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domingo, 22 de outubro de 2017

Editorial - Folha de SP: Quadro lamentável

Na condição de presidente mais impopular em toda a série histórica que se inicia com o governo José Sarney em 1985, o peemedebista Michel Temer enfrenta, nesta semana, o exame de uma segunda denúncia por crimes cometidos durante o seu mandato.

Mergulhada na fisiologia, no oportunismo e nas próprias falcatruas, a maior parcela da Câmara dos Deputados não verá, ao que tudo indica, razões para aceitar um novo pedido de abertura de processo penal –em agosto, rejeitou-se iniciativa semelhante da Procuradoria-Geral da República.

Já numa decisão juridicamente precária, de aberto enviesamento político, o Tribunal Superior Eleitoral fechou os olhos às evidências de abuso de poder econômico a marcar o pleito que levou Temer à Vice-Presidência, na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT).

De lá para cá, só fizeram agravar-se o desprestígio e a má reputação do presidente e de seus associados no poder. Com 73% dos entrevistados reprovando seu desempenho, segundo o Datafolha, Temer superou (dentro da margem de erro da pesquisa) até mesmo os 71% atingidos por Dilma Rousseff no ocaso de sua desastrosa gestão.

O episódio clamoroso da mala de dinheiro flagrada nas mãos do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), depois de o presidente tê-lo indicado ao empresário Joesley Batista como seu interlocutor de confiança, embasou com vivos indícios a primeira denúncia do Ministério Público.

Esta foi rejeitada pela Câmara, alcançando apenas 227 dos 342 votos necessários. Não parece plausível que agora, alvo de uma peça acusatória menos consistente que a anterior, Temer vá correr o risco de afastamento do cargo.

Com efeito, as acusações de obstrução da Justiça e de participação em organização criminosa, embora tenham ressonância veraz para a opinião pública, carecem de caracterização criminal suficientemente precisa nesse caso.

A tese da obstrução fundamentou-se nos ambíguos assentimentos de Temer, na conversa gravada com Joesley Batista, ao relacionamento que este dizia ter com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A credibilidade dessa delação premiada e a do próprio ex-procurador-geral Rodrigo Janot abalaram-se consideravelmente com revelações posteriores. Cabe lembrar, ademais, que nem mesmo no famigerado caso do mensalão o STF condenou seus personagens por crime de quadrilha.

Perderam-se, em suma, diversas oportunidades para que –como preconizava esta Folha desde a crise do impeachment– o país antecipasse as eleições presidenciais, em vez de se deixar assenhorear por uma escória política que, com brados de moralidade, teve o desplante de se fingir superior à patifaria que a precedeu.

É tal o quadro, lamentável, a que se chegou. Dado o pouco tempo restante de mandato, Temer tende a permanecer por esgotamento de opções. Só o pleito de 2018 poderá apontar para um futuro melhor.

Coisa do Brasil da sacanagem

Multas impostas aos políticos voltam para eles
Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e outras penalidades eleitorais. O valor não inclui a distribuição regular do Fundo Partidário, que chega a R$900 milhões. Funciona assim: multas são depositadas em uma conta da Justiça e o total depois é dividido proporcionalmente entre os partidos. Até agora, no ano, foram rateados R$641,3 milhões.
Esquema dá voltas
Punido por propaganda eleitoral irregular, por exemplo, partido punido recebe de volta parte do que pagou a título de... multa.
Diferentes fontes
A Lei dos Partidos (9.096/95) define que o Fundo Partidário, hoje de R$830 milhões, é nutrido pelo Tesouro, por doações e... as multas.
Valor principal
Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições.
Prestação de contas
Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições. 
(Fonte: Diário do Poder - Claudio Humberto)

Ex-governadora Ana Júlia troca PT por PCdoB

Antiga parceria petista
Santarém/2003 - Maria do Carmo Martins, candidata ao governo do Estado e Ana Júlia Carepa, candidata ao senado, em plena campanha fizeram pose para o fotógrafo após saborearem uma caldeirada de tucunaré no restaurante Pirakatu.
Leia aqui >Ana Júlia explica porque mudou

