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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Jornal O Estado de São Paulo indica o Marajó como passeio imperdível

No Pará
Belém se firmou como polo de gastronomia no Brasil. Fora da região metropolitana, a Ilha de Marajó, na pequena cidade de Salvaterra, a três horas de barco de Belém, é um canto peculiar da Amazônia. É a maior ilha do Brasil, com 40 mil km², no tríplice encontro dos rios Amazonas e Tocantins com o Oceano Atlântico. Na Praia do Goiabal, você pode deitar à beira-mar, montar na garupa de búfalos, navegar de canoa em rios e riachos ou mesmo observar tucanos, saguis, pica-paus e guarás, pássaro vermelho da região. Não deixe de provar o açaí in natura, sem açúcar, consumido com farinha de tapioca e peixe seco. Ah, a época menos molhada para visitar o Pará é entre julho e setembro (anote bem essa informação!). O roteiro completo você confere nesta reportagem, premiada pela Secretaria de Turismo do Pará.

Falta bambu

Por Vera Magalhães - Estadão
Depois de um dia de périplo por seis gabinetes nos diferentes lados da Praça dos Três Poderes e prédios adjacentes, é possível dizer que é unanimidade em Brasília a constatação de que, uma vez enterrada a denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva, Rodrigo Janot não terá elementos nem ímpeto para disparar novas flechas na direção do presidente. Acabou o bambu, reconhecem até aqueles de alguma maneira próximos ao procurador-geral.

“Esqueça isso. Não vem mais nada dali, para haver novas denúncias teria de haver novo conjunto probatório, e não há. E se, para marcar posição, ele apresentar novas denúncias, passa a correr sério risco de uma queixa-crime”, aposta um ministro. O mesmo raciocínio, sem o rancor em relação a Janot, foi ouvido pela coluna no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público Federal. Uma denúncia contra o presidente é medida extrema e não desejável, raciocina um procurador. Por isso mesmo, a Constituição estabeleceu dificuldades para que seja acolhida e não vire algo trivial. Para ser apresentada, tem de ser consistente, aponta. Ou seja, mesmo na vizinhança de Janot já se admite que o gato subiu ao telhado.

Moro põe Lula no banco dos réus mais uma vez

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais uma vez no banco dos réus. O juiz federal Sérgio Moro aceitou ontem, 1, a denúncia do Ministério Público Federal contra o petista por corrupção e lavagem de dinheiro nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo.Esta é a terceira denúncia contra Lula que Moro recebe. Ao todo, na Lava Jato e também nas Operações Zelotes e Janus, o ex-presidente Lula é réu em seis ações penais. Na ação do caso triplex, o petista foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9 anos e 6 meses de prisão.

Também se tonaram réus outros 12 investigados, entre eles o empresário Emilio Odebrecht, patriarca da empreiteira, e o advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira. São acusados os executivos Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Marcelo Bahia Odebrecht, Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, todos da Odebrecht, Paulo Roberto Valente Gordilho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, todos da OAS.

Rogério Aurélio Pimentel, segurança do ex-presidente, Fernando Bittar, apontado pela defesa do petista como verdadeiro proprietário do sítio, e o pecuarista José Carlos Costa Marques Bumlai completam a defesa.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pesquisa: Lula na frente

O levantamento da Paraná Pesquisas feito nos 25 Estados mais o Distrito Federal quis saber em quem os brasileiros votariam se as eleições fossem hoje e o ex-presidente Lula aparece na frente com 25,8%. Em seguida vem Jair Bolsonaro (18,7%), João Dória (12,3%), Joaquim Barbosa (8,7%), Marina Silva (7,1%), Ciro Gomes (4,5%) e Álvaro Dias (3,5%). 15,7% dos eleitores não votariam em nenhum.
Em outro cenário
No mesmo levantamento feito pela Paraná Pesquisas só que com Geraldo Alckmin que aparece em quarto com 7,3%, o ex-presidente Lula continua na frente com 26,1%, seguido por Jair Bolsonaro (20,8%), e Joaquim Barbosa (9,8). Marina Silva aparece em quinto lugar com 7%, seguida por Ciro Gomes (4,5%) e Álvaro Dias (4,1%).
Venceria no segundo turno
A Paraná Pesquisas também fez um levantamento para saber como seria o segundo turno entre o ex-presidente Lula e seus principais adversários e ele venceria todos. Contra Jair Bolsonaro, que teria 32,3%, ele teria 38,7%. Contra Marina Silva (29%), Lula teria 36,3%; com Doria 32,2% e Lula 38,5%; com Joaquim Barbosa, Lula teria 37,1% contra 31,1% e contra Geraldo Alckmin (26,9%), o ex-presidente teria 39%.
Mais rejeitado
O levantamento da Paraná Pesquisas ainda mostra que o ex- presidente Lula ainda é o mais rejeitado, ou seja, perguntando em quem eles não votariam para presidente ele aparece 55,8%. Geraldo Alckmin vem em seguida com 54,1%; Jair Bolsonaro teria 53,9; Ciro Gomes (50,2%); Marina Silva (49%), Joaquim Barbosa (42,3%), e João Doria (42,2%).

