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domingo, 2 de maio de 2010

Homenagem ao trabalhador

1º DE MAIO

(Hino-marcha)

Música e letra: Vicente José Malheiros da Fonseca


Vida do operário está no trabalho que faz

Sai de casa cedo e deixa a família no lar

Chega na empresa e o serviço é demais

Tempo não pode esperar.


Pela mais valia a tua produção não sei não

Pelo teu salário o mês sempre cresce afinal

Trabalhador, o teu dia merece atenção

E por isso fiz esta canção

Nesta data fatal

Tua condição

De lutar por um mundo melhor

É a alavanca que vem do suor

Pulsa o teu coração.


Ah! mas nem tudo são flores

Duro é o caminho a trilhar

Nosso labor singular

Multiplica por mil

A riqueza e o Brasil.


Quero homenagear nesta canção

Todo trabalhador desta nação

Dia primeiro de maio compor

Hino ao trabalhador.

"Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País. - (...) O que mais vai me dar orgulho é poder acordar de manhã, encontrar qualquer trabalhador e poder dizer para ele: "Bom dia companheiro"
(Lula, chorando, na festa de 1 de Maio promovida pela CUT).

Justiça fecha supermercados

Uma liminar judicial fechou, ontem, os supermercados de Belém. O fechamento ocorreu por volta do meio-dia, horário em que os estabelecimentos foram informados da liminar expedida pelo desembargador plantonista do Tribunal Regional do Trabalho 8ª Região, Mário Leite Soares. A decisão judicial estabeleceu multa de R$ 5 mil por funcionário que fosse mantido trabalhando durante o feriado do Dia do Trabalhador, pegou muitos consumidores de surpresa e houve muita reclamação.

De acordo com o empresário Alaci Corrêa, proprietário da rede de supermercados Nazaré, a liminar foi assinada pouco depois das 10 horas e foi comunicada aos supermercadistas por volta do meio-dia, quando os estabelecimentos foram fechados. Os clientes foram informados da decisão quando estavam fazendo compras. Placas avisando sobre o decisão foram afixadas nas portas dos supermercados e fizeram muita gente voltar para casa com as mãos vazias.

Alaci Correa destaca que os supermercados das redes Nazaré e Líder possuem uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que garante o funcionamento durante os feriados. As duas redes não são associadas ao Sindicato das Empresas do Comércio de Supermercados e Auto-Serviços do Pará e, segundo ele, estariam amparadas por essa liminar, que é de instância judicial superior. "Mas, como na liminar são citados os nomes dos supermercados, incluindo o Nazaré e Líder, resolvemos fechar e deixaremos para recorrer depois", destacou Corrêa. Também foram citados na liminar os supermercados Yamada, Formosa e Amazônia. (Fonte: Amazônia)

RE x PA - Águia e Cametá na semifinal do Parazão

Vai ter Re x Pa na semifinal do segundo turno do Campeonato Paraense. Depois dos resultados de ontem da sétima rodada, Águia, Clube do Remo, Paysandu e Cametá se classificaram para a fase seguinte. Por ter feito a melhor campanha no returno, o Águia recebe o Cametá no próximo domingo em Marabá, jogando pelo empate. Segundo colocado, o Leão Azul encara o Papão no sábado, no Mangueirão, também podendo empatar. O Remo também joga para consolidar a vaga paraense na Série D do Campeonato Brasileiro. Se o Águia vencer ou empatar a sua semifinal a vaga na competição nacional já será azulina, já que o Cametá é o único time que ainda briga para ir à quarta divisão.

