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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Viva a Tia Nastácia, Viva a Mulata Globeleza

No site "O Antagonista"
O Antagonista estava assistindo a um programa na Rede Globo, quando passou um comercial da Mulata Globeleza. Foi então que surgiu a seguinte pergunta: por que a ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, não fala nada sobre o estereótipo politicamente incorreto da mulher negra requebrante e sensual -- com o seu corpo nu explorado como mercadoria -- e implica com a Tia Nastácia de Monteiro Lobato? Aliás, se for para levar a sério o politicamente correto, o termo "mulato (a)" é tão ou mais ofensivo do que "preto (a)".

Desconfiamos que é mais fácil chutar um autor morto do que uma emissora viva. Em todo caso, damos vivas à querida Nastácia e à escultural Mulata Globeleza.

Centrais sindicais protestarão contra mudanças em benefícios

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As seis maiores centrais sindicais do país promoverão amanhã (28) uma manifestação para pedir a revogação das medidas provisórias (MP) 664 e 665, anunciadas no fim do ano passado. As duas medidas alteram regras sobre pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego.

Durante o ato, que começará no Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, e seguirá em passeata, os representantes das centrais farão duas paradas (uma no prédio do Ministério da Fazenda e outra na Petrobras) para entregar um documento expressando a insatisfação dos trabalhadores.

De acordo com o secretário de Organização e Políticas Sindicais da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Francisco Pereira de Souza, o objetivo é discutir a defesa dos direitos e o emprego dos trabalhadores, porque, na avaliação das seis centrais sindicais, as medidas do governo vão causar prejuízos importantes para a sociedade.

Para o representante da Nova Central Sindical (NCTS), Luiz Gonçalves, é preciso que o governo não apenas minimize os efeitos das MPs para os trabalhadores, mas também atender às reivindicações feitas há muito tempo. "São documentos que estão protocolados desde o momento da campanha eleitoral."

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, acha que as medidas prejudicarão, não somente os trabalhadores, mas a economia do país. "Quanto mais renda e consumo, mais a indústria trabalha e há geração de empregos. Queremos dar uma resposta ao governo de que as MPs prejudicam o desenvolvimento do país. Faremos o possível para que o governo modifique as propostas."

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, destaca que é preciso resgatar um compromisso de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Ela disse que não faria ajustes na produção industrial ou nos direitos trabalhistas. Para Nobre, as medidas empurrarão o país para uma crise econômica.

O secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, explicou que o protesto é preparatório para uma grande manifestação no dia 26 de fevereiro. "Não vamos aceitar calados que se estabeleça uma política econômica que vai levar o país a uma paralisação. As MPs são restritivas e a consequência é a demissão [de trabalhadores]."

O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Álvaro Egea, ressaltou que não é possível o Brasil continuar no caminho do desenvolvimento e valorização do emprego com a política anunciada pelo governo. "O governo foi capturado pela política derrotada nas urnas. É uma contradição muito grande. Não só os trabalhadores, mas há setores do governo e empresários que também discordam. Não vamos aceitar que, para recuperar a economia, coloque-se em primeiro lugar o interesse do capital financeiro", afirmou. (Brasil 247)

Marta volta a criticar Dilma

WILSON DIAS-ABR                 :
Após forçar um racha com o PT por ambições eleitoreiras em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, a ex-ministra Marta Suplicy volta a criticar o governo Dilma Rousseff: “Se tivesse havido transparência na condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro”. 
Leia aqui > O diretor sumiu

Carvalho: 'Querem nos levar aos tribunais'

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Em encontro com militantes petistas na noite de ontem, o ex-ministro Gilberto Carvalho saiu em defesa do ex-ministro José Dirceu. Citado recentemente na Operação Lava Jato e condenado na AP 470, ele afirma que as acusações contra Dirceu seriam uma tentativa da oposição de criminalizar o partido e impedir a volta de Lula em 2018.

