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domingo, 29 de maio de 2016
Para Ayres Britto, ‘não há força humana’ que barre a Lava Jato
O ex-ministro Carlos Ayres Britto, que presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF/abril a novembro de 2012), disse que ‘não há força humana’ que barre a Operação Lava Jato – maior investigação já deflagrada contra a corrupção no País.
“A Lava Jato passou a caminhar com suas próprias pernas. Ela se autonomizou e quem quer que seja, individual e coletivamente, não a deterá. A Lava Jato se vacinou contra interferências à sua continuidade. Tornou-se, portanto, um patrimônio objetivo do povo. Ela se tornou uma questão de honra nacional”
A Lava Jato, ora sob fogo cerrado de políticos que tramam seu enfraquecimento, ganhou as ruas em março de 2014. Na ocasião,o juiz federal Sérgio Moro autorizou a primeira leva de prisões, buscas e quebra de sigilo de investigados.
De lá para cá foram 30 operações sucessivas que pegaram empreiteiros, doleiros, ex-dirigentes da Petrobrás e políticos.
Conversas gravadas em março de 2016 entre o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB/AL), o ex-presidente José Sarney (1985/1990) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, agora reveladas, indicam uma inequívoca determinação de caciques do PMDB em golpear a Lava Jato.
A estratégia inclui agressões ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem Renan e Sérgio Machado chamam de ‘mau caráter. Inclui, ainda, hostilidades ao juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato.
Na avaliação do ex-ministro Ayres Britto, ‘não há força humana que impeça a Lava Jato e o regular prosseguimento dessa saneadora operação dos nossos costumes no sentido mais alto da interseção do republicanismo com o Direito penal’.
“A Lava Jato é um patrimônio nacional, está andando com suas próprias pernas, emancipou-se pela sua fundamental importância nessa nova era republicana em que todos são iguais perante a lei”, disse o ex-ministro da mais alta Corte do País.
“Não há quem obstrua, quem impeça o regular andamento da operação Lava Jato. Ela se tornou uma qiuestão de honra nacional, patrimônio objetivo civilizatório. Significa também um triunfo, a vitória da toga sobre o colarinho branco”, afirma Ayres Britto.
O ex-ministro destaca que ‘os envolvidos na Lava Jato são dominantemente pessoas bem postadas na pirâmide social, empresários, políticos, dirigentes de empreiteiras’.
“O fato é que a Justiça, finalmente, após tantos anos ininterruptos de democracia passou a assumir com muito mais coragem sua própria independência.”
Para o ex-ministro, não há hipótese de o Supremo curvar-se a tramóias e apelos políticos ou de qualquer outra natureza ou origem. “O Supremo é o órgão de cúpula do Poder Judiciário. É absolutamente inconcebível que o guardião maior da Constituição vá trair a sua função institucional como garantidor último da integridade do sistema judicial.
É inconcebível, um delírio de imaginação supor que o sistema de Justiça vá trair o sistema jurídico.”
Carlos Ayres Britto diz que o País está asssitndo ao apogeu de dois fenômenos.
“O primeiro é o apogeu da opinião pública, dos debates políticos. Nunca se viu a cidadania tão militantemente envolvida com temas políticos e conhecimento da própria Constituição. A sociedade se tornou qualificado intérprete da Constituição. Vale dizer, nunca se viu uma vigília popular tão intensa sobre o funcionamento das instituições públicas. Estamos assitindo ao apogeu da cidadania. De outro lado, vivemos o apogeu do sistema de Justiça. São dois fenômenos paralelos convergentes.”
Ayres Britto, que presidiu o Supremo durante o julgamento do Mensalão, entre abril e novembro de 2012, aponta para a percepção da autonomia técnica da Polícia Federal e da independência política do Ministério Público e do Judiciário. “Esse legado técnico republicano não é de nenhum governante, de nenhuma pessoa. É da democracia. Esse é o legado que nos autoriza a concluir que nenhum novo governante, seja permamente, seja provisório, tem poder de obstruir o trânsito regular de operações como a Lava Jato e o Mensalão.”
“Nenhum novo governante e nenhum velho governante é responsável por esse funcionamento das instituições lado a lado com a Constituição. As coisas estão se impessoalizando, o que é muito bom. A sociedade brasileira se abriu para essa idéia de que todos são iguais perante a lei e que, no campo penal, é preciso resgatar a verdade dos fatos de modo apartidário, não seletivo, imparcial, objetivo como se fez a partir do Mensalão emblematicamente.”
Para Ayres Britto, no Mensalão, o Supremo ‘fez uma viagem de qualidade judiciária sem volta’.
“É o que está fazendo também emblematicamente o juiz Sérgio Moro, uma viagem de qualidade judiciária sem volta porque a sociedade braisileira se abriu, passou a crescer em torno de certos valores como a moralidade, o juízo de imprescindibilidade. O atrevimento e a insolência dos bandidos de colarinho branco experimentam uma firme e densa ação de alento pelo funcionamento republicano das instituições impeditivas do desgoverno e alento também pela ativação da cidadania. O bom funcionamento do sistema de Justiça estimula a ativação da cidadania.”
