Eliane (para os 15 anos da homenageada, filha de Wilmar Frazão, no Centro Recreativo), o samba-enredo Tempos de Criança (encomendado pelo artesão e cantor Laurimar Leal, dirigente da Escola de Samba Ases do Samba, para o carnaval santareno de 1978), o Hino ao Centenário do Theatro da Paz (dedicado ao maestro Waldemar Henrique, a quem entreguei a partitura para canto e piano; depois escrevi outros arranjos, inclusive para orquestra sinfônica) e a canção Saudade Perfumada (que subintitulei de Elegia para Telminha, sua filha).
Falemos um pouco da Praça da Matriz. Em 1975, o poeta Emir Bemerguy enviou-me um belo soneto, escrito em 1970. Seu título: Praça da Matriz. Compus então a marcha-rancho, gravada pelo cantor Ray Brito e o Conjunto Os Hippies (de Odilson Matos), onde tocava o meu irmão José Agostinho (Tinho). A música tornou-se muito conhecida em Santarém. Meu pai (Isoca) elaborou um arranjo, tocado pela Banda (atual Filarmônica) Municipal Prof. Agostinho. Desse arranjo sobraram apenas as partes individuais de alguns instrumentos, segundo me disse o primo João Paulo, filho de Wilde Fonseca (tio Dororó), dirigente da banda. Resolvi fazer outro arranjo para orquestra, ainda inédito. Elaborei diversos arranjos para a Praça da Matriz, um deles gravado em CD pelo Coral da FIT-Faculdades Integradas do Tapajós, sob regência da maestrina Ádrea Taiana Figueira Lopes.
Por ocasião dos 348 anos da fundação da Pérola do Tapajós (22.06.2009), como parte integrante da programação do Projeto Produção de Réplicas e Catalogação dos Prédios Históricos da cidade, realizado pelas Faculdades Integradas do Tapajós, foi afixada uma placa, na Praça da Matriz, que contém a letra e a partitura musical da Praça da Matriz, cantada pelo Coral da FIT. Não pude ir a Santarém, mas enviei um texto de agradecimento. Na verdade, a obra musical constitui homenagem do poeta e do compositor à secular Praça da Matriz de Santarém.
Na década de 70, já magistrado, toquei a Praça da Matriz na Banda Prof. José Agostinho, no coreto da praça, durante a Festa de N. S. da Conceição, em companhia de pedreiro, alfaiate, tratorista, biscateiro, pescador e outros operários humildes. Todavia, naquele grupo musical não estava o magistrado, mas o executante de sax-horn e barítono, todos sob a direção de meu pai e meu tio Dororó. Que saudade daquele tempo: ‘pedaços coloridos de uma vida’., como diz o belo poema de Emir. Naquela época, Emir me escreveu uma cartinha em que alertava: “Diz o Eclesiastes que, na vida ‘chega a hora para tudo’.. Percebo, encantado, que soou, nos relógios de Deus, o momento de o jovem e talentoso amigo ser acometido por uma bendita, crescente e incurável febre criativa, em termos de música! Não tome qualquer chá, nem se sujeite a benzeduras: deixe que a moléstia o envolva inteiramente, para o deleite de todos nós! ‘Praça da Matriz’.. Linda marcha-rancho!” Digo eu: lindo poema! Quando me recuperava de uma intervenção cirúrgica, em agosto de 2000, Presidente do TRT-8ª Região, duas coisas eu fazia todos os dias, em convalescência: a leitura do livro “Diário de um Convertido”, de Emir Bemerguy; e a audição da 9ª Sinfonia, de Beethoven, uma de minhas músicas preferidas (especialmente, o maravilhoso Adágio), agradáveis companhias, que certamente ajudaram na minha cura. Salve o grande poeta e parceiro Emir Bemerguy. Um sábio!
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VICENTE JOSÉ MALHEIROS DA FONSECA é desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, músico e compositor. É filho do saudoso Maestro Wilson Fonseca, o Isoca.
E aqui >Saudade Perfumada
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