O Paysandu confirmou sua classificação com uma vitória extremamente fácil sobre o São Raimundo pelo pçacar de 3 a 0 na Curuzu. Já em Marabá Águia e Remo empataram por 1 a 1 num jogo muito mais equilibrado. Em Cametá, os donos da casa golearam o Ananindeua por 4 a 0. No Baenão, Independente e Santa Rosa empataram por 1 a 1 na partida que marcou o único ponto conquistado pela equipe de Icoaraci no segundo turno.


sábado, 1 de maio de 2010

CASF tem novo presidente

Francisco Erse foi eleito ontem presidente da Caixa de Assistência aos Funcionários do BASA (CASF), com 890 votos pela chapa 1. Madson, que encabeçava a chapa 3, obteve 737 votos. E, a chapa 2, cujo candidato a presidente era Wanderley, teve 392 votos.

Caso Lana: obstetra dá explicações

O médico obstetra José Negrão Guimarães se manifestou ontem, em coletiva de imprensa no escritório do advogado dele, sobre o caso da estudante Lana Carla Silva Pimenta, 19 anos, que foi submetida a uma cesariana e saiu da cirurgia sem o bebê. Ele acha que a solução para o "enigma" da moça, que acredita que teve o filho roubado da Maternidade do Povo, está entre os meses de janeiro e abril deste ano. Isso porque em dezembro de 2009 e janeiro de 2010 foram realizadas duas ultrassonografias, que atestavam que a ela estava grávida. No entanto, no dia 23 de abril, quatro dias após a data da cirurgia de retirada da criança, foi constatado que ela não carregava uma criança no ventre.

O motivo é que o útero de Lana apresentava volume de 43,42 cm³, medida considerada normal, já que uma mulher que teve filho recentemente deve apresentar medida acima de 90 cm³ por pelo menos 40 dias após o parto. O útero de Lana, portanto, só poderia voltar ao normal depois da quarentena, o que não aconteceu. Outro fator apontado pelo médico obstetra é que o exame de beta HCG, hormônio produzido pela placenta durante a gravidez, também deu negativo, sendo que ele deveria permanecer no corpo da paciente por no mínimo dez dias. "Portanto, era humanamente impossível que ela estivesse grávida naquela ocasião", disse.

Guimarães explicou que recebeu do médico ginecologista Raimundo Góes, da Santa Casa de Misericórdia, um encaminhamento para a realização do parto na Maternidade do Povo com vários dados de Lana e do bebê. Entre eles, que a criança apresentava 142 batimentos cardíacos por minuto. E que, por estar deitada na região pélvica, deveria ser realizado um parto cesariano.

Diante destas informações, o médico verificou mais uma vez os batimentos do bebê, mas não escutou absolutamente nada. O que fez o médico crer que a criança estava morta. "Não fiz ultrassom, pois o serviço estava indisponível no hospital. E também porque ele nem é recomendado antes do parto", explicou. "Além disso, as pessoas precisam entender que sou o topo do iceberg. Eu não a conhecia. A moça fez o pré-natal pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e no nono mês foi à Santa Casa, que me enviou um relatório dizendo que ela estava apta para o parto desde o dia 18 de abril. E fiz o que estava ao meu alcance".

O médico contou que levou a paciente para a sala de operação, ela foi anestesiada e foi realizado o parto. Mas durante a operação de Lana, ele constatou que não havia criança alguma em seu útero. Ao contrário disso, o órgão estava bastante pequeno, tanto que nem foi preciso abrir para confirmar que não existia nenhum bebê de nove meses de gestação ali dentro. Guimarães disse que até tentou descobrir se era uma gravidez extra uterina, mas não encontrou nada. "Foi neste momento que mostrei in loco para a mãe da paciente que não existia bebê. Mas é assim mesmo. Se eu omitisse socorro, seria crucificado. Se eu fizesse a cirurgia, também seria porque a Lana queria a criança. Mas preferi preservar a vida dela", disse.

Após se deparar com a situação, o médico obstetra informou que procurou, imediatamente, o Conselho Regional de Medicina (CRM) para denunciar o caso. "Não tenho necessidade de esconder nada. Estou aberto e tranquilo para responder a todos os questionamentos sobre o caso. Tenho 40 anos de profissão e uma carreira íntegra. Não iria me queimar por causa de R$ 90 de uma cesariana, valor que recebo para realizar a cirurgia no SUS", afirmou.