O ex-ministro fala do ‘triunfo’ da magistratura. “Como os envolvidos na Lava Jato são pessoas bem postadas na pirâmide social, econômica e política do País elas estão experimentando os efeitos da prevalência da toga sobre o colarinho branco. Estamos em uma era que, em verdade, teve o seu ponto de partida no julgamento do Mensalão.O Mensalão foi um divisor de águas.”
“Em meio a esse desalento da percepção de que o assalto ao erário persiste, emerge o alento de constatar um íntegro, hígido, funcionamento das intituições que impedem o desgoverno.”
Ele assinala que o sistema de Justiça, composto pela Polícia Judiciária, Ministério Público e Poder Judiciário,’tem no cumprimento irrestrito do sistema jurídico, encabeçada pela Constituição, a sua própria razão de ser, a sua única fonte de legitimidade’.
“Então, trair o sistema jurídico é afastar-se de si mesmo, se desfigura por completo, se desnatura, e isso é inconcebível. O sistema de Justiça não pode canibalizar, não pode trair jamais o sistema jurídico que é a sua própria razão de ser.”
“O sistema de Justiça afunila para o Judiciário, mas não é só o Judiciário. Ele compreende um trio institucional, a Polícia Judiciária da União, que é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário.Esse trio institucional assume sua independência. A Polícia Federal sua independência técnica. No caso do Ministério Público e do Judiciário a independência política.”
“A Polícia Federal, é preciso distinguir, faz parte de um dos poderes, é órgão incrustrado no organograma do Ministério da Justiça. Ainda assim ela desfruta de autonomia técnica, o que é muito alentador. Agora, já o Ministério Público e o Poder Judiciário, para além da autonomia técnica, se situam no plano da independência política.”
“A Lava Jato passou a caminhar com suas próprias pernas. Ela se autonomizou e quem quer que seja, individual e coletivamente, não a deterá. A Lava Jato se vacinou contra interferências à sua continuidade. Tornou-se, portanto, um patrimônio objetivo do povo. Ela se tornou uma questão de honra nacional”
A Lava Jato, ora sob fogo cerrado de políticos que tramam seu enfraquecimento, ganhou as ruas em março de 2014. Na ocasião,o juiz federal Sérgio Moro autorizou a primeira leva de prisões, buscas e quebra de sigilo de investigados.
De lá para cá foram 30 operações sucessivas que pegaram empreiteiros, doleiros, ex-dirigentes da Petrobrás e políticos.
Conversas gravadas em março de 2016 entre o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB/AL), o ex-presidente José Sarney (1985/1990) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, agora reveladas, indicam uma inequívoca determinação de caciques do PMDB em golpear a Lava Jato.
A estratégia inclui agressões ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem Renan e Sérgio Machado chamam de ‘mau caráter. Inclui, ainda, hostilidades ao juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato.
Na avaliação do ex-ministro Ayres Britto, ‘não há força humana que impeça a Lava Jato e o regular prosseguimento dessa saneadora operação dos nossos costumes no sentido mais alto da interseção do republicanismo com o Direito penal’.
“A Lava Jato é um patrimônio nacional, está andando com suas próprias pernas, emancipou-se pela sua fundamental importância nessa nova era republicana em que todos são iguais perante a lei”, disse o ex-ministro da mais alta Corte do País.
“Não há quem obstrua, quem impeça o regular andamento da operação Lava Jato. Ela se tornou uma qiuestão de honra nacional, patrimônio objetivo civilizatório. Significa também um triunfo, a vitória da toga sobre o colarinho branco”, afirma Ayres Britto.
O ex-ministro destaca que ‘os envolvidos na Lava Jato são dominantemente pessoas bem postadas na pirâmide social, empresários, políticos, dirigentes de empreiteiras’.
“O fato é que a Justiça, finalmente, após tantos anos ininterruptos de democracia passou a assumir com muito mais coragem sua própria independência.”
Para o ex-ministro, não há hipótese de o Supremo curvar-se a tramóias e apelos políticos ou de qualquer outra natureza ou origem. “O Supremo é o órgão de cúpula do Poder Judiciário. É absolutamente inconcebível que o guardião maior da Constituição vá trair a sua função institucional como garantidor último da integridade do sistema judicial.
É inconcebível, um delírio de imaginação supor que o sistema de Justiça vá trair o sistema jurídico.”
Carlos Ayres Britto diz que o País está asssitndo ao apogeu de dois fenômenos.
“O primeiro é o apogeu da opinião pública, dos debates políticos. Nunca se viu a cidadania tão militantemente envolvida com temas políticos e conhecimento da própria Constituição. A sociedade se tornou qualificado intérprete da Constituição. Vale dizer, nunca se viu uma vigília popular tão intensa sobre o funcionamento das instituições públicas. Estamos assitindo ao apogeu da cidadania. De outro lado, vivemos o apogeu do sistema de Justiça. São dois fenômenos paralelos convergentes.”