Neymar pode embolsar mais de R$ 229 milhões somente nesta semana

 Rindo à toa
Se tudo ocorrer como o planejado, esta semana deverá ficar marcada para Neymar como a mais lucrativa da carreira dele até agora. Isso porque o jogador recebeu nesta segunda-feira cerca de € 26 milhões (R$ 96,1 milhões) referentes a uma comissão a que tinha direito pela última renovação com o Barcelona, negociada no segundo semestre de 2016.

E como tudo indica que já nesta terça-feira ele vai assinar um novo contrato com o Paris Saint Germain, ocasião em que rebecerá um cheque de outros € 36 milhões (R$ 133 milhões) em luvas, seu faturamento total somente com salários vai ser de € 62 milhões. Some-se a isso os mais de US$ 22 milhões (R$ 68,7 milhões) que o ex-craque do Santos embolsa por ano fora dos gramados como garoto-propaganda de marcas como Nike, Gillette e Panasonic, e é possível dizer que são grandes as chances dele destronar Cristiano Ronaldo e se tornar o atleta mais bem pago do mundo, título que atualmente pertence ao português.

Bruna fala sobre separação 
 
Bruna Marquezine falou pela primeira vez sobre o término de seu relacionamento com o jogador de futebol Neymar. Capa da revista Cosmopolitan, a atriz desmentiu os boatos que cercaram o fim do namoro. 

''Eu não fui pedida em casamento e também não foi por causa do corte de cabelo dele'', disse. ''Todos os sites erraram, nenhum deu o motivo certo. Até porque, não precisa ter um motivo''. 

A confirmação do fim do namoro foi feita pelo jogador durante um evento em São Paulo, no final de junho. Segundo ele, o rompimento teria acontecido de forma amigável. ''Ela é uma menina que admiro muito, torço muito pela felicidade dela, não só pessoal como profissional''.  

À época, rumores indicavam que a separação teria sido motivada por um pedido de casamento feito pelo craque, ao que Bruna teria declinado. 

Apesar disso, Bruna, de 21 anos, demonstrou, na entrevista, o interesse de formar uma família e ter filhos. ''Sonho muito em ser mãe. Desde pequena eu era aquela criança que dizia que ia ter filhos e tenho a sensação de que serei mãe jovem. Eu preciso de um relacionamento para isso. Talvez não um casamento, mas um compromisso estável. Não quero produção independente, não''. 

Esta é a terceira vez que o casal Brumar rompe o relacionamento. Os dois começaram a namorar em 2012 e desde então 'terminaram' o namoro em 2013 e em 2015. Em 2016, eles voltaram a serem vistos juntos durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O estado de espírito da população

Editorial - Estadão
O Ibope divulgou na semana passada o resultado de uma nova pesquisa de opinião realizada a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre “as eleições, o comportamento do consumidor, a política e a economia do País, entre outros temas”. Nenhum dado novo ou surpreendente foi apresentado, mas algumas informações reveladas pelo instituto de pesquisa ensejam uma análise mais cuidadosa.

O presidente Michel Temer continua com alto índice de desaprovação popular. De acordo com a pesquisa, apenas 5% dos brasileiros consideram seu governo “ótimo” ou “bom”. Para 70% dos entrevistados, o governo é “ruim” ou “péssimo”. E para 21%, apenas “regular”. Questionados se confiavam ou não no presidente da República, apenas 10% dos entrevistados disseram que sim.