“Eles querem nos levar para as barras dos tribunais. O envolvimento do Zé (Dirceu) agora de novo é tudo na mesma perspectiva. E a leitura que se impõe diariamente na cabeça do nosso povo é essa de que a corrupção nasce conosco e por isso não temos condição de continuar governando o país”, disse.

“Tem uma central de inteligência disposta a fazer o ataque definitivo ao Partido dos Trabalhadores e nosso projeto popular. Não vamos subestimar a capacidade deles para nos criminalizar, nos identificar com o roubo, para nos chamar de ladrão, para tentar impingir em nós uma separação definitiva em relação à classe média, para tentar nos isolar e inviabilizar em 2018 a candidatura do Lula, seja politicamente, seja judicialmente”, acrescentou.

Quanto ao suposto conluio de empresas para desviar dinheiro público, ele afirmou que “são empresas que se unem e corrompem funcionários de uma estatal para auferir lucros, fazer lavagem de dinheiro. A contribuição política é apenas um pequeno capítulo do grande crime que é todo o processo do acerto entre as empresas que fazem seu cartel, como fizeram no metrô em São Paulo e fazem na Petrobras”, disse.

Aprovação de Bruna Cancela não é irregular, diz MP

De acordo com nota enviada nesta segunda-feira (26) pelo Ministério Público do Estado, a estudante Bruna Cancela, aprovada no curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa), está apta a assumir a vaga na instituição.

Para a promotora de Justiça de Educação, Maria da Graça Cunha, "a UEPA seguiu as normas do edital para os cotistas", afirma. "Os critérios adotados pela Uepa foram definidos por meio do Edital nº 039/2014/Uepa/Prosel. Critérios esses aprovados pelo Conselho Universitário da Uepa (Resolução nº 2.719/2014, de 18/6/2014) e ratificados por seus órgãos superiores: Pró-Reitoria de Graduação e Reitoria", pondera Graça Cunha.

"Com base nos princípios constitucionais que estabelecem a autonomia das universidades e da Lei de Diretrizes Básicas (LDB), a Uepa estabeleceu esses critérios que podem ser aperfeiçoados no futuro", disse a promotora, através da nota enviada. "Portanto, do ponto de vista legal, todos os que se inscreveram e comprovaram a condição de bolsistas na rede privada de ensino, estão aptos a assumirem as vagas", conclui Graça Cunha.

Em nota, a UEPA tornou a dizer que não há nenhuma irregularidade na aprovação da estudante, que ressaltou que a universidade adotou dois critérios para as cotas sociais: ou o candidato deveria ter cursado integralmente o Ensino Médio em Escolas da Rede Pública ou ser bolsista integral da Rede Privada - ambas localizadas no Estado do Pará.

Aluna
Bruna Cancela é filha de um dos sócios de uma escola e curso preparatório particular de Belém e concorreu como cotista, por ter sido bolsista na escola onde concluiu o ensino médio.
Mais aqui > Mãe de cotista desabafa sobre polêmica.

Plano de saúde de servidores federais vai aumentar 16% este ano

Funcionários do Executivo federal pagarão 16% a mais pela contribuição da Geap, o plano de saúde que atende à categoria. Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), o Ministério do Planejamento foi procurado com pedido para aumentar a participação da parte patronal e aliviar o reajuste para os servidores. Mas a pasta informou que não seria possível, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ainda falta definir o mês em que virá o aumento.

O financiamento do plano de saúde tem três fontes. Duas delas dos servidores: a contribuição mensal e a participação nos serviços prestados. E uma contribuição do governo. Vice-presidente executivo da Anasps, Paulo César Regis de Souza alega que a parcela do governo não tem sido reajustada. “Corresponde hoje a 21% do plano, quando há dez anos era 35%”, afirma.

