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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Poetando: PÉTREO (autora: Wanda Monteiro)

Não deixem!
Que me transformem em Granito ou Argamassa de Cimento
e que joguem sobre meus ossos o cal
Não deixem!

Que moldem em bronze, cobre ou qualquer vil metal que possa luzir ao
gosto do óleo e do fel
Não deixem!
Que me façam Raiz e me cravem na terra feito espantalho de pedra..
.
Que eu seja mais um a ocupar nobres lugares em praças
Intimidando flores e pássaros

Nunca!
Em hipótese alguma..
Deixem que cometam a heresia de me impermeabilizarem
e me deixarem exposto
Majestosamente Estático
Espelho Pétreo a céu aberto

Exilado de minhas águas
Morto a míngua de sede
Cego de meus horizontes
Mito ausente de natureza

Prometam!

Que vão me deixar partir ...

Seguindo sobre leitos

Lambendo margens

Sob o olhar cuidadoso da restinga.
Nota da autora: Poema que fiz em homenagem ao meu pai Benedito Monteiro, fruto da memória de um diálogo que tive com ele poucos meses antes dele nos deixar. Ele chegou a dizer que tinha vontade de roubar a estátua do Rui Barata e levá-la pro Bar do Parque, porque, "pelo menos lá eles o conhecem e o respeitam"..., disse.

Dilma pede pente-fino no projeto que reguila mídia

A presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que faça um "pente-fino" no projeto do ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social) que regulamenta o setor de comunicações e telecomunicações. Dilma não quer que no projeto apareça qualquer termo que lembre uma tentativa de controle do conteúdo dos meios de comunicação.

"É um texto que eu não tenho domínio total e que tem grandes chances de ter uma besteira no meio", disse o ministro Paulo Bernardo, nesta quinta-feira, 24, num seminário sobre políticas de telecomunicações. E essa "besteira" que porventura exista no texto, segundo Paulo Bernardo, pode pôr tudo a perder. "Aparecendo, todo mundo vai pegar por aí", disse ele, ao explicar por que não libera o texto do projeto nem para os meios de comunicação nem para consulta pública.

"É preciso deixar claro - continuou o ministro - que esse projeto vai tratar apenas da regulamentação dos meios de comunicação eletrônicos. Jamais o governo apresentará um texto que tenha qualquer intenção de promover qualquer tipo de controle de mídia. Isso nunca sairá do governo", afirmou ele. Bernardo disse que nem precisaria fazer a defesa da liberdade de comunicação, porque a presidente tem reafirmado essa posição como sendo do governo a todo hora - quando foi eleita, durante entrevistas e nesta semana.

O ministro disse ter dúvidas sobre a melhor forma de tratar o projeto. "Não tenho ainda certeza se vamos mandar ao Congresso um ou mais projetos. Acho que mais de uma proposta tornaria mais fácil a aprovação dos pontos da Constituição (artigos 220, 221 e 222) que precisam ser regulamentados. Pode evitar que as discussões de uma gama muito grande de interesses inviabilizem a proposta".

Paulo Bernardo disse que conversou com a presidente Dilma nesta semana sobre a proposta. E que já falou também com as ministras Helena Chagas (Comunicação de Governo) e Ana de Hollanda (Cultura) sobre a necessidade de fazer um melhor exame da proposta de regulamentação da radiodifusão e das telecomunicações.

Ele admitiu que recebe muitos e-mails de pessoas interessadas em ver o projeto sobre a radiodifusão e as telecomunicações aprovado rapidamente. Mas, segundo Bernardo, o governo jamais vai enviar a proposta ao Congresso em regime de urgência. "É um grande erro recorrer a esse expediente. Esse projeto precisa do máximo de debate possível, até esgotar o assunto. Senão, o projeto vai ser considerado uma peça de censura, e nós não vamos deixar isso acontecer", disse.

A Câmara já aprovou um projeto que trata da produção regional de conteúdo para a radiodifusão (PLC 116, que substituiu o PL 129). A proposta encontra-se, agora, no Senado. Bernardo disse que a presidente Dilma quer vê-lo aprovado. Portanto, segundo o ministro, a proposta de regulamentação da radiodifusão e telecomunicações terá de levar em conta a existência desse projeto. "Se ele for aprovado logo, já poderemos tirar da nova proposta tudo o que é relacionado a esse texto que está no Senado."