Ayres Britto, que presidiu o Supremo durante o julgamento do Mensalão, entre abril e novembro de 2012, aponta para a percepção da autonomia técnica da Polícia Federal e da independência política do Ministério Público e do Judiciário. “Esse legado técnico republicano não é de nenhum governante, de nenhuma pessoa. É da democracia. Esse é o legado que nos autoriza a concluir que nenhum novo governante, seja permamente, seja provisório, tem poder de obstruir o trânsito regular de operações como a Lava Jato e o Mensalão.”
“Nenhum novo governante e nenhum velho governante é responsável por esse funcionamento das instituições lado a lado com a Constituição. As coisas estão se impessoalizando, o que é muito bom. A sociedade brasileira se abriu para essa idéia de que todos são iguais perante a lei e que, no campo penal, é preciso resgatar a verdade dos fatos de modo apartidário, não seletivo, imparcial, objetivo como se fez a partir do Mensalão emblematicamente.”
Para Ayres Britto, no Mensalão, o Supremo ‘fez uma viagem de qualidade judiciária sem volta’.
“É o que está fazendo também emblematicamente o juiz Sérgio Moro, uma viagem de qualidade judiciária sem volta porque a sociedade braisileira se abriu, passou a crescer em torno de certos valores como a moralidade, o juízo de imprescindibilidade. O atrevimento e a insolência dos bandidos de colarinho branco experimentam uma firme e densa ação de alento pelo funcionamento republicano das instituições impeditivas do desgoverno e alento também pela ativação da cidadania. O bom funcionamento do sistema de Justiça estimula a ativação da cidadania.”
O ex-ministro fala do ‘triunfo’ da magistratura. “Como os envolvidos na Lava Jato são pessoas bem postadas na pirâmide social, econômica e política do País elas estão experimentando os efeitos da prevalência da toga sobre o colarinho branco. Estamos em uma era que, em verdade, teve o seu ponto de partida no julgamento do Mensalão.O Mensalão foi um divisor de águas.”
“Em meio a esse desalento da percepção de que o assalto ao erário persiste, emerge o alento de constatar um íntegro, hígido, funcionamento das intituições que impedem o desgoverno.”
Ele assinala que o sistema de Justiça, composto pela Polícia Judiciária, Ministério Público e Poder Judiciário,’tem no cumprimento irrestrito do sistema jurídico, encabeçada pela Constituição, a sua própria razão de ser, a sua única fonte de legitimidade’.
“Então, trair o sistema jurídico é afastar-se de si mesmo, se desfigura por completo, se desnatura, e isso é inconcebível. O sistema de Justiça não pode canibalizar, não pode trair jamais o sistema jurídico que é a sua própria razão de ser.”
“O sistema de Justiça afunila para o Judiciário, mas não é só o Judiciário. Ele compreende um trio institucional, a Polícia Judiciária da União, que é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário.Esse trio institucional assume sua independência. A Polícia Federal sua independência técnica. No caso do Ministério Público e do Judiciário a independência política.”
“A Polícia Federal, é preciso distinguir, faz parte de um dos poderes, é órgão incrustrado no organograma do Ministério da Justiça. Ainda assim ela desfruta de autonomia técnica, o que é muito alentador. Agora, já o Ministério Público e o Poder Judiciário, para além da autonomia técnica, se situam no plano da independência política.”
O jogo sujo da desinformação
Editorial - Estadão
O Brasil, sua democracia e suas instituições estão sendo enxovalhados no exterior por uma campanha de difusão de falsidades cujo objetivo é denunciar a “ilegitimidade” do presidente em exercício Michel Temer. Diante da ousadia desses delinquentes a serviço da causa lulopetista, não basta ao Itamaraty limitar-se a orientar suas missões no exterior sobre como responder a essa onda de desinformação. Será necessária uma atitude mais resoluta para contra-arrestar as mentiras e deixar claro aos governos e à opinião pública de outros países que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff vem cumprindo todos os requisitos legais, e também para defender a decisão soberana dos eleitores brasileiros, devidamente representados no Congresso que votou pelo afastamento da petista. Na mais recente ofensiva da patota petista, um jornalista usou uma rotineira entrevista do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Mark Toner, para tentar induzir a Casa Branca a reconhecer que houve um “golpe” no Brasil e que a democracia no País foi arruinada.
Na entrevista, dia 24 passado, o jornalista, não identificado, mencionou os diálogos entre o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado – a quem o repórter chamou de “ex-magnata do petróleo” –, sugerindo ter havido ali um arranjo para derrubar Dilma. Então o repórter perguntou: “À luz dessas revelações, não seria hora de começar a considerar que o que aconteceu no Brasil pode ter sido um golpe brando?”.
O porta-voz Mark Toner respondeu que, para o governo americano, conforme já manifestado “várias vezes”, o processo democrático brasileiro e suas instituições “são estáveis o bastante e fortes o suficiente”, razão pela qual o País “é capaz de superar sua crise política”. Em seguida, para encerrar a conversa, disse: “Desse ponto em diante, não falarei sobre a política interna do Brasil”.