Polícia prende sequestradores e liberta adolescente

Policiais militares, em parceria com policiais da Divisão de Investigação e operações Especiais (DIOE), desvendaram o sequestro de uma adolescente ocorrido ontem à tarde, na avenida Serzedelo Correa, em Belém. Dois acusados do crime, Thamom Robinson Lima Ferreira, de 24 anos, e Klyssia Helen Mesquita Furtado, de 23 anos, foram presos, ontem à noite, e levados até à Seccional da Cremação. Segundo informações policiais, os presos atuaram com mais três pessoas, que ainda não foram identificadas. Eles foram autuados pelo crime de sequestro mediante o resgate.

Segundo o cabo Gurjão, um dos policiais responsáveis pela ação, a vítima, menor de idade, tinha acabado de sair da escola e estava andando pela avenida Serzedelo Correa, próximo à rua dos Timbiras, quando um veículo vermelho, com vidros peliculados, parou ao lado da calçada. A jovem foi puxada para dentro do carro, onde ainda conseguiu distinguir mais dois homens e uma mulher, junto com os dois acusados apreendidos.

A jovem foi mantida em cativeiro na vila José Pires, na Generalíssimo. De acordo com o cabo Gurjão, os sequestradores contactaram a família da vítima para pedir um resgate de R$ 17 mil. "Eles falaram que só iriam liberar a menina se a quantia fosse paga. A família da moça conseguiu apenas R$ 7,5 mil, mas conseguiu falar com a polícia", contou o cabo.

O local combinado para o recebimento do dinheiro ficava na travessa Quintino Bocaiúva, entre Pariquis e Mundurucus, próximo à uma lata de lixo. "Três PMs ficaram à paisana, dentro de um veículo descaracterizado", disse o policial. A dupla foi presa no momento da troca e a refém resgatada.

Só o acusado Thamom Robinson Lima Ferreira havia começado a prestar o depoimento na seccional da Cremação no final da noite de ontem.

Mandante da morte de Doroty Stang condenado a 30 anos de prisão

Após o anuncio da sentença, Taradão é levado ao presidio

Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, o segundo acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang, crime cometido em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, no Oeste do Pará, foi condenado ontem pelo Tribunal do Juri, a29 anos de reclusão, com mais um ano de agravante, por ser a vítima uma idosa, na época com 73 anos, e que não teve chance de defesa.

Horas antes do anúncio da sentença, durante o depoimento de Regivaldo, a defesa conduziu as perguntas a fim de desvincular o acusado e Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", primeiro condenado como mandante do assassinato da religiosa. Segundo o réu, já em dezembro de 2004, ou seja, dois meses antes de Rayfran das Neves acertar seis tiros na religiosa, ele não tinha mais relação alguma com as terras da gleba 55, as quais já haviam sido vendidas para Vitalmiro, o qual, por sua vez, negociou parte da propriedade com Amair Feijoli da Cunha, o "Tato", condenado por servir como intermediário na contratação do pistoleiro para cometer o crime.

A equipe de defesa, coordenada pelo advogado Jânio Siqueira, sustentou que Amair envolveu Regivaldo para conseguir a delação premiada, a qual resultou em uma pena de 19 anos, ao invés de 27 anos, por ter intermediado a contração do pistoleiro para matar Dorothy.

O advogado assistente, César Ramos da Costa, chamou atenção dos jurados para "não condenar o acusado em caso de dúvidas". "Ninguém pode ser condenado se não houver provas. E, nesse caso, não há provas suficientes para condenar o réu", argumentou.

Promotor - Para convencer o juri, a acusação, liderada pelo promotor de Justiça Edson Cardoso, pontuou o histórico da gleba 55, em Anapu, mostrando que a primeira compra data de 1977 e a segunda de 1999, esta feita por Libério Nascimento. Segundo o promotor, trata-se de um "laranja" usado por Regivaldo para negociar os mais de três mil hectares da área, depois incluída no Plano de Desenvolvimento Sustentável para Anapu.