Banda Larga - Paulo Bernardo informou ainda que a presidente Dilma Rousseff quer prioridade no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) durante este ano. Disse que está negociando com as empresas do setor de telecomunicações regras que reduzam o preço da mensalidade da internet via banda larga. Atualmente, custa em média R$ 80. Para o ministro, é um preço muito elevado. Ele propõe que caia para cerca de R$ 30. Se isso acontecer, segundo ele, cerca de 80% dos municípios passarão a ter internet banda larga. Atualmente, são 34%. Bernardo lembrou, no entanto, que hoje não há meta do governo de universalizar a banda larga. (Fonte: estadão.com.br)

Vale registra lucro recorde em 2010

Puxado pela alta nas vendas físicas e pelo forte aumento do preço médio do minério de ferro, o lucro líquido da Vale bateu recorde e alcançou R$ 30 bilhões em 2010, três vezes maior que o de 2009 (R$ 10,3 bilhões), quando o desempenho da empresa foi abalado pela crise econômica global.

No quarto trimestre, o ganho somou R$ 10 bilhões, quase cinco vezes mais que em igual período de 2009.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, porém, o lucro recuou 4,7%, devido à retração nos preços praticados nos últimos meses de 2010. (Em O Globo)

Violência dispara no Pará

A violência não para de crescer na Região Metropolitana de Belém. Segundo o "Mapa da Violência 2011", divulgado ontem pelo Ministério da Justiça, o número de homicídios na região cresceu 189,3% em dez anos. O levantamento revela que, entre 1998 e 2008, o número total de assassinatos saltou de 403 para 1.166, o que representa mais de 97 homicídios por mês. Entre as vítimas, 287 tinham idade entre 15 e 24 anos. A evolução de casos é a terceira maior do País, atrás somente das regiões metropolitanas de Salvador (435,1%) e de Curitiba (197,7%).

Os dados apontam uma taxa de 47 homicídios para cada 100 mil habitantes na capital paraense. Em 1998, essa taxa era de 29,1 para cada 100 mil. Nesse indicador, Belém ocupa a sétima posição - nove posições acima da marca indicada no início da pesquisa. Como comparativo, a taxa nacional de homicídios apontou 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os índices de Belém são mais que o dobro das taxas de países como Cazaquistão (23,6/100 mil), Ucrânia (20,8/100 mil) e Guiana (20,5/100 mil), por exemplo.

As taxas de Belém implicam no rendimento geral do Estado. Pelo "Mapa da Violência 2011", o Pará é o quarto Estado mais violento do País. O Estado deu um salto nesse quesito. No início da década, a posição paraense era o 19º lugar. Saiu da taxa de homicídios de 13,3 para 39,2 a cada 100 mil habitantes. É o maior índice da região Norte, mas o Amapá aparece em seguida, na quinta posição (34,4/100 mil). A maior proporção de assassinatos é em Alagoas, onde são 60,3 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes. Depois aparecem Espírito Santo e Pernambuco, com as médias de 56,4 e 50,7, respectivamente.

Entre os jovens os números são ainda mais preocupantes. Na quarta posição, o Pará tem uma taxa de 77,2 homicídios em cada grupo de 100 mil jovens entre 15 e 24 anos. Em Belém, a estatística é ainda maior: 105,9/100 mil habitantes. O estudo define ainda o perfil desses jovens vítimas da violência. São quase sempre negros e do sexo masculino. Dos 830 óbitos registrados em 2008 em todo o Estado do Pará, de jovens nessa faixa etária, 95,9% eram homens e apenas 13,4% eram brancos.

Os resultados paraenses indicam também uma redução de 4,4 no número de casos de suicídio. Os índices do Estado nesse item aparecem entre os mais baixos do País. A taxa para cada 100 mil habitantes no Estado foi de 3,1%. Entre a população até os 24 anos de idade a redução foi ainda maior: 11,3%. No geral, o Pará só aparece na 24º posição e na 17ª entre os jovens.

O levantamento aponta Itupiranga (PA) como a cidade (com até 10 mil habitantes ou mais) mais violenta do País. A taxa de homicídios no município é de 160,6 a cada grupo de 100 mil habitantes. Marabá aparece em quarto com a marca de 125/100 mil habitantes. No total, 17 municípios do Estado aparecem entre os 100 desse ranking.

Considerando apenas a população jovem, Marabá é a mais violenta do Estado e novamente a quarta do País. A possibilidade de ser assassinato no município é de 221,5 a cada 100 mil habitantes. Em Ananindeua essa estatística é bem próxima: 199,5. No geral, nove cidades do Estado aparecem nesse rol.