O verdadeiro papel daquele jornalista ficou explícito: não se tratava de fazer uma entrevista, mas sim de provocar um constrangimento. Disse o repórter: “Bom, isso é interessante. O novo governo acabou com todas as investigações anticorrupção contra os políticos que a ele haviam aderido” – algo que simplesmente não é verdade. E ele desatou a fazer um discurso como se estivesse numa assembleia estudantil: “Eles começaram a vender bens estatais, estão falando em mudar a política externa brasileira e formaram um Ministério inteiramente masculino, feito de gente ligada ao mercado e à indústria, gente que era hostil a uma porção de prioridades do governo anterior, e nada disso foi feito com o voto popular. O povo não teve nenhuma palavra nisso. Houve mesmo um processo democrático? Os Estados Unidos consideram aquilo um processo democrático?”.
Para não permitir que o Departamento de Estado americano continuasse a servir como palanque para o embuste lulopetista, o porta-voz interrompeu a conversa depois de reafirmar a crença dos Estados Unidos na força da democracia do Brasil e de dizer que não faria nenhum reparo às “mudanças internas no governo brasileiro”.
Não se trata de um episódio isolado. Os advogados da causa petista, aqui e no exterior, não se sentem constrangidos em apelar para a desinformação quando se trata de tentar caracterizar a “ilegitimidade” de Michel Temer. Um desses ativistas, o americano Glenn Greenwald, chegou ao cúmulo de publicar reportagem na qual diz que Temer não poderia assumir a Presidência porque “está por oito anos impedido de se candidatar a qualquer cargo público”. Ou seja, o jornalista tratou como condenação definitiva o que é apenas a opinião da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, a propósito de uma multa de R$ 80 mil imposta a Temer por ter feito doações eleitorais acima do teto.
Derrotado fragorosamente quando tentou emplacar a tese do “golpe”, rejeitada in totum pelo Supremo Tribunal Federal, restou à trupe lulopetista espalhar mundo afora que Temer é “ilegítimo”. É esse o jogo sujo que o Itamaraty terá de enfrentar.
O blog de Dilma
No site O Antagonista
Por favor, leia o editorial do Estadão sobre os blogueiros chapa branca. Os argumentos usados por eles foram repetidos por Dilma Rousseff, palavra por palavra, na entrevista para a repórter chapa branca Mônica Bergamo:
“Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o ‘golpe parlamentar’ que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a ‘democratização da comunicação’…
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a ‘comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão’ (sic), cujos proprietários, além de participar do ‘sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer’, seriam ‘beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais’. O outro afirma que o golpe faz parte de uma ‘estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics’ – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como ‘conspirador parceiro da Chevron’.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. ‘Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes’, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes”.
Leia, abaixo, o editorial do jornal O Estado de São Paulo, cujo título é Blogueiros chapa branca:
Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o “golpe parlamentar” que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a “democratização da comunicação”.
A carta aberta começa acusando o Supremo Tribunal de Federal de ser um “poder acovardado”. Prossegue afirmando que o governo Dilma teria subestimado a força dos jornais, revistas e televisões “a serviço do conservadorismo”. Alega que Temer é elitista e machista, por não ter indicado nenhuma mulher, negro ou trabalhador para seu Ministério. Diz que ele destruirá as empresas estatais do País e entregará os recursos do pré-sal “às multinacionais do petróleo, recolocando o Brasil na órbita dos Estados Unidos”. Criticam, ainda, a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que havia sido nomeado por Dilma dias antes da votação da abertura do impeachment pelo Senado. Aparelhada pelo PT, a empresa é uma tevê estatal disfarçada de televisão pública que foi criada em 2007 pelo governo Lula. Apesar de ter consumido mais de R$ 3,6 bilhões de recursos federais nos últimos anos, só conseguiu chegar a 1% da audiência duas vezes – quando mostrou um documentário sobre o Rio Reno e quando apresentou um filme de Mazzaropi. Nos demais dias, a EBC – que emprega a peso de ouro alguns participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – jamais saiu do traço.
A carta aberta também apoia ocupações de prédios públicos, como forma de “resistência contra o governo golpista”. Propõe ampla cobertura das manifestações contra Temer, das ações que permitam o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto e das notícias que mostrem mulheres, jovens negros, militantes da reforma agrária e povos indígenas como “vítimas mais imediatas da escalada autoritária”.
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a “comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão” (sic), cujos proprietários, além de participar do “sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer”, seriam “beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais”. O outro afirma que o golpe faz parte de uma “estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics” – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como “conspirador parceiro da Chevron”.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. “Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes”, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes.
“Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o ‘golpe parlamentar’ que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a ‘democratização da comunicação’…
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a ‘comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão’ (sic), cujos proprietários, além de participar do ‘sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer’, seriam ‘beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais’. O outro afirma que o golpe faz parte de uma ‘estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics’ – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como ‘conspirador parceiro da Chevron’.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. ‘Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes’, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes”.
Leia, abaixo, o editorial do jornal O Estado de São Paulo, cujo título é Blogueiros chapa branca:
Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o “golpe parlamentar” que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a “democratização da comunicação”.