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dona Onete continua fazendo sucesso



A cantora paraense Dona Onete participou do capitulo de ontem (19) da novela "A Força do Querer", virando assunto nas redes sociais entre o público da novela e até mesmo famosos. Na trama, a cantora se apresentou na lanchonete "Cantinho da Nazaré", onde cantou a música "Boto Namorador" (vídeo acima), uma das músicas temas da novela, embalando as personagens ao som do carimbó. A cena ainda teve direito ao ator Tonico Pereira, que vive Abel, vestido de "Boto" e dançando em clima de romance com Zezé Polessa, a Edinalva. 
Onete é paparicada pelos globais

Leitorado

Quem conta é Adalberto Lins, leitor do meu blog, residente no bairro Sacramenta/Belém:
“Ontem, na esquina de uma movimentada avenida no centro de Belém, presenciei a briga de um casal. A mulher, aos gritos, disse ao homem que estava ao seu lado: “És o autor do meu infortúnio, túmulo da minha alegria, abismo da minha infelicidade”. Ele, calmamente, respondeu: “Eu te amo, prometo que mudarei o modo de te tratar, não vou mais te trair. Por favor, amor, acredita que eu te adoro, me perdoa!” ... Se abraçaram, se beijaram e, agarradinhos, pegaram o ônibus que acabara de chegar, e foram curtir o chamado ‘amor bandido`.”

Defender o devido processo legal é questão de coragem, não de lado

Por Reinaldo Azevedo - Folha de SP
Na segunda (16), Celso Rocha de Barros, colunista deste jornal, sugeriu haver uma armação para livrar a cara de Aécio Neves. E atirou: "(...) na luta para derrubar Dilma Rousseff, nenhum dos analistas que hoje se preocupam com equilíbrio institucional dava a mínima para isso". Bem, o "nenhum" me inclui. "Truco!"

Rocha de Barros diz não ser constitucionalista. Também não sou. Mas depois decreta que os casos Aécio, Delcídio do Amaral e Eduardo Cunha são iguais. Não são. De toda sorte, critiquei as medidas impostas aos três. Mas sei: os tempos são mais simpáticos a quem prega cadeia para todos.

Não esperei que a truculência do MPF ou de Sergio Moro chegasse à "direita" para reagir. No dia 17 de julho de 2015, escrevi aqui: "Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal (...) têm ignorado princípios básicos do Estado de Direito. Não é difícil evidenciar que prisões preventivas têm servido como antecipação de pena". Nome da coluna: "Os filhos do PT comem seus pais".
Mais aqui >Defender o devido processo legal é questão de coragem, não de lado

Faço trabalho exaustivo, não escravo, diz Gilmar

Em meio à polêmica com a publicação de uma portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira, 19, que o tema é polêmico, mas que deve ser tratado sem partidarizações ou ideologizações.

“Eu não tive tempo ainda de ler a portaria e terei de fazer a devida aferição. Esse tema é sempre muito polêmico e o importante, aqui, é tratar do tema num perfil técnico, não ideologizado. Há muita discussão em torno disso", disse o ministro.

“Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo. Eu já brinquei até no plenário do Supremo que, dependendo do critério e do fiscal, talvez ali na garagem do Supremo ou na garagem do TSE, alguém pudesse identificar, 'Ah, condição de trabalho escravo!'. É preciso que haja condições objetivas e que esse tema não seja ideologizado”, completou Gilmar Mendes.

As novas normas mudam a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão. Entre outras coisas, elas determinam que só o ministro do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, que dificulta a obtenção de empréstimos em bancos públicos.

Critérios. A nova regra altera também a forma como se dão as fiscalizações, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime.

“O que é importante é que haja critérios objetivos e que não haja essa subjetivação. Vimos aí alguns processos no STF em que havia uma irregularidade trabalhista, mas daí a falar-se em trabalho escravo, parece um passo largo demais. É preciso que haja esse exame adequado das situações, um tratamento objetivo e que isso não seja partidarizado nem ideologizado”, comentou Gilmar Mendes.

