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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Por Lula, deputados quase trocam tapas no plenário

Deputados contra e a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase se agrediram fisicamente no plenário da Câmara na madrugada desta quinta-feira, 26.

Petistas partiram para cima do delegado Éder Mauro (PSD-PA), que insistia em chamar Lula de “ladrão” no plenário durante a votação de uma medida provisória. Por pouco não houve troca de tapas entre os parlamentares.O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu calma para que a sessão pudesse continuar. Outros deputados também se manifestaram. “Cala a boca, peruquinha!”, gritou um parlamentar para Éder Mauro.

Brincar de candidato preso não é só uma maluquice, é irresponsabilidade política

Por Roberto Dias - Folha de SP
Por mais maluca que esteja a corrida deste ano, o corredor polonês da eleição logo mais vai entrar em funcionamento. Os candidatos serão convidados a falar em público. Irão a sabatinas. Participarão de debates. Darão entrevistas. Terão sua vida escrutinada. Nomearão assessores, que darão voz a suas ideias (caso existam).

E o PT, como fica? Essa história de brincar de candidato preso não é apenas uma maluquice. Por mais bonito que o cálculo eleitoral possa parecer —e há muita dúvida se é tão bonito assim—, trata-se de irresponsabilidade política.

Um dos mais antigos partidos do país, o PT conta com a maior bancada de deputados federais e teve candidato a presidente em todas as eleições desde a redemocratização.

Na de 1989, num 26 de abril como este, a edição da Folha relatava o dia de um petista bastante ativo nas montadoras de São Bernardo, em reportagem intitulada: “Lula ataca os empresários nas portas das fábricas”. Em 1994, a essa altura do campeonato, o partido fechava seu plano de governo. Em 1998, discutia a aliança com Brizola. Em 2002, desfilava seu neopragmatismo, sintetizado noutro título: “Lula diz estar à caça de votos de esquerda, centro e direita”. Em 2006, ele disputou a cadeira já sentado nela.

Todo o acima fica mais difícil de ser feito em Curitiba. O PT já errou o cálculo esperando uma revolta social que não existiu no momento da prisão. Agora dedica-se a produzir fotos de filiados na frente do prédio da PF. Rendem memes engraçados, mas é difícil ver votos brotando dali.

Lançar Lula na cabeça da chapa com um vice que assumirá quando morrer a esperança de um milagre jurídico é brincar abertamente de poste. No fundo, um desrespeito aos eleitores —o candidato passará a campanha repetindo que só está ali porque o outro não apareceu?

Se existe um déficit democrático decorrente da prisão de Lula, ele deriva não da ausência dele em si, mas sim da estratégia de seu partido.

Eleições na Casf: Chapa 3

Este blog, democraticamente, coloca-se à disposição de todos os concorrentes, para divulgar, gratuitamente, notícias sobre as suas chapas, a exemplo do que fez a Sofia Lisboa, que nos enviou a mensagem abaixo:

"Estamos apresentando a você a nossa proposta para a escolha da próxima gestão da CASF! Pedimos sua atenção, especialmente no momento em que a CASF se encontra, sob regime fiscal decretado pela Agência Nacional de Saúde, devido a inadequação das contas apresentadas pela atual gestão à frente da CASF (Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva). Destacamos que os atuais dirigentes da CASF receberam da gestão anterior uma empresa com Selo Verde da ANS, com as contas em dia e com aplicações financeiras suficientes para cobrir provisões técnicas.
Nossa grande motivação é lutar pela manutenção da nossa CASF, pois sabemos do quanto todos necessitamos do nosso Plano. Mas lutar tecnicamente, pensando a CASF como empresa que deve se perenizar e não com envolvimentos políticos ou interesses pessoais.
Analise com calma o que estão lhe apresentando, pois na eleição do dia 19 de junho de 2018 você tem escolha!