A carta aberta começa acusando o Supremo Tribunal de Federal de ser um “poder acovardado”. Prossegue afirmando que o governo Dilma teria subestimado a força dos jornais, revistas e televisões “a serviço do conservadorismo”. Alega que Temer é elitista e machista, por não ter indicado nenhuma mulher, negro ou trabalhador para seu Ministério. Diz que ele destruirá as empresas estatais do País e entregará os recursos do pré-sal “às multinacionais do petróleo, recolocando o Brasil na órbita dos Estados Unidos”. Criticam, ainda, a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que havia sido nomeado por Dilma dias antes da votação da abertura do impeachment pelo Senado. Aparelhada pelo PT, a empresa é uma tevê estatal disfarçada de televisão pública que foi criada em 2007 pelo governo Lula. Apesar de ter consumido mais de R$ 3,6 bilhões de recursos federais nos últimos anos, só conseguiu chegar a 1% da audiência duas vezes – quando mostrou um documentário sobre o Rio Reno e quando apresentou um filme de Mazzaropi. Nos demais dias, a EBC – que emprega a peso de ouro alguns participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – jamais saiu do traço.
A carta aberta também apoia ocupações de prédios públicos, como forma de “resistência contra o governo golpista”. Propõe ampla cobertura das manifestações contra Temer, das ações que permitam o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto e das notícias que mostrem mulheres, jovens negros, militantes da reforma agrária e povos indígenas como “vítimas mais imediatas da escalada autoritária”.
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a “comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão” (sic), cujos proprietários, além de participar do “sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer”, seriam “beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais”. O outro afirma que o golpe faz parte de uma “estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics” – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como “conspirador parceiro da Chevron”.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. “Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes”, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes.
Pronomes e políticos
Editorial - Folha de SP
Poderia considerar-se apenas um factoide, mas, dada a luz vacilante que emana do Planalto nestes primeiros tempos de governo, ganha significação política a súbita veemência de Michel Temer (PMDB). Com dois tapas na mesa, o habitualmente maneiroso presidente interino reagiu às críticas que circulam a seu respeito. Não se mostram injustificadas, diga-se.
Enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apresentou desde a posse sinais inequívocos de determinação em seus objetivos, tem sido inversa a impressão causada pelas atitudes de Temer.
Extinguiu o Ministério da Cultura -para em seguida recriá-lo. Depois de compor um gabinete do qual mulheres não fazem parte, apressou-se a encontrar quem cumprisse o requisito para ocupar cargos de segundo escalão.
A custo, desautorizou alguns ministros, que nas primeiras entrevistas externaram concepções de mau alvitre. Alexandre de Moraes (Justiça) recuou após avançar opiniões sobre a indicação do procurador-geral da República; Ricardo Barros (Saúde) precipitou-se ao sugerir o redimensionamento do SUS.
Os desencontros e desandadas conotavam um ambiente de improvisação e falta de comando, sem dúvida perturbando a aura de habilidade política de que Temer sempre esteve cercado. O pior, contudo, ainda estava (ou estará) por vir.
Revelados por esta Folha, diálogos gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado custaram a Romero Jucá (PMDB-RR) seu posto no Ministério do Planejamento -e ele não foi o único peemedebista de grande porte a ter suas inconfidências divulgadas.
Pelo menos o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) tiveram suas falas registradas em áudio. Pior para o trio, consta que Machado gravou muito mais do que se noticiou até agora, e não se sabe o que terá narrado aos investigadores num acordo de delação premiada.
Michel Temer, em duas semanas de governo, depara-se com o explosivo potencial de desmoralização entranhado no sistema que o sustenta. "Não temos compromisso com o equívoco", exclamou, enquanto golpeava a mesa presidencial. "Procurarei não errar, mas se o fizer, consertá-lo-ei", acrescentou, com um sorriso no canto da boca.
Fazendo da mesóclise sua marca registrada, o presidente interino pode resolver o problema dos pronomes, mas não o dos políticos da base parlamentar. Quanto a estes, não se sabe bem onde colocá-los: se na linha de frente, para que ajudem a aprovar projetos essenciais no Congresso, ou se na porta dos fundos, para que cuidem de seus inquéritos e seus processos.
Ouçamos sua voz!
Por Dom Orani Tempesta
Recordo-me que assim começa a regra de São Bento: “escuta filho”. Assim também rezamos sempre no “salmo invitatório” da Liturgia das Horas: “se hoje escutardes sua voz”. A buscar por falar, desabafar supõe que haja quem escute, quem ouça com o coração aberto e iluminado pelo Espírito Santo.
Porém, para escutar o outro necessitamos primeiro escutar o Senhor nosso Deus. O primeiro passo de uma pastoral da escuta, antes mesmo de técnicas de escuta, é sermos pessoas que aprenderam a escutar a voz de Deus em suas vidas.
Estamos constatando algo na nossa sociedade contemporânea. Sociedade esta das: inovações, das descobertas, da tecnologia e da era digital. Nesta sociedade, percebo que cada vez mais aumentam no coração humano as agitações interiores e exteriores. O nosso grande mal é a falta de escutar. O escutar aqui é ao próprio Deus, aos outros e à natureza.