A acusação apontou Valdevino Felipe de Andrade como o "capataz" do réu que servia para negociar as terras de forma ilegal, em nome de Regivaldo. Este homem teria vendido as terras para Vitalmiro, em abril de 2004. "Ele sempre esteve nas sombras, usando nome de terceiros para burlar o imposto de renda e cometer crimes", afirmou o promotor.

Edson Souza mostrou que a relação entre "Bida" e Regivaldo se estendia até agosto de 2006, quando o pagamento da dívida feita em abril, tendo Valdevino como credor, terminaria com o pagamento de 22 arrobas de gado. A acusação mencionou ainda que, em outubro de 2008, Regivaldo arregimentou colonos para irem ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e tentar legalizar para si as terras da gleba Bacajá, onde Dorothy foi morta. "Não quero que olhem a ideologia da vítima ou do réu, mas apenas vejam os fatos apresentados. Dorothy foi morta não porque invadia ou estimulava invasão de terras, mas sim porque questionava os que se beneficiavam das terras públicas com esquemas criminosos. A negociação de terras ilegais era a vida deles e ela foi buscar essa ferida. Foi esse o principal motivo de sua morte", assegurou o promotor.

Tensão e bate-boca no plenário marcaram o início do julgamento

O julgamento de Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão" iniciou de forma tensa, com discussão entre acusação e defesa. Houve bate-boca após o advogado de defesa, Jânio Siqueira, solicitar ao juiz Raimundo Flexa, que presidia o júri, que a advogada Mary Cohen, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Pará, se retirasse do plenário porque a sua presença estava "incomodando" a defesa. Regivaldo Galvão é acusado de junto com o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", ter mandado matar a missionária, em fevereiro de 2005.

A sessão começou pouco depois das 8 horas e contou com a presença de várias autoridades, como o jurista e constituinte, Plínio de Arruda Sampaio e a cônsul dos Estados Unidos, no Pará, Cristine Serrão, além de um grande número de profissionais da imprensa nacional e internacional. Foi nesse cenário, que após a oitiva das três testemunhas de acusação, o advogado Jânio Siqueira, pediu que a advogada Mary Cohen se retirasse do plenário. "A presença dela (Mary Cohen) ali, ao lado do juiz, sugestiona uma certa autoridade. Além disso, ela atuou no processo na assistência de acusação (de maneira informal)", disse o advogado.

Após o depoimento do delegado Uálame Machado, um outro pedido da defesa causou polêmica e foi indeferido pelo juiz. O advogado assistente de defesa, César Ramos da Costa, solicitou que o réu, Regivaldo Galvão, ficasse ao lado dos advogados de defesa, o que o colocaria de frente para as testemunhas. Também foi pedido papel e caneta para o réu. Porém, nenhum dos pedidos foi aceito pelo juiz, que fez referência ao rito do tribunal do júri e à necessidade de que as testemunhas não sofram nenhum tipo de constrangimento, daí porque o réu tem que ficar de costas para as testemunhas. "Isso já acontece em alguns estados, como o Rio de Janeiro. O réu fica ao lado de sua defesa para trocarem ideias sobre a defesa. Mas, a justiça local agiu de forma conservadora e não acatou esse pedido que tem base na Constituição Federal", defendeu Siqueira.

O promotor de justiça, Édson Cardoso, classificou como "descortesia" o pedido de Jânio Siqueira para que a advogada Mary Cohen, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Pará, se retirasse do plenário. O advogado de defesa rebateu, alegando que o promotor não teria autoridade moral para analisar seus atos. O clima esquentou entre defesa e acusação e houve discussão. O juiz Raimundo Flexa chamou a atenção das duas partes e informou que como magistrado ele possui a prerrogativa de convidar pessoas a se sentarem a sua direita no plenário. O juiz pediu desculpas à advogada, mas, mesmo assim, Mary Cohen se retirou do plenário, sendo acompanhada pelo jurista Plínio de Arruda Sampaio e do procurador da República, Felício Pontes Júnior, que também estavam sentados ao lado do juiz.