Secretário de Segurança diz que índices de violência estão caindo

Discussões sobre a violência na Região Metropolitana de Belém (RMB) tomaram conta da pauta na Câmara dos Vereadores, durante a sessão especial proposta pelo vereador Nadir Neves (PTB), ontem. Representantes da cúpula das polícias Civil e Militar, o secretário de Estado de Segurança Pública Luiz Rocha, o delegado geral Nilton Atayde, além de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estiveram presentes. Entre os números apresentados para demonstrar as ações executadas para combater a criminalidade no Estado, está a prisão de 279 pessoas ligadas ao tráfico de drogas, entre os dias 7 de janeiro a 22 de fevereiro de 2011.

O delegado geral da Polícia Civil apresentou ainda outros dados acerca do trabalho desenvolvido para combater o tráfico de drogas. "Conseguimos também apreender 31 quilos de cocaína, 15 pacotes de pasta, 2.909 petecas, 278 trouxas de maconha e podemos citar ainda, mais recentemente, a prisão de 13 pessoas de uma quadrilha especializada em fraudar cartões de bancos. Foram dois meses de trabalho feito pela inteligência da polícia até se efetuar essas prisões", enumerou Atayde.

Titular da Secretária de Segurança Pública, Luiz Rocha informou que vem sendo feito um trabalho integrado entre as polícias para combater a violência na RMB, incluindo a região das ilhas. "Foram compradas agora dez lanchas que serão usadas no combate à violência na região das ilhas. Elas vão se somar às ações que vem sendo feitas", disse.

O secretário garantiu ainda que os índices de violência estão caindo. "Em janeiro conseguimos reduzir em até 50% (esses índices), a expectativa é que se consiga diminuir ainda mais esses números", informou. Rocha ressaltou que estão sendo investidos recursos principalmente nas ações de combate e prevenção da criminalidade. "Essa sessão é salutar para que possamos juntos avaliar as atuais políticas públicas e futuras estratégias de ação para impedir o avanço da violência em Belém", avaliou.

Representante da OAB, Ivanilda Pontes disse que o órgão vai continuar cobrando uma mudança de postura que resulte num trabalho efetivo de combate à violência por parte do Sistema de Segurança Pública do Estado. "A Polícia Civil já deu um passo muito importante para isso durante o último concurso público para preenchimento de efetivo ao exigir profissionais de nível superior. Espero que a Polícia Militar também faça essa exigência em seu próximo edital. Não podemos mais aceitar efetivos com ensino fundamental, porque é pela renovação da mente que se muda as coisas", completou. (No Amazônia)


Estado recebe da Intersindical documento sobre acordo coletivo

A secretária de Estado de Administração, Alice Viana, recebeu ontem o termo de acordo coletivo para o ano 2011, entregue por representantes de nove sindicatos de servidores e duas associações representativas dos policiais militares. Esta foi a segunda reunião entre a Intersindical e o governo do Estado, no auditório do Centro Integrado de Governo. Mas será no próximo encontro, no dia 14 de março, que começarão as negociações entre trabalhadores e o governo. Na pauta das discussões estará a discussão das reivindicações sociais, como política de saúde do trabalhador, estabelecimento de canal permanente de diálogo nos órgãos, planos de saúde, endividamento de servidores junto ao Banco do Estado do Pará (Banpará), entre outros. Também será discutida a parte econômica: :pedido de reajuste entre 12 a 15% sobre os vencimentos dos servidores.

Segundo Eloy Borges, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), no momento a prioridade na negociação com o governo do Estado é o cumprimento da lei do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), sancionado desde 12 de junho do ano passado e que ficou de ser implementado em outubro, o que não ocorreu. O governo pediu um prazo de 90 dias, informou o também integrante do sindicato, Ronaldo Rocha. Esse prazo vence exatamente em abril, mês da data-base da categoria que irá, assim, negociar os percentuais de aumento baseados nos números do Dieese/Pará. Com mais de 20 cláusulas entre pautas sociais, econômicas e sindicais, o termo começará a ser discutido na próxima reunião de 14 de março.

Segundo o representante dos policiais militares na Intersindical, Haelton Costa, as pautas sociais são tão importantes quanto as salariais. "Assim como lutamos por um salário melhor, queremos que os servidores tenham melhores condições de trabalho", afirmou. Além do reajuste, os sindicatos e associações lutam por um tíquete-alimentação no valor de R$ 330,00, para servidores que ganham menos que esse valor. Segundo ele, a maioria dos servidores do estado ganha tíquete alimentação no valor de R$ 100,00. (No Amazônia)

Médicos ameaçam deixar pacientes na mão em 7 de abril

Consultas ou cirurgias agendadas pelos planos de saúde para 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, serão prejudicadas pela paralisação programada por cerca de 100 mil médicos de todo o Brasil, cerca de 4 mil só no Pará. Eles exigem reajuste dos honorários às operadoras e contratos com previsão de aumentos periódicos. Apenas os serviços de urgência e emergência funcionarão nesse dia.