É claro: estamos no período contemporâneo e temos que cada vez mais avançar, mas avançar sem perder de vista as qualidades deixadas pelo passado, ou seja, pela história. Assim, já dizia Cícero: “Historia, magistra vitae” (recordo aqui de meu antigo professor de história). Na História, podemos aprender com o Antigo Testamento que fortalece o mandato de Deus do escutar-Shemá. “Ouve, Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6,4).
O Povo de Israel vai viver esta máxima de escutar e estar sempre atento à voz do Senhor que fala. O seu falar é através da voz, dos sinais ou de pessoas que foram enviadas (profetas). Quantos profetas souberam de sua missão porque souberam ouvir a Voz de Deus! Ouviram por que se colocaram em silêncio. Quantos no mundo atual repudiam o silêncio! Acham que silêncio é coisa exclusive de monge. Não, o silêncio serve para todos nós, sobretudo neste mundo tão agitado em que vivemos, onde o que impera é o barulho. Às vezes nos perdemos no barulho e nos esquecemos de ouvir o Senhor.
Encontramos muitos textos que assim nos exortam sobre o silêncio e a escuta. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10,27). “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus" (Jo 8,47). “Então ele disse: O Deus dos nossos antepassados o escolheu para conhecer a sua vontade, ver o Justo e ouvir as palavras de sua boca” (At 22,14). “O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Quan¬do Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: “O que você está fazendo aqui, Elias”? (1Reis, 19,11-13).
Será importante que nós comecemos a refletir a respeito do valor do silêncio e da escuta. Nesse sentido, os círculos bíblicos, com o modo de “Lectio divina”, se inserem nesse contexto, quando depois de ouvir, acolher, meditar, partilhamos o que o Senhor nos falou. Porém, temos que aprender a nos silenciar. A liturgia prescreve alguns momentos de silêncio, que nem sempre observamos. Este silêncio não é fazer nada, mas este silêncio é a oportunidade de calar a minha voz para deixar a Voz de Deus falar em meu coração e em minha vida. Em vez de agitação, recolhamos ao silêncio para escutar o Senhor. Escutar o outro que às vezes está quase gritando para ser notado e compreendido.
Deus fala, em primeiro lugar, por meio da sua Palavra. Mas não somente. Fala também através de outros meios e sinais. Alguns são evidentes, como as palavras do Papa Francisco, sempre certeiras, que nos comovem e fazem refletir. E pode falar através do comentário de uma pessoa, de algo que vivenciamos, ouvimos ou lemos aparentemente "por acaso". Seria excelente se dedicássemos alguns momentos a fazer um breve "retiro", no qual nos aplicássemos sem pressa a abrir-nos ao que Deus possa querer nos dizer. São famosos os retiros de silêncio da Espiritualdiade Inaciana e muitos hoje os procuram. Podemos começar a vivenciar indo à Missa; passar também um tempo em adoração diante do Santíssimo; caminhar ou sentar-nos em meio a uma bela paisagem, talvez no jardim de algum convento ou parque.
E, para orar, selecionar alguma passagem bíblica, talvez um dos textos da liturgia do dia, por exemplo, ou seu trecho favorito. Também é possível aproveitar alguma mensagem do Papa; participar de algum retiro na paróquia ou comunidade religiosa, ou inclusive fazê-lo pela internet.
Segundo Santo Agostinho, “escutar a palavra de Deus é como se alimentar de Cristo”. Ele explicava que há duas mesas na Igreja: a mesa da Eucaristia e a mesa da Palavra. Com isso, ele patenteava que a Palavra de Deus é um alimento espiritual. Quem bem se nutria desta refeição santificadora era Maria, a irmã de Marta e Lázaro, elogiada por Jesus pelo fato de escutá-Lo atentamente, deixando todos os outros afazeres.
Como dito no início, neste Ano Santo Jubilar da Misericórdia, nossa Arquidiocese está empenhada na Pastoral da Escuta. Aprendendo a escutar o Senhor, portanto a rezar, a orar, poderemos também nos dedicar a ouvir os irmãos em suas necessidades de partilha e desabafos, muitas vezes trazendo corações feridos pela vida e pela história. Para isso, supõe-se a caridade e a fraternidade de quem ama a Deus e ao próximo. Muitas vezes as pessoas acabam colocando seus sentimentos em público, e até mesmo pelas mídias sociais, de tão necessitadas de partilha. Porém, a partilha na fé dá outra dimensão e nos remete ao encontro com o Senhor, que quer falar ao coração de cada um. Por isso, o grande trabalho de quem escuta é ajudar a abrir o ouvido do interlocutor para escutar o que Deus lhe está falando. Escutar o próximo é um belíssimo ato de misericórdia, e nos abre para a graça do serviço generoso aos que precisam desabafar e encontrar-se com a Trindade Santa.
Porém, para escutar o outro necessitamos primeiro escutar o Senhor nosso Deus. O primeiro passo de uma pastoral da escuta, antes mesmo de técnicas de escuta, é sermos pessoas que aprenderam a escutar a voz de Deus em suas vidas.