Para o jurista Plínio de Arruda Sampaio, que atuou como constituinte e é um dos responsáveis pela consultoria que resultou na composição do capítulo "Do Poder Judiciário" da Constituição Federal, o pedido da defesa para colocar o réu de frente para as testemunhas era com a intenção de intimidação. "O latifúndio age dessa forma, com a intimidação, ameaça e a coação e era essa a intenção da defesa", criticou o jurista, acrescentando que sempre esteve ligado a causa da reforma agrária, tendo sido autor do projeto de reforma agrária, em 1964, o que lhe rendeu um exílio de 12 anos fora do país. "É preciso destacar que esse pedido não foi inocente. Além disso, esse julgamento é importantíssimo para a reforma agrária no país, já que é a segunda vez que alguém acusado de ser mandante de uma morte no campo senta no banco dos réus", acrescentou.

Testemunhas falaram pela manhã. Quatro foram dispensadas.

O conselho de sentença foi formado de cinco homens e duas mulheres. Ao todo foram dispensadas quatro das sete testemunhas de acusação, das quais uma delas não compareceu ao julgamento. As outras três prestaram depoimento. São elas: a irmã Roberta Lee Spire, que era amiga da missionária; o ex-chefe da unidade avançada do Incra, Bruno Kempner; e o delegado da Polícia Federal, Uálame Machado. Ainda pela manhã, foram ouvidas também duas das cinco pessoas arroladas pela defesa: o corretor de imóveis, Libério Nascimento e o funcionário do Incra, Antonio Elídio. A testemunha Joyce Lima foi dispensada.

A Irmã Roberta Spire falou sobre a militância de Dorothy Stang, atuando na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais e do meio ambiente. Segundo ela, a missionária já havia formalizado várias denúncias de desmatamento junto aos órgãos competentes, citando vários nomes de fazendeiros e empresários, incluindo o de Regivaldo Galvão. O segundo a falar foi o ex-chefe do Incra, Bruno Kempner, que foi taxativo ao ressaltar que constatou in loco o desmatamento denunciado pela religiosa e que convocou "Taradão" para prestar esclarecimentos. Nas duas audiências, ele teria comparecido acompanhado de "Bida", que foi apresentado ao ex-chefe do Incra como sendo sócio de "Taradão". Regivaldo trabalhava com a venda de terras e estaria trabalhando na transação de venda do lote 55 para "Bida".

Já o delegado Uálame Machado, da PF, reafirmou em seu depoimento que o vídeo de entrevista gravado com Rayfran e Tato, no complexo do presídio de Americano, em abril de 2005, foi feito pela própria polícia e que não houve nenhuma forma de constrangimento ao preso.

As duas testemunhas de defesa, Libério Nascimento (corretor de imóveis) e o funcionário do Incra Antonio Elídio limitaram-se a falar de aspectos técnicos de como funciona a compra e venda de imóveis, legalização de terras, captação de financiamentos, entre outros aspectos relativos à terra. À tarde, a sessão foi retomada com a oitiva de Amair Feijoli da Cunha, acusado de participação no crime; e a mulher dele, Elizabeth da Cunha. Ambos foram ouvidos na condição de informante, e não de testemunha.

Comitê - Em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, o Comitê Dorothy Stang montou acampamento, com integrantes do movimento e trabalhadores rurais que vieram do interior do Estado. Com cartazes e faixas, o movimento pedia justiça e punição a mais um acusado de participar como mandante do crime. Familiares e amigos do réu Regivaldo Galvão também compareceram à sessão, vestindo camisas com a frase "Regivaldo inocente". (Fonte: Amazônia)