Contamos com seu voto na Chapa 3, em prol de uma CASF técnica e ética! Dia 19/06/2018 vote Chapa 3!"
Clique na imagem para aumentá-la

Bela missa para Osmar

Ontem, participei da missa comemorativa ao centenário de nascimento do meu saudoso e querido amigo e mestre, Osmar Simões. Emocionei-me e fiquei feliz ao ouvir do celebrante, o santareno Frei Edilson Rocha (foto abaixo), em seu belo sermão, o seguinte: “quando eu era criança, na década de 60, cantei no programa Domingo Após a Missa, que era apresentado por Osmar Simões e Ercio Bemerguy, na Casa Cristo Rei, em Santarém”.
Tive o prazer de cumprimentar e abraçar os familiares de Osmar, inclusive a sua viúva, Laura, minha madrinha de casamento. Revi muitos amigos santarenos e ex-companheiros de trabalho do homenageado, entre eles Carlos Estácio e Zaire Filho, da Rádio Clube do Pará.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

PT lança o plano de governo de Lula

Em um gesto simbólico de reafirmação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às eleições de outubro, o PT lançou, ontem (24), os sete eixos temáticos do seu programa de governo, em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula está preso. “É fundamental que esse plano de governo possa impedir o desmonte da nação e a venda dos ativos nacionais”, afirmou o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann.

Com altas taxas de desemprego e expressivo aumento da pobreza, Pochmann explicou que as bases do programa de governo do partido estão sendo construídas nos últimos 18 meses a partir de um diálogo unindo a participação de mais de 300 estudiosos, pesquisadores e intelectuais com o “saber popular”. “Estamos organizando esse grande programa para ser implementado de forma democrática a partir de janeiro de 2019”, enfatizou o presidente da Fundação Perseu Abramo.

Os sete eixos temáticos são: sistema internacional, soberania e defesa nacional; participação popular, liberdade, direitos e diversidade. Qual democracia queremos?; integração e coesão nacionais, e oferta de serviços públicos. É possível construir um país mais justo para todos; o que é qualidade de vida para você?; como aumentar a nossa estrutura de bens de consumo; como reduzir a desigualdade e garantir a inclusão social no Brasil; e por último, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, como usar recursos naturais e industriais gerando riqueza para todos.

Coordenador do programa de governo da legenda, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad disse que o trabalho de elaboração do plano será reforçado com a participação de futuros parceiros. “Queremos alargar o nosso campo de visão para sair dessa crise tão braba.” Haddad ponderou que o PT e a Fundação Perseu Abramo, apesar de toda a crise política dos últimos anos, nunca deixaram de pensar e formular propostas para o desenvolvimento do Brasil.

“São 38 anos de história em que o PT produz os melhores textos, por isso fez o melhor governo”, afirmou. Segundo o ex-prefeito e ex-ministro, o partido sempre uniu a produção intelectual dos meios acadêmicos com a participação dos sindicatos e movimentos sociais que, para ele, trazem pontos de vista diferentes e complementares.

Haddad reconheceu que o desafio dos próximos meses é expressar as reflexões e o sentimento popular em um programa de governo capaz de abrir um novo ciclo de desenvolvimento no país. E reforçou a posição do PT em manter a candidatura de Lula. “Ele já fez. Não é que ele ‘deu conta’. Ele foi o melhor.”

Para Fernando Haddad, o ex-presidente deve ser julgado pelo povo brasileiro, em outubro, nas eleições para a Presidência da República. “Quem melhor do que os milhões de eleitores, depois de anos de massacre, para julgar o Lula? Vamos deixar as pessoas dizerem se Lula tem ou não condições de liderar um terceiro mandato.”

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), avaliou que a pergunta deixada no ar por Haddad está sendo respondida pelo povo nas pesquisas de intenção de voto, nas quais o ex-presidente lidera em todos os cenários. “Temos clareza absoluta da estratégia que temos que assumir”, enfatizou Gleisi, reforçando a decisão do partido em manter a candidatura de Lula.
Fonte: Rede Brasil Atual

Beleza mocoronga

Maíara, bela morena do bairro Esperança, vendo a chuva cair...