O resultado negativo já era esperado porque a pesquisa foi feita em meio ao debate no Congresso acerca da admissibilidade da denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro oferecida contra o presidente Michel Temer pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tendo como base, exclusivamente, o conteúdo da delação mais do que premiada do sr. Joesley Batista, um dos controladores da J&F e criminoso confesso.

Além disso, o período de tomada das opiniões coincide com a divulgação dos estudos da equipe econômica sobre o aumento de impostos sobre os combustíveis – o que, de fato, ocorreu no último dia 20 – como uma das medidas de ajuste para o cumprimento da meta fiscal.

Também não se pode perder de vista que a impopularidade do presidente Michel Temer é resultado das fundamentais medidas de ajuste fiscal para recuperar um país completamente quebrado por sua antecessora. Justamente por não ser candidato a qualquer cargo nas eleições de 2018, Temer pode se dedicar a uma agenda de reconstrução absolutamente necessária.

A reversão do quadro de recessão econômica sem precedentes na história recente impõe a tomada de decisões duras, não raro impopulares, como o referido aumento de impostos, a revisão de investimentos, o contingenciamento de despesas e, sobretudo, a aprovação das reformas trabalhista, já sancionada, e previdenciária, em discussão no Congresso.

A pesquisa Ibope/CNI revela muito mais o estado de desencanto dos brasileiros com a política em geral do que opiniões refletidas a partir da análise de dados objetivos, que mostram que há um processo de recuperação em andamento no País.

Pela primeira vez desde 2013, a taxa básica de juros caiu para um patamar abaixo de 10% ao ano, sendo fixada em 9,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Entretanto, curiosamente, ao serem questionados pelo Ibope sobre a atuação do governo em relação à taxa de juros, 84% dos pesquisados disseram desaprová-la.

O mesmo porcentual de desaprovação foi observado em relação às ações de combate ao desemprego. A mais recente pesquisa do IBGE mostrou o primeiro recuo da taxa de desemprego desde 2012.

O resultado também é paradoxal no quesito referente às ações de combate à inflação, projetada em 3,6% para este ano e abaixo, portanto, da meta de 4,5%. A maioria dos pesquisados – 77% – disse desaprovar as ações do governo para reduzir a inflação.

A atuação de Michel Temer no combate à violência urbana também foi objeto da pesquisa Ibope/CNI. Para 84% dos entrevistados as ações do governo federal são insuficientes para a redução dos índices de criminalidade. O fato de a responsabilidade pela segurança pública ser dos governadores dos Estados passou ao largo do discernimento de pesquisadores e pesquisados.

A irritação da sociedade é compreensível diante da vasta sucessão de desvios morais e financeiros que são revelados dia sim, outro também. O Brasil vive momento de profunda angústia e perplexidade por ter descoberto na própria carne a catastrófica falência de uma proposta populista que afundou o País na desesperança do crescimento, na desilusão da política e no pântano moral da corrupção. O ceticismo e a descrença marcam hoje as reações dos brasileiros, antes tão cheios de esperanças.

Talvez seja para esse importante tema que os institutos de pesquisa devam dirigir suas consultas.

Tatuagem de deputado Wladimir Costa com nome de Temer é de henna, diz tatuador

O amor eterno de deputado Wladimir Costa (SD-PA) por Michel Temer pode sair com água e sabão. Pelo menos é o que acredita o tatuador Frederick Nacimento, que tem 25 anos de profissão e é um dos precurssores da tatuagem de henna para o Brasil. Costa contou ao Estado sobre a tatuagem nesta segunda-feira, 31.

Mais conhecido como Lico, Nascimento acordou com uma série de ligações e marcações em sua página no Facebook, nesta segunda-feira, 31. O motivo: o deputado que apareceu com "Temer" tatuado no braço disse que fez a obra em um estúdio chamado "Mundo da Tatoo", nome do estúdio do Lico, em Brasília. "Não, não fiz. Eu conheço uma tatuagem de hena de longe. É só você ver pela foto. Tem uma mancha na letra "r", um borrão... Não tem como ser de verdade. Acho que vocês nunca mais vão ver o deputado sem camisa".

O tatuador diz ainda que se houver uma empresa com o mesmo nome da sua, vai à justiça. "Se esse senhor tiver divulgado em algum lugar nosso nome iremos procurá-lo e exigiremos uma retratação imediata", afirmou.

Conhecido pelas polêmicas que lançou durante a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a respeito da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal diz ter decidido marcar para sempre o apoio a Temer. O parlamentar afirma ter feito uma tatuagem no ombro direito com o nome do presidente, a qual afirma ser permanente. "Paraense não é de se arrepender não", disse Costa.

A tatuagem, finalizada na última sexta-feira, 28, teria custado R$1,2 mil em seis vezes no cartão, segundo o parlamentar. Ao Estado, ele disse que a tatuagem não é de henna - e que "só conhece tatuagem com agulha na pele". A reportagem não encontrou um estúdio com esse nome no Pará.

"Se eu encontrar com o deputado, vou cobrar essa conta", brinca o tatuador. "Mas eu posso garantir que ele está mentindo. É henna", afirma Nascimento.

'É real'. Wlad, como o deputado gosta de ser chamado, continua afirmando que a tatuagem é real. "A tatuagem é pra sempre, de verdade. Se algum tatuador diz que não é, ora, é porque é tatuador de fundo de quintal". O deputado ainda afirma que tem seis tatuagens pelo corpo. "Uma delas é íntima, com o nome da minha esposa".

Questionado sobre onde teria feito a tatuagem, o deputado diz que foi em Belém, em no estúdio "Mundo da Tatoo", com um tatuador chamado Edmilson. A reportagem pediu o contato do tatuador e do estúdio, mas o deputado disse que estava em" outro celular". "Eu também gravei uma entrevista com esse tatuador. Não está comigo agora, está em outro celular, mas quando eu encontrá-la vou divulgá-la", disse. (No Estadão)

Moro e os políticos

Editorial - Folha de SP
Há um tanto de imprecisão —ou, talvez, de estratégia— nas críticas do juiz federal Sergio Moro às "autoridades políticas brasileiras", que a seu ver dedicam pouca ênfase ao combate à corrupção.

"Fica a impressão de que esta é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes", lamentou o magistrado de Curitiba, em entrevista a um consórcio internacional de jornalistas publicada pela Folha no domingo (30).

Como Moro decerto não ignora, acusações de desmandos, reais, presumidos ou infundados, e campanhas pela moralidade estão entre as armas mais antigas e eficazes da disputa política no país.

Um marco histórico, que data dos anos 1950, é a ofensiva da UDN sobre o derradeiro governo de Getúlio Vargas; nos anos 1980 e 1990, o PT apoderou-se da estratégia, a ponto de ser apelidado de "UDN de macacão" pelo ora aliado, ora adversário Leonel Brizola (PDT); com os petistas no poder, a oposição à direita retomou a bandeira.

Em tempos democráticos, tais pressões, mesmo quando meramente oportunistas e interesseiras, podem produzir resultados virtuosos —um presidente, Fernando Collor, foi deposto; comissões parlamentares de inquérito apuraram escândalos como os dos anões do Orçamento e do mensalão.

Para além dos feitos episódicos, o apelo da luta contra a corrupção proporcionou avanços institucionais dos mais relevantes.

Entre eles, um Ministério Público tido como exemplo mundial de independência e amplitude de atribuições; mais recentemente, a lei que multiplicou os acordos de delação premiada, uma das respostas políticas à onda de manifestações populares de 2013.

Sem ambos, dificilmente estaria em andamento a Operação Lava Jato que consagrou Sergio Moro.

Esta criou um cenário inédito em que governo e oposição são alvos simultâneos de inquéritos e denúncias —e que, agora sim, dá algum fundamento às preocupações externadas pelo juiz.

Parece exagerado, a esta altura, o temor quanto a um acordo legislativo que embarace investigações ou proporcione anistia às autoridades sob suspeita. Os condutores da Lava Jato, que souberam mobilizar a opinião pública contra retrocessos do gênero, deparam-se agora com desafios outros.

Decorridos mais de três anos desde o início da operação, os policiais, procuradores e juízes citados por Moro enfrentam nesta etapa a dificuldade prática de encontrar um desfecho à altura de toda a expectativa criada na sociedade.

Em meio ao oceano de delações, nas quais mais de uma centena de políticos são mencionados, constata-se que a tarefa de buscar provas suficientes para definir julgamentos é mais complexa.

Assim o demonstram as divergências internas em torno dos procedimentos de apuração, cada vez mais frequentes no noticiário.

PT dá banho nas redes

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
Sentindo-se abandonado pela mídia, o presidente Michel Temer recorre cada dia mais a um instrumento político que já é importante agora e será importantíssimo em 2018: as redes sociais. Mas o campeão no uso do Facebook e do Twitter é justamente o seu maior e mais implacável adversário no Congresso, o PT.

Durante todo o primeiro semestre legislativo, de 2 de fevereiro a 17 de julho, quando começou o recesso, a empresa de comunicação FSB acompanhou 24 horas por dia o uso das redes por 559 deputados e senadores, que publicaram 85.203 posts no período. Os resultados foram com quatro cortes: Câmara, Senado, Congresso e partidos mais influentes nas redes. Dos 594 congressistas, 35 nem se dão ao trabalho de se comunicar virtualmente com seus eleitores.

O resultado da pesquisa é muito interessante: o PT ficou em primeiro lugar no ranking dos partidos, com nota 80, enquanto o PSDB só conseguiu o 15.º lugar, com nota 8,1. Preguiça ou ignorância do poder da internet?

Há um efeito político importante agora, quando Temer tem 5% popularidade, e outro maior ainda em 2018, nas primeiras eleições gerais sem financiamento privado. Com as fontes secando e dinheiro curto, a internet terá enorme peso nas campanhas. Quem é bom nisso larga com vantagem.

Mesmo o PMDB, que é o partido de Temer e tem obrigação de defender o governo, levou um banho do PT. Ficou em 10.º lugar (nota 13,4), atrás de outros partidos de oposição, como PSOL (4.º), PC do B (5.º) e Rede (6.º). A esquerda é, sem dúvida, bem mais atuante nas redes do que o centro e a direita.

Como contraponto à esquerda, particularmente ao PT, quem teve destaque foram o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro e seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro. Ambos são do PSC, a caminho do PEN. O pai ficou em primeiro lugar na lista da Câmara. O filho, em terceiro. Entre os dois, em segundo, ficou o petista Paulo Pimenta. Dos 20 deputados mais craques nas redes, 14 são de esquerda, nove deles do PT.

No Senado, os três líderes no uso das redes foram, pela ordem, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Humberto Costa, todos do PT. No Congresso, novamente Lindbergh em primeiro, mas Gleisi em terceiro. E quem ficou em segundo? Ele, Jair Bolsonaro.

Como ele não chega a ser assíduo na TV e nos rádios, jornais e revistas, a explicação para o segundo lugar nas pesquisas presidenciais e para o clima de festa nas suas chegadas em aeroportos de Norte a Sul deve estar aí: Bolsonaro é muito ativo nas redes sociais. E, assim, vai crescendo, devagar e sempre. Quando os outros abrirem os olhos, pode ser fato consumado para o segundo turno.

Para efeito de notas, a FSB definiu seis critérios com pesos diferentes: número de posts, seguidores, alcance da publicação, curtidas, comentários e compartilhamentos. O Facebook conta mais e o Twitter, menos.

Os parlamentares do Rio, do Paraná e do Rio Grande do Sul são os mais influentes nas redes. Já os do Maranhão, Roraima e Paraíba, os menos. E, dos 23 parlamentares réus no STF, 19 passam bem longe da internet. Esqueçam de mim?

Detalhe que não é precisamente detalhe: os presidentes da Câmara e do Senado não estão nem aí para o Facebook e para o Twitter. No ranking do Congresso, o deputado Rodrigo Maia ficou em 71.º e o senador Eunício Oliveira, em 451.º(!).

A conclusão é desoladora também para o PSDB. Não há um único tucano entre os 20 deputados nem mesmo entre os 20 congressistas mais ativos nas redes. E há um único e solitário entre os 20 senadores, no 10.º lugar: Aécio Neves, que, aliás, ontem foi alvo de um terceiro pedido de prisão da PGR. Não chega a ser exatamente animador...

Paz e Amor!

 
 
Ano passado, no aniversário de um genro (Eric) meu, inventaram de promover uma festa temática - Jovem Guarda -, e eu não me recusei a entrar na onda, relembrando a época maravilhosa do "Paz e Amor", como mostram as fotos. Gostaram?