O protesto foi decidido no último dia 18 pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo é pressionar pelo reajuste com base na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), tabela com valores de honorários das entidades médicas que não é seguida pelas operadoras de planos de saúde.

Os médicos querem elevar para R$ 100 o preço da consulta, que hoje é paga a R$ 45 - do qual se subtrai ainda R$ 20 como custo operacional unitário.

"Muitos médicos não querem mais atender planos de saúde. Não se sentem motivados a assumir os riscos de uma cirurgia, por exemplo", diz Florisval Meinão, coordenador da Comissão de Consolidação e Defesa da CBHPM, da Associação Médica Brasileira. Segundo ele, o reajuste dos honorários concedido por alguns planos de saúde foi 40% inferior à inflação acumulada nos últimos anos.

O médico Márcio Bichara, secretário de saúde suplementar da Fenam, disse que nos últimos 10 anos os usuários pagaram reajustes consideráveis nas mensalidades de seus planos, mas os honorários médicos não foram reajustados na mesma proporção. "Há mais de um ano, as negociações com as operadoras não andam", observa.

Ele explica que a mobilização de 7 de abril mostrará aos usuários a insatisfação da categoria. Se o protesto não surtir efeito, a perspectiva é o descredenciamento de médicos cooperados aos planos. Diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia diz que os médicos paraenses que atendem planos de saúde vão aderir ao movimento de abril.

Quanto as reivindicações dos médicos, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante das operadoras de planos de saúde, com sede no Rio de Janeiro, disse em nota que tem buscado aprimorar o relacionamento com os médicos e que os reajustes dos médicos nos últimos anos superaram a inflação. Segundo a Federação, na medicina de grupo, de 2006 a 2009, houve um aumento de 33,9% no valor pago pelas operadoras pelas consultas médicas, e entre as seguradoras este valor foi de 38,6% - enquanto a inflação do período foi de 19%. (No Amazônia)

Senadores do Pará querem TV Senado em Belém

No claudiohumberto.com.br
A senadora Marinor Brito (PSOL) solicitou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que retorne as negociações para levar o sinal aberto da TV Senado para Belém, interrompidas desde 2007. Porém, o pedido já existe há algum tempo e as negociações estão avançadas. Logo no primeiro dia da nova legislatura, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) renovou a solicitação. A reivindicação iniciou ainda em 2006 e ainda não teve êxito por bloqueio da ex-governadora Ana Julia Carepa, alvo de inúmeras críticas dos senadores do Pará no plenário. Agora, com Simão Jatene (PSDB) o sinal verde para a istalação já foi dado.

Noite de gala e shows

Ricardo Chaves
Belas jovens disputarão o título de Rainha das Rainhas 2011

A Rainha das Rainhas do Carnaval 2011 será escolhida hoje e a festa será comandada pela bateria show do Rancho Não Posso Me Amofiná e pelo cantor baiano Ricardo Chaves. A escola de samba abre o desfile pontualmente às 20h30. Após o anúncio da Rainha do Carnaval e das princesas, Ricardo Chaves assume o palco fazendo o aquecimento para o carnaval. O concurso será transmitido ao vivo pelo canal 23 da ORM Cabo a partir das 20h50. Ingressos e mesas estarão à venda durante todo o dia nas centrais Bis e na bilheteria do Hangar Centro de Convenções.

O concurso completa 65 anos. Para comemorar a data, a organização do evento apresenta pela primeira vez uma programação musical. A proposta foi reunir ícones do carnaval belenense e nacional. Com porta-estandarte, passistas, mestre-sala e porta-bandeira, a escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná abre a noite. O repertório traz os principais sambas enredo da escola, do carnaval carioca e a MPB de Jorge Benjor, Tim Maia, Djavan tocados ao ritmo de samba.