Ex-dono de cinco jatinhos, Eike agora viaja de Gol

Eike Batista enfrentou fila para despachar a mala no guichê da Gol do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na tarde de ontem (24). Antes do império de Batista ruir, a EBX, chegou a ostentar uma frota de cinco jatos particulares. Eram avaliados em quase 100 milhões de dólares.

O golpe no golpe

No site O Antagonista:
José Roberto Guzzo comentou o golpe no STF para tirar Lula de Sergio Moro: “Os ministros Toffoli, Lewandovski e Gilmar, reforçados pelo colega Marco Aurélio, são um convite permanente à intervenção militar — ou golpe, como se queira. Rasgam as leis. Agem abertamente a serviço de um partido político e de seu chefe. Servem a um projeto de tirania.”

Supremo impõe derrota a Moro em ações sobre Lula

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs ontem, 24, uma derrota ao juiz federal Sérgio Moro, ao decidir retirar dele menções da delação da Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato – que tratam do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula. Os documentos serão encaminhados à Justiça Federal em São Paulo, por decisão da maioria formada pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Os três mudaram de posição em relação a um julgamento de outubro do ano passado. Relator do caso, o ministro Edson Fachin e o decano Celso de Mello votaram para que as citações a Lula nas colaborações de oito delatores da Odebrecht continuassem com Moro. A decisão da Segunda Turma pode levar a defesa do ex-presidente, preso desde o início do mês em Curitiba pela condenação no caso do triplex no Guarujá, a contestar a competência de Moro para continuar no comando das investigações sobre o sítio de Atibaia e o suposto pagamento de propina pela Odebrecht por meio da compra de um terreno onde seria sediado o Instituto Lula. O ex-presidente já é réu nessas duas ações, que começaram antes da celebração do acordo de delação dos ex-executivos da Odebrecht.

O ministro Gilmar Mendes disse que a defesa do petista pode entrar com recursos para retirar de Moro processos contra o ex-presidente sob a alegação de que não envolvem fatos diretamente relacionados ao esquema de corrupção na Petrobrás. “Poderá haver recursos em relação a processos que estão lá com o Moro sob o argumento de que não se trata de Petrobrás, isso pode vir até aqui (ao Supremo) em outro contexto”, afirmou Gilmar ao fim da sessão.

Decisão do STF pode tirar Lula das mãos de Moro e também das do TRF-4

Duplo twist carpado - A decisão da Segunda Turma do STF que tirou das mãos de Sergio Moro os trechos da delação da Odebrecht que citam Lula tem implicações para o futuro do ex-presidente no curto e no médio prazo. Para integrantes da corte, o entendimento da maioria dos ministros abre larga avenida não só para que duas ações penais a que o petista responde perante o juiz de Curitiba migrem para a Justiça de SP, como também tira a apreciação de eventuais recursos nesses casos da alçada do TRF-4.
Passo seguinte - Ministros do Supremo que não atuam na Segunda Turma avaliam que a declaração de incompetência de Moro nas ações sobre o sítio de Atibaia e a compra de um terreno para o instituto Lula não é automática, mas agora certamente será discutida.
Passo seguinte 2 - A Justiça paulista terá que abrir inquérito para apurar as menções a Lula na delação da Odebrecht, e a defesa do petista está pronta para argumentar que a lei veda que alguém responda por um mesmo fato em dois juízos. Está aí o caminho das pedras para tirar o ex-presidente das mãos de Moro.
Me dê motivos - Em outra frente, a decisão da Segunda Turma do Supremo fortalece a alegação usada pela defesa de Lula em recursos apresentados contra o processo do tríplex, que levou o petista à prisão.
Ajudinha - Nos recursos a cortes superiores, os advogados do ex-presidente argumentam que o próprio Moro reconheceu que não havia vínculo direto entre o dinheiro gasto pela OAS na reforma do imóvel e contratos da Petrobras.
Pode, Arnaldo? - Juristas estranharam a guinada da Segunda Turma, que havia negado por unanimidade pedido semelhante da defesa de Lula. Um observador do funcionamento da Justiça ironizou: “Gol de mão, em impedimento e após o tempo regulamentar”.
(Fonte: Painel da Folha de SP)