A portaria já foi criticada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e por artistas como Caetano Veloso, Alessandra Negrini, Letícia Sabatella e Diogo Nogueira. 

A arte de blindar no Planalto Central

Por Fernando Gabeira - Estadão
Os idos de 64 já vão longe, embora existam algumas semelhanças com o presente. Hoje a situação internacional é favorável à democracia, o Brasil está mais ligado ao mundo. E a tese fundamental é de que sociedade tem a capacidade de resolver por si a grande crise em que está metida.

Essa tese é também a razão da nossa esperança, não há a mínima condição de abandoná-la. No entanto, ela sofreu um golpe no processo que envolveu o Supremo e o Senado, culminando com a suspensão das medidas cautelares aplicadas ao senador Aécio Neves.

Já é grande o número de pessoas que não acreditam em solução democrática para a crise. Quem observar o discutido discurso do general Mourão, que admitiu a possibilidade de intervenção militar, verá que ele coloca como um dos fatores que a justificariam a incapacidade da Justiça de punir a corrupção no mundo político. E a melhor maneira de negar essa perspectiva sombria é, precisamente, demonstrar o contrário: que a Justiça cumprirá o seu papel, restando à sociedade completar a tarefa com mudanças em 2018. 

PT vai fazer vaquinha para arrecadar dinheiro e bancar caravanas de Lula pelo país

É bom, mas custa O PT lançará uma campanha para arrecadar doações para as caravanas do ex-presidente Lula. O esforço é parte de uma mudança na estratégia do partido, que decidiu rever a forma de buscar recursos. Passará a fazer pedidos focados em grandes temas.
Estreia A vaquinha será lançada nesta sexta-feira (20), na reunião da Executiva da sigla. Haverá mobilização nas redes a partir da próxima semana, com imagens da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, de líderes petistas e das viagens de Lula.

União contra as trevas

BRASILIA, DF, BRASIL, 18-10-2017, 17h: Senador Aécio Neves volta ao Senado depois de ser suspenço pelo STF. (Foto: Mateus Bonomi/Folhapress, PODER) 
Por Ruy Castro - Folha de SP
No Carnaval de 1989, a Beija-Flor, leia-se Joãozinho 30, propunha-se a apresentar um atrevido enredo antiluxo: "Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia", uma ode aos mendigos, bêbados e menores carentes do Brasil. O ponto alto seria o carro com a imagem de um Cristo encravado numa favela. A Cúria Metropolitana do Rio viu nisso um deboche, entrou com uma ação cautelar e conseguiu impedir o Cristo de desfilar. Só que Joãozinho cobriu o Cristo com sacos de lixo preto e desfilou-o do mesmo jeito, com um cartaz pendurado no peito: "Mesmo proibido, olhai por nós" (foto).

Mas, desde então, os espíritos se desarmaram. Na semana passada, a Arquidiocese do Rio comemorou os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora no rio Paraíba do Sul, além dos 86 anos da inauguração do monumento ao Cristo Redentor, com a participação de mil crianças de 16 escolas de samba mirins, desfilando pelo Leme e apresentando o samba-enredo "Aparecida de Nossa Senhora". O evento se completou com procissões, missas e a coroação da santa.

Nunca o samba e os católicos estiveram tão próximos. Na verdade, eles têm muito em comum —guardam certas semelhanças em liturgia, paramento e cantos, dão igual valor à simbologia e gostam de desfilar com estandartes.

A comemoração conjunta foi mediada pelo S.O.S. Villa-Lobos, um grupo de intelectuais (um deles, o embaixador Jeronimo Moscardo, ministro da Cultura de Itamar Franco) empenhado em proteger as tradições populares do Rio das trevas que as ameaçam. Inspira-se em Villa-Lobos, que, nas décadas de 30 a 50, formou corais com milhares de crianças brasileiras. O samba, a igreja católica e os intelectuais fazem bem em se unir.