Ministério da Saúde incentivará brasileiros a comerem mais peixes

O Ministério da Saúde prevê a criação de uma campanha para incentivar o consumo de peixe entre os brasileiros até abril deste ano. A intenção é adotar medidas para que o pescado esteja presente, pelo menos, duas vezes na semana à mesa dos brasileiros. A ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, é uma das parceiras do projeto. Em visita ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última terça-feira (22), ela disse que o consumo médio de peixe no Brasil é de 9 quilos por ano. O valor está abaixo da média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 12 a 17 quilos por ano. O Pará não tem dados sobre o consumo de carne branca do peixe. A Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq) informou que pretende fazer a catalogação dos dados este ano com base nas ações de fiscalização.

Entre os principais benefícios do consumo regular de carne branca de peixe, a nutricionista Rita Barros destaca a menor ingestão de gordura saturada, quando comparada à carne vermelha, além da redução no nível de triglicerídios - gordura que faz mal à circulação sanguínea. "Os peixes também são ricos em ômega 3, um ácido graxo importante para pacientes que sofrem de artrite reumatóide, por exemplo. Na verdade, o alimento é bom para todos."

Para a ministra Ideli Salvatti, a carne branca é uma das opções mais baratas para a alimentação do brasileiro. Mas a informação gera controvérsias. A vendedora Francinete Arruda, 35 anos, destacou que o preço do peixe é mais elevado do que o preço da carne nos supermercados. "Quem quiser encontrar peixe em conta, tem que ir ao Ver-o-Peso, porque mesmo nos outros bairros os feirantes vão até lá adquirir os produtos para a revenda. E isso é trabalhoso, é mais fácil ir ao supermercado, mas lá é a carne que sai mais barato", comentou.

Dados da Secretaria Municipal de Economia (Secon) apontam que são comercializados 80 toneladas de peixe por dia no mercado do Ver-o-Peso. (No Amazônia)

Saldo de vagas no mercado de trabalho é tímido

O número de vagas no mercado de trabalho paraense cresceu 0,13% em janeiro deste ano na comparação com dezembro de 2010. Segundo os dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregado e Desempregado (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) relativos ao primeiro mês do ano, no Pará foram feitas 24.783 admissões contra 23.928 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 855 postos de trabalhos formais. No entanto, se comparado ao mesmo período do ano passado, esse total representa um recuo na geração de trabalho no Estado, pois corresponde a quase metade dos 1.680 empregos criados em janeiro de 2010.

Nos últimos doze meses, em todo o Estado, foram feitas 327.403 admissões contra 276.231 desligamentos, gerando um saldo positivo de 51.172 postos de trabalhos, um crescimento de 8,67%. No primeiro mês deste ano, a maioria dos setores da economia do Pará registrou saldo positivo nas contratações. A extrativa mineral, por exemplo, obteve um crescimento de 1,26% na geração de postos de trabalho. De forma similar, também apresentaram expansão os setores de serviço (0,59%), agropecuária (0,13%) e indústria da transformação (0,11%).

Por outro lado, algumas atividades econômicas do Estado tiveram recuo, como a indústria de utilidade pública (-1,35%). O comércio (-0,26%) e a construção civil (-0,25%) seguiram o mesmo ritmo. Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) - a partir dos dados do Caged - mostra que a maioria dos Estados da região Norte avançou no número de vagas em janeiro deste ano.

A pesquisa constata que apenas três Estados registraram queda: Acre (-0,49%), que fechou o mês com saldo negativo de 335 postos de trabalhos, Amapá (-0,34%) e Tocantins (-0,03%). Os dados apurados pelo Dieese/PA mostram que o Amazonas foi o Estado da região Norte com o maior saldo positivo na criação empregos. A expansão do mercado de trabalho amazonense foi de 0,79%, um saldo positivo de 3.118 novas vagas. Em Roraima a variação também foi positiva (0,54 %), com saldo positivo de 209 postos de trabalhos. Já Rondônia (0,17%) obteve um saldo positivo de 380 ocupações. Ao todo, foram realizadas 66.332 admissões e contra 62.352 desligamentos em todo o Norte brasileiro – totalizando 3.980 novas oportunidades de trabalhos e um aumento de 0,26% no emprego formal.

O mês de janeiro registrou a criação de 152.091 empregos formais, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Foi o segundo melhor resultado para o mês, ficando abaixo, porém, do total criado em janeiro do ano passado, quando foram abertos 181.419 postos de trabalho. O montante é o saldo entre 1,66 milhão de admissões e 1,49 milhão de demissões registrados no mês passado.

O setor de serviço foi o principal responsável pelo resultado, com a abertura de 73.231 vagas, recorde para o mês. A indústria vem em seguida, com a criação de 53.207 postos e a Construção Civil gerou 33.358 empregos no mês passado. (No Amazônia)