Estamos constatando algo na nossa sociedade contemporânea. Sociedade esta das: inovações, das descobertas, da tecnologia e da era digital. Nesta sociedade, percebo que cada vez mais aumentam no coração humano as agitações interiores e exteriores. O nosso grande mal é a falta de escutar. O escutar aqui é ao próprio Deus, aos outros e à natureza.
É claro: estamos no período contemporâneo e temos que cada vez mais avançar, mas avançar sem perder de vista as qualidades deixadas pelo passado, ou seja, pela história. Assim, já dizia Cícero: “Historia, magistra vitae” (recordo aqui de meu antigo professor de história). Na História, podemos aprender com o Antigo Testamento que fortalece o mandato de Deus do escutar-Shemá. “Ouve, Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6,4).
O Povo de Israel vai viver esta máxima de escutar e estar sempre atento à voz do Senhor que fala. O seu falar é através da voz, dos sinais ou de pessoas que foram enviadas (profetas). Quantos profetas souberam de sua missão porque souberam ouvir a Voz de Deus! Ouviram por que se colocaram em silêncio. Quantos no mundo atual repudiam o silêncio! Acham que silêncio é coisa exclusive de monge. Não, o silêncio serve para todos nós, sobretudo neste mundo tão agitado em que vivemos, onde o que impera é o barulho. Às vezes nos perdemos no barulho e nos esquecemos de ouvir o Senhor.
Encontramos muitos textos que assim nos exortam sobre o silêncio e a escuta. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10,27). “Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus" (Jo 8,47). “Então ele disse: O Deus dos nossos antepassados o escolheu para conhecer a sua vontade, ver o Justo e ouvir as palavras de sua boca” (At 22,14). “O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Quan¬do Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: “O que você está fazendo aqui, Elias”? (1Reis, 19,11-13).
Será importante que nós comecemos a refletir a respeito do valor do silêncio e da escuta. Nesse sentido, os círculos bíblicos, com o modo de “Lectio divina”, se inserem nesse contexto, quando depois de ouvir, acolher, meditar, partilhamos o que o Senhor nos falou. Porém, temos que aprender a nos silenciar. A liturgia prescreve alguns momentos de silêncio, que nem sempre observamos. Este silêncio não é fazer nada, mas este silêncio é a oportunidade de calar a minha voz para deixar a Voz de Deus falar em meu coração e em minha vida. Em vez de agitação, recolhamos ao silêncio para escutar o Senhor. Escutar o outro que às vezes está quase gritando para ser notado e compreendido.
Deus fala, em primeiro lugar, por meio da sua Palavra. Mas não somente. Fala também através de outros meios e sinais. Alguns são evidentes, como as palavras do Papa Francisco, sempre certeiras, que nos comovem e fazem refletir. E pode falar através do comentário de uma pessoa, de algo que vivenciamos, ouvimos ou lemos aparentemente "por acaso". Seria excelente se dedicássemos alguns momentos a fazer um breve "retiro", no qual nos aplicássemos sem pressa a abrir-nos ao que Deus possa querer nos dizer. São famosos os retiros de silêncio da Espiritualdiade Inaciana e muitos hoje os procuram. Podemos começar a vivenciar indo à Missa; passar também um tempo em adoração diante do Santíssimo; caminhar ou sentar-nos em meio a uma bela paisagem, talvez no jardim de algum convento ou parque.
E, para orar, selecionar alguma passagem bíblica, talvez um dos textos da liturgia do dia, por exemplo, ou seu trecho favorito. Também é possível aproveitar alguma mensagem do Papa; participar de algum retiro na paróquia ou comunidade religiosa, ou inclusive fazê-lo pela internet.
Segundo Santo Agostinho, “escutar a palavra de Deus é como se alimentar de Cristo”. Ele explicava que há duas mesas na Igreja: a mesa da Eucaristia e a mesa da Palavra. Com isso, ele patenteava que a Palavra de Deus é um alimento espiritual. Quem bem se nutria desta refeição santificadora era Maria, a irmã de Marta e Lázaro, elogiada por Jesus pelo fato de escutá-Lo atentamente, deixando todos os outros afazeres.
Como dito no início, neste Ano Santo Jubilar da Misericórdia, nossa Arquidiocese está empenhada na Pastoral da Escuta. Aprendendo a escutar o Senhor, portanto a rezar, a orar, poderemos também nos dedicar a ouvir os irmãos em suas necessidades de partilha e desabafos, muitas vezes trazendo corações feridos pela vida e pela história. Para isso, supõe-se a caridade e a fraternidade de quem ama a Deus e ao próximo. Muitas vezes as pessoas acabam colocando seus sentimentos em público, e até mesmo pelas mídias sociais, de tão necessitadas de partilha. Porém, a partilha na fé dá outra dimensão e nos remete ao encontro com o Senhor, que quer falar ao coração de cada um. Por isso, o grande trabalho de quem escuta é ajudar a abrir o ouvido do interlocutor para escutar o que Deus lhe está falando. Escutar o próximo é um belíssimo ato de misericórdia, e nos abre para a graça do serviço generoso aos que precisam desabafar e encontrar-se com a Trindade Santa.
Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis nas ruas de Belém
Do G1 PA
Milhares de pessoas participaram percorreram as ruas do centro de Belém
na tarde de ontem (28) na Marcha para Jesus. A manifestação
religiosa é realizada há 17 anos na capital paraense e reúne fiéis de
várias igrejas evangélicas da capital.
"É a união de todas as igrejas evangélicas que tem como objetivo
proclamar paz, proclamar essa unidade e mostrar que podemos viver
unidos, independentemente das nossas diferenças", explica Daniel Rocha,
coordenador do evento.
Ao som de bandas gospel, fiéis se reuniram no início da avenida Presidente Vargas, no bairro da Campina, de onde a caminhada partiu por volta de 16h. "É um tempo novo para Belém e para o nosso estado. Proclamar o reino de Deus para todas as famílias paraenses", disse o pastor Getúlio Lopes.
Ao som de bandas gospel, fiéis se reuniram no início da avenida Presidente Vargas, no bairro da Campina, de onde a caminhada partiu por volta de 16h. "É um tempo novo para Belém e para o nosso estado. Proclamar o reino de Deus para todas as famílias paraenses", disse o pastor Getúlio Lopes.
sábado, 28 de maio de 2016
Palacete Pinho tem lustre furtado durante a madrugada
Um lustre de uma das salas do Palacete Pinho, na Cidade Velha, foi furtado na madrugada desta ontem (27). O furto foi registrado na polícia pela Prefeitura de Belém, que também toma medidas sobre o caso.
Segundo a prefeitura, o cadeado do portão principal do prédio foi quebrado por moradores de rua. Pela manhã, uma pessoa que passou a noite no local foi retirada de lá por guardas municipais. O cadeado foi reposto.
A nota oficial enviada pela prefeitura informa também que a guarda municipal intensificou as rondas no local, mas a reportagem de O Liberal esteve no prédio esta tarde e não encontrou nenhum guarda municipal.
A presidente da Associação de Amigos do Patrimônio Histórico de Belém, Nádia Brasil, disse que furtos e arrombamentos em prédios históricos da cidade costumam acontecer em feriados prolongados como o desta semana. Ela criticou o abandono dos prédios históricos da capital e destacou que os locais não possuem vigilância, o que facilita a ação de vândalos e saqueadores.
Prédio do ciclo da borracha - O palacete possui características da época do ciclo da borracha, quando a economia de Belém e outras capitais da região Norte foi impulsionada pelo êxito da extração do látex e comercialização da borracha. O prédio foi construído pela família do comendador Antonio José de Pinho. Na época o solar era palco de saraus e outras manifestações artísticas.
Castigado pela ação do tempo e depredações de toda ordem, o palacete passou por uma reforma a partir de 2003, financiada por recursos obtidos por meio da Lei Rouanet. O local foi reaberto em 2011, após sete anos de obras.
A prefeitura de Belém informou que tem um projeto para a implantação de um centro de artes no Palacete Bolonha. O projeto encontra-se em fase de captação de recursos.
Segundo a prefeitura, o cadeado do portão principal do prédio foi quebrado por moradores de rua. Pela manhã, uma pessoa que passou a noite no local foi retirada de lá por guardas municipais. O cadeado foi reposto.
A nota oficial enviada pela prefeitura informa também que a guarda municipal intensificou as rondas no local, mas a reportagem de O Liberal esteve no prédio esta tarde e não encontrou nenhum guarda municipal.
A presidente da Associação de Amigos do Patrimônio Histórico de Belém, Nádia Brasil, disse que furtos e arrombamentos em prédios históricos da cidade costumam acontecer em feriados prolongados como o desta semana. Ela criticou o abandono dos prédios históricos da capital e destacou que os locais não possuem vigilância, o que facilita a ação de vândalos e saqueadores.
Prédio do ciclo da borracha - O palacete possui características da época do ciclo da borracha, quando a economia de Belém e outras capitais da região Norte foi impulsionada pelo êxito da extração do látex e comercialização da borracha. O prédio foi construído pela família do comendador Antonio José de Pinho. Na época o solar era palco de saraus e outras manifestações artísticas.
Castigado pela ação do tempo e depredações de toda ordem, o palacete passou por uma reforma a partir de 2003, financiada por recursos obtidos por meio da Lei Rouanet. O local foi reaberto em 2011, após sete anos de obras.
A prefeitura de Belém informou que tem um projeto para a implantação de um centro de artes no Palacete Bolonha. O projeto encontra-se em fase de captação de recursos.
Pedro Scooby posta foto de Luana Piovani nua em rede social
Na foto, Luana, que foi capa da Playboy do mês de abril, posa sentada na beira da hidromassagem O clique dividiu opiniões, alguns usuários elogiaram e outros criticaram a atitude do surfista. "E depois de três filhos ela ainda tem um corpo perfeito", disse uma internauta. "Desnecessário", comentou outra.
Luana Piovani, que foi a capa da revista Playboy de abril, está casada com Pedro desde 2013, o casal já tem três filhos. Eles estão em viagem e foram prestigiar o Rock in Rio Lisboa, que começou na última quinta-feira.
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