Em documento enviado à associação, a Secretaria de Gestão Pública informou que “a majoração de benefícios obedece a algumas regras, dentre as quais aquelas inseridas na chamada Lei de Responsabilidade Fiscal”. Explicou ainda que vai trabalhar por melhores condições para os servidores, alegando que “está ciente da necessidade do incremento nos valores desse benefício, o que será, na oportunidade, objeto de revisão”.  (O Dia)

Delação: um estímulo ao roubo

A delação premiada não é um privilégio do país. É um estímulo aos ladrões, porque roubam e ainda participam do lucro daquilo que roubaram. É a mesma coisa que uma quadrilha que assaltou um banco. Os criminosos roubam milhões de reais, e um deles resolve delatar os outros. Esse ladrão leva 2% do dinheiro roubado, só porque denunciou a quadrilha. Isso só pode ser estímulo a futuros ladrões. Ladrão não é só funcionário da Petrobras. Ladrão pode ser funcionário de outra empresa. O delator premiado, se for funcionário da Petrobras continua recebendo salário? Ele tem proteção? A família dele tem proteção? Continua recebendo os benefícios? (Jornal do Brasil)

‘Mais que sim’, diz idosa de 90 anos após sete décadas de ‘noivado’

Juntos há mais de sete décadas, o casal Davi Bitencourt, de 103 anos, e Maria Poutrole, de 90, oficializaram a união após todos esses anos de “noivado” nesta segunda-feira (26), em Tatuí (SP). Em frente ao juiz, os dois confirmam a vontade de oficializar a união.

Aparentemente ansiosos, os noivos chegaram ao cartório de registro civil sem atraso. Para um dos dias mais importantes da vida do casal, o aposentado Davi estava bem elegante, usando um paletó branco e gravata. Já a noiva escolheu usar um colar de pérolas e uma bolsa dourada para dar um charme especial à roupa branca. Depois do sim, David comemorou: “Estava esperando por isso há 70 anos.”

O que chamou a atenção dos convidados foi o momento da confirmação do casal. Como o noivo tem problemas de audição, Maria deu uma ajuda ao futuro marido sussurrando a resposta “sim” nos ouvidos dele. Já no momento dela não havia dúvidas: “Mais que sim (risos)”, exclamou.

Há 70 anos...
Enquanto aguardava para se casar, Maria lembrou de como os dois se conheceram. De acordo com a noiva, foi por causa do trabalho e falaram-se por telefone durante três anos antes do primeiro contato pessoalmente. Quando finalmente se viram foi a amor à primeira vista, revela Maria. “Tinha que passar a cotação do algodão todos os dias para ele, que era do sindicato. Ele era o presidente. Pessoalmente foi emocionante, porque não conhecia, só conhecia a voz e não a pessoa. Quando conheci a pessoa foi um encantamento total”, afirma.

Questionada sobre o segredo de manter um relacionamento por tanto tempo, a aposentada lembrou-se de uma simples palavra: “Perdoar.”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ives Gandra se posiciona contra regulação da mídia

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Para o jurista Ives Gandra, um dos mais respeitados do país, o projeto de regulação econômica da mídia, defendido pelo governo Dilma Rousseff é uma tentativa de calar a imprensa. Leia abaixo:

Agora que começamos a descobrir como agiu o governo no escândalo do petrolão, fala-se de novo em "controle social da mídia"

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, pretende discutir o controle da imprensa no Brasil, mas diz que não do seu conteúdo, visto que a Constituição assegura a liberdade dos meios de comunicação.

Reiterando posições do presidente de seu partido, Rui Falcão, de que a imprensa precisa ser "democratizada" e que a concentração de capital no controle de jornais e canais de TV macularia tal liberdade, sustenta que a diluição desse controle entre outros participantes levaria a uma imprensa "mais democrática".

À evidência, não faz menção ao controle governamental da imprensa oficial, com conteúdo definido exclusivamente pelo governo. A imprensa oficial não desvenda os porões e as podridões do poder. Só a imprensa livre o faz e, quando o faz, surgem ideias semelhantes às dos que advogam uma "democratização conduzida" dos meios de comunicação, como na Argentina ou na Venezuela. Sabe-se o que ocorre. Os governos financiam grupos dóceis.

Basta ver o que aconteceu com o principal canal de TV da semiditadura venezuelana e o que a presidente Cristina Kirchner tem feito com o jornal "Clarín", exclusivamente por terem mostrado, na Venezuela, a violação de direitos fundamentais e, na Argentina, o fracasso econômico do governo.

Na mesma linha, o governo tentou, com os denominados conselhos populares, criar um poder paralelo ao do Congresso Nacional.

Com eleições teleguiadas por correligionários para definir políticas para os esclerosados 39 ministérios, no melhor estilo de conselhos semelhantes existentes em algumas ditaduras e semiditaduras com as quais o governo tem estreitas relações e a presidente Dilma Rousseff, principalmente com a ditadura cubana, particular afinidade.

À evidência, as últimas eleições demonstraram uma fragilização do PT, com uma presidente eleita por estreita margem de votos e por 38% dos eleitores inscritos --62% dos eleitores não votaram na presidente. Há muito o partido perdeu suas raízes de defensor da ética, quando na oposição, convivendo hoje com o maior assalto público ao dinheiro do contribuinte.

São bilhões de reais desviados, por culpa (omissão, negligência ou imperícia) ou por dolo (fraude ou má-fé), beneficiando correligionários e aliados, durante pelo menos dez anos, seja no caso do mensalão, seja no do petrolão.

E a imprensa teve papel fundamental neste desventrar, ao lado da Polícia Federal e do Ministério Público --órgãos que não prestam vênia ao poder--, o maior escândalo da história do Brasil.

O petrolão será examinado pelo Judiciário, pois no mensalão já houve decisão. Causa, todavia, particular estranheza que, neste momento, em que o povo começa a descobrir como agiu o governo por culpa ou dolo, não faço avaliação prévia, no desvio do dinheiro público, venha-se novamente falar em controle indireto da imprensa, por meio do controle das direções dos jornais.

Não conheço o ministro Berzoini, embora conheça Rui Falcão, de quem sempre tive boa impressão. Entendo que a liberdade de imprensa é, todavia, cláusula pétrea da Constituição Federal, por dizer respeito ao mais sagrado direito de uma sociedade de ser informada da verdade, não pelos detentores do poder, mas pela imprensa livre.

Não podem, portanto, serem modificados os fundamentos do "caput" do artigo 220 da lei suprema. Além de não ser o momento de discuti-los, fica-se com a impressão que o governo, em conjuntura delicada, na qual se examina sua moralidade, pretende calar a imprensa.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 79, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra

AABA em sede própria

Sábado (24), com a presença de grande número de seus associados (aposentados e pensionistas) e convidados, foi inaugurada a sede própria da Associação dos Aposentados e Pensionistas do BASA (AABA). Na ocasião, vários oradores enalteceram a personalidade de Francisco José de Menezes Erse que, em sua gestão como presidente da entidade, adquiriu o imóvel localizado na Rua Presidente Pernambuco, entre Arcipreste Manoel Teodoro e Gentil Bittencourt. Um quadro com a foto do homenageado foi colocado na parede da sala onde funcionará a presidência da AABA, o que muito sensibilizou os familiares do saudoso Erse - sua esposa, seu filho Alcyr e  filhas. Discursaram: o presidente da AABA, Agildo Monteiro Cavalcante, Alcyr Meira (presidente da Academia Paraense de Letras), Alcyr Erse, Maria do Rosário (presidente da Unicrevea) e Madson (presidente da Casf). Após a solenidade, aos presentes foram servidos refrigerantes, sucos, salgados e doces.
Também marcou presença, o presidente da AEBA, porém, do BASA e da CAPAF, nenhum representante.
As fotos abaixo foram tiradas por este blog:
A foto de Francisco Erse
A esposa e o filho de Erse com os diretores da AABA: Agildo, Sirotheau e Alpheu
A sede própria
 Alcyr Meira
 Olinto e Alberto Puty
 Carlitinho e Chico Conte
 Elzira e Ismael
 Miguel Carneiro, associado que custeou todas as despesas para revitalização do imóvel e aquisição de móveis novos para a sede da Aaba
 Maria do Rosário, presidente da Unicrevea
 Madson, presidente da Casf
